VÁRZEA ALEGRE TERRA DOS CONTRASTES - Mundim do Vale
Localizada no centro sul do estado do Ceará ficou conhecida no Brasil inteiro depois do musical Contrastes de Várzea Alegre, interpretado por Luiz Gonzaga e composto por Zé Clementino. Cidade que foi tema de um documentário da Rede Globo de Televisão, por ser uma cidade alegre, fazendo assim jus ao seu nome. Cidade que por brincadeira de um grupo de agricultores do sítio Roçado de Dentro, deu partida no samba, para ser hoje, com duas escolas, MIS e ESURD, detentora do melhor carnaval do interior cearense, atraindo turista do estado e do país. Cidade de um povo que transformas as adversidades em causos humorísticos. Cidade que Jesus foi intimado, que o padre era casado, que o sobrado é no oitão, que Telha Quebrada é filho de Zé Goteira e um cego da Boa Vista morreu afogado na Lagoa Seca. Cidade que aparece nos sonhos dos seus filhos que estão ausentes, mas não esquecem jamais. Várzea Alegre dos grandes adjuntos da colheita do arroz, animados pelo grupo de Maneiro Pau e a Banda Cabaçal. Várzea Alegre que quando os filhos que estão distantes se encontram dizem:
- Ou Várzea Alegre boa só é longe! Várzea Alegre que Manoel Cachacinha criou o slogan “Várzea Alegre é natureza! E para finalizar, Várzea alegre é a cidade que só nos deixa tristes quando estamos distantes.

terça-feira, 9 de abril de 2013

016 - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira


Conhecendo todos os membros da AVLPV - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira.

Cadeira Nº 16 - Imortal: Washington Luis Pinheiro
Patrono: José Gonçalvesro Lima.

Nota: Não temos informações sobre ele

020 - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira


Conhecendo todos os membros da AVLPV - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira.

Cadeira Nº 20 – Acadêmico: Victor Bruno Fernandes Siebra
Patrono: Acelino Leandro da Costa
Victor Bruno Fernandes Siebra nasceu em Várzea Alegre, em 27 de março de 1983. É filho de Marta Yris Fernandes Siebra e Paulo Robson Siebra. É jornalista formado pela Universidade Federal do Piauí, com Pós-graduação em Língua Portuguesa e Arte-Educação.

Além de músico e blogueiro, atua como professor do ensino fundamental e médio, tendo lecionado também em instituições de ensino superior e cursos de capacitação diversos. É funcionário público municipal. É autor do livro “Confissões e páginas perdidas”.

013 - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira


Conhecendo todos os membros da AVLPV - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira.

Cadeira Nº 13 – Imortal: Maria Irismar Soares de Sousa
Patrono: J. Caminha de Alencar Araripe

Nota: Não temos informações sobre ela

003 - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira


Conhecendo todos os membros da AVLPV - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira.

Cadeira Nº 03 - Imortal: Liduina de Sousa
Patrono: Raimundo Lucas Bidinho
Liduina de Sousa é professora de Língua Portuguesa, Literatura e Redação, graduada em Letras e Especialista em: Língua Portuguesa, pela URCA; em Metodologia do Ensino Fundamental e Médio pela UECE e em Psicopedagogia Clínica e Institucional pela SOET (Paraná).

Autora de várias crônicas, dois artigos científicos, vários projetos pedagógicos, um livro virtual, várias poesias, sonetos, poemas e cordeis e mais dois livros: “Por uma inquietude da minha mente” lançado em 2010 e “Coesão Textual – numa confusão de caso e caos”- a ser lançado em agosto de 2011.

Atualmente, compõe o Núcleo Gestor da Escola Estadual José Correia Lima, na função de Coordenadora escolar e ocupa a Cadeira N° 03 dos imortais da AVL – Academia Varzealegrense de Letras.

008 - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira


Conhecendo todos os membros da AVLPV - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira.

Cadeira Nº 08 - Raimundo Hélio Batista
Patrono: José Leandro Bezerra da Costa (Zé Leandro)

Raimundo Hélio Batista, é bacharel em Direito pela Universidade Federal Fluminense e graduado em História pela Universidade Federal do Ceará. Tem Pós-graduação em Planejamento Educacional, pela Universidade Vale do Acaraú.
Tem Especialização em Ciência Política pelo Instituto Metodista Bennett – Faculdade Integrada Bennett, no Rio de Janeiro. É professor de História da rede estadual de ensino onde desempenha um trabalho de conscientização não somente voltado para os discentes, mas para toda a comunidade escolar.

Foi Secretário de Cultura da Administração Municipal no período de 2005 a 2012, oportunidade em que desenvolve todo um trabalho de potencialização da cultura do povo de Várzea Alegre. Ocupa a Cadeira N° 08 dos imortais da AVL - Academia Varzealegrense de Letras.Dr. Hélio Batista

001 - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira


Conhecendo todos os membros da AVLPV - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira.

Cadeira Nº 01 - Imortal: Tibúrcio Bezerra de Morais Neto
Patrono: Padre Antonio Vieira

Tibúrcio Bezerra é empresário fundador da área contábil (empresa CONSEL) com atuação em todo o Estado do Ceará. Possui uma larga experiência também nos setores administrativo e jurídico. 

Foi vice-prefeito de Várzea Alegre no período de 2005 a 2012, onde tem exercido um excelente trabalho sempre focado nos princípios republicanos e de atenção incondicional às demandas populares.

Foi fundador e redator do jornal “O Novo Tempo” que circulou na década de 60, ocasião em que teve a oportunidade de apresentar toda a sua vocação literária. Seus discursos comprovam, além dos conhecimentos adquiridos e construídos, a sua eloquência, a força da oratória. Conhecedor da obra e grande amigo do Padre Vieira.

Logo mais teremos o lançamento do seu livro “Várzea Alegre e Eu... na esteira do tempo”.Tibúrcio Bezerra

006 - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira


Conhecendo todos os membros da AVLPV - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira.

Cadeira Nº 06 - Imortal: Pedro Sátiro
Patrono: Pedro Gonçalves de Morais (Pedro Tenente)

Pedro Sátiro é médico formado, na década de sessenta, pela Universidade de Recife. Retornou a Várzea Alegre para ficar mais próximo do seu povo e contribuir para o desenvolvimento do município.
Construiu o Hospital São Raimundo Nonato Realizou, Junto com o Dr Iran Costa, fez a primeira cirurgia no município. Foi um dos membros fundadores do Lions Clube de Várzea Alegre e presidente daquele clube por nove vezes.

Pensando em contribuir mais ainda para a melhoria de vida da sua gente, ingressa na vida política. Foi três vezes prefeito de Várzea Alegre. Todos esses mandatos foram marcados por muita ética, competência e amor ao seu querido povo.

Dr. Pedro Sátiro é o Diretor Geral da Rádio Cultura de Várzea Alegre, a campeã de audiência. No novo milênio resolve mostrar os seus dotes intelectuais publicando dois livros: Minha Vida e Minha Gente; História da SAMISA (Sociedade de Assistência Médica ao Indigente de Várzea Alegre).  Ocupa a cadeira N° 06 dos imortais da Academia varzealegrense de Letras – AVL.

004 - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira

Conhecendo todos os membros da AVLPV - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira.

Cadeira Nº 04 - Imortal: Dagoberto Diniz Souza
Patrono: Joaquim Ferreira

Dagoberto Diniz é filho de José do Carmo de Souza e Mirian Diniz Souza. Nasceu em Fortaleza no dia 08 de dezembro de 1958. Concluiu o ensino fundamental na escola Padre João Piamarta e o ensino médio no Colégio Estadual Liceu do Ceará, ambos em Fortaleza.

É Professor de Filosofia e Sociologia da rede estadual de ensino, onde ingressou através de concurso público. Graduado em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará. Cursou Pós-graduação em Filosofia Clínica pelo Instituto Packter (Rio Grande do Sul) e Gestão Escolar pela Universidade de Santa Catarina. Curso de Extensão “Epistemologia” em Platão, Aristóteles, René Descartes, Jonh Loock, Emanuel Kant e Hegel, pela Universidade Estadual do Ceará, em Fortaleza.

Foi Diretor - através de concurso e eleição - da Escola Maria Afonsina Diniz Macedo, em Várzea Alegre. Exerce atividades de Tutoria em Ciências Humanas pela Universidade Federal do Ceará. Publicações: vários artigos de jornal, dois artigos científicos, textos na internet e dois livros: Antologia Sertão Brabo e Considerações Contemporâneas.

Próximos lançamentos: Prédicas aos varzealegrenses; Aforismos; A Escola Necessária. Atualmente está como Secretário Municipal de Educação, desde o ano de 2005. É presidente da Academia Varzealegrense de Letras (AVL), onde ocupa a cadeira N° 04, que tem como patrono o jornalista Joaquim Ferreira.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Raimundo Lucas Bidinho - Memória varzealegrense


RAIMUNDO LUCAS BIDINHO: nasceu no Sítio Chico, no dia 28.07.1914, filho de Lucas Francisco de Oliveira e Josefa Soares Lucas. Traz a cultura popular da literatura de cordel, no livro que se intitula "O CEARENSE"(1990), onde revela sentimentos autênticos referentes a trabalho, luta e estilo de vida  do seu povo. 

Nasceu no sítio Chico no dia 28 de julho de 1914. Esse notável poeta que, identificava-se pela sua poesia simples de vocabulário desembaraçado e claro, era filho de Lucas Francisco de Oliveira e Josefa Soares Lucas.

Filho de uma família humilde, da qual herdou uma bondade sem extremos. Seu período de estudos, tendo iniciado aos sete anos de idade, não Foi o necessário; tendo sido muito pequeno, porém o bastante para ler e escrever e poder colocar no papel sua intuição poética. A primeira e última escola que freqüentou, ficava no povoada onde nasceu, tendo sido sua primeira professora, a Sra. Ana Alves de Morais.

Começando a intuição de escrever poesias, levado pela uma força estranha, que nem ele mesmo sabia explicar, ainda muito criança. Aos oito anos de idade. Para seus pais eras um orgulho ter um filho poeta e que escrevia coisas bonitas, mas seu pai não pode acompanhar o filho em sua carreira poética por muito tempo, isso porque veio a falecer no ano de 1924, quando o mesmo então contava com dez anos de idade. O golpe foi grande, mas superado a custa de muita dor e sacrifício. Era o filho  primogênito e por isso teria de ser o dono da casa, o que não foi fácil ter que cuidar de cinco irmão menores , sendo eles, Miguel Lucas, José Lucas, Arita, Irinéia e Chagas, mas conseguis vencer essa fase.

Cada situação e cada momento da sua vida era um motivo para nascer mais uma poesia, a qual enriqueceria sua colocação. Fazia de tudo para colocar de modo nomado, aquela emoção, aquela alegria ou mesmo aquela dor e assim cada vez mais seus conhecimentos a respeito da poesia, iam aumentando, tomando novos rumos.

Em 1952, uniu-se em matrimonio com a Sra. Maria Luiza Lucas, com a qual construiu uma prole de composta por mais quatro filhos; Antonieta Maria, Francisca Socorro, marcos Antonio e José Irapuan de Oliveira, os quais já lhes deram sete netos; Edson, Ednardo, Érica, Adriana, André,Rafael, Marta, Andreza, Maria Luiza, Ana Camila, Ricardo e Jéssica. E uma bisneta Helen Cristina.
A experiência talvez já lhes tenha causado cansaço,mas nunca mas nunca a inspiração pura de um nordestino.
   
Além de poeta era agricultor e sindicalista*(2), conscientizador político; inclusive fazendo uso de suas obras para tal. Chegou a por duas vezes colocar seu nome para disputa do cargo eletivo de  vereador em 1966 e em 1982, nesta ultima usou do seu dom criativo para humoristicamente, comparar a sua luta com ato impossível, o slogan “POR VOCÊ EU ESCOVO O URUBU ATÉ FICAR BRANCO”. Não tendo o mesmo êxito em nenhuma das duas empreitadas.

Em 1971 mudou-se para cidade, morando inicialmente na rua Dr Leandro Correia, tendo residido depois nas ruas Raimundo Duarte Bezerra rua Pe. José Otavio, Cel Antonio Primo, rua Antº Alves de Lima, rua Dez de Novembro, Praça da Bandeira, e rua Gonçalves Dias, sua ultima residência.

Conhecido pelas sua responsabilidade e segurança em seus atos, foi eleito em 1976, para secretario do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Várzea Alegre, donde já havia sido sócio fundador.
 Em 1978 teve um grande choque co  morte de sua mãe, que tanto favoreceu para o crescimento do filho como poeta.

Apesar de não se dedicar somente a poesia, sua coleção é bastante rica sendo que a ultima que escreveu foi: “visita de Joaquim Bilé a sua terra natal” escrita em agosto de 1985.(4).

Os seus trabalhos são de vários tipos estilos e temas; tendo dos gritos dos retirantes com medo da seca; até a façanha de um grande jerimum do sítio aba da serra. Do respeito na poesia à sua mãe, aos criativos gracejos com a herança deixada pela sua avó. Tendo sempre gritante e contundente a marca registrada do poeta, a insatisfação dos agricultores com os governos, a cobranças destes por dias melhores, a luta contra as injustiças sociais, a conscientização e a fé que, “O ESTATUTO DA TERRA VAI  MELHORAR  NOSSA GENTE”.

No quesito técnica todos os estilos são notificados na poesia do Bidinho, desde a simples quadra ao nobre soneto, o difícil pé quebrado as ricas décimas e bem desenrolados motes.

Na sua vida poética, obteve respaldo como cantador de improvisos, ao lado de grandes nomes da época como Antonio Maracajá “o gato de Acopiara” Antonio Gonçalves da Silva “Patativa do Assaré”.  O Poeta obteve brilhante participação no Concurso nacional de Poesias da Revista Brasília, tendo sido premiado recebendo diplomas e medalhas, nos anos de 1991, 92, 94 e 95. 
    
Raimundo Lucas Bidinho seu nome completo; faleceu no dia 23 08 2004

Laçamento de Livro - Memória varzealegrense


O Autor Marcos Filho convida para:

Laçamento do Livro 'Maria Da Sorte - Coragem e Esperança' de Marcos Filho, nesta Sexta-feira, 12 de Abril de 2013 na Escola Dr. Pedro Sátiro, as 19:hs

X Marcos Filho

041 - Nossas Historias - Memoria varzealegrense

Lourival Frutuoso
Lourival Frutuoso de Oliveira.

Numa eleição para prefeito em Várzea Alegre onde Lourival Frutuoso disputava com Hamilton Correia, Zé de Totô, o conhecido Zé Gatinha, a mando de Lourival foi a cidade de Farias Brito e truxe uma rural lotada de eleitores para tentar votar em Lourival.

Os fraudadores já estavam na fila com a senha na mão, quando um fiscal de Hamilton notou foi denunciar ao presidente da sessão que imediatamente mandou chamar o juiz, que já chegou acompanhado do promotor e três soldados.

Em seguida foi feita a apreensão dos fraudadores com os títulos da comarca vizinha. Houve um princípio de tumulto dos fiscais de partido e o Juiz então interditou a sessão.

Nesse momento um dos rapazes falou em alto e bom som na presença das autoridades. Só na Rajalegue mermo uma besteira dessas, apois hoje nós já votemo na Ponta da Serra, Dom Quintino e im Farias Brito e num teve essa friscura.

Mundim do Vale.



040 - Nossas historias - Memoria varzealegrense


José Ataíde da Silva, filho de João Vieira da Silva e Maria Matilde de lima, nascido aos 17 de agosto 1947, na localidade Igarós, comunidade do município de Orós; tem o seu batistério registrado na paróquia do Icó onde fora batizado, porque na época a sua cidade se encontrava desprovida de Vigário. Teve 7 irmãos sendo 5 homens e 2 mulheres uma já falecida. Veio morar na nossa várzea Alegre no ano de 1952, aos 4 anos de idade, com a sua tia D. Lolô, que era casada com um irmão de mestre Julio que ele não chegou a o conhecer. A sua tia o criou desde o seu primeiro ano de vida, vindo morar em Várzea Alegre na rua conhecida por rua do imboque, rua localizada onde hoje é a Escola Dr. Pedro Sátiro, nessa época eram seus vizinhos, seu Brilhante, Lula Goteira, Seu Bastião, depois morou na rua da igreja, residindo próximo ao Seu Nelim, Seu Fábio Pimpim em uma casa de Taipa vizinho ao Curral do seu Dirceu. Nas proximidades moravam ainda Seu Pedro Piau Seu Júlio Xavier, onde viveu quase toda sua infância, indo em seguida morar no Bairro Varzante, em uma casa de propriedade do Sr. Pedro Piau, residiu ainda na Rua do Capim, hoje rua Antº Alves de Lima, morando ainda na rua de São Vicente em uma casinha que existia por trás da Capela, onde sua Tia faleceu quando deste acontecido passou a morar com o Geraldo Bitú onde vive até hoje. Tendo segundo o mesmo cerca de 30 anos que lá reside. Não chegou a oficialmente estudar, aprendeu a ler e escrever, acompanhando amigos que estudavam com a D. Eliza. Teve também um pouco período de aulas com D. Rivandi. Desde a sua infância gostava de praticar esportes, indo sempre ver jogos no Juremal, na época do grande atleta Perna Santa, lembra de um grande jogo, entre Várzea Alegre e Quixaramobim ocorrido no dia 02 de fevereiro de 1960, quando ganhamos por 2 x 0. E outro no final de semana seguinte entre Várzea Alegre e Cajazeiras, , nessa data os Senhores Joaquim de Paulo e seu Genésio, se desentenderam e por conta desse desentendimento os proprietários do terreno onde era o campo proibiram a realização dos jogos. Os jogos passaram a serem realizados nas proximidades da Lavanderia sendo que em uma ocasião o Sr José Gatinha que estava à frente da realização dos eventos esportivos da cidade, marcou um jogo contra a cidade de Aurora sendo que dias antes deu uma forte chuva que inundou completamente o campo impossibilitando de naquele local acontecer o referido confronto. Àquela época era o prefeito Antonio Diniz, que foi procurado para salvar a situação cedendo o maquinário da prefeitura, o que foi de pronto atendido, voltando assim os jogos acontecerem aonde ainda hoje é o Estádio Juremal.  No futebol de campo o qual era mais praticado àquela época, foi o seu primeiro time, a Equipe do Alvorada que pertencia ao Sr. Azarias. No qual jogavam também, Nen Pangú, Renato de Vicente Bitú, Dalmir (in memorian), Eurico, Pedro Cajarana(mais conhecido por Pedro de Zé André) Célio César, Sousa Sobrinho, Oliveira mais conhecido por Tijela), Neguim de Seu Totô, nessa época também tinha equipes os senhores, Luiz Diniz, antº Rolim e Chico Mundoca. Os confrontos nessa época era realizados no terreno que fora doado pelo Sr Luiz Diniz para construção do CREVA. Já como jogador no Futsal, lembra o mesmo que uma de suas participações que ficou marcada em sua memória, foi na primeira semana universitária, evento então organizado pelos jovens Tibúrcio Bezerra e Dr. José Iran Costa na Escola José Correia, sendo vice campeão pela Equipe denominada por “Pega na Rua” da qual também participava, João Siebra, Irapuã Costa, Sousa Sobrinho, Wagner sobrinho de Manuelzinho Bezerra,  Delmiro filho de D. Augustinha do Alto da Prefeitura, César Costa. Equipe esta que chegou a Final do referido torneio coma a equipe da charanga da qual fazia parte Chico Brito, Rdº Borginho, Reginaldo, Luis Filho, Cícero Bitú, Rdº Nonato de Vicente Bitú . o jogo terminou de 2 x 1 pra equipe da charanga com o gol da sua equipe marcado pelo Wagner. Não lembra quando iniciou-se como treinador mas lembra que o primeiro time a treinar foi a Equipe da EMPARCIL, do qual faziam parte Siebra, Jucá, Paulo Marcelo, Naertton,  Dr Carlos, Lacerda, Antº de Inacinho, Zé de Bezinha(agora mais conhecido como Prfº. José Pereira).  Também foi treinador do time Base do SEVA – Sociedade Esportiva Varzealegrense, do qual faziam parte, Paulo Marcelo, Zuca, Gonzaga, Lacerda, Antº de Inacinho, Naerton, Zé Pereira entre outros. Era treinador da equipe base do SEVA , ten do também a função de contacto com jogadores de outras cidades os do cariri por várias vezes foram indicados pelo autor do do nosso Blog Antonio Morais, para futuras contratações através do Dr Rdº Sátiro e Demontier.   

Seria impossível relatar quantos jogadores, já passaram por suas equipes, hoje cidadãos honrados que compõem a nossa sociedade. O José Ataíde é um nato desportista verdadeiramente falando. E que aos seus 64 anos hoje completados ainda não parou tendo participado do ultimo Torneio de Férias onde suas equipes ficaram em primeiro lugar e segundo lugar na categoria sub-11 visto que as duas chegaram a final,  vice-campeão no sub-14. Tem o mesmo uma terna gratidão ao povo de Várzea Alegre, por ter ajudado a ser a pessoa que ele é, colaborando e incentivando-o a manter apesar das dificuldades suas equipes em campo. Agradece a Deus a Saúde e as amizades conquistadas nesses longos anos.

Claudio Sousa

039 - Nossos Historias - Memoria varzealegrense


Antônio Fiuza de Morais.

A esposa de Valentim Rocha de Morais, do sitio Chico, todo ano cevava o capão e mandava para o padre Otávio no dia do seu aniversário. Certa feita, o encarregado de levar o presente foi o filho Antônio Fiuza de Morais, que montou num burro, pendurou o capão no cabeçote da cangalha e seguiu pra cidade.

Quando passava pelo Sanharol o capão bateu com as asas, e, com o movimento o burro se assombrou, derrubou Antônio, fez bunda de ema na direção do Chico, o capão fugiu e o portador ficou batendo a poeira todo cheio de arranhões por causa do baque no chão.

José André vendo aquela cena engraçada se aproximou e o Antônio falou: - Zé André, depois dessa, pela fé que eu tenho no Padre Cicero do Canindé e no São Francisco do Juazeiro, eu nunca mais me monto num capão com um burro pendurado no cabeçote da cangalha.

domingo, 7 de abril de 2013

010 - Do Tempo do Bumba - Memória Varzealegrense

O  NEGÓCIO  TÁ  ENDURECENDO - Mundim do Vale

No ano de 1960, meu primo Zé Piau, que tinha a profissão de pedreiro herdada do seu pai Raimundo Piau,foi contratado por Izabel Beca para fazer um trabalho de reboco e retelhamento na sua casa no bairro Juremal em Várzea Alegre – Ce. Para lhe auxiliar no trabalho, ele contratou seus primos Antônio de Valdivina e Severino Vieira.
Ele distribuiu o serviço assim; Antônio ficou no telhado e Severino lhe ajudando no reboco.
Estavam no meio do serviço, quando chegou Paulo seu irmão, que vinha mais vexado do que carregador de potassa, no que foi logo falando cortando a fala:
- Zé. Mãe mandou dizer que você fosse lá em casa, que Rita minha irmã tá passando mal. Zé reuniu os dois serventes e falou:
- Eu vou precisar dar uma saída e quero fazer uma recomendações para vocês. Antônio fica no telhado e Severino no reboco. Tem bastante massa para o reboco, mas se a massa começar a ficar dura Antônio desce do telhado e vem ajudar a Severino. Mas não deixe de fazer isso, porque eu não quero Perder essa massa não. Zé piau saiu com o irmão e eles continuaram no trabalho. Quando foi uma hora lá, Severino gritou no maior desespero;
-Ei, Ontõe ! Deça daí e venha quebrar meu gai aqui, qui o negoço aqui já tá induriceno.

Mundim do vale

038 - Nossos Historias - Memoria varzealegrense

Não sei ao certo o nome de batismo ou registro, mas o conhecido Caboré, morador a Rua Raimundo Sabino no Sanharol tem seis filhos jovens com idade e diferença de um ano de um para o outro. Difícil saber qual deles o mais preguiçoso, traquina ou maluvido.

Se aproveitam  dessas leis patrocinadas pelo conselho da infância e proteção  contra o trabalho infantil para viverem vagabundando e  desatendendo a orientação  do pai r fazendo o que não presta. Um dia Caboré se aporrinhou e botou moral: vamos acabar com essa malandragem, todos pra roça comigo, podem me acompanhar, não quero ouvir conversa mole.

Saíram todos, Caboré na frente e a reca de filhos atrás. Lá pelo meio do caminho um resmungou: Ah, se uma cobra jararaca me mordesse, assim eu voltava pra casa! O outro disse: Besta, bom era se a cobra mordesse pai que nós "vortava tudim".

Memória Varzealegrense

sábado, 6 de abril de 2013

037 - Nossos Historias - Memoria varzealegrense

Há um velho ditado que diz: quem avisa amigo é. Fique atento. Não dê bobeira.

Quem não conhece Mundola em Várzea-Alegre? O nosso conterrâneo que nasceu no distrito de Calabaça, trabalhadorzinho danado, o maior tirador de goteiras da igreja de São Raimundo Nonato, o maior batedor de palmas dos comícios pro campanhas de Acelino Leandro etc, etc.

Pois bem, não vou apresentar todos os predicados do Mundola, estaria me apropriando da postagem do Mundim do Vale. Mas, vou contar a historia da cabrinha como boa advertência aos amigos, pois você corre grande risco de apanhar do Mundola se perguntar pela cabra.

È que o Mundola estava fazendo um serviço com a cabrinha do vizinho, e, com a aproximação de uns transeuntes Mundola se avechou, puxou a bichinha pra detras de uma moite e disse: Berre não Cabrinha, berre não, que eu te dou um litro de milho. 

A cabrinha não berrou, mas a voz barelada do Mundola o denunciou, e, os transeuntes testemunharam o causo, e, o pior, - espalharam. Não fale em cabra perto de Mundola, pode acontecer uma tragedia.

Memória Varzealegrense

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Convite Romaria de Maria de Bil

MARIA  DE  BIL  CONVIDA
OS  FIÉIS  PRA  ROMARIA.

Na nossa religião
O povo tem muita fé,
Vai até o Gravié
Expor sua devoção.
Já se tornou tradição
É promessa todo dia,
E a gente com alegria
Sobe a serra reunida.
MARIA  DE  BIL  CONVIDA
OS FIÉIS PRA  CANTORIA.

Para chegar na capela
Vá até o Inharé
E pergunte pra Bebé
Um caminho para ela.
Quando chegar em Barela
Tome um gole de água fria,
Lave o rosto na bacia
Para enfrentar a subida.
MARIA DE  BIL  CONVIDA
OS  FIÉIS PRA  ROMARIA.

Vai Luiz e Oriel
Que já moram lá por perto,
Vai Luzinete e Alberto
Vai Joaquim e Manoel.
João Sem Braço e Zacaria
Vão soltar a bateria
Na hora da despedida.
MARIA  DE  BIL  CONVIDA
OS  FIÉIS  PRA  ROMARIA.

Vai subir bastante gente
Seja com chuva ou com sol,
O povo do Sanharol
É quem vai chegar na frente.
Fernando por mais que tente
Não serve nem para guia,
Lá de baixo ele avalia
Que a tarefa é suicida.
MARIA  DE  BIL  CONVIDA
OS  FIÉIS  PRA  ROMARIA.

O dia é sete de abril
É dia de união,
Pra fazer uma oração
Lá na capela de Bil.
Vai Juvêncio, Adail,
Paulo Bebé e Luzia
Pra receber de Maria
A mais perfeita acolhida.
MARIA  DE  BIL  CONVIDA
OS  FIÉIS PRA  ACOLHIDA.

Mundim  do  Vale.
Várzea Alegre,Ce

036 - Nossas historias - Memoria varzealegrense


Raimundo Alves Bitu, o conhecido Doca Bitu, era um homem muito trabalhador, um comerciante passado na casca do alho. Passar a perna no Doca era coisa impossível. Dizem até que quando perdia em algum negocio, sua esposa Rita desfazia a negociação alegando que o marido era doente mental, mas quando tinha lucro - estava tudo muito bem, não tinha nada de doido.

No inicio da década de 70 do século passado, Doca guardou todo algodão proveniente da safra e de compra, estava com os armazéns intupetados.

Foi procurados pelos diretores de uma cooperativa que passaram duas longas horas explicando o sistema de compras dos cooperados. Diziam: nós recebemos seu algodão, fornecemos documento, damos garantia do melhor preço, porem o fechamento financeiro só no final do ano quando fizermos o balanço geral,e,quando for apresentado os lucros totais. Repetiram essa lenga lenga para Doca umas dez vezes. Para finalizar um deles disse: O senhor entendeu bem como são os nossos negócios? Então, Doca arrematou: 

"Truvero o dinheiro"?

Memória Varzealegrense

Conheça a História da Capela de Maria de Bil



Conheça a História da Capela de Maria de Bil - Várzea Alegre-Ce.

Por volta de ano 1920, chegavam a Várzea Alegre, vindos de Alagoas, Clementino Romeiro, Antonia e seus três filhos, Severino, Maria e Madalena. Para sobreviverem, trabalharam na construção de uma barragem que seria, à época, o açude Olho D’água. A família passou a residir no sítio Inharé, mais precisamente, onde hoje é a casa de seu Zé Bitu e D. Biluca. Nesse período, eram moradores dos Fiúzas do Chico, sendo que plantavam também nas terras de Manoel Leandro e Zé Bitu (Velho), no alto da serra da Charneca.

Maria, uma dos três filhos de Clementino e Antônia, era uma mulher simples. Casou com Bil, migrante da região de Iguatu, em 05 de novembro de 1922, na Igreja Matriz de São Raimundo. O dia do casamento foi marcado por mais 24 matrimônios realizados na mesma data. Entre os que casaram naquele dia, pode-se citar, Joaquim de Sátiro, Joaquim Mandu, Zacarias de Biluca, Dica de Joaquim Bezerra, entre outros. Todos os casais moravam na ribeira do Riacho do Machado e foram casados pelo padre Lima, de Lavras da Mangabeira.
Depois de casados, o casal Maria e Bil continuou morando no sítio Inharé,onde já residiam os pais da recém-casada. 

Da união de Maria e Bil, nasceram dois filhos, Necília e José. Quando Maria estava na sua terceira gravidez, houve um desentendimento entre ela e o marido. O motivo da contenda foi o fato da irmã de Maria, chamada Madalena, que aparentemente tinha problemas visuais, manter um caso amoroso com Bil. Segundo contam, Bil, pretendia fugir com Maria e deixar toda aquela confusão para trás. Entretanto, Maria, magoada por causa da traição, recusava a proposta do marido, preferindo morar na casa de seus pais.

Com o orgulho ferido por causa do desprezo da mulher, Bil, passou a arquitetar a morte de Maria. Sabendo que Maria levava a comida dos trabalhadores da roça do seu pai, Bil, resolveu surpreende-la, numa emboscada na beira da estrada. E assim o fez. Em 11 de março de 1926, por voltas das 10 horas da manhã, quando Maria se dirigia com duas companheiras a caminho da roça do pai, levando a comida dos trabalhadores, Bil apareceu de repente, armado de faca. 

As companheiras de Maria fugiram e Bil, então, passou a esfaquear a esposa até a morte. Foram três golpes fatais. Para não ser encontrado depois do crime, segundo contam, o assassino teria comido parte da panturrilha da vítima, numa espécie de pacto com o além. Bil fugiu e nunca mais foi encontrado.

Maria foi enterrada no Cemitério da Saudade em Várzea Alegre, mas ninguém sabe informar qual é o seu túmulo. Também não se sabe se o crime foi investigado pela polícia. O certo é que esse crime revoltou toda a Várzea Alegre, causando grande comoção. As pessoas passaram, então, a visitar o local do crime e a rezar pela alma de Maria de Bil. 

O seu pai, Clementino, pôs uma cruz no local exato em que sua filha foi assassinada. As pessoas passaram a visitar o local para pagar promessas e agradecer graças alcançadas, segundo elas, com a intercessão de Maria de Bil. Com o passar do tempo, o médium e curandeiro, Emídio da Charneca, levantou no local uma barraca coberta de telha. Em 1954, Dona Ana de Zé Joaquim, do sítio Unha de Gato, que costumava trafegar por ali, colocou um quadro com a imagem de Nossa Senhora de Fátima na barraca. O quadro foi quebrado pelo gado e os moradores resolveram construir uma capela.

No dia 20 de janeiro de 1957, 31 anos após a morte de Maria, foi construída a capela no local do crime, à época, terras pertencentes a Inacinho (Velho) e que hoje são de João de Zé Bastião (do leite). Quem mandou construir a capela foi José Alves de Oliveira (Zé Pretinho) e colocou a imagem de Nossa Senhora no altar. Os pedreiros eram Expedito Beca e Geraldo Miguel. O altar e o reboco foram feitos por Antonio de João de Zé Joaquim, curiosamente, conhecido por Antonio de Maria. 

O vigário da época era Padre José Otávio, o mesmo benzeu a capela, celebrou uma missa na intenção da falecida e fez o batizado de Antonio de Chiquinho, do sítio Unha de Gato. As pessoas contam que algumas crianças foram enterradas no local da capela e que muitos estudantes “se pegam” com Maria para passar de ano, o que explica a quantidade de provas encontradas na capela como ex-votos. Muitos políticos já subiram a serra pagando promessa pela vitória conquistada.

São incontáveis os números de doentes que vão até a capela agradecer a cura conseguida, segundo eles, através da intercessão de Maria. Porém, quem mais visita a capela são as mulheres sofredoras que vêem em Maria uma protetora das aflitas e desesperadas. Outras Versões: O sumiço do autor do crime fez nascer outras histórias. Alguns acreditam que Bil teria sido amaldiçoado, passando a “virar um bicho” que assustava as pessoas com choro no meio do mato.

Outros dizem que, para ele “virar lobisomem”, teria que engolir sete homens, daí o pavor dos trabalhadores, que temiam vir a ser “um dos sete” que Bil poderia chegar a engolir. As moças tinham medo de passar por perto das moitas e serem agarradas por Bil. 

As crianças não saíam de casa durante a noite porque “Bil-Lobisomem” pegava. Ainda hoje tem gente que teme a alma perversa e negra de Bil. Dizem que é um vulto negro que aparece na serra com gemidos arrepiantes.

Enviado por Eduardo Borges

quinta-feira, 4 de abril de 2013

035 - Nossas historias - Memoria varzealegrense.


Católico praticante - Lesiário Félix nasceu e viveu no sitio Panelas município de Várzea-Alegre. Sempre que podia ou seja, diariamente, se deslocava para cidade para assistir a santa missa. Passava pelo Chico, Inharé, Sanharol e finalmente a cidade.

Entre o Chico e o Inharé existia um lugar assombroso conhecido por “Toco da Botija”. Cabra mole por ali não passava sem arrepiar os cabelos. Próximo desse lugar existia um frondoso pé de aroeira que tinha um oco, e, nessa loca Lesiario colocava uma pedra cada vez que ali passava na direção da igreja. Desejava o Lesiario prestar contas, no futuro, de quantas missas já havia assistido.

Certa feita a caminha, encontrou um amigo acidentado, perna quebrada, braço desmentido e se viu diante de uma difícil decisão. Se fosse prestar atendimento ao seu semelhante perderia a missa, se fosse pra missa deixaria seu irmão naquela situação desamparada. Optou por atender e perder a missa. Assim o fez.

Depois de muito tempo botou a aroeira a baixo, abriu o tronco para contar as pedras e para surpresa tinha uma só pedra, supõe-se que tenha sido a do dia do atendimento ao acidentado. Portanto, não te julgues superior nem deixes que a mão direita veja o que faz a esquerda.

Memória Varzealegrense

034 - Nossas Historias - Memoria varzealegrense.


Bangalafomenga você sabe o que é? Chico André era o que podíamos chamar de grande historiador. Ele descarafunchava a historia da genealogia de nossa família como ninguém. Usava de alguns termos que nem o Aurélio decifra, mas, que colocado no texto, nas frases, todos sabiam o que ele desejava dizer.

Seu filho caçula, Raimundo, professor da Escola Agrotecnica Federal do Crato, passou um fim de semana no Sanharol. Tomou umas cervejas e na hora de dormir se deitou na cama do casal e a cama se partiu: foi tábua pra todo lado.

Raimundo, ficou preocupado, procurou marceneiro para consertar a cama, e não encontrou. Tio Chico vendo a preocupação do filho disse: Reimundo, vai para o Crato tranquilo, deixa essa cama pra lá, que eu e tua mãe faz é tempo que não fazemos - BANGALAFOMENGA.


033 - nossas historias - Memoria varzealegrense.


João Alves de Oliveira - João Alves.

Um gênio no seu tempo. Em 1949, Acelino Leandro e Otacílio, pioneiros na venda de eletrodomesticos, passaram a vender rádios, só que a instalação era muito difícil, requeria que um técnico fosse montar os acessórios. 

Naquela época havia poucos rádios em Várzea-Alegre. como 70% da população do municipo residia na zona rural, milhares de pessoas nunca tinham nem ouvido sobre o tal. Ocorre que o Senhor Chico Inácio da Boa Vista, comprou um radio, ficando marcado o dia de João Alves ir mota-lo em sua residencia, no sitio. 

Prepararam a carga no burro, bateria de um lado, radio e demais apetrechos do outro. João Alves chegou para viagem e perguntou ao senhor Acelino se poderia montar o radio no animal, para que ele pudesse fazer o percurso ouvindo musica. Acelino mesmo achando impossível o feito, autorizou. João Alves logo adaptou uma antena, que amarrada no pau da cangalha, mais parecia uma trave de futebol. Ligou a bateria e os demais acessórios e saiu estrada a fora com o radio tocando em toda altura. Ora, tão l

Logo chegou nas primeiras casas, eram meninos, rapazes, moças e adultos na maior correria, uns para ver o que era aquilo, outros com medo do burro que cantava. E foi assim até chegar a residencia do Chico Inácio.

032 - Nossas Historias - Memoria varzealegrense



O Lavrador - José Augusto de Lima Siebra

O Xexéu - O portador da chuva.

O meu pai foi um lavrador, um plantador de arroz. Sua principal preocupação era com as chuvas. Muitas vezes ouvir animado com o canto do xexéu, pois o tinha como o anunciador da chuva. Tenho observado nos poemas de José Augusto de Lima Siebra uma predileção pelo pássaro xexéu. Portanto dedico esta postagem em memoria dos dois: do poeta e do lavrador.


O dia já vem raiando
Ouço o xexéu a cantar
Desperta, pois, minha velha
E vamos nos levantar.

Veste a tua saia depressa
Vai cuidar no café
Paulina, chama o Francisco
Raimunda, acorda o José.

Vou bater a minha enxada
O dia amanheceu já
Já ouço o compadre Chico
Batendo a dele acolá.

Maria leva uma cuia,
O saco, leva o João
Francisco vai cavar cova
Raimunda planta o feijão.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

031 - Nossas Histórias - Memória varzealegrense.

A mijada do Rei. 

Eu também conheci o comerciante Raimundo Sabino e alguns de seus filhos nas minhas passagens pelo Sanharol, quando ia passar finais de semana no sítio Boa Vista, na casa do senhor Chicô de Zequinha, pai de Jesus, meu irmão de criação e de coração.

Em Setembro de 1974, dois de seus filhos, O Nicolau Sabino e o Sabino, estavam no posto de gasolina do Sr. Jomar Almeida, na "Rural" de Ildefonso, quando estaciona um magnífico carrão de cor branca - Um Dodge Dart SE - igual ao de Jocel Batista - corretor de algodão e pai do Dr. Rolim, cujo motorista o indaga: - Por favor, como eu pego a estrada para Iguatu?

De posse da informação o carro segue o seu destino. Todavia, o esperto Nicolau reconheceu, no interior do carro, o cantor Roberto Carlos, o qual vinha de uma apresentação no Cariri para a cidade de Iguatu, onde daria um show na quadra Agenor Araújo. Imediatamente, o astuto fã, que já estava indo assistir a esse show, entra na pomposa Rural e segue o famoso ídolo.

Para surpresa geral, ao passar a ponte do Riacho do Machado e se aproximar da curva das Gamelas, um fato inusitado: O carro do Rei estava parado na estrada, enquanto o mega-star da Jovem Guarda, de pé, junto ao pneu traseiro do automóvel, se aliviava, fitando aquele céu estrelado, esvaziando a sua bexiga, num ato fisiológico que persegue, até mesmo, as grandes personalidades.

Daí, o Nicolau Sabino ter entrado para a história, por ter sido o primeiro e único Varzealegrense que, realmente, presenciou uma mijada de rei.

Dr. Jose Sávio Pinheiro.

009 - Do Tempo do Bumba! - Memória Varzealegrense

DIVISÃO  FRATERNAL.

O ano de 1958, foi de uma seca terrível no Ceará. Os leitores sabem as dificuldades que os casais pobres tinham para criarem seus filhos, num tempo em que não havia os benefícios que o governo oferece hoje.
Eu fui testemunha ocular daquela miséria, vendo bem de perto o sufoco que passou meu tio Vicente Piau para alimentar sue filhos, que era seis. Três homens e três mulheres. O caçula deles era Ildefonso que ainda falava trocando as letras. Pinta ele falava punta,
Quinta ele falava qunta e o seu irmão Joaquim que a gente chamava Quinco ele chamava Cunco.
Sempre na hora do almoço a tia Toinha fazia uma divisão fraternal, para que os maiores não deixassem os menores sem o alimento. Cada concha de alimento que ela botava dizia:
- Taqui seu QUINHÃO ! Não deixe ninguém tirar. Mas sempre tinha um mais sabido do que os outros e aproveitava a situação por ser maior.
Um dia estavam todos almoçando na cozinha e o casal almoçava na sala.
De repente um grito de Ildefonso:
- Mãe ! Cunco tá mexendo no meu Cunhão.
Tio Vicente sem lembrar dos trocadilhos do filho gritou de lá:
- Defonso, acabe com esses nomes feios se não você vai almoçar é cinturão.
- Pai. Pois venha pra cá, pra Cunco num mexer mais no meu Cunhão.
Meu tio foi até a cozinha e naquele dia teve um quinhão de peia para Quinco e outro para Ildefonso.   

terça-feira, 2 de abril de 2013

008 - Do Tempo do Bumba! - Memória Varzealegrense

ROTINA HORÁRIA DE V. ALEGRE NUMA SEXTA FEIRA   QUALQUER DO ANO DE 1954.  

04:00 Horas:
Encontro de Zé Peru e Pedro Tonheiro no café de Mariinha, para atualizar os fatos do dia anterior.
05:00 Horas:
Passava João do Leite balançando um chocalho para atrair a clientela.
06:00 Horas:
A meninada ia para a padaria para comprar o pão nosso de cada dia e na volta assistiam a partida do misto para o Crato.
07:00 Horas:
Passava Zé Belo com dois pesos de carne de gado, pendurado numa palha de carnaúba. Um era para o  Padre Otávio e o outro para o Sr. Josué Diniz.
Nesse mesmo horário abria o comércio, com muitos vendedores e nenhum freguês. Os alunos do Grupo Escolar José Correia Lima desciam no beco de Gobira e encontravam o preto benedito, com uma lata para recolher lixo nos quintais das casas. Gritavam em coro:
- Benedito sai da lata!
Benedito respondia:
- Eu já tou no pote!
08:00 Horas:
Passava Antônia dos filhós vendendo seu produto a cinquenta mil réis.
09:00 Horas:
Passava Soarim com u pau de galinhas, mas só vendia fiado a meu pai e ao português Sr. Ferreira.
10:00 Horas:
Aquele horário era escolhido por Sá Maria para desfilar nas calçadas da Major Joaquim Alves, conduzindo uma trouxa de pedras dizendo que uma delas era a pedra de Clarianã. Todo dia um vendedor de uma loja de tecidos pegava o metro e futucava a trouxa. Em resposta ela dizia:
- Sai bicho! Tu pensa que eu não sei quem é teu Pai? Ele tem chifre até nos pés que nem galo.
11:00 Horas:
A cidade ficava vazia porque todo mundo almoçava naquele horário.
12:00 Horas:
Encontro dos empregados do comércio debaixo do pé de algodão da avenida velha.
13:00 Horas:
Abria o comércio na mesma situação anterior, muitos empregados e poucos fregueses.
14,00 Horas:
Passava Santana vendendo o alfenim a dois tostões o enroladinho.
15:00 Horas:
Passava Dunga vendendo pão doce.
16:00 Horas:
Acontecia o treino de futebol no campo dos Patos.
17:00 Horas;
Fechava o comércio  a cidade ficava vazia novamente porque era hora do jantar.
18:00 Horas:
A meninada assitia a chegada do misto do Crato.
19:00 Horas:
Os rapazes e as moças iam para a avenida velha ou para a porta do cinema de Leó, para flertarem.
20;00 Horas:
Todas as crianças eram recolhidas para rezarem e dormirem.
21:00 Horas:
Hora de recolher as cadeiras da calçadas, e colocar a chave debaixo da porta para os que chegavam depois poderem entrar sem acordar ninguém.
22;00 Horas:
Zé Saldanha apagava as luzes três vezes durante quinze minutos para que todos pudessem chegar as suas casas com iluminação.Depois desse horário se não tivesse um samba ou uma sentinela, só quem ficava na rua era o guarda noturno, Jesus fotógrafo e João Tonheiro.
Várzea Alegre dormia nos braços da paz, agradecendo a São Raimundo por aquela tranquilidade.
E São Raimundo lá da sua torre dizia:
BOA NOITE, VÁRZEA ALEGRE!

MUNDIM DO VALE

CAUSOS LÁ DE NÓS - Por Mundim do Vale.

CHEQUE  FIADO.

Quando alguém coloca o nome de BOA VISTA, no seu estabelecimento comercial. Ele tem duas pretensões a saber; Fazer BOAS vendas e vender sempre à VISTA.
Mas a nossa Várzea Alegre, por ser a terra dos contrastes, vez por outra os seus filhos atropelam a normalidade.
Certa vez o primo Dakson Aquino chegou na Farmácia BOA VISTA, dirigiu-se a vendedora que no caso era a sua irmã Sheyla e foi logo perguntando:
- Troca um cheque fiado?
A vendedora confusa com a pergunta, respondeu:
- Eu já ouvi falar em cheques trocados e vendas fiado, mas cheque fiado é a primeira vez.
- Eu sei. Mas é porque eu estou precisando trocar um cheque urgente mas esqueci o talonário lá no Sanharol. Depois eu trago o cheque
A troca foi feita sem a presença do cheque. Mas se fosse João Sem Braço no lugar de Dakson, aquela operação nunca teria sido feita.

Fonte: Ricardo Piau. 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

VERSO LÁ DE NÓS - Por Mundim do Vale.

OS  POETAS  LÁ  DE  NÓS.

Eu passava em Belém
Vieram me perguntar,
Se tinha no meu lugar
Poeta pra rimar bem.
Eu disse: - Claro que tem !
Tem dupla de cantoria,
Festival de poesia,
Cordel de Sávio Pinheiro,
Que foi de lá o primeiro
Imortal de academia.

Teve o poeta Bidinho
Um poeta social,
Que ingressou no Funrural
Com um poema ribeirinho.
Tem o poeta Paulinho
Tem Gilberto de Zaqueu,
Aldenísio que escreveu
Junto com o Padre Vieira.
Tinha Antônio Pereira
Mas ele já faleceu.

Lá tem Wilson Firmino
Que é poeta aboiador,
Teve o bom compositor
Que foi José Clementino.
Teve Pedro Severino
Bom poeta e curandeiro,
Teve meu primo Candeiro
Que era bom no improviso.
Tem o repente preciso
De Expedito Pinheiro.

 Deus plantou em meu lugar
O dom da rima divina,
Em cada praça ou esquina
Tem poeta pra rimar.
Os que Deus mandou buscar
Deixaram a inspiração,
Pra manter a tradição
No lugar que Deus benzeu.
Quem tá dizendo sou eu
Que não sou de mentir, não.

Minha Várzea Alegre tem
Um bocado de poeta,
A lista tá incompleta
Porque lá tem mais de cem.
Eu sei que é de lá também
O bom poeta escritor,
Um vate que tem valor
Que encontrei na pesquisa.
Lá também tem poetisa
E coquista embolador.

Mundim do Vale.

007 - Do Tempo do Bumba! - Memória Varzealegrense

TESTEMUNHAS  DE JEOVÁ - MUNDIM DO VALE                               

Antigamente nossos conterrâneos tinham o costume de batizarem e registrarem seus os filhos com nomes Bíblicos. Foi assim com Jeová, filho de Jesus Clemente.
No ano de 1969, andava em Várzea Alegre um grupo de testemunha de Jeová, pregando e convidando as pessoas para ingressarem naquela religião. Como na cidade eles tão tiveram adesões, resolveram partir para os sítios, escolheram o sítio baixio e partiram ara o trabalho. Depois que visitaram várias casas, foram para a casa do Sr. Antônio Primo, que naquele dia curtia uma ressaca das grande.
Depois que pegaram um café a base de tapioca com manteiga da terra, a líder do Grupo resolveu abordar o dono da casa:
- Sr. Antônio. Nós somos testemunhas de Jeová e estamos aqui afim de convidar o Senhor para ingressar no nosso grupo.
Não deu tempo nem a moça terminar o assunto Antônio Primo foi logo respondendo:
- Dar certo não, minha filha. Primeiro porque eu não vi a briga. E depois porque sendo ele filho de Jesus, não vai precisar de testemunhas.

030 - Nossas Histórias - Memória varzealegrense.


Ladislau Camilo tinha fama. Sem duvida, Ladislau foi um daqueles varzealegrenses que por onde passou deixou o rastro. Deixou historia.

Eu mesmo fui pra lá de dez vezes a delegacia em sua defesa. Certa vez o Ladislau se hospedou no Várzea-Olinda Hotel de seu conterrâneo Antônio Siebra de Morais e aconteceu uma de suas mais  interessantes proezas.

Nesse dia o Ladislau estava má intencionado. Perguntou para o hoteleiro o que era possível fazer para dar uma  namorada. O dona do hotel recomendou seguir a Rua  Dom Melo e  buscar  ajuda com as  moças da boate Glorinha.  Ladislau deixou claro que já conhecia e, que  a ajuda  que ele desejada era outra. Precisava se fortalecer para o bangalafomenga. Antônio preparou uma abacatada dupla, dois abacates, dois copos de leite e duas xícaras de açucar. Ladislau  tomou  todo o conteúdo e partiu n´para a empreitada. 

Na Boite da Glorinha, antes de escolher a parceira, tomou umas duas cervejas geladas. Já no quarto foram para os finalmentes. A mulher fez a relação de modalidades de sua especialização: Papai e mamãe, oral, outras, e, para surpresa do Ladislau: Moagem. 

Escolhida a modalidade "Moagem" em pouco tempo o bucho do Ladislau começou a roncar e foi  merda  pra todo lado. O quarto todo cagado a parceira  gritou: Tá vendo o que você fez! E, Ladislau na maior calma da vida respondeu: E, onde foi que você já viu uma moagem sem bagaço.

De volta ao hotel o hoteleiro perguntou: Deu  certo? Ladislau responde na bucha: deu nada, deu foi uma diarreia lascado que eu me caguei todo.