VÁRZEA ALEGRE TERRA DOS CONTRASTES - Mundim do Vale
Localizada no centro sul do estado do Ceará ficou conhecida no Brasil inteiro depois do musical Contrastes de Várzea Alegre, interpretado por Luiz Gonzaga e composto por Zé Clementino. Cidade que foi tema de um documentário da Rede Globo de Televisão, por ser uma cidade alegre, fazendo assim jus ao seu nome. Cidade que por brincadeira de um grupo de agricultores do sítio Roçado de Dentro, deu partida no samba, para ser hoje, com duas escolas, MIS e ESURD, detentora do melhor carnaval do interior cearense, atraindo turista do estado e do país. Cidade de um povo que transformas as adversidades em causos humorísticos. Cidade que Jesus foi intimado, que o padre era casado, que o sobrado é no oitão, que Telha Quebrada é filho de Zé Goteira e um cego da Boa Vista morreu afogado na Lagoa Seca. Cidade que aparece nos sonhos dos seus filhos que estão ausentes, mas não esquecem jamais. Várzea Alegre dos grandes adjuntos da colheita do arroz, animados pelo grupo de Maneiro Pau e a Banda Cabaçal. Várzea Alegre que quando os filhos que estão distantes se encontram dizem:
- Ou Várzea Alegre boa só é longe! Várzea Alegre que Manoel Cachacinha criou o slogan “Várzea Alegre é natureza! E para finalizar, Várzea alegre é a cidade que só nos deixa tristes quando estamos distantes.

domingo, 1 de março de 2015

CAUSOS LÁ DE NÓS - Por Mundim do Vale.



QUEM  MADRUGA  DEUS  AJUDA.

O casal Raimundo Bitu e Cotinha moravam no sítio Sanharol em Várzea Alegre – Ceará. Todos os sábados Raimundo Saia as cinco horas da madrugada para comprar a carne da semana. Ele tinha que ir naquele horário porque se fosse mais tarde não encontraria mais a carne boa.
Um certo sábado o sono ou a preguiça pegou Raimundo. Já era cinco e meia quando Cotinha falou:
- Raimundo, tu não vai pegar a carne não? Já são cinco e meia e tu ainda tá deitado? Se alui homem de Deus,se não tu só vai trazer langãe.
Raimundo ainda com a voz de sono disse:
- Eu vou daqui a pouco.
Quando foi seis horas Cotinha estava varrendo o terreiro, quando vinha um senhor da Boa Vista com um peso de carne pendurada  numa palha de carnaúba. Cotinha passou para o outro lado da estrada e perguntou:
- O amigo arranjou carne boa?
O moço respondeu:
- Arranjei. E o melhor foi que quando eu vinha passando na lavanderia, achei cinquenta cruzeiros.
Cotinha largou a vassoura no chão e entrou quase correndo para falar com o marido:
- Acorda Raimundo! Tu vai passar o resto do dia dormindo? Olhe! Deus ajuda a quem madruga, o moço da Boa Vista acordou cedo, comprou carne boa e ainda achou cinquenta cruzeiros.
Raimundo com cara de sono respondeu:
- Cotinha. Muito mais cedo acordou o que perdeu.

CAUSOS LÁ DE NÓS - Por MUndim do Vale.



CONTRASTES  DO  CHICO.

Os irmãos José e Joaquim Vieira, Residiam no sítio Chico em Várzea Alegre – Ceará. A esposa de José era tratada por Linda.
Certa vez José estava no curral tentando tirar leite de uma vaca que não estava colaborando com a ordenha. A vaca inquieta, chutava a cuia, Passava a rabo sujo na cara do seu dono e nada de deixar José segurar nas suas tetas.
Na hora daquela peleja chegava Joaquim Vieira no curral e escutou quando José dizia:
- Calma Mansinha! Calma mansinha!
Ouvindo aquilo Joaquim Vieira falou:
- José. Que contraste medonho é esse? Uma vaca tão brava e você chamando de Mansinha?
José Respondeu:
- É como aquele contraste lá da tua casa, a tua mulher mais feia do que um trem virado e o povo chama Linda.


sábado, 21 de fevereiro de 2015

CAUSOS LÁ DE NÓS - Por Mundim do Vale.



NA  RUA  DO  DELEGADO

O Senhor Pedro Tonheiro, delegado  civil  de  Várzea Alegre, residia na  rua  dos  Perus  e  vivia  se  queixando  que a  rua estava precisando de uma pavimentação  e  a  prefeitura  não  fazia. Chegou  até  a  pedir a  interferência de amigos, chefes  políticos e vereadores mas nunca chegou a falar com o Senhor prefeito. Depois  de  um  ano  reivindicando, Seu Pedro  que era muito opinioso resolveu desistir.
Um  certo  dia  o  coronel  Dirceu  de  Carvalho  Pimpim  cedeu  um quartinho  que  tinha  atrás  do motor de pilar arroz, para o ferreiro Chico Basilo Morar. Como Chico  passou  a  morar na mesma rua dos Perus, ficou boatando no meio da rua:
- Essa  nossa  rua  pricisa  de  calçamento, Mais eu vou tumar uma providença. Amanhã mermo eu vou falar cum o prefeito doutor Daro.
Dois  dias  depois  
chegaram três caminhões de pedras e em seguida chegou Chiquinho de Pedro Belo com a sua equipe e já começaram a pavimentar.
Pedro  Tonheiro, quando  viu  o  calçamento já bastante adiantado, foi falar com Chiquinho:
- Chiquinho!  Quem  foi  que conseguiu esse calçamento para essa rua?
- Sei não Seu Pêdo!  Eu só sei é  qui Doutor Daro mandou eu fazer cum  ugença. Mais aqui só  pra  nóis, eu vi Chico Basilo  dizendo  qui foi ele qui arrumou.
- Mas  era   o  que  faltava!  Chico Basilo não tem prestígio nem pra mandar calçar o pé dele numa apargata currulepe.
Nesse dito momento Chico Basilo chegou e se dirigiu a Chiquinho:
- Chiquim. Nego véi. Num se  isqueça de caprichar ali na frente da casa de Seu Pêdo. Viu?        
Chiquinho  concordou  com  um  balanço  de  cabeça, e seu Pedro simulou que estaria acreditando fazendo a seguinte pergunta a Chico Basilo ;
- Chico! Como foi que você conseguiu esse calçamento?
- Foi  faço. Eu  disse  a  Doutor  Daro  qui  quiria  o  calçamento da minha rua, aí ele preguntou:
- Onde é que você mora?
– Aí eu dixe: É na rua do delegado Pêdo Tonheiro.      

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

VALIOSA MEMÓRIA - Por Mundim do Vale.







                                   Prefeito, vereadores e Homenageados em Várzea Alegre.

Prefeitos de Várzea Alegre - Memória Varzealegrense

Atual - Vanderlei Freire




Francisco Vanderlei de Sousa Freire é técnico agrícola formado pelo Colégio Agrícola do Crato-CE. Destacou-se no mundo empresarial como consultor de empresas do ramo de títulos de capitalização, depois de ter sido comerciante e promotor de eventos. Varzealegrense, Vanderlei Freire nasceu em 1961, sendo o primeiro filho do casal José Freire de Sales e Maria de Sousa Freire e tem mais quatro irmãos: José Vandinei de Sousa Freire, Luis Vanderlan de Sousa Freire, Raimundo Vandi de Sousa Freire e Maria Wandernaid de Sousa Freire.


Vanderlei Freire é casado com Aline Teixeira, com quem tem um filho, Pedro Henrique. Do seu primeiro casamento com Josilene Caldas, tem dois filhos: Deivyson Caldas Bezerra Freire e Anderson Caldas Bezerra Freire.

Vanderlei Freire teve destacada atuação como estudante das escolas EEF. Figueiredo Correia, EEF. José Correia Lima e Centro Educacional São Raimundo Nonato (Colégio São Raimundo).

Líder estudantil levou sua experiência para clubes de serviços como Leo Clube, Lions Club e Rotary Club. Atuando como servidor social voluntário, aprendeu a estender a mão aos mais carentes.

Na década de 1990, como jovem e idealista, ingressou na política abraçando a bandeira do PT – Partido dos Trabalhadores, agremiação política que ajudou a fundar em Várzea Alegre.

Por dois períodos presidiu o Clube Recreativo de Várzea Alegre – CREVA, obtendo sucesso nas duas gestões.

Durante a campanha política de 2012, com o apoio do então prefeito Zé Helder e de líderes políticos como Dr. Pedro Sátiro, se mostrou aguerrido, conquistando o povo de forma simples e com propostas de um governo de progresso, direcionado aos mais carentes.

Determinado a acelerar o crescimento de Várzea Alegre, o slogan da sua administração é: Avançando Ainda Mais.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

VERSOS LÁ DE NÓS - Por Mundim do Vale.

SERÁ  O  BENEDITO.

Eu nunca que acreditei
Em coisa do outro mundo
Mas uma vez me assustei
Na terra de São Raimundo.
Surgiu lá uma marmota
Lá nas banda da Varjota
Que fazia assombração.
Todo mundo que passava
Ela batia e xingava
Não escapava um cristão.

João Sem Braço disse: - Eu vou!
Encarar essa marmota,
O cabra se preparou
E foi bater na Varjota.
Mas foi o maior fracasso
Quase perde o outro braço
Escapou mesmo fedendo.
Depois que o cabra fugiu
Nunca mais que ninguém viu
Até hoje anda correndo.

Em Várzea Alegre o assunto
Era só sobre a visagem
Formaram um adjunto
Só com homem de coragem.
Na frente foi Chico Pão
Atrás ia Damião
Mas foram só apanhar.
Chico Pão voltou quebrado
Damião todo aleijado
Começaram a gaguejar:

- O bicho parece gente
Mas briga como animal
Eu tenho na minha mente
Que aquele bicho é de pau.
Não sei onde arranjou voz
Mas fala assim como nós
Sabe todo palavrão.
Tem um fio no espinhaço
Cordão debaixo do braço
É preto que nem carvão.

- De pau já vi cantareira
Cambito, mesa e caixão
Vi cadeira e cristaleira
Mas gente nunca ví não.
Eu acho que aquela coisa
É invenção de Cláudio Souza
Que não tem o que fazer.
Se for alma eu vou rezar
Sendo pau eu vou quebrar
Se for bicho vai morrer.

OPERAÇÃO MATA BICHO:

- Eu imaginei assim:
- Se a visagem é de pau
Vou arranjar um cupim
E acabar esse mal.
Peguei um carro de mão
Fui até o Caldeirão
E trouxe um cupim inteiro.
Fiz um buraco profundo
Botei o cupim no fundo
E cobri com marmeleiro.

Decorei bem o local
E gritei para o Negão:
- Vem cá pedaço de pau
Que tu vai virar tição.
Tu hoje vai aprender
Ou querendo, ou sem querer
A respeitar meu lugar.
Se você não é humano
Hoje entra pelo cano,
Corra dentro pra apanhar!

Ele veio atrás de mim
Só dizendo nome feio
Eu desviei do cupim
Ele caiu bem no meio.
Quando o cupim atacou
O bicho estrebuchou
Feito peixe no galão.
Fui saber quem era a fera
Pois não é, que o bicho era
Joãzinho de Damião.

Mundim do Vale
V. Alegre-Ceará

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

VERSOS LÁ DE NÓS - Por Mundim do Vale.

DEDICATÓRIA:

Aos amigos e familiares do Mestre Pedro Souza.
Aos familiares e amigos do Mestre Tim.
A Escola de Samba Unidos do Roçado de Dentro.
A escola de samba Mocidade Independente do Sanharol.
Aos meus conterrâneos da terra do arroz.
A todos aqueles que apreciam poesia matuta e forró do sertão.

Raimundinho Piau.


UM  ENCONTRO  DE  POETAS.

Já vai fazer quinze anos
Que Pedro Souza Partiu
Não estava nos seus planos
Mas foi Deus quem decidiu.
Foi ao encontro dos seus pais
Do amigo João Morais
E do Colega Bié.
Depois pediu a São João
Para ser o anfitrião
Do poeta de Assaré.

Pedro foi o tocador
Mestre Tim o zabumbeiro
Luís Sérgio o cantor
E Morais o triangueiro.
Fizeram por brincadeira
Batizado na fogueira
Como em noite de São João.
Patativa até falou:
- Parece que eu estou
De volta no meu sertão.

Pedro abriu a concertina
São José achou bonito
Chegou Santa Liduina
Pediu pra tocar bendito.
Pedro tocou num segundo
O hino de São Raimundo
Com a maior perfeição.
Depois Pedro perguntou
Como o poeta deixou
O seu querido sertão.

Patativa disse: - mal
Sofre muito o meu sertão
Lá só se fala em Fortal
E na próxima eleição.
Já tão visitando o povo
Falando em projeto novo
Mas só da boca pra fora.
São todos do mesmo jeito
Depois que termina o pleito
Pegam o beco e vão embora.

Só tou fazendo essa crítica
Porque sou do Ceará
Mas conversa de política
Não tem nas bandas de cá.
Porém trago novidade
O assunto na cidade
É a Banda Zabumbando.
Seus filhos Júnior e Nonato
Todo dia tem contrato
E tão danado Gravando.

Pedro Sousa perguntou
Ao poeta em seguida
O que foi que ele achou
Daquela sua acolhida.
Ele disse: - Pedro Sousa!
Vou lhe dizer uma coisa
Gostei da recepção.
Pareceu com o Juazeiro
Quando tem muito romeiro
Do Padim Ciço Romão.

Você me deu a lembrança
Do melhor dea nossa terra
Aquela boa festança
Do forró de pé de serra.
Tudo que você gostava
Eu também apreciava
Por ser da nossa raiz.
Onde tiver sanfoneiro
Triangueiro e zabumbeiro
Eu fico muito feliz.

O sertão tinha nós dois
Como o sapato e o pé
Você na terra do arroz
E eu no meu Assaré.
Trabalhamos no roçado
Com foice, enchada e machado
No ramo da agricultura.
Nas minhas folgas eu rimava
Nas suas você tocava
Incentivando a cultura.

Eu sei que lá nós deixamos
Um pacote de saudade
Mas aqui nós encontramos
A grande felicidade.
Aqui só tem alegria
É como a segunda via
Da vida do cidadão.
Mas se São Pedro dormir
Nós dois podemos fugir
Pra ir bater no sertão.

Mundim do  Vale.
V. Alegre - Ceará