VÁRZEA ALEGRE TERRA DOS CONTRASTES - Mundim do Vale
Localizada no centro sul do estado do Ceará ficou conhecida no Brasil inteiro depois do musical Contrastes de Várzea Alegre, interpretado por Luiz Gonzaga e composto por Zé Clementino. Cidade que foi tema de um documentário da Rede Globo de Televisão, por ser uma cidade alegre, fazendo assim jus ao seu nome. Cidade que por brincadeira de um grupo de agricultores do sítio Roçado de Dentro, deu partida no samba, para ser hoje, com duas escolas, MIS e ESURD, detentora do melhor carnaval do interior cearense, atraindo turista do estado e do país. Cidade de um povo que transformas as adversidades em causos humorísticos. Cidade que Jesus foi intimado, que o padre era casado, que o sobrado é no oitão, que Telha Quebrada é filho de Zé Goteira e um cego da Boa Vista morreu afogado na Lagoa Seca. Cidade que aparece nos sonhos dos seus filhos que estão ausentes, mas não esquecem jamais. Várzea Alegre dos grandes adjuntos da colheita do arroz, animados pelo grupo de Maneiro Pau e a Banda Cabaçal. Várzea Alegre que quando os filhos que estão distantes se encontram dizem:
- Ou Várzea Alegre boa só é longe! Várzea Alegre que Manoel Cachacinha criou o slogan “Várzea Alegre é natureza! E para finalizar, Várzea alegre é a cidade que só nos deixa tristes quando estamos distantes.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Preciosidades - Antonio Morais

030 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Porque hoje é Domingo.

Esta era a equipe do Alvorada Futebol Clube, treinada pelo técnico e desportista José Ataíde. Criada e mantida pelos empresários Azarias Martins e Antônio Rolim de Morais, nos fins da década de 1960.

Em pé, da esquerda para direita: Pedro, Vitorino, Raimundo de Borginho, Buíta, Raimundo Vaca Velha, Tigela. Sentados mesma ordem: Olímpio, João de João Doca, Negrinho de seu Totô, Ronaldo e Vicente Boca de Fogo.

Como tantos outros, Pedro, meu irmão, era um craque. Craque como irmão, craque como filho, craque como pai, craque como amigo, de tão bom atleta Deus o convocou precocemente e está ao lado do Eterno gozando as virtudes de suas eximias jogadas.

Esses meninos deram muitas alegrias aos desportistas de Várzea-Alegre, o campo ficava  onde hoje existe o Creva.

Dedico esta postagem ao amigo José Ataíde grande desportista de nossa terra.

Antonio Morais

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Mathias Alves Bezerra - Memória Varzealegrense

Legado de Mathias Alves Bezerra 



MATHIAS ALVES BEZERRA, - Várzea Alegre, (Sitio Vazante, 24.02.1877 - Roçado de Dentro 23.02.1971). Casado com Hermelinda Alves Bezerra filha de Joaquim Alves Bezerra, (Quinquim da Vazante). Mathias foi delegado civil de Várzea Alegre por 24 anos, de 1930 a 1954. É tetraneto de Papai Raimundo.



JOSÉ ALVES BEZERRA, Filho de Mathias Alves Bezerra e Hermelinda Alves Bezerra, Várzea Alegre (Sítio Vazante 19.03.1.899 - Sítio Vazante 07.11.1960)



THEREZA VIEIRA DE OLIVEIRA, Várzea Alegre (Sítio Gato do Mato, 02 de novembro de 1902 - Fortaleza, 1º de agosto de 1988). Filha de Honório Vieira de Oliveira e Francisca  Gertrudes de Lima. A criança de colo é a neta Ilana (filha de Luiz Bezerra de Oliveira) com dois meses de idade (Fortaleza, 23.11.1981).



Casa que pertenceu a HONÓRIO VIEIRA DE OLIVEIRA, localizada no Gato do Mato, ainda hoje, (12.01.2017), original, conservando a mesma planta e com a sua estrutura preservada, apesar de ter sido construída antes de 1890, posto que os filhos de Honório Vieira de Oliveira nasceram nesta casa. Tem-se registro do nascimento de Vicente Vieira de Oliveira ocorrido em 1895. Antes de Vicente nasceu também nesta casa a filha Maria Tereza (Lê).  



Casa de taipa construída em 1882, no sítio Vazante, para o casal Joaquim Alves Bezerra (Quinquim da Vazante) e Maria José da Exaltação (Mariquinha). Ainda conserva a estrutura e pintura originais, embora algumas paredes de taipas tenham sido substituídas por tijolo ao longo do tempo. Na frente e na lateral que dá para o nascente foi construída uma calçada que funciona também como muro de arrimo. 

Nesta casa nasceu Hermelinda Alves Bezerra mãe dos filhos José Alves Bezerra (Zezinho de Mathias, casado com Thereza Vieira de Oliveira) e Leolina casada com Mestre Antônio Souza pais dos conhecidos sanfoneiros Matias e Pedro Souza e, também, do tocador de Zabumba Antonio Souza (Antonito).

Só foi habitada (residência fixa) até esta data (18.01.2017) por duas famílias: 1ª) Major Joaquim Alves Bezerra e Maria José da Exaltação (Mariquinha) e 2ª) José Alves Bezerra (este neto de Joaquim Alves e Mariquinha, posto que filho de Hermelinda Alves Bezerra) e Thereza Vieira de Oliveira. 

Nesta casa nasceram os onze (11) filhos do casal Zezinho de Mathias e Thereza Vieira, todos assistidos pela parteira Antônia Cabeleira, carinhosamente chamada por nós e por todos os que vieram ao mundo através das mãos dela de madrinha Antônia Cabeleira. Só existiam na Vazante, no final do século XIX (dezenove) e princípio do século XX (vinte)século XXXX duas casas.

Esta da foto e a casa de Joaquim Piau (Piau "velho", o Pai que tinha um filho por nome de Joaquim Piau, também). Nunca se soube ao certo qual das citadas residências foi construída primeira. Mas lá elas estão e, afora pequenos reparos para mantê-las de pé, lá permanecem superiores ao tempo. 

Os seus antigos moradores, alguns já na morada dos Deuses outros em terras distantes conservam a educação recebida de seus ancestrais e trabalham para tornar este planeta digno do milagre que chamamos vida.



Os filhos de José Alves Bezerra e Thereza Vieira de Oliveira, em 1991, por ocasião da festa de agosto. Viagem que se repetiu por várias vezes na década de 90. Da esquerda para a direita: Vicente, Elpídio, Nadir, Anizia, Caetano, Hermelinda e Honório. Agachados da esquerda para a direita: Raimundo, Luiz, José e Paulo. A caravana, se bem podemos tratar por este denominação, saía de Fortaleza rumo a Várzea Alegre com esta faixa cujos dizeres são: REVIVENDO VÁRZEA ALEGRE.



LUIZ BEZERRA DE OLIVEIRA com a Professora Theodora (Professora Dozinha), em 30.08.2003. Ela com noventa e dois (92) anos de idade. Foto feita na casa dela, na hora do almoço. Esta que foi a primeira Professora oficial considerada por Luiz Bezerra no Grupo Escolar José Correia Lima, sem nenhum demérito aos demais professores: Valquírio Correia Lima, Toinha de Joaquim Francisco, Caxinha, Ernestina, Luizinha Correia e Iracy de Pedro Piau. Estes, porém, foram professores isolados. Demonstrando verdadeiro sacerdócio pela arte de ensinar, ministravam suas aulas em suas próprias casas, geralmente na sala de visita permitindo o convívio dos alunos com os membros da própria família.

E o mais pitoresco de tudo: nossa mãe THEREZA, pagava a estes abnegados mestres, com produtos da roça: queijo, leite de vaca, doce de leite e costuras de algumas roupas para eles.

Devo muito a estes mestres. Guardo na memória os seus ensinamentos como o mais precioso tesouro. E lembro, muito bem, de suas figuras e dos castigos que nos impunham ao açoite da palmatória, reconhecidamente merecidos e por merecidos, aceitos sem contestação àquela época, porém hoje inaceitáveis.

Brasília, 18 de janeiro de 2017

Responsáveis pelas informações: Luiz Bezerra de Oliveira, 9º (nono) filho de José Alves Bezerra e de Thereza Vieira de Oliveira.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Época do ouro branco - Memóra Varzealegrense

Os caminhões carregado de algodão da esquerda pra direita estão os motoristas seu Toto, Zé Bicudo, Assis Jucá e José Avelino


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Várzea Alegre Mundo Afora

Crocheteiras de Várzea Alegre no Encontro 


video

Projeto Rondon - Kleber Dakson Fiuza



Chegada do Projeto Rondom 


O Projeto Rondon marcou muito a nossa carente vida do interior, naquela época de  1975, onde se faltava quase tudo para o crescimento e formação da criança.

O Projeto nos enchia de orgulho, ao trazer novas perspectivas de vida e esperança de dias melhores, principalmente pela clara disposição em investir na construção de novos conhecimentos e no acesso à cidadania.

Rezávamos para o dia não acabar, pois ali éramos muito felizes, através da socialização e da troca de conhecimentos com os diversos participantes.

Não me esqueço das diárias e incansáveis atividades lúdicas, recreativas e esportivas, que tinham prosseguimento após uma pausa para o gostoso e bem preparado lanche, servido na hora e na medida certa.

Semanalmente, somavam-se a tudo isso uma minuciosa avaliação médica e odontológica jamais vistas por uma criança carente de quase tudo.

No final de semana, havia as pré-olimpíadas para se descobrir os grandes talentos dentro de cada modalidade esportiva: salto simples e triplo; com vara; corrida de 50, 100 e 200 metros; revezamentos, futsal, etc. No encerramento, havia a grande competição com entrega de medalhas.

Éramos muito bem tratados e cuidados. Por isso, retribuíamos em dobro todo o carinho recebido de cada profissional.

A tia Sheila e o tio João, por serem educadores físicos e cuidarem da parte mais prazerosa do projeto - a recreação, tornou-se a dupla de quem mais gostávamos.

A comoção era tamanha quando chegava o momento da despedida, que acontecia no restaurante Ponto Frio, de propriedade de Vitorino Sousa.
A cidade inteira chorava...

Há poucos dias pudemos ver uma foto do tio Ronald, feita e enviada para mim e Aline, diretamente de Beberibe, onde atua como médico. Ao falar no Projeto Rodon, ele se mostrou felicíssimo. Relembrou bons momentos da nossa cidade e da vida dele, ao lado dos amigos Dr Raimundo Sátiro e Dr Lincoln.

Saudade desse bom tempo que muito marcou a minha geração, chamada Projeto Rondon.

Kleber Dakson Fiuza

Preciosidades antigas - Antonio Morais

024 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais


Da direita para esquerda parte do corpo da esposa Mariquinha, Zuza Bizerra e quatro gerações depois deles

De passagem por Várzea-Alegre, por volta de 1869, o Major Eufrásio Alves de Brito, do sitio Malhada em Crato, se hospedou na casa de José Raimundo Duarte, o conhecido José Raimundo do Sanharol.

Vendo aquela fartura de rapazes e moças, 24 ao todo, propôs casar uma de suas filhas com um deles. A preferencia recaía por Manuel Leandro Bezerra, o segundo filho do casal José Raimundo e Maria Anacleta, porém este estava comprometido para Clara Alves de Morais Feitosa filha de Manuel Alves de Morais Feitosa, Manuelzinho do Pita em Arneiros.

José Raimundo ofereceu Vicente Alves Bezerra, um ano mais moço. Sendo aceito de bom agrado.

"Em vinte e cinco de novembro de mil oitocentos sessenta e nove, no sítio Malhada desta freguesia do Crato, em cumprimento da provisão do excelentíssimo bispo diocesano, datada em quatro de setembro deste ano, em casa de Eufrásio Alves Bezerra, em presença das testemunhas Manuel Vieira de Araújo e Manuel Leandro Bezerra, uni em matrimônio, e dei as bênçãos nupciais a Vicente Alves Bezerra com Isabel Pereira de Menezes, brancos, ele natural e morador da freguesia das Lavras, d’onde apresentou certidão de batismo e banhos correntes; e ela desta do Crato dando seu pai licença em banhos, de que no parentesco de consanguinidade, que se ligam pelo excelentíssimo bispo em quatro de setembro deste mesmo ano, do que para constar, fiz este acento em que mi assigno. (Livro 7, f. 39)".

Manuel Joaquim Aires do Nascimento - Pároco.

Os noivos se encontraram e se conheceram no dia do casamento. Deste enlace nasceu José Bezerra de Brito, Zuza Bizerra, foto, este vulto prestimoso que honrou nossa terra como jamais teve outro. Foi um estudioso de nossa família, nosso leme, nosso ponto de partida, nenhum varzealegrense, fosse Meneses, Brito, Morais, Rego, Alves, Bezerra, Costa, Sátiro, Primo, Mendes, Correia, Bitu, Silva etc, tomava qualquer decisão sem antes ouvi-lo. Muitos foram os vencedores que seguiram os caminhos indicados por tio Zuza.

Depois sucederam-se vários casamentos entre as duas famílias. Farei registro posteriormente. Esse foi a primeiro.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Nossas Historias - Memoria Varzealegrense

017 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais


Vi na pagina do Memória Varzealegrense uma foto de Dona Domicilia, uma personalidade prestimosa de minha terra. 

Lembrei-me do café onde era servido o melhor doce de leite do mundo. 

Era uma especie de cera de caramelo, o pirex era guardado emborcado e o doce não caía. O sabor também pedia passagem ao fino paladar, admirável como a lhaneza no trato de Dona Domicilia com os seus fregueses.

Mas, eu peço permissão para contar uma historinha bem engraçada :

Estando eu em Crato, preparei uma caixa com umas encomendas  para mandar para o meu pai no Sitio Sanharol, hoje um bairro de Várzea-Alegre. "Escrevi  fora : para José André. Entrega a domicilio"! Enviei pelo  nobre amigo de saudosa memória Miguel Marcelo. 

10 dias depois recebi a informação que a encomenda não havia sido entregue no destino. 

Procurei o Miguel Marcelo que de pronto respondeu - Estava escrito fora  da caixa : "Entrega a domicilia, eu entreguei lá no café".

Fui apanhar, recebi tal qual foi entregue e degustei um doce de leite, como disse  em minha narrativa: o melhor do mundo.

Fonte: Antonio Morais