VÁRZEA ALEGRE TERRA DOS CONTRASTES - Mundim do Vale
Localizada no centro sul do estado do Ceará ficou conhecida no Brasil inteiro depois do musical Contrastes de Várzea Alegre, interpretado por Luiz Gonzaga e composto por Zé Clementino. Cidade que foi tema de um documentário da Rede Globo de Televisão, por ser uma cidade alegre, fazendo assim jus ao seu nome. Cidade que por brincadeira de um grupo de agricultores do sítio Roçado de Dentro, deu partida no samba, para ser hoje, com duas escolas, MIS e ESURD, detentora do melhor carnaval do interior cearense, atraindo turista do estado e do país. Cidade de um povo que transformas as adversidades em causos humorísticos. Cidade que Jesus foi intimado, que o padre era casado, que o sobrado é no oitão, que Telha Quebrada é filho de Zé Goteira e um cego da Boa Vista morreu afogado na Lagoa Seca. Cidade que aparece nos sonhos dos seus filhos que estão ausentes, mas não esquecem jamais. Várzea Alegre dos grandes adjuntos da colheita do arroz, animados pelo grupo de Maneiro Pau e a Banda Cabaçal. Várzea Alegre que quando os filhos que estão distantes se encontram dizem:
- Ou Várzea Alegre boa só é longe! Várzea Alegre que Manoel Cachacinha criou o slogan “Várzea Alegre é natureza! E para finalizar, Várzea alegre é a cidade que só nos deixa tristes quando estamos distantes.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Lembrando minha primeira Escola

LEMBRANDO A MINHA “PRIMEIRA ESCOLA”

HOMENAGEANDO A MINHA PRIMEIRA PROFESSORA – “GILZA FERREIRA”

Dentre as “recordações” da nossa infância , uma das maiores, mais marcantes, é o alvorecer da vida estudantil: a primeira Escola, a primeira professora, os primeiros colegas/amiguinhos fora da família. Um momento novo, curioso, cheio de expectativas, de interrogações, de ansiedade, de descobertas.

E foi ela, a estimada e competente dona GILZA FERREIRA, quem me conduziu ao dar os primeiros passos nos caminhos do SABER. Quem, como uma segunda mãe, com toda dedicação e empenho, colocou-me no “mundo encantado” das letras. Assim como, tantas outras crianças daquela época, no nosso sítio. O processo inicial do estudo deu-se através do simples e notável instrumento vigente no momento, a famosa carta de ABC. Abrindo-nos as portas ao valioso mundo da “leitura e da escrita.” 

Eis na foto abaixo, a minha primeira e inesquecível professora, GILZA FERREIRA, filha do sr. Vicente Ferreira Lima, ou Vicente Cancão, para a qual, venho expressar meu profundo carinho, imensa admiração, e toda a minha gratidão. 

A sede da Escola era a casa de morada dos meus tios, FRANCISCO OLIVEIRA e MARIA DE JESUS, sítio CHICO, Várzea Alegre-CE . E sua sala da frente, ou sala de visitas , o espaço reservado para as aulas.
Não existia birô, nem carteiras, nem lousa, nem quadro negro. Apenas, uma mesa grande da família, por trás da qual, dona GILZA sentava-se e ia organizando e ministrando as lições, os ensinamentos e orientando-nos nas atividades diárias. 

Na mesma mesa , os alunos realizavam suas tarefas escritas, os chamados “exercícios” nos seus cadernos. 

Como assento, eram utilizadas cadeiras ou bancos um ao lado do outro. Recordo bem, com alegria, emoção e imensas saudades, que me acordava cedinho. E toda feliz, minha mãe me arrumava e me encaminhava à Escola. Lugar também de animação, alegria, amizade, divertimento, por ser um ponto de encontro da meninada.

Diariamente, eu levava uma cadeirinha de madeira fabricada pelo meu saudoso “ pai”, que também foi carpinteiro. Colocava na cabeça de maneira contrária, ou seja, de cima para baixo. E dentro da parte do assento que ficava pra cima, colocava a carta de ABC, o caderno, o lápis , a borracha numa função de bolsa ou mochila; o que não existia naquele tempo.

Às vezes, fico a imaginar como era difícil, complicado, com o simples método decorativo, conseguir que os alunos aprendessem as letras, dominassem o “alfabeto”, ora maiúsculo , ora minúsculo; ora letras de imprensa, ora manuscritas.

E a escrita? No caderno, sobre linhas contínuas, era copiado o alfabeto maiúsculo e minúsculo e a gente, com o grafítico , ia cobrindo letra por letra , diversas vezes até conseguir fazer independente da grafia da professora.

Em seguida, vieram os números, as primeiras lições aritméticas. Logo que dominei as letras, soletrar e formar sílabas , passei para a minha famosa “Cartilha do Povo”...através da qual, aprendi a formar palavras e ler pequenas frases, pequenos textos. Depois primeiro livro.

Uma “grandiosa ” recordação...!!! Quantos ensinamentos..., quanta felicidade, e boas lembranças ...do meu tempo de menina naquela Escola, guardo até hoje.. 
Minha prestimosa Professora, onde quer que esteja..., nosso DEUS todo poderoso te cubra de infinitas GRAÇAS...!!!

Com um carinho especial,

ISABEL VIEIRA DE OLIVEIRA SILVA
Juazeiro do Norte- CE - 22.01.2014

domingo, 26 de janeiro de 2014

Flor Maravilha - Memória Varzealegrense

Flor Maravilha - Por Flor das Bravas.


Para minhas “flores”, com carinho.
Uma jovem muito rica, tinha um marido maravilhoso, filhos perfeitos, um emprego que pagava muitíssimo bem, uma família unida. Mas ela não conseguia conciliar tudo isso pois o trabalho e os afazeres lhe ocupavam todo o tempo, deixando sua vida deficitária em algumas áreas. Se o trabalho consumia muito tempo, ela tirava  dos filhos; para resolver os  problemas, ela deixava de lado o marido... E assim, as pessoas que ela amava eram sempre deixadas pra depois.
Seu pai, que era um homem muito sábio, presenteou-a com uma planta muito cara, raríssima, da qual só havia um exemplar em todo o mundo e cuja flor era diferente de todas. E disse pra ela:
“Filha, esta flor vai te ajudar muito mais do que você imagina! Você terá apenas que regá-la e podá-la de vez em quando, conversar um pouquinho com ela de vez em quando. Em troca ela lhe dará esse perfume maravilhoso e essas lindas flores.”
A jovem ficou encantada com aquela flor que era mesmo de uma beleza sem igual. Mas o tempo foi passando e os problemas continuaram pois o trabalho consumia todo o seu tempo. Sua vida continuava confusa e ela não conseguia o tempo para cuidar da planta e curtir sua flor. Ela chegava em casa, olhava a planta e percebia que as flores ainda estavam lá. Não mostravam sinal de fraqueza ou de morte. Apenas estavam lá, lindas, perfumadas. Então ela passava direto. Até que um dia, sem mais nem menos, a planta morreu. Ela teve um grande susto. Estava completamente morta, suas raízes estavam ressecadas, suas flores caídas e suas folhas amarelas. Ela contou ao pai o que acontecera.
E ele explicou-lhe então:
“Eu já imaginava que isso aconteceria. Mas eu não posso te dar outra planta porque não existe no mundo outra igual a essa. Ela era única, assim como são únicos teus filhos, teu marido, tua família, teus amigos. Todos são as bênçãos que o Senhor te deu, mas tens que aprender a regá-los, a podá-los e a dar atenção a eles pois, assim como a flor, os sentimentos também morrem. Tu te acostumaste a ver a flor sempre florida, sempre perfumada, mas esqueceste de  cuidar dela.
Lembra-te: cuida das pessoas que amas!”
E você? Tem cuidado das bênçãos que Deus tem lhe dado? Lembre-se da flor pois, como ela, são as bênçãos do Senhor: Ele nos dá mas nós temos que cuidar delas.
Mensagem recebida de um dos meus jardineiros.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Felicidade é... Memória Varzealegrense

FELICIDADE  É…

O cidadão eternizar a sua memória.

O Memória Varzealegrense resgatar a história de um povo.

Um povo que consegue repassar a memória do passado para os seus filhos e netos.

A certeza de que existe uma página fiel, para registrar fatos e fotos.

Contar com a boa parceria dos condutores do Memória Varzealegrense.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Versos lá de nós - Memória Varzealegrense

LINGUAJAR CEARENSE - MUNDIM DO VALE

Dedicado a: Flor do Chico e ao primo Morais. 
 
Cearense é exclusivo
Tem seu próprio linguajar,
Se alguém perturba de mais
Ele diz que é impinjar,
Se um amigo come muito
Diz que vai impanzinar.

Na sua linguagem própria
Milho quebrado é xerém,
Um objeto pequeno
Ele chama de terém,
Garganta chama guela
E bunda chama sedém.

Cadeira chama de acento
Guloso de isgalamido,
Casa de taipa é tapera
Conversa besta é moído,
Se um menino é danado
Ele chama de inxirido.

Merenda é quebra jejum
Coisa de segunda, é peba,
Gente gaiata é fiota
Um ferimento é pereba,
Um periquito é guenguém
Venda pequena é bodega.

Alma penada é visagem
Cachaça ruim é fubúia,
Pano de prato é rodilha
Banda de cabaça é cúia,
Urinol chamam pinico
Ruma de fese é túia.

Conterrâneo, é lá de nós
Ir embora é dar no pé,
Gente alta é varapal
Gente baixa é batoré,
Pino de porta é tramela
Faca pequena é quicé.

Moringa chamam quartinha
Rede de lona é tifanga,
Cintura de calça é cós
Serviço pesado é canga,
Chupeta é enganador
E cara feria é munganga.

Gente gorda é lua cheia
Jantar é pegar a bóia,
Não liga, é não faz impém
Plano de quenga é tramóia,
Mão na bunda é sabacu
Sogra ruim é lambiscóia.

Tempero chamam mistura
Valente é chapéu virado,
Se a casa é suja, é mundiça
Homem bom é arretado,
Se é malino é buliçoso
Se tem raiva é enfezado.

Calça cortada é sorongo
Porco novo é bacurim,
O nariz chamam de venta
E gastura é farninzim,
Melancia é tamboroca
Pobre coitado, é tadim.

O zangado é carrancudo
Descuidado é vacilão,
Sendo pouco é um tiquim
Conquistador é ganhão,
Protistuta chamam quenga
Quem falta um trato, é furão.

Cacho de frutas é penca
Bruaca é bolo de caco,
Sem batistério é pagão
Mal pagador é velhaco,
Gente que perturba muito
Dizem que é encher o saco.

Confusão chamam encrenca
Quem fizer bota boneco,
Um ataque é passamento
Que o sujeito dá um treco,
Comida ruim é xué
Seminarista é padeco.

A emboscada é pantim
Criação é miuçada,
Bebê de plástico é calunga
Omelete é malassada. 
Casca de pau é meisinha
E moça virgem é zerada.

Homem rico é estribado
Ganha nome de barão,
Sendo pobre tá pebado
O povo chama pidão,
Moça velha é vitalina
E rapaz velho é capão.

M ostrei o palavreado
U ma coisa exclusiva,
N ada aqui foi inventado
D isso você não duvida,
I ndiquei o leridado
M as não aponto a ferida.

Mundim do vale.

Causos lá de nós - Memória Varzealegrense

ACABOU  O  CARRO  DO  DOUTOR - MUNDIM DO VALE

Meu filho Diogo adotou uma cadela da raça York e batizou com o nome de Laila. Essa simpatia por cachorros o Diogo tem desde criança, quando ele dizia que era um cachorro e ainda pedia a sua mãe para amarrar um toçal da sua perna para a perna da mesa, onde Fátima passava roupas. Ali ele passavas horas latindo como cachorro.
Uma vez ele cismou de criar un cachorro no apartamento e não teve quem fizesse ele mudar de ideia. Eu fui com ele na feira de Parangaba e lá nós adquirimos o cachorro, que ele batizou de Richer. Quando o cachorro cresceu mais, os seus latidos eram mais alto e os nossos vizinhos começaram a reclamar. Com muito esforço eu negociei com ele para levar o cachorro e deixar  num sítio no Pecém, onde a gente ia quase todos finais de semanas. E assim foi feito.
Um certo domingo nós chegamos lá e o Diogo brincou um pouco com o Richer e depois foi lanchar. Enquanto ele lanchava o cachorro atravessou a pista, foi atropelado e morreu.
Nós combinamos com o caseiro, ele foi lá e enterrou o cachorro e ninguém disse nada  ao diogo. Quando ele sentisse a falta a gente ia dizer que ele tinha fugido. Mas um filho do caseiro contou tudo. Diogo ficou calado e a gente esperando ele perguntar pelo cachorro. Quando foi ao meio dia a minha irmã Rita Maria chegou no sítio com o seu filho Magno.
 Diogo não deixou nem ele sair do carro:
- Magno! O Richer morreu atropelado.
Magno arregalou os olhos e perguntou:
- E como foi?
- O bicho inventou de atravessar a pista sem olhar para os dois lados, aí um carro atropelou o abestado.
- Não diga isso com o bichim não,  marcho!
Três anos depois nós viajamos de carona com o meu irmão Luis Sérgio para Várzea Alegre. Quando a gente passava na região Jaguaribana entre as cidades de Jaguaribe e Icó, correu ma cachorro grande do mato e não teve como Sérgio evitar o choque. A pancada foi tão violenta que aquele cão passou por cima do carro, indo cair morto  a uns vinte metros da traseira do carro.
Nós descemos para olhar o prejuízo, mas foi pequeno, só fez amassar o para-choque.Mas o drama maior foi convencer o Diogo que o cachorro  estava era dormindo, pois Diogo  já se preparava para defender o colega.
Depois do Diogo convencido, nós fomos entrando no carro, quando eu avistei um sujeito correndo na nossa direção. Naquele momento eu fiquei preocupado e comentei:
- Aquele cara é capaz de ser o dono do cachorro.
O cara passou por nós, foi até onde estava o cachorro, deu um chute na cabeça e disse:
- EITA  CACHORRO  CONDENADO  DA  MOLESTA!  ACABÔ O CARRO  DO  DOTÔ.

Lembrando os Contrastes - Memória Varzealegrense

VÁRZEA ALEGRE - TERRA DOS CONTRASTES


A cidade de Várzea Alegre se destaca por inúmeros contrastes fundamentados na alegria de espontaneidade de seu povo. O grande precursor dos contrastes de Várzea Alegre foi inesquecivelmente o motorista Joaquim Felipe de Sousa, homem inteligente e de visão engraçada.

Em suas viagens ao sul do país, descrevia a cidade numa forma humoristica, onde os curiosos indagavam sobre as divergências da cidade e este, mais empolgado ainda, respondia com exagero à sua platéia.

Inspirado na figura de Zé Felipe e nos comentários da "boca do povo", José Clementino do Nascimento imortalizou-se renomado ao cenário artístico com a música "OS CONTRASTES DE VÁRZEA ALEGRE", gravado pelo rei do baião Luiz Gonzaga.

Os próprios filhos da terra tinham a iniciativa de propagar seus contrastes, fazendo gozação, como se disseram: "FALE MAL MAIS FALE DE MIM". Jornais e estações de rádio deliciaram-se com o fato. assim, falavam dos que realmente existiam e ainda criavam imaginários outros.

O filho da terra Joaquim Ferreira, era redator do jornal  o Globo e, numa de suas visitas a Várzea Alegre, escreveu umas crônicas que lia na "amplificadora local" de propriedade do ex-deputado Luiz Otacílio Correia. Depois de sua segunda apresentação, achou além que sua dicção, não era muito boa  para o microfone. César ladeira, locutor da Rádio Mayrink Veiga no Rio já dissera que ele não tinha voz "radial". O certo é que depois, sem fazer curso de fonoaudiologia, Joaquim Ferreira no acesso da segunda  guerra mundial, se fez comentarista da BBC de Londres (British Broadoasting Coporation) - a mais importante e potente rádio emissora do mundo - lendo, ele mesmo, suas crônicas para todo o Brasil. Seria este mais um contraste?

CONHECENDO OS CONTRASTE

O elenco de contrates atinge algumas dezenas, pois é rica e fecunda a criatividade popular:

- A única pensão que havia era de Joaquim Piau e lá não se encontra peixe no cárdapio;

- Dizia-se que o sujeito mais feio, era Lindoval;

- Sr. Minininho  tinha quase dois metros de altura;

- Havia um cego que era da Boa Vista;

- Na Lagoa Seca, morreu  o cego da Boa Vista;

- Vicente Grande, tinha apenas um metro de altura;

- Jesus; só bebia na bodega de Santos;

- Chico Segunda-feira era inimigo de Zé Domingo;

- A cadeia ficava na praça da liberdade;

- Pacífico Cordeiro da Paz, era o sugeito mais desordeiro da terra;

- Pureza, era a prostituta mais afamada do bordel;

- Chico Francisco e Zé Cazuza dois ilustres comerciantes;

- Zé Branco, é bem pretinho;

- Dona Felicidade, era uma esmoler;

- O Sr. Joaquim Vermelho, na festa do padroeiro, era do partido azul;

- O homem mais inteligente da cidade, era um português, o patriarca Antônio Ferreira, nascido em Arcos de Valdevês (Portugal);

- A luz elétrica funcionava durante o dia;

- O presidente da Associação das lavadeiras de roupas, é um homem Pelé;

- Um anjo morreu na casa de jesus;

- O carro de som é um carro de sorvete;

- Um homem acidentou-se no pronto socorro e foi atendido no hospital;

- Pe. vieira foi sepultado no dia em que não podia celebrar missa-Sábado de Aleluia;

- Festa de Sábado de Aleluia foi comemorada no Domingo de Páscoa;

- A praça da matriz não tem bancos. 

OS NOVOS CONTRASTES

Amigo o que vai te alegrar 
é que eu encontrei 
a terra dos contrastes:                                                                                                                                                  
Nesse lugar tudo é diferente
do que possa imaginar,
e durante o dia vive a andar.

Tem lobo entregando carta,
tem cobra que é sanfoneiro,
tem galo que canta na rádio,
tem gato que é violeiro.

O jumento morreu de fome na rua do capim.
o cabra mais feio é chamado bonitim.

Tem servente que trabalha 
com o carro todo arrumado.
o homem chamado Bidim é bastante alto e esticado.
O único táxi da noite
é o de João Dias,
os ônibus de lá
pertencem a Cacaria.

O presidente de clube 
não gosta de festas,
ele contrata bandas
e diz que isso não presta.

O maior sócio do padre
é um irmão crente,
Cabo severo é o policial
mais pacato e decente.

Uma coisa engraçada
que eu vi lá:
Baygon mais muriçoca
pela rua a conversar.

Prefeito anafalbeto
é também tabelião.
acenderam dentro da piscina
a fogueira de São João.

O secretário de transportes
que não sabe dirigir
uma coisa que vi.

CONTRASTES DE VÁRZEA LEGRE
(José Clementino/Luiz Gonzaga)

Mas diga moço de onde você é?
Eu sou da terra que Mastruz se faz café

Meu amigo eu sou da terra
De Zé Felipe afamado, 
Onde o bode era marchante
E Jesus foi intimado.
Sou da terra do arroz do sabido acabrunhado,
Do calango carcereiro.
Meu amigo eu sou da terra
Que o peru foi delegado.

Meu amigo eu sou da terra
Onde o sobrado é nos oitão
Houve três anos de guerra
Não morreu um só cristão
Onde o eleitor amigo pra votar não faz questão 
Elegeram pra prefeito
Numa só semana
Quatro nobres cidadãos

Meu amigo em minha terra
Já pegou fogo no gelo
Apagaram com carbureto
Foi o maior desmantelo
São Brás lá e São Raimundo
Se festeja com zelo
O prefeito completa idade
Era de quatro em quatro anos
E nunca penteou o cabelo

Meu amigo eu sou da terra
que o padre era casado
Enviuvou duas vezes
E depois foi ordenado
Ainda hoje reza missa
Os filhos já estão criados
O juiz era uma mulher
Meu amigo eu sou da terra
Que o cruzamento é isolado 
Mas diga moço de onde você é?
Eu sou da terra que mastruz se faz café

Meu amigo eu sou da terra 
Onde o sobrado é nos oitão
Houve três anos  de guerra 
Não morreu um só cristão
Onde o eleitor amigo pra votar não faz questão
Elegeram pra prefeito 
Numa só semana
Quatro nobres cidadãos

Meu amigo em minha terra
Já pegou fogo no gelo
Apagaram com carboreto
Foi o maior desmantelo
São Brás lá é São Raimundo
Se festeja com muito zelo
O prefeito completava idade
Era de quatro em quatro anos
E nunca penteou o cabelo

Meu amigo eu sou da terra 
Que o padre era casado
Enviuvou duas vezes
E depois foi ordenado
Ainda hoje reza missa
Os filhos já estão criados
O juiz era uma mulher
Meu amigo eu sou da terra
Que o cruzamento é isolado 

056 - Nossas histórias - Memória Varzealegrense

DEU A CABRA 

Já havia chegada em Várzea-Alegre. Ali, como no restante da pátria amada, o jogo do bicho já era conhecido  e todos podiam jogar, livremente, fazer sua fezinha.

José Pinto, esposo de Dona Adélia  Pimpim, pai de Sérgio, Dulceria e Lili, boas criaturas, era o único banqueiro. Eu tinha 09 anos e ia passando. Andando, fagueiro e despreocupado, como todo menino despreocupado e fagueiro. Seu Zezinho cortava uma tiras de cerca de 30 centímetros de alto por 05 de largura, as dividia em dez pedacinhos, e, com  carimbos de cajazeira fazia os dez bilhetinhos de cada bicho. 

Sentindo-me capaz de realizar tal proeza, perguntei se lhe podia ajudar. Amável e cavalheiresco, aceitou minha cooperação. terminada a coleção de 250 bilhetinhos, dez de cada um dos 25 bichos, ele tirou um deles e me deu dizendo: Se der, venha buscar seu premio. São quatro mil reis.

A corrida era as três da tarde, e, ás quatro passei por lá acidentalmente, ele me chamou, conferiu meu bilhete e, como tinha sido premiado, me deu os quatro mil reis. Era muito dinheiro.

Corri para loja para dar a noticia a papai, que, por certo, exultaria de feliz, pensei. Desfilei minha historia, ganhei quatro mil reis na cabra.

Que cabra seu José? Você tem cabra? Você vende cabra? Procurei explicar, direitinho a coisa toda. Eu ajudei a seu Zezinho, ele me deu um bilhete da cabra, o bilhete foi premiado aí ele me deu  quatro mil reis. Disse mostrando envaidecido a dinheirama.

Papai me fitando enternecidamente,  disse a certa altura. Quer dizer que cabra é numero seis, não é isto? Neste caso, o senhor vai levar seis bolos e distribuir o dinheiro com os pedintes, na rua. Tomou a régua disciplinadora e, em cada mãozinha afortunada me meteu três bolos, perguntando-me, depois de encerrar nosso amigável entendimento: quantas vezes você já viu seu pai jogando? Era festa de São Raimundo e facilmente encontrei com quem  distribuir a fortuna.

Dr. J. Ferreira.
Fonte: Blog do Sanharol

sábado, 18 de janeiro de 2014

Foto Memórias! - Memória Varzealegrense


Dedicado a Das Virgens Gonçalves.

A foto abaixo de 1938, registra a professora Ivone, esposa de Natanael Moreno e sua turma de alunos e alunas. O Grupo escolar ficava onde atualmente é a residência de Dona Balbina Diniz. 

Conheça sua mãe, tia ou parenta entre os perfilados. Minha mãe é a oitava da primeira fila.

Antonio Morais

Fonte: (Facebook)

Lembrando Amadeu Neto - Memória Varzealegrense

Amadeu Neto - Antonio Morais

O Deputado Otacílio Correia conseguiu um emprego para Amadeu no Banco do Estado do Ceara. Cargo - Zelador.

Amadeu, sempre muito solicito, dizia para todo mundo que era um emprego muito bom, pois foi o Tio Otacílio quem arranjou. Cagava goma e contava vantagens para as negradas que tinha um Primo do pai dele muito importante que era diretor do Bec, nosso amigo Antônio Siebra Lima, conheci dos tempos do Bicbanco.

Amadeu arranjou uma namorada em Farias Brito dizendo que iria assumir a gerencia do Banco. Todo fim de semana era almoço de galinha caipira, capote, até um bacurin abateram um dia. Levou adiante esta lorota até quando pode.

Um belo dia, os pais da moça foram ao Banco e o viram fazendo faxina. Amadeu ficou bastante encabulado, mas, como todo bom varzealegrense tem uma boa saída, disse para o futuro sogro, que era uma praxe do banco os futuros gerentes passarem por todos os departamentos da agencia. O sogro foi falar com gerente e acabou o sonho do bancário - terminou o noivado.

Fonte: Blog do Sanharol

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Sítio Barro Vermelho - Memória Varzealegrense

Foto Barro Vermelho de Baixo

SÍTIO BARRO VERMELHO NO DISTRITO DE NARANIÚ GANHA CRESCIMENTO POPULACIONAL.


O Sítio Barro Vermelho localizado na Região Norte do Distrito de Naraniú está se tornando uma das comunidades nesta região que mais recebeu visitantes e diga-se a que conseguiu aumentar seu crescimento populacional nestes últimos anos.

A comunidade é dividida em Barro Vermelho de Baixo e de Cima segundo o mapa geográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, a localidade possui uma área territorial extensa limitando-se com os seguintes logradouros.

Ao Sul - Pacheco e Novo Jordão 

Ao Norte - Fechado e Malhada Vermelha

Ao Oeste - Malhada Vermelha e Ubaldinho

Ao leste - Paraíso dos Cavalos e Ubaldo

Sabe-se que a comuna representa uma grande número de pessoas e ao mesmo tempo ela sofre de perdas significativas por causa da pouca visão do Poder Público Municipal de Várzea Alegre, a localidade é carente de benefícios como também de recursos que venham contribuir com desenvolvimento da mesma.

Sítio Barro Vermelho Distrito de Naraniú.

Publicado por: Assessoria de Comunicação do

SÍTIO FECHADO
DISTRITO DE NARANIÚ
VÁRZEA ALEGRE-CE

055 - Nossas histórias - Memória Varzealegrense

O que é loucura - Por Antonio Dantas.

Meu pai tinha um primo lá para o lado de Monte Alegre que o acusavam de louco. Meu pai argumentava pra nós que ele não era louco, era diferente e tinha compaixão pelo sofrimento dos animais.

Todavia, é muito comum as pessoas acusarem as outras de loucuras quando o comportamento desses não agrada. Quando as atitudes dos outros nos irritam, é bem mais fácil acusá-los de loucos do que procurar saber porque nos irritamos com facilidade. Meu pai contava uma historia que não sei se era verdadeira, mas serve para ilustrar a opinião dele sobre a loucura. Ele falava que havia um sujeito lá perto da Cachoeira Dantas. Como não me lembro do nome dele, vou chamá-lo de Zeferino. 

O Zeferino, sentindo-se incomodado com o comportamento da mulher, reclamou para um amigo que não aguentava mais a mulher. – Ela tá louca cumpade! – Mas Zeferino qual é o problema? – Veja cumpade, ela não para de reclamar dizendo que é uma galinha. – Vige cumpade, entonse vai ao Crato que lá tem um tal de doutor psicrata que trata de gente louca. 

Quando o Zeferino chegou ao consultório do médico, foi logo reclamando – doutor minha muié tá louca, eu queria que o senhor aviasse uma receita pra ela. O médico respondeu – mas como você sabe que ela está louca? – Doutor, não tenho sossego, ela não para de reclamar que não tem valor, é apena uma galinha. 

O médico respondeu – vige, mas isso é coisa séria então! Por que você não veio falar comigo antes? – Não doutor, eu tava esperando para ela botar os ovos!

Fonte: Blog do Sanharol

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Bebé de João Rocha - Memória Varzealegrense


HOMENAGEM A ISABEL BEZERRA DE MENESES - BEBÉ DE JOÃO ROCHA - NO SEU CENTENÁRIO 

Minha cara amiga, BEBÉ DE JOÃO ROCHA, mais uma varzealegrense forte, ativa, saudável, anima-nos e alegra-nos com a sua longevidade. Vence inúmeros desafios, dentre os quais, a orfandade materna inda bem criança e duas viuvezes; ultrapassa barreiras, supera os mais variados obstáculos, caminha confiantemente e sobe o degrau dos “100 ANOS”. 

Galga, merecidamente, a vitória de um iluminado CENTENÁRIO... E é com imensa alegria, grande emoção que venho expressar a minha admiração, o meu afeto, e os meus “PARABÉNS” a essa admirável conterrânea, nessa data tão especial, momento tão “divino...!!!” 

Nossa querida BEBÉ, uma pessoa simples, educada, serena, alegre , prestativa, atenciosa com todos os familiares e amigos; pelos quais, é bastante admirada, assistida, respeitada e estimada. Ao longo dos “100 anos”, viveu e construiu uma notável história nas linhas do campo. Sempre residiu na zona rural nos sítios: Ingazeira, Barragem e Varzinha . 

Mulher de fé, coragem, atitude, espirito religioso, com uma trajetória de vida fundamentada nos “Principios Evangélicos.”

Com sacrifícios, persistência, calma, determinação, amor e confiança no SENHOR, criou e educou a sua prestimosa família; hoje, filhos respeitáveis, dignos..., que lhe representam orgulho, conforto, tranquilidade, segurança, alegria, carinho; legítimos “presentes divinos”. 

Guardo as mais agradáveis lembranças, as melhores recordações das vezes que frequentei o aconchegante “lar” de dona BEBÉ no sítio BARRAGEM. 

Ela e sua filha, AURENI, também minha grande amiga, acolhiam-me com todo carinho, dedicação. Bem como, na residência da filha IVONE, onde mora atualmente, sítio Varzinha, sou sempre recebida com enorme alegria e presteza. Por tudo sou e serei sempre grata... 

A senhora, BEBÉ ROCHA, um verdadeiro testemunho de “vitalidade”. Encontra-se completamente lúcida. Fala, enxerga, escuta, anda, costura guardanapos, faz franjinhas para enfeitá-los, faz toalhinhas, ler textos sem nem recorrer ao uso de óculos como bem vemos nas fotos abaixo, por mim, tiradas às vésperas do aniversário. 

Acompanhada, inda vai à cidade, faz compras, paga, confere troco, faz consultas médicas etc. Sempre se entretém com as atividades fotografadas.

Com um carinho todo especial, o meu afetuoso abraço a nobre “ANIVERSARIANTE”, e com grande fé, a minha prece ao CÉU, por outros natalícios repletos de GRAÇAS...!!!

Aos preciosos filhos, e demais familiares, os meus sinceros “parabéns” pelo brilhante “tesouro humano,” por tão preciosa “DÁDIVA” das Mãos de DEUS, !!! 

Afetuosamente,
ISABEL VIEIRA DE OLIVEIRA SILVA 
JUAZEIRO DO NORTE- CE - 14.12.2013

Algodão Doce - Memória Varzealegrense

ALGODÃO DOCE - Dr. Jose Savio Pinheiro

Fico indignado ao assistir nos nossos dias a valorização apenas do ter. O ser caiu no esquecimento. A honra, a disciplina, a benquerença, o sacrifício, tão bem cantados por Rui Barbosa, perdeu completamente o sentido. A cultura, a tradição, o respeito, a compreensão também se perderam no tempo.

O encantamento com a natureza, a religiosidade e a crença perderam espaço, através da mídia, para o consumismo desenfreado posto em prática pelas veiculações televisivas através de programas, que só empobrecem a nossa mente. Não que eu seja contra o entretenimento, mas precisamos valorizar mais o menos supérfluo.

O ser humano dos nossos dias precisa ter carros, mansões, mandatos e muito dinheiro para ser valorizado e respeitado, deixando-se de lado tantos valores morais e éticos a serem prestigiados. O mundo se esqueceu de valorizar o simples.

Daí, o meu fascínio por uma iguaria bela como a neve, deliciosa como a vida, envolvente como a fé, transformadora como o Deus -Pai, todo poderoso e que alegra os corações e os estômagos de adultos e crianças, e que para adoçar a nossa existência necessita apenas de um singelo componente.
Um punhado de açúcar.

Dr. Savio.
Fonte: Blog do Sanharol

054 - Nossas histórias - Memória Varzealegrense

CONTOS DE VARZEA-ALEGRE - POR ANTONIO DANTAS.

O Souza

O Souza era outro fenômeno da minha época de criança. Conheci-o muito bem porque ele morava nas terras do meu avô, perto da nossa casa no Baixio Dantas. Ele era alegre, muito brincalhão e de uma memória prodigiosa, decorava tudo que ouvia. Certa vez, eu o vi rodeado de pessoas na feira de Várzea Alegre.

Eu tinha oito anos de idade e sabia ler, e procurava pessoas que soubessem ler também. Admirei aquela cena e fiquei curioso ao ver aquela multidão ao redor do Souza, especialmente com desenvoltura com que ele lia aquele conto em voz alta.

Avancei pra bem perto; ele lia o Pavão Misterioso numa banca que vendia livretos de cordel. Naquele momento, ouvi uma das pessoas gritar – eita caba danado, esse ai lê até de cabeça pra baixo! Meu pai depois me explicou o resto da história e pude conferir que existem analfabetos que sabem ler, mas só em Várzea Alegre.

Professor Antonio Dantas.

Fonte: Blog do Sanharol

A ópera da vida - Por Dr. Jose Bitu Moreno

Ontem foi o primeiro dia de abril desse ano de 2007. Ficamos em casa, enquanto lá fora brilhou o sol e os pássaros cantaram até altas horas. Dentro de casa também ouvimos música, e dessa feita foi Carmen de Bizet. Bela ópera, belas melodias, como bela é a vida com seus diversos e misteriosos desígnios. As crianças assistiram pesarosos e excitados o desfecho fatal da ópera. Eu me desloquei do enlevo dado pela beleza que a obra inspira, até à beira do desconforto e da tristeza, aquele negro precipício que às vezes se enxerga quando se debruça na própria alma, ou na arte, ou na beleza superlativa.

Carmen e José morrem a todo instante nesse vasto mundo. Carmen foi a mesma Maria, que um dia Bil matou, por puro ciúme e despeito, sob o sol de meio dia no sítio Inharé, na cidade de Várzea-Alegre, quando ela grávida do terceiro filho, levava comida para o pai na roça. José foi o mesmo que de incontrolável e excessivo amor, ou sentimento de posse, ou não sei que ferida d´alma, matou sua esposa num domingo fatídico, em Marília, e depois se matou ...eu os pude ver no pronto socorro, jogados em macas diferentes, mas por acaso virados um para o outro, e como que mirando-se, no vazio de seus olhos e da existência perdida. Impressionantes os meandros da vida, inescrutáveis seus precipícios, a morte sombreando escandalosamente cada manisfestação vital.

Maria se tornou uma lenda e virou santa para as pessoas da região. De longe se pode ver sua capelinha branca encrustada na serra.

- Carmen um dia existiu, pai? – André me pergunta com uma entonação triste.

Carmen, José, o amor, a vida, a paixão desenfreada, o ciúme, o egoísmo, a fatalidade, a loucura, o instinto homicida...

- Sim, André, um dia Carmen existiu, viveu em Sevilha, na Espanha – Eu lhe respondo com convicção, sabendo que vida e arte são ao final um só corpo, mistura de ficção e realidade. Carmens e Josés vivem e morrem a cada instante dentro de cada um de nós.

Dr. Jose Bitu Moreno.

Fonte: Blog do Sanharol

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Causos lá de nós - Memória varzealegrense

UM  OVO  PRA  SEIS - Mundim do Vale

Lendo o causo do Dr. Rolim, quando ele contava as dificuldades dos estudantes varzealegrenses em Recife, eu me lembrei de um causo semelhante acontecido com estudantes de V. Alegre na cidade de Fortaleza.
O empresário conterrâneo Otacílio Correia arranjou um quarto  na rua José Avelino para funcionar como república para os estudantes seus conterrâneos que eram; João Morais, Francivaldo Martins, José Alves, Paulo de Santana, Joemiltom Martins e Nonato de Judite. Quem lembra de Nonato?
O jantar quem fazia era Nonato, o cardápio era sempre a mesma coisa, um baião de dois que só tinha o arroz, o feijão e o sal. A mistura era apenas um ovo cozido para dividir com os seis. Como não chegava todos de uma vez, a determinação era que cada um tirasse um sexto do ovo, mas como não havia disciplina, o que chegava por último que era sempre Paulo de Santana, encontrava apenas  a pele do ovo.
Inconformado com aquela situação, Paulo foi reclamar de Otacílio:
- Seu Otacilo. O negoço lá da repúbrica num tá dereito não.
- E o que é que está acontecendo?
- Todo dia eu chego pru derradêro e quando vou jantar é priciso eu lavar os prato e a panela e os caba num dêcha mistura pra eu, eles só dêcha o prástico do ovo.
- Pois você deve agradecer a Deus, porque se tem prato e panela pra lavar, é porque teve janta.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Versos lá de nós - Memória varzealegrense

TROVINHA  DO  SERTÃO - Mundim do Vale

SÃO JOSÉ VAI AJUDAR
A NOSSA GRANDE AFLIÇÃO
E SÃO PEDRO HÁ DE MANDAR
MUITA CHUVA PRO SERTÃO.

Nosso sertão tá sofrendo
Com essa seca malvada,
Acabou-se a invernada
E o gado tá morrendo.
Não tem mais rio correndo
E as lagoas vão secar,
A plantação vai murchar
E não tem o que fazer.
Pra gente sobreviver
SÃO JOSÉ VAI AJUDAR.

O pobre tá sufocado
Esse fato ninguém nega,
Se a gente vai na bodega
Não querem vender fiado.
O almoço é um guisado
De farinha com feijão,
Mas nós temos devoção
E oramos com muita fé
Entregando a São José
A NOSSA GRANDE AFLIÇÃO.

Já é o segundo ano
Que o inverno vem ruim
E o roceiro mesmo assim
Continua no seu plano.
Mesmo com o seu desengano
Faz a terra pra plantar
E na hora de rezar
Fica rezando e falando:
- As chuvas que estão faltando
SÃO PEDRO HÁ DE MANDAR.

Esse mundo é desigual
Com o sertão sufocado,
Chove pouco no cerrado
Mas sobra no litoral.
O trabalhador rural
Faz a sua plantação,
Pra colher milho e feijão
Contado com um bom inverno
E pedindo o pai eterno
MUITA CHUVA PRO SERTÃO.          

Mundim do Vale.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Pedro Bezerra Sousa - Memória Varzealegrense


Pedro Bezerra de Sousa, nascido em 03 de Fevereiro de 1939, no sítio Roçado de Dentro, município de Várzea Alegre, estado do Ceará. Filho de Antonio Sousa Rego e Leolina Alves Bezerra. Agricultor casou-se em 1961, com a Srª Liêda Vieira de Sousa, filha de Joaquim Vieira Costa e Maria Vieira. Do seu casamento nasceram 06 filhos: Raimundo Nonato Vieira de Sousa, Joaquim Vieira Neto, Ermelinda Vieira de Sousa, Antonio Roberto Vieira de Sousa, Francisco Fernando Vieira de Sousa e Pedro Bezerra de Sousa Júnior, que lhes deram 15 netos: Lucas, Felipe, Arthur, Larissa, Pedro Francisco, Lívia Maria, Thiago, Leonardo, Jéssica, Joyce, Thuiane, Matheus, Breno, Mariana, e Pedro Augusto.

Ainda muito jovem evidenciava as tendência artísticas inspiradas no seu genitor, o Poeta Antonio Sousa. O pífano foi o primeiro instrumento tocado pelo relevante musico que logo em seguida dominava quase todos os instrumentos que ele chegara a conhecer. Quer sejam esses de corda, de sopro, percussão ou teclado, tendo dominado totalmente o instrumento que era o seu Xodó o fole de oito baixos. Tendo certa vez em uma Gincana na escola Dr. Pedro Sátiro, antiga Presidente Castelo. Executado fluentemente bem nada maia nada menos que 32 instrumentos musicais.

A sua primeira grande festa foi realizada no sitio Roçado de Dentro lugar onde nascera. Tendo por um bom período feito inúmeras apresentações em Fortaleza, chegando a apresentar-se também em São Paulo.

Pedro Bezerra de Sousa, foi sem dúvidas, um dos maiores nomes da musica varzealegrense, aparecendo no cenário regional, apresentando-se e também pelas suas composições gravadas por outros artistas, tais como César do Acordeom, Chico de Teresa, Nonato Luiz, Luizinho Calixto, dentre outros. Sua obra consta de no mínimo 50 composições.

Gravou no ano de 1967 o compacto castigando os oito baixos, em 1986 o LP Forró Bonito e por ultimo em 1997, o CD Isso é que é forró, tendo para este ultimo recebido o apoio institucional do governo do Estado através da Lei nº 12,464. Lei de incentivo a cultura. Os demais trabalhos foram realizados de forma independente.

Foi jurado e também atração em vários festivais culturais em nosso município e cidades vizinhas. Foi também locutor na Radio Cultura de Várzea Alegre, apresentando o programa forró no varandão.
Faleceu a 17 de setembro de 2000, deixando o seu nome marcado na historia e uma grande lacuna na cultura deVárzea Alegre.

Fonte: Blog do Sanharol

Carnaval popular - Memória varzealegrense

CARNAVAL  POPULAR  NA  CIDADE  MAIS  ALEGRE  DO  BRASIL - Por Mundim do Vale.

CARNAVAL POPULAR.

Parabéns senhor prefeito
Pela sua intervenção,
Carnaval é do povão
Porque pobre tem direito.
Quem tiver mal satisfeito
Faça em casa um camarote,
Convide todo o magote
Pra mostrar o seu valor.
Rasgue o título de eleitor
E noutra eleição não vote.

Não cabe contestação
Que é direito adquirido
E o prefeito decidido
Tomou certa a posição.
Quem for contra a decisão
E achar que não foi boa,
Junte o grupo de à toa
Na sua boa morada.
Mas fique com a cambada
Que os pobres vão pra Lagoa.

Mundim do Vale.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Tá bonita de se ver - Varzea Alegre

TÁ  BONITA  DE  SE  VÊ - MUNDIM DO VALE

Parabéns para a nossa cidade que vem somando evidências para excluir o contraditório.
Ao invés de cidade dos contrastes passa a ser, a Cidade mais feliz do Brasil.
Só é Longe! Mas longe da Lardânia, porque de Granjeiro é bem pertinha.


sábado, 4 de janeiro de 2014

Versos lá de nós - Memória Varzealegrense

AS  MUDANÇAS  DO  SERTÃO - Mundim do Vale

No sertão antigamente
A vida era natural,
Com a lambe–lambe presente
No retrato eleitoral.
Hoje em qualquer vilarejo,
Retrato de sertanejo
É na câmera digital.

Eram feitas num caderno
As contas dos lavradores,
Não tinha nada moderno
Para registrar valores.
Hoje o sertão tem futuro,
Até um galo pé-duro
Tá lá nos computadores.

A luz era lampião
Naquele tempo passado,
O escuro no sertão
Era fato consumado.
Agora a coisa mudou,
O meu sertão clareou
Já tem luz pra todo lado.

O sertanejo nascia
Puxado por caximbeira,
Quando a criança morria
Era coisa rotineira.
Hoje  não tem mais carência,
O sertão é referência
Todo canto tem parteira.

Um bilhete era mandado
Para se comunicar,
Um menino de recado,
Vinha trazer e levar,
Hoje em dia no sertão,
Toda comunicação
É feita por celular.

A água vinha do pote
Que tinha na Cantareira,
Banana era feita o lote
Dentro de uma cristaleira.
Hoje a coisa foi mudada,
Água banana e salada
É tudo na geladeira..

No lombo dos animais
O milho era transportado,
Os burros levavam mais
E os jegues só um bocado.
Hoje em dia é só juntar,
Que o caminhão vai buscar
Quase dentro do roçado.

O violeiro levava
A notícia no sertão,
Formava dupla e cantava
Numa sombra de oitão.
Hoje a notícia é um fato,
Em qualquer casa do mato
Tem rádio e televisão.

O café que vinha em grão
Em seguida era catado,
Depois dessa seleção
Em um tacho era torrado.
Hoje só basta comprar,
Não precisa mais catar
Que já vem até pilado.

O almoço era um angu
Misturado com fubá,
A merenda era beiju
A bebida era aluá.
Hoje o sertão deita e rola,
A bebida é coca-cola
E a comida é vatapá.

O acento da entrada
Era um pau de jatobá,
Quem chegava  na calçada
Avistava o banco lá.
Mas já foi tudo abolido,
Hoje a gente é  recebido
Num conjunto de sofá.

Eu que nasci no sertão
Mantenho  ele lembrado,
Feliz é o cidadão
Que não esquece o passado.
Quem deixou lá o umbigo,
Há de concordar comigo
Que o sertão tá mudado.

Eu falo do meu lugar
Com firmeza e pé no chão,
Porque não sou de negar
Minha origem e meu torrão.
Rimei aqui satisfeito,
E termino desse jeito:
- COMO  MUDOU  O  SERTÃO.

Mundim do Vale

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Zefilipe - Memória Varzealegrense


José Felipe de Sousa, seu nome completo. Varzealegrense da gema, puro sangue, pela inteligência, alegria de viver, capacidade de trabalho, características de nossa gente. Alvo, de estatura regular, mais para forte do que magro, olhos claros e acesos, de uma loquacidade sem par, prendia a atenção de qualquer um pelo seu jeitão de explanar qualquer assunto.

Hoje, seria um líder sindical, na pior das hipóteses. Com ele não tinha tempo ruim. Se estivesse liso, estaria no seu capital, dizia. Nem dor de dente me tira o gosto de rir. Era outro slogan seu. Analfabeto de pai e mãe, desde nascença – era de uma inteligência primorosa e, nisto, parecia com ferro em fusão que, não irradiando luz, emite o mais forte calor. Prestimoso, bom, honesto e respeitador, com suas brincadeiras e piadas diferia profundamente desta miríade de austeros e circunspectos cidadãos, sob cujas mascaras se oculta a mais vergonhosa falta de vergonha e pudor.

Foi, algum tempo, rapazinho ainda, assistente de Dr. Leandro Correia – acompanhando-o nos chamados, mas era brincalhão demais e o doutor lhe deu as contas. Com as contas algum dinheiro para procurar um novo meio de vida. Viajou, então, para Garanhuns e foi, de imediato, aceito motorista de um médico. Isto, pelas oito da manhã. As onze, já tendo almoçado, eis que surge apresado o patrão, nervoso, o chapéu na cabeça colocado ao contrario – aba caída voltada para trás. Foi entrando, sentando e ordenando: vamos embora, Cearense, que eu estou com pressa. Foi o bastante para o jovem motorista, na maior calma, se virar para o patrão e dizer: Só o senhor dizendo pra onde quer ir. O senhor vai prum lado, e, o chapéu pro outro. A reação foi imediata, o homem não era de gracejos – “Tome seu dinheiro, suma-se de minha vista, vá pro diabo que o carregue". Zefelipe desceu, ele tomou a direção e foi resmungando, seu caminho.

Depois vieram os caminhões e suas historias. Várzea - Alegre se tornou sobejamente conhecida como terra do arroz, de São Raimundo Nonato e de Zéfelipe afamado.



(am)

Versos lá de nós - Memória varzealegrense

RIMANDO A  GLOSA  DE OZANAM  MORAIS.

TROVINHA  BELA  E  PERFEITA
GOSTOSA  DE  SE  DIZER
TÃO  FÁCIL  DEPOIS  DE  FEITA
TÃO  DIFÍCIL  DE  FAZER.

Eu admiro o poeta
Glosar um mote bem dado
Rimando metrificado
Na sua linha correta.
No verso não faz dieta
Capricha bem na receita,
Se tá salgada endireita
Pra não perder o sabor.
Desenvolve com valor
TROVINHA  BELA  E  PERFEITA.

O verso fica no jeito
Para ler e recitar,
Pra quem gosta de trovar
Está mais do que perfeito.
Ninguém encontra defeito
E nem vai contradizer,
É fácil de aprender
Essa trovinha rimada.
E depois de decorada
GOSTOSA  DE  SE  DIZER.

Porém pra desenvolver
Demanda um certo cuidado
Pra não ficar pé quebrado
Nem o tema se perder.
O leitor pode entender
Que a grosa é uma desfeita
Bate o pé e não aceita,
Não dar valor nem estima.
Fica achando aquela rima
TÃO  FÁCIL  DEPOIS  DE  FEITA.

Se é fácil para o poeta
É difícil pra você
Toda glosa tem um que
Que o vate é quem completa.
Ele tem na sua meta
Obrigação e dever
De na grosa absorver
Todo sentido aplicado.
Por isto que é complicado
TÃO  DIFÍCIL  DE  FAZER.

Mundim do Vale

Lembrando Zé Bezerra - Memória Varzealegrense

Lembrando ZÉ BEZERRA


BIOGRAFIA

José Alves Bezerra nasceu no dia 15 de maio de 1873, na localidade de São Vicente em Várzea Alegre no Ceará. Era o segundo dos onze filhos do casal: Manoel Bezerra da costa e Valdivina Ferreira Lima.

Nascido no sertão do Ceará em pleno século 19, não teve oportunidade de estudo e a agricultura seria o seu destino natural, porem, cedo descobriu as suas habilidades como pedreiro, carpinteiro e marceneiro,que exerceu com extrema habilidade sem abandonar a agricultura e a pecuária com destaque para a criação de ovinos e bovinos.

Casou-se em primeiras núpcias com Antônia Alves de Lima de cuja união nascerão cinco filhos; Francisco (Chiquim), Joaquim, Antônio, Maria e Valdivina, já sendo todos falecidos e com proles.

Com o falecimento da esposa em janeiro de 1912, contraiu matrimonio em junho do mesmo ano com a lavrense, Ana Alves Lima. Sendo que desta união nasceram treze filhos; Raimunda (DOCA) falecida solteira e sem filhos, João casado falecido idoso,Antônia (TOINHA) já falecida, Francisca (MIMOSA)faleceu adolescente, Rosa, Maria de Lourdes, Isabel (SOCORRO) e Vicente todos já falecidos, Daniel e Terezinha ambos vivos, tendo ocorridos o óbito de três crianças no primeiro ano de vida.

Autodidata tinha conhecimento de Historia, geografia, gramática e aritmética, era um leitor habitual, possuindo uma razoável quantidade de livros em sua residência, o que era algo extremamente raro naquela época no interior do Ceará.

Católico fervoroso, pertencia a conferência de São Vicente de Paula, vindo em diversas ocasiões ocupar a presidência da confraria.

Fez parte do corpo de jurados do tribunal do júri de Várzea Alegre por varias décadas até o seu falecimento.

Na política historicamente era da linhagem ligada ao partido conservador. Com a proclamação da republica, a família pertencia a Liga Eleitoral Católica, chegando a ser presidente da mesma na cidade de Várzea Alegre. Com a era Vagas militou no PSD. Sendo,eleito vereador por diversas legislatura.

Homem de uma inteligência extraordinária, chegou a ser comparado a “Um diamante perdido em um monturo” , por um engenheiro da antiga Inspetoria de Obras contra   as secas IOCS, que em 1921 trabalhava na construção de uma barragem no Riacho do Machado.

Faleceu em 1934 aos 61 anos de idade, de insuficiência cardíaca congestiva, provavelmente vítima da Doença de Chagas. Que ceifou durante séculos a vida de muitos sertanejos.

Colaboração de Afonso Bezerra

Comentário de Afonso Bezerra:

Que aqui prestar uma homenagem a um dos moradores dessa querida Várzea Alegre.

Talvez tenha sido uma das mentes mais brilhantes que esse chão já deu. Político, artesão, homem público. Uma inteligência fabulosa.

Hoje relegado ao esquecimento, não tem uma rua, uma mísera rua de periferia, uma praça , ou uma escola com seu nome.

Já que o blog chama-se Memoria Varzealegrense, nada mais justo avivar nas novas gerações a memoria de pessoas como Zé Bezerra, um legítimo representantes dos BEZERAS do São Vicente, um descendente direto de Bernardo Duarte Pinheiro.

Um abraço.
AFONSO BEZERRA, médico e neto de José Alves Bezerra..

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Versos lá de nós - Memória Varzealegrense

O QUE É QUE ME FALTA FAZER MAIS. - Mundim do Vale

Sávio Pinheiro x Mundim do Vale.

Sávio:
Eu rezei com Maria ao pé da cruz
Dividindo com ela a comoção
Carreguei no meu ombro o bom ladrão
E fiquei com o manto de Jesus.
No momento no calvário chegou luz
E fui eu que levei os castiçais,
Lá na sala das preces divinais
Juntei todos os santos no velório.
Ajudei São José no oratório
E O QUE É QUE ME FALTA FAZER MAIS.

Mundim:
Ensinei futebol a Maradona
Fui parceiro de Zapata e Pancho Vila
Fui guerreiro na queda da Bastila
Quando era namorado de Madona.
Certa vez eu peguei uma carona
Com o velho Noé e os animais
Tinha lá uns macacos imorais
Agarrando as fêmeas pros fuxicos.
Eu na hora resolvi capar os bichos
E O QUE É QUE ME FALTA FAZER MAIS.

Sávio: 
Ensinei ao poeta Zé da Luz
A fazer os seus versos de tragédia
Tou contando mas não é pra fazer média
Que ensinei medicina a Osvaldo Cruz.
Pois curar os doentes com mastruz
Era coisa dos nossos ancestrais.
Ajudei ao amigo Antônio Morais
A fazer nossa genealogia,
Fiz campanha em prol da anistia
E O QUE É QUE ME FALTA FAZER MAIS.

Mundim:
Fiz parelha com o bandido Lampião
Com o plano de roubar Maria Bonita
Fiz carreira com ela de Serrita
Fui bater onde hoje é o Romeirão.
Fui pedir ao Padim Ciço Romão
Que nos desse a bênção dos casais,
Ele disse que não faria jamais
Eu teimei e fiquei junto com Maria.
Batizei os meninos na Bahia
E O QUE É QUE ME FALTA FAZER MAIS.

Sávio:
Já cantei com o Pinto do Monteiro
E mostrei como é que canta um galo,
Pinto disse: - Poeta eu não me abalo
Com o tronco ou a galha do Pinheiro.
Eu falei: - Pinto gôgo de terreiro
O seu público são os porcos dos quintais,
Já perdeu sua fama nos jornais
E agora vai perder nesse recinto.
Acabei com o valor do velho Pinto
E O QUE É QUE ME FALTA FAZER MAIS.

Mundim:
Viajei com Cabral na caravela
Para ver se achava esse Brasil,
Quando foi nos meados de abril
O Cabral avistou a Ilha Bela.
Mandou logo abaixar a nossa vela
E pediu uma ajuda aos serviçais,
Os indígenas faziam seus sinais
E uma índia me levou para pescar.
Lá no rio ela fez foi me visgar
E O QUE É QUE ME FALTA FAZER MAIS.

Sávio:
Já dancei uma valsa com Dalila
Numa festa de natal no Paquistão
Provoquei um ciume no Sansão
Que bebia cachaça lá na vila.
A Dalila tomou uma Montila
E depois me chamou para os murais,
Lá me dise que Sansão perdeu os tais
Dos cabelos que lhe davam valentia.
Ninguém fez o que fiz naquele dia
E O QUE É QUE FALTA EU FAZER MAIS.

Mundim:
Apartei uma briga no Oriente
Na disputa de petróleo no Iran
Afastei George Bush e o Sadan
E Bin Laden mandei pro ocidente.
Quando vi que o clima estava quente
Afastei do local os radicais
Enterrei o armamento lá no cais
E assim encerrei mais um conflito.
O final foi o dito por não dito
E O QUE É QUE ME FALTA FAZER MAIS.