VÁRZEA ALEGRE TERRA DOS CONTRASTES - Mundim do Vale
Localizada no centro sul do estado do Ceará ficou conhecida no Brasil inteiro depois do musical Contrastes de Várzea Alegre, interpretado por Luiz Gonzaga e composto por Zé Clementino. Cidade que foi tema de um documentário da Rede Globo de Televisão, por ser uma cidade alegre, fazendo assim jus ao seu nome. Cidade que por brincadeira de um grupo de agricultores do sítio Roçado de Dentro, deu partida no samba, para ser hoje, com duas escolas, MIS e ESURD, detentora do melhor carnaval do interior cearense, atraindo turista do estado e do país. Cidade de um povo que transformas as adversidades em causos humorísticos. Cidade que Jesus foi intimado, que o padre era casado, que o sobrado é no oitão, que Telha Quebrada é filho de Zé Goteira e um cego da Boa Vista morreu afogado na Lagoa Seca. Cidade que aparece nos sonhos dos seus filhos que estão ausentes, mas não esquecem jamais. Várzea Alegre dos grandes adjuntos da colheita do arroz, animados pelo grupo de Maneiro Pau e a Banda Cabaçal. Várzea Alegre que quando os filhos que estão distantes se encontram dizem:
- Ou Várzea Alegre boa só é longe! Várzea Alegre que Manoel Cachacinha criou o slogan “Várzea Alegre é natureza! E para finalizar, Várzea alegre é a cidade que só nos deixa tristes quando estamos distantes.

domingo, 28 de abril de 2013

Recordações - Memória Varzealegrense

MEMORÁVEL RECORDAÇÃO - FAMILIA FIUZA DO SITIO CHICO

Eis a prestimosa família “FIUZA”, renomada pela sua simplicidade, bondade, conduta digna, honradez. Reunida em clima de alegria, de emoção, de festa na residência do saudoso patriarca Vicente Fiuza no sítio CHICO em Várzea Alegre.

Um grandioso momento. Uma “fotografia” altamente expressiva. Para a época, reunir tantas pessoas num só instante, no mesmo lugar, representou uma “raridade familiar” marcada por fortes sentimentos de estima, de consideração, de amizade. Um louvável e abençoado gesto.

Segundo informações, aludida reunião acontecia para festejarem, comemorarem, em clima de irmandade, o retorno do senhor José Fiuza, para as suas origens no sítio supracitado, o qual, voltava de uma temporada no Estado do Amazonas.

Aí temos registrado um verdadeiro testemunho de capricho, de união e de organização de uma família. 

É o que, realmente, podemos constatar na expressão dessa primorosa “foto” tão original, bem conservada. 

Providenciada, cuidada e guardada com todo empenho, todo amor; através da qual, familiares e amigos de todas as idades reencontram-se, cumprimentam-se, e se agrupam em fileiras para a pose dessa tão valiosa “lembrança histórica”, que, carinhosamente, legaram aos seus descendentes.

Todos os participantes bem arrumados, bem trajados, devidamente “prontos” num legítimo tom de harmonia, de unidade, de comemoração, de homenagem festiva.

Imaginemos quanta alegria, ansiedade, expectativa, curiosidade reinavam na memória e no coração desses meninos/meninas, rapazes/moças; bem como, quanta felicidade para os adultos ao viverem esse dia tão especial.

RETRATO fiel de uma “atitude familiar” calorosa, afetiva e sábia...
Hoje, sem dúvida, uma “relíquia divina” para os que participaram, e aqui, ainda estão recordando esse alegre e tamanho evento; também, para outros novos descendentes, que, com certeza, sentem-se imensamente felizes e envaidecidos por tão gloriosa “lembrança” dos seus ascendentes..., seus antepassados.

Sinto-me honrada pela presença da minha avó paterna, BILINHA de JOSÉ JOAQUIM do Chico, ainda meu tio JOSÉ VIEIRA e família , como amigos/convidados para a respectiva festa.

De Forma carinhosa, parabenizo a família “FIUZA” por tamanha “PRECIOCIDADE” .

Que DEUS continue abençoando-a e conservando-a cada dia mais vitoriosa e UNIDA.

ISABEL VIEIRA DE OLIVEIRA SILVA
Juazeiro do Norte-CE, 24.04.2013

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Antônio Bezerra de Sousa - Memória Varzealegrense



Vô Antonito

O tempo passou rápido demais. Hoje já faz um ano que te perdemos de corpo,porque suas lembranças são eternas em nossas vidas.Um ano de muita saudade,de lágrimas,mas também de sorrisos ao lembrar de coisas que só o senhor dizia,como por exemplo “tibileco”.

A despedida foi programada por Deus.Não sabemos o motivo de sua partida,mas sabemos e temos certeza que o céu está em festa todo dia.

Ficamos pensando e lembrando de muitas coisas. A distância que separa faz com que as lágrimas escorram dos olhos e assim possamos te enxergar, nos nossos sonhos e em pensamentos. Nosso amor por você é eterno.Na família se aprende a viver, e o senhor ensinou a cada um de nós a melhor maneira de sermos felizes.

Homem humilde, de coração imenso, considerado pai dos caretas, gostava de brincar de maneiro pau, reisado, se vestir de penitentes e entoar o seu canto,um dos fundadores da escola de samba,sempre mostrou ser um homem guerreiro, forte e nunca deixou a peteca cair,apesar de tantas dificuldades.

Hoje um ano de vazio, em olhares escurecidos pela saudade. Em lágrimas teimosas que rolam pelo rosto, e vão de encontro com tuas lembranças.Parece que foi ontem,estávamos todos ai reunidos na sua humilde residência,com muita festa,muita alegria,porque tudo isso fazia parte de tua vida.Nem imaginávamos que era uma despedida.

Quantas vezes,mesmo em passos lentos,o senhor pegava o seu chapéu de palha,saia de casa e ia até um bar só pra tomar uma,e na volta sempre tinha uma carona,nem que fosse de bicicleta.

Foram 82 (oitenta e dois) anos vividos,deixando para nós a maior riqueza que tinha: O AMOR E A UNIÃO!

BASTILAU,TIMBALABEQUE,TIPIOCA, MUCUTIBA,SIBATENA...São algumas palavras que não podemos encontrar nos dicionários, mas encontramos nas lembranças deixadas por ANTONIO BEZERRA DE SOUSA (ANTONITO)

ETERNA SAUDADES,VÔ

SUAS NETAS: SANDRA E SUELY
CAMPINA GRANDE/PB 15 DE ABRIL DE 2013

terça-feira, 23 de abril de 2013

Recordações - Memória Varzealegrense


Dona Antônia e Zé de Acelino

O saudoso casal, seu ZÉ DE ACELINO e dona ANTÕNIA SALES. Procedentes do sítio LAVRA, vieram para o nosso querido sítio CHICO, aí fixaram residência e passaram vários anos como nossos vizinhos. 

Um admirável e respeitável casal chegaram trazendo sua bela " ninhadinha" de crianças. 

Um verdadeiro exemplo de "união matrimonial", de harmonia familiar. Com um jeito descente, respeitoso, comunicativo, de repente, conquistaram a nossa amizade e dos demais moradores da comunidade local. 

Seu ZÉ , um responsável e dedicado "homem da roça", senhor de muita fé, coragem, esperança, determinação. 

Um agricultor altamente trabalhador, disposto, controlado. Ao lado e com o apoio da inesquecível esposa, empenhou todos os recursos que lhe foram disponíveis em prol de uma sobrevivência digna para a sua familia. 

Mesmo em meio aos vários obstáculos enfrentados..., mantiveram-se fortes, firmes, confiantes em DEUS, visando e batalhando sempre pela educação/formação dos filhos. 

De forma louvável, os nossos laços de amizade foram fortalecidos de tal maneira que nos consideramos como família. 

Meus pais e eles viviam num clima de grande irmandade, assim como nós e seus filhos, sentimo-nos como amigos/primos. 

Todo o nosso carinho, e admiração para a prestimosa, digna e honrada família de seu ZÉ DE ACELINO e dona ANTONIA. Que na GLÓRIA do SENHOR, esse casal descanse em paz. 

Saudades.
Isabel Vieira

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Várzea-Alegre homenageia seu filho ilustre.



Dez anos depois de seu desaparecimento, Padre Antônio Batista Vieira  será homenageado  em Várzea-Alegre sua terra natal. Nada mais justo. Diante de tão magnânimo acontecimento lembrei-me de dois  episódios do meu conterrâneo.

Em 1989, estava presidente do Lions Clube de Crato Centro e, recebi a visita do Padre que  me pedia coordenar uma reunião com todos os clubes de serviços da cidade para ele expor  seu projeto de defesa do Jumento. O encontro foi realizado em minha casa com  grande participação.

Já em 1986, o então governador do Ceara Gonzaga Mota foi a casa  do Padre Vieira exclusivamente  convidá-lo para ser  candidato a senador na chapa majoritária, uma nomeação.  Recebeu como resposta um tremendo não, com a presente justificativa:  daqui há dez anos ninguém saberá quem foi o senador. Eu vou escrever um livro e vou me eternizar. 

Quem sabe dizer quem foi  o senador, quem lembra o nome?

Varzealegrenses compareçam ao evento


quarta-feira, 17 de abril de 2013

017 - Do Tempo do Bumba - Memória Varzealegrense

A  RAIVA  DELE  É  DE  SOLDADO.

No ano de 1967, o Mestre Pedro Souza foi contratado para tocar um forró no sítio Vara da Prensa ( Hoje Novo Jordão ) Como o sítio tinha a fama de ser violento, o promotor da festa pediu quatro soldados do destacamento de Várzea Alegre – Ceará, para fazer a devida segurança.
O forró acontecia na maior tranquilidade, quando chegou um rapaz, que a segurança não simpatizou, sem muita conversa deram umas pancadas no rapaz e quem mais bateu, foi um policial de nome João. O Moço machucado e desmoralizado, foi até a sua casa, trocou de roupa, botou uma faca na cintura e voltou para o forró, na intenção de aplicar uma vingança.
Na chegada encontrou na portaria justamente o soldado João. O vingador aplicou três facadas tão violentas que o policial já caiu morto. Um outro policial foi chegando, recebeu uma facada na cabeça, que já ficou sem ação. Os outros dois correram por dentro do mato do Novo Jordão até a cidade, deixando uma estrada feita por onde passaram. E o criminoso foragiu-se, sem deixar pistas.
Do dia seguinte ( Um domingo ) Lilazinha promoveu um piquenique numa fazenda do Sr. Mário Leal, que ficava mais-ou-menos próximo ao local onde aconteceu o crime.
Lilazinha convidou a turma da Charanga e as meninas do bloco das Margaridas. Para tocar ela convidou exatamente o Mestre Pedro que ainda não estava refeito do susto da noite anterior.
No piquenique tinha de tudo; Passeios de cavalos, Churrascos, bebidas e o forró tocado pelo melhor forrozeiro da região.
Houve um intervalo para descanso dos tocadores e Pedro foi até um alpendre onde eu estava com; Joemilton. Nilton de Dudu, Reginaldo e Nenem de Chico Francisco. Pedro tomou um refrigerante e depois falou:
- Mas Raimundinho. Ou diferença medonha.
-Eu perguntei:
- O que?
- De tocar para os cabras valentes do Novo Jordão, pra tocar pra vocês.
- Tá certo Pedro. Mas um morador me disse que o cabra que matou João soldado, tá escondido ali no armazém do Sr. Mário Leal.
Pedro respondeu na maior tranquilidade:
- Tem nada não. A RAIVA DELE É DE SOLDADO.

- É mas se chegar um guarda da febre amarela por aqui, vai correr um risco danado.

terça-feira, 16 de abril de 2013

016 - Do Tempo do Bumba - Memória Varzealegrense

A  PENITÊNCIA  DO  PADRE  ASSIS.

O ano de 1955, foi um ano de bom inverno e muita fartura na cidade de Várzea Alegre – Ceará.
No final e 1954, chegava de São Paulo o meu tio Raimundo Piau, de lá ele trouxe umas sementes de melancias, que lá nas terras  paulistas chegava a dar melancia de até um metro de cumprimento. Em Várzea Alegre elas chegavam só até 70 centímetros, mas já era muito coisa, considerando que as terras eram outras e que as  melancias do Ceará só chegavam a medida de 50 centímetros.
No começo do ano de 1955, meu tío presenteou Zé Raimundo com algumas das sementes.
Assis de Zé do Carmo vivia agregado na casa de Zé Raimundo, fazendo pequenos serviços como; Apartar Bezerros, fazer compras na cidade, sacudir legumes e pequenos trabalhos na roça. Assis tratava o casal por padim Zé e madinha Ana.
As melancias já estavam no ponto de colher e Assis chamava de melancias do Sumpalo.
Um dia Assis chegou muito cedo e Zé Raimundo que já esperava no curral ordenou:
- Assis. Vá lá na roça do fim da manga e traga as duas melancias que estão perto daquele toco, depois da cancela, Você sabe quais são. Não sabe?
- Eu sei. Né aquelas do Sumpalo?
- Justamente !
Quando já estavam tomando o café Assis chegou com as duas melancias quase sem poder. Colocou as duas sobre a mesa, bateu com a mão aberta em uma delas e disse:
- Eita. Qui fruita foimosa, né não madinha Ana?
Tomaram café com cuscuz, depois sairam para a calçada e ficaram conversando , quando avistaram Joaquim  Beca Chegando.
Zé Raimundo muito ligeiro falou para Assis:
- Assis, pegue aquelas duas melancias e leve para……….Deu uma pausa para receber Joaquim Beca e Assis foi lá dentro,botou as melancias embaixo dos braços e quando descia a calçada foi dizendo:
- Eita. Qui a festa lá em casa hoje vai ser é boa.
Zé Raimundo Gritou:
- Ei,Assis, venha cá. Eu fui atender a A joaquim Beca e não terminei a conversa. As melancias é pra você levar uma para Josué e a outra para o padre Otávio. E tem mais amanhã eu vou para a missa e vou perguntar se eles gostaram das melancias.
Zé subiu a calçada desconfiado e falou para Joaquim:
- Tá vendo aí Juaquim Beca? Eu vivo trabaiando aqui cum padim Zé, fazeno tudo qui pricisa, quando acabar padim Zé nunca qui me deu uma bicha dessa, só me dava aquelas tamboroca branca qui nacia inriba das peda e nem amaduricia dereito. Zizué e pade Otavo nunca prantaro um cova de melancia e padim Zé manda as mior pra eles. Mais tombém tem uma coisa, Quando eu for pade qui padim Zé for sicunfessar, eu vou dá uma pinitença prumode ele ir daqui inté o Rubão de juei. Agora madinha Ana quando for sicunfessar, eu pego ela e iscancho na cacunda dum anjo e mando deixar direto no céu. Pruque ela é boa todo dia me dá um copo de leite e o bico do pão de mí.


segunda-feira, 15 de abril de 2013

015 - Do Tempo do Bumba - Memória Varzealegrense


MAIS  BARATO  SÓ  COM  MINERAL.

Houve uma época que o fornecimento de água em Várzea Alegre era feito pela CAENE – Companhia de Água e Esgoto do Nordeste.
O gerente Em V. Alegre era o Sr. Ribamar.
Raimundo Teixeira ( Padeco ) Primo do poeta Sávio, tinha a água instalada na sua loja de tecidos, apenas para os pássaros beberem.
A taxa começou a subir desordenadamente todos os meses, o que fez com que Raimundo reclamasse do Sr. Ribamar. O funcionário mandou fazer uma perícia no registro e nos canos, depois do laudo concluso, disse a Raimundo que estava tudo normal.
Raimundo insatisfeito com a exploração, foi até o escritório da CAENE, pagou a conta e pediu o corte em caráter de urgência.
Ribamar interessado em manter o cliente falou:
- Não faça isto Padeco. Como é que vão ficar seus pássaros?
- Eu vou comprar água mineral pra eles, que fica mais barato.
No domingo seguinte, Ribamar bebia umas cervejas na barbearia de Vicente Cesário, que ficava vizinha a loja de Raimundo. Uma hora lá ele sentiu calor e resolveu tomar um banho. Quando foi pra sair foi pagar a despesa e Vicente cobrou um preço muito alto pelo banho. Ribamar reagiu dizendo:
- Mas tá muito caro esse banho. Eu só fiz me molhar.
Vicente respondeu:

- É porque a água ainda é da CAENE, quando eu botar mineral o preço baixa.

domingo, 14 de abril de 2013

014 - Do Tempo do Bumba - Memória Varzealegrense

O  VÔO  QUASE  DA  MORTE - Mundim do Vale

Era festa do padroeiro em Várzea Alegre Ceará. O parque estava instalado na Av. Getúlio Vargas, com roda gigante, carrocel, ondas e canoas.
Chico Gomes arranjou um parceiro e foram para as canoas. Os dois quada qual mais forte estavam subindo a canoa acima do limite. Uma hora lá a canoa ultrapassou a barra superior e rompeu os encaixes. Chico subiu como quem voava, arrancou os fios da rede elétrica e foi bater com os braços abertos  na parede da casa do Sr. José Piau. Naquele momento faltou energia por conta do curto, deixando todo mundo confuso, menos Chico porque estava em estado de morto. Chamaram Dr. Lemos e ele com uma lanterna na mão olhou rapidamente e confirmou o óbito. Mandaram Nêgo Rui chamar Geraldo Leandro e ele veio para tirar as medidas do caixão. Naquela hora a família já estava toda presente e a comoção foi geral.
Toinho costa chegou com uma vela, acendeu e colocou na mão do suposto defunto. Foi quando Chico Gomes levantou os dois braços, para desmentir o óbito e gritou:
- Quem foi que acendeu a lamparina?
Quando o ex finado disse aquilo correu mais de dez na escuridão. Eu acho que ainda hoje tem gente sumida.
Eu estava com uns amigos atrás da igreja, quando vimos o fogo acompanhando a fiação elétrica e em seguida ouvimos um barulho que mais parecia um trovão. Depois do barulho a cidade ficou toda escura. Nós fomos até a rua Major Joaquim Alves para saber o que estava acontecendo quando foi com uns 15 minutos, vinha Abidom com uma lanterna focando um lado e outro da rua.
Quando ele passava em frente a casa de Valdeliz, Valdefrance perguntou:
- Abidom. O que foi que houve ali por perto do mercado?
- Foi aquele minino de Epídio qui inventou de avoar sem ter asa e quando acabar arrancou os fí da luz e adispois distabacou-se lá na parede da casa de Zé Piau.
- E como é que ele está?
- Omi, ele tava qui nem morto, inté Dr. Lemo dixe, mais quando Toim Costa acendeu a vela prumode butar na mão dele, ele istribuxou e tornou a invivicer, Mais correu um bucado e gente cum medo.
- E agora tá tudo bem por lá?

- Tá quando eu saí de lá ele tava numa palesta medonha cum Carlito Cassundé. Agora vai ser difiço é ajuntar aquele povo qui correu no iscuro.

VERSOS LÁ DE NÓS - De autoria do poeta João Bitu.

Fátima sempre dinâmica e impoluta
Quer por fina força que eu integre
Esta notável equipe de Várzea Alegre
De poetas da mais alta e briosa conduta
Será que mereço entrar nesta labuta?
Todos eles são já renomados no momento
Nas hostes da poesia mostram seu talento
Entretanto quem convida quer me ver
E assim me disponho a rimar e escrever
Meus rabiscos, meus versos, cujos eu invento!

A esta ousada pequena grande
Que tanto me exalta e exorta
O Senhor lhe abriu uma porta
Por onde quer que ela ande...
Sua inteligência mais e mais se expande
Ao transcurso de tão densa existência
Esbanjando toda a fértil inteligência
Em benefício daqueles mais carecidos
Contemplando e cuidando dos entes queridos
Como o fez aos pais e a outros de sua ascendência

Zezê sua fiel e justa companheira
Usufrui de seus incansáveis cuidados
São dois seres fielmente irmanados
Numa união sólida e verdadeira...
Quanta paz entre as duas à vida inteira!
Quem não as conhece nem um pouco calcula
A disposição sem medida destas jovens caçulas
Que tomaram conta em suas dúbias convalescenças
De nossos pais estimados em penosas doença,
Que só em lembrar o meu corpo inteiro tremula:

Tudo quero fazer para contemplar a Professorinha
Ao mesmo tempo em que usufruo de minha inspiração
Com muita cautela e esmerada atenção
Para não desagradar a douta Francesinha
-( Este é o apelido desta valente criaturinha ) –
A quem ofereço todas as minhas obras a saber:
Contos, versos e lembretes a valer
Bastando que para isto se faça mister
Esteja eu acontecendo onde estiver
Conte comigo. Estarei pronto para lhe atender.

JOÃO Alves BITU

Tartaruga dos FIÚZAS - Memória varzealegrense


Um pequeno relato sobre a Tartaruga do Sítio Chico, conhecida como Tartaruga dos "FIÚZAS"

Foi muito grande a migração de cearenses no séc. XIII e XIII, no ciclo da borracha no Amazonas.O estado do Acre foi quase totalmente colonizado pelos cearenses e grande é o reconhecimento daquele Estado para com os cearenses. 

A principal avenida de Rio Branco chama-se Avenida Ceará.

Joaquim Leandro faleceu no Amazonas, de malária com uma semana que havia chegado lá. Raimundo Leandro, o irmão pegou a doença mas conseguiu escapar e voltar para o Ceará.

No ano de 1905, José Fiúza de Morais (Fiúza), chegou do Amazonas trazendo dentro de uma pequena caixinha, uns diziam que era uma caixa de fósforos, uma tartaruga que ainda hoje sobrevive no açude dos FIÚZAS no Sítio Chico. 

No ano de 1998, durante a seca, que o açude veio a secar, a tartaruga foi transportada para um tanque com água, para atravessar aquele período. Este episódio foi matéria nos jornais da Globo e fez muita gente se emocionar.

Muitos filhos do Sítio Chico que moram em São Paulo choraram ao verem aquela reportagem

sábado, 13 de abril de 2013

013 - Do Tempo do Bumba - Memória Varzealegrense

FUNDO  DE  LATA - Mundim do Vale

Alexandre Cabeleira, filho da parteira Antônia Cabeleira, era o que poderia ser chamado de versátil. Ele tinha cinco profissões a saber; Coveiro, enfermeiro, cambista, carpinteiro e ainda vendia sal moído no mercado velho.
Um dia chegou na sua banca, dona Petronila. Uma senhora muito conversadeira e extremamente religiosa. Petronila chegou logo puxando conversa:
- Alexandre quanto é o quilo de sal?
- É cinco cruzeiros.
- Meu pai do céu, como tá caro.
- Petronila. não é só o sal não. Tá caro é tudo. Tá caro o fumo, tá caro os ovos, tá caro o pinto e tá caro alho. Não tem quem possa com a carestia.
- Valha me nossa Senhora. Onde é que nós vamos parar?
- Mas se o inverno pegar, de julho pra entrar agosto as coisas vão melhorar. Eu escutei no rádio que de Passo Fundo pra cá. As coisas já estão baixando.
- Graças a Deus. Mas Alexandre eu tou aqui é para outra coisa.
- Pois diga. Se eu poder eu ajudo.
- Quanto é que o senhor cobra pra botar um fundo numa lata?
- Depende; Se com o meu pau é vinte cruzeiros. Mas se você der o fundo eu boto por dez cruzeiros.

012 - Do Tempo do Bumba - Memória Varzealegrense

DIÁLOGO  CONFUSO - Mundim do Vale

Chico Gomes, filho de Elpídio Caitano, gostava de usar um palavreado um tanto difícil, que às vezes ele mesmo ficava perdido com aquele linguajar.
Chico sempre ajudava a sua mãe num pequeno restaurante na cidade de Várzea Alegre – Ceará.
Uma vez Chico passava com uma bandeja cheia de xícaras de café, quando esbarrou na sua mãe, que tomou um banho de café.
Enquanto o filho passava um pano na mãe, fazia um discurso :
- Hoh mãe. Tentei desviá-la mas não consegui, da próxima vez farei uma tentativa melhor e deviala-ei se for possível.
A mãe ainda surpresa com aquele banho respondeu:
- Meu fí. Eu num intidi nada do qui tu dixe.
- Mãe. Eu quis dizer que a pressa é inimiga da perfeição. Eu na ânsia de atender bem a clientela. Tentei agilizar o serviço e acabei provocando um acidente.
- Eu tornei a num intender, meu fí.
- Poia é mãe. Como eu tava avexado não deu tempo de desviar da senhora.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

011 - Do Tempo do Bumba - Memória Varzealegrense

PAGOU 5 E  LEVOU  10.

No ano de 1966, um grupo de carpinteiros trabalhavam na serraria e carpintaria de Acelino Leandro, na Praça de Santo Antônio, em Várzea Alegre – Ceará.
Eram eles; Geraldo Leandro, Fernando de Mestre Horácio, Raimundo de Virgílio, Chico Bento, Antônio de Brilhante e Raimundo de Micena.
Todo dia por volta das 09:00 Horas, passava Pedro Borboleta, com um balaio de goiabas, gritando assim:
- Óia as guaiaba ! Óia as guaiaba !
Os funcionários compravam aquelas frutas para merendarem. Um dia Geraldo Leandro chamou Chico Bento o falou:
- Chiquim. Hoje nós vamos arrumar umas goiabas de graça. Você fica embaixo da praça e eu compro umas pra disfarçar. Quando Pedro tiver ocupado, eu jogo umas por baixo das pernas, você apara  e depois nós racha.
Quando o vendedor apareceu, Geraldo foi na frente e ficou de cócoras de lado do balaio  para escolher as frutas. Naquele momento chegou umas meninas para comprar as frutas e Pedro ficou de costas para o balaio  Só, que Pedro sendo mala também, tirou um espelho redondo do bolso e ficou monitorando o balaio  Geraldo pegava numa e noutra goiaba, escolhia uma e jogava outra por baixo das pernas, para Chico Bento Aparar. Jogou 5 e escolheu 5. Na hora do pagamento Geraldo falou:
- Eu vou querer essas 05, quanto é Pedro?
- É dez mil réis.
Geraldo pegou o dinheiro e entregou dizendo:
- Tamo certo né?
Pedro com uma faca na mão para picar fumo respondeu:
- Tamo não !
- Como não tamo?
- É pruque você tá pagando 5 guaiaba, falta pagar as 10 que você jogou pra Chico de Ontõe Bento, qui eu vi quando você jogou pru dibacho das perna.
Geraldo mais encabolado do que noivo casando na polícia falou:
- Tá certo, Pedro. Eu tava era brincando, eu vou pagar, mas eu joguei só 5.
- Apois você paga as 5, É pruque eu num sei fazer conta de cabeça, pensei quera 10.
Geraldo pagou as outras 5 e com a vergonha que ficou, nem ele nem Chico Bento vieram mas comprar as frutas. Eles davam o dinheiro a Raimundo de Virgílio para ele comprar.
Quando já estava com 15 dias, pedro Borboleta perguntou a Raimundo.
- Reimundo. Me diga uma coisa. Geraldo Leandro e Chico Bento num tão trabaiando na serraria mais não?
- Tão. Porque?

- Pruque eles era meus freguês, sempre comprava guiaba e adispois sumiro.

Mundim do vale

terça-feira, 9 de abril de 2013

Convite - Memória Varzealegrense


042 - Nossas Historias - Memoria varzealegrense

Casa errada - Pedra de Clarianã

Em Várzea Alegre, na segunda metade do século passado, após consumirem várias doses de cachaça em pontos diferentes da movimentada feira de sábado, dois homens se encontraram no início da Rua Coronel Pimpim, conhecida como Rua dos Perus. Como seguiam na mesma direção, os bêbados decidiram subir juntos a tradicional rua da cidade cearense.

Ao alcançar uma modesta casa quase no fim da rua, o homem mais velho, com voz trôpega, falou:

- Até mais vê. Vou entrar. Eu moro aqui...

Imediatamente, o mais jovem retrucou:

- Nannn. Conversa é essa. Quem mora aqui é eu...

A partir daí começou uma ríspida discussão entre os dois, cada um se dizendo morador da casa, o que chamou a atenção dos vizinhos. A teima desembocava para a violência quando uma senhora surgiu à porta da disputada residência e gritou:

- Entrem os dois em casa agora. Que coisa feia! Pai e filho brigando na calçada...

Narração: Flávio Cavalcante 
Colaboração: Paulo Danúbio Carvalho Costa

001 - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira


Conhecendo todos os membros da AVLPV - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira

Cadeira Nº 01 – Acadêmica: Maria Otília Diniz  Arcoverde
Patrono: Raimundo Otoni Filho

Nota: Não temos informações da mesma

MARIA OTÍLIA DINIZ  ARCOVERDE nasceu em 30.03.1939, professora,  escreveu  “Crianças da Minha Vida e Outros Escopos” (2011). Arquivo de afetos para filhos e  netos (informações da página de escritores do Memória Varzealegrense)

009 - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira


Conhecendo todos os membros da AVLPV - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira

Cadeira Nº 09 – Imortal: Francisco Marcos Filho
Patrona: Eliza Gomes Correia
Francisco Marco Filho nasceu no dia 18 de abril de 1972, no sítio Várzea Grande, distrito de Naraniú, em Várzea Alegre, Ceará, filho do ferreiro Francisco Marques da Costa e da dona de casa Tereza Ferreira da Costa, sendo o décimo e último filho do casal.

É radialista há 22 anos e membro da Academia Varzealegrense de Letras. No setor de Comunicação, em maio de 2007, fundou, em parceria com o radialista Nonato Alves, a Metas Comunicações, empresa que atua na construção e administração de web sites e no mercado publicitário. É responsável, também em parceria com o radialista Nonato Alves, pelo site Várzea Alegre.com, principal portal de notícias online da cidade.

É sócio-fundador da Casa & Cia, empresa do ramo varejista de móveis e eletrodomésticos. Atualmente trabalha na Rádio Cultura de Várzea Alegre, respondendo pela direção de radiojornalismo e pelo departamento comercial da emissora. É assessor de comunicação da Prefeitura de Várzea Alegre, da Câmara Municipal de Vereadores de Várzea Alegre, presta consultoria à Câmara de Vereadores de Cedro, e é diretor de comunicação da Câmara de Dirigentes Lojistas de Várzea Alegre.

018 - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira


Conhecendo todos os membros da AVLPV - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira

Cadeira Nº  18 - Acadêmico: Marciano Alves Correia
Patrono: Dário Batista Moreno Marciano Alves
Marciano Alves Correia, filho de Mariano Alves Correia e Maria José da Silva Correia, nascido em 17 de setembro de 1983, na cidade de Várzea Alegre, Ceará.

Cursou o Ensino Fundamental na EEIFM. Pedro Sátiro e o Ensino Médio na EEM Maria Afonsina Diniz; Técnico em Administração, Finanças e Secretariado pelo Centro de Integração Empresa Escola – CIEE; Biólogo Licenciado pela Universidade Regional do Cariri – URCA; Especialista em “Biomedicina” pela Faculdade Leão Sampaio – FALS e Especializando em Educação de Executivo Escolar pelo Conselho Estadual de Educação do Ceará – CEFEB. 

Casou em 07 de janeiro de 2012 com Natasha Bezerra Alves, Assistente Social. Atualmente exerce os cargos de Professor e Coordenador do Curso Técnico em Secretaria Escolar na EEEP. Doutor José Iran Costa e ocupa a Cadeira nº 18 da Academia Várzealegrense de Letras - AVL, tendo como patrono Dr. Dário Batista Moreno - 1927.

011 - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira


Conhecendo todos os membros da AVLPV - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira.

Cadeira N° 11- Imortal: Cosma Ferreira Martins
Patrono: José Clementino do N. Sobrinho (Zé Clementino)

Nota: Não temos informações sobre ela.

016 - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira


Conhecendo todos os membros da AVLPV - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira.

Cadeira Nº 16 - Imortal: Washington Luis Pinheiro
Patrono: José Gonçalvesro Lima.

Nota: Não temos informações sobre ele

020 - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira


Conhecendo todos os membros da AVLPV - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira.

Cadeira Nº 20 – Acadêmico: Victor Bruno Fernandes Siebra
Patrono: Acelino Leandro da Costa
Victor Bruno Fernandes Siebra nasceu em Várzea Alegre, em 27 de março de 1983. É filho de Marta Yris Fernandes Siebra e Paulo Robson Siebra. É jornalista formado pela Universidade Federal do Piauí, com Pós-graduação em Língua Portuguesa e Arte-Educação.

Além de músico e blogueiro, atua como professor do ensino fundamental e médio, tendo lecionado também em instituições de ensino superior e cursos de capacitação diversos. É funcionário público municipal. É autor do livro “Confissões e páginas perdidas”.

013 - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira


Conhecendo todos os membros da AVLPV - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira.

Cadeira Nº 13 – Imortal: Maria Irismar Soares de Sousa
Patrono: J. Caminha de Alencar Araripe

Nota: Não temos informações sobre ela

003 - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira


Conhecendo todos os membros da AVLPV - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira.

Cadeira Nº 03 - Imortal: Liduina de Sousa
Patrono: Raimundo Lucas Bidinho
Liduina de Sousa é professora de Língua Portuguesa, Literatura e Redação, graduada em Letras e Especialista em: Língua Portuguesa, pela URCA; em Metodologia do Ensino Fundamental e Médio pela UECE e em Psicopedagogia Clínica e Institucional pela SOET (Paraná).

Autora de várias crônicas, dois artigos científicos, vários projetos pedagógicos, um livro virtual, várias poesias, sonetos, poemas e cordeis e mais dois livros: “Por uma inquietude da minha mente” lançado em 2010 e “Coesão Textual – numa confusão de caso e caos”- a ser lançado em agosto de 2011.

Atualmente, compõe o Núcleo Gestor da Escola Estadual José Correia Lima, na função de Coordenadora escolar e ocupa a Cadeira N° 03 dos imortais da AVL – Academia Varzealegrense de Letras.

008 - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira


Conhecendo todos os membros da AVLPV - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira.

Cadeira Nº 08 - Raimundo Hélio Batista
Patrono: José Leandro Bezerra da Costa (Zé Leandro)

Raimundo Hélio Batista, é bacharel em Direito pela Universidade Federal Fluminense e graduado em História pela Universidade Federal do Ceará. Tem Pós-graduação em Planejamento Educacional, pela Universidade Vale do Acaraú.
Tem Especialização em Ciência Política pelo Instituto Metodista Bennett – Faculdade Integrada Bennett, no Rio de Janeiro. É professor de História da rede estadual de ensino onde desempenha um trabalho de conscientização não somente voltado para os discentes, mas para toda a comunidade escolar.

Foi Secretário de Cultura da Administração Municipal no período de 2005 a 2012, oportunidade em que desenvolve todo um trabalho de potencialização da cultura do povo de Várzea Alegre. Ocupa a Cadeira N° 08 dos imortais da AVL - Academia Varzealegrense de Letras.Dr. Hélio Batista

001 - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira


Conhecendo todos os membros da AVLPV - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira.

Cadeira Nº 01 - Imortal: Tibúrcio Bezerra de Morais Neto
Patrono: Padre Antonio Vieira

Tibúrcio Bezerra é empresário fundador da área contábil (empresa CONSEL) com atuação em todo o Estado do Ceará. Possui uma larga experiência também nos setores administrativo e jurídico. 

Foi vice-prefeito de Várzea Alegre no período de 2005 a 2012, onde tem exercido um excelente trabalho sempre focado nos princípios republicanos e de atenção incondicional às demandas populares.

Foi fundador e redator do jornal “O Novo Tempo” que circulou na década de 60, ocasião em que teve a oportunidade de apresentar toda a sua vocação literária. Seus discursos comprovam, além dos conhecimentos adquiridos e construídos, a sua eloquência, a força da oratória. Conhecedor da obra e grande amigo do Padre Vieira.

Logo mais teremos o lançamento do seu livro “Várzea Alegre e Eu... na esteira do tempo”.Tibúrcio Bezerra

006 - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira


Conhecendo todos os membros da AVLPV - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira.

Cadeira Nº 06 - Imortal: Pedro Sátiro
Patrono: Pedro Gonçalves de Morais (Pedro Tenente)

Pedro Sátiro é médico formado, na década de sessenta, pela Universidade de Recife. Retornou a Várzea Alegre para ficar mais próximo do seu povo e contribuir para o desenvolvimento do município.
Construiu o Hospital São Raimundo Nonato Realizou, Junto com o Dr Iran Costa, fez a primeira cirurgia no município. Foi um dos membros fundadores do Lions Clube de Várzea Alegre e presidente daquele clube por nove vezes.

Pensando em contribuir mais ainda para a melhoria de vida da sua gente, ingressa na vida política. Foi três vezes prefeito de Várzea Alegre. Todos esses mandatos foram marcados por muita ética, competência e amor ao seu querido povo.

Dr. Pedro Sátiro é o Diretor Geral da Rádio Cultura de Várzea Alegre, a campeã de audiência. No novo milênio resolve mostrar os seus dotes intelectuais publicando dois livros: Minha Vida e Minha Gente; História da SAMISA (Sociedade de Assistência Médica ao Indigente de Várzea Alegre).  Ocupa a cadeira N° 06 dos imortais da Academia varzealegrense de Letras – AVL.

004 - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira

Conhecendo todos os membros da AVLPV - Academia Varzealegrense de Letras Padre Vieira.

Cadeira Nº 04 - Imortal: Dagoberto Diniz Souza
Patrono: Joaquim Ferreira

Dagoberto Diniz é filho de José do Carmo de Souza e Mirian Diniz Souza. Nasceu em Fortaleza no dia 08 de dezembro de 1958. Concluiu o ensino fundamental na escola Padre João Piamarta e o ensino médio no Colégio Estadual Liceu do Ceará, ambos em Fortaleza.

É Professor de Filosofia e Sociologia da rede estadual de ensino, onde ingressou através de concurso público. Graduado em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará. Cursou Pós-graduação em Filosofia Clínica pelo Instituto Packter (Rio Grande do Sul) e Gestão Escolar pela Universidade de Santa Catarina. Curso de Extensão “Epistemologia” em Platão, Aristóteles, René Descartes, Jonh Loock, Emanuel Kant e Hegel, pela Universidade Estadual do Ceará, em Fortaleza.

Foi Diretor - através de concurso e eleição - da Escola Maria Afonsina Diniz Macedo, em Várzea Alegre. Exerce atividades de Tutoria em Ciências Humanas pela Universidade Federal do Ceará. Publicações: vários artigos de jornal, dois artigos científicos, textos na internet e dois livros: Antologia Sertão Brabo e Considerações Contemporâneas.

Próximos lançamentos: Prédicas aos varzealegrenses; Aforismos; A Escola Necessária. Atualmente está como Secretário Municipal de Educação, desde o ano de 2005. É presidente da Academia Varzealegrense de Letras (AVL), onde ocupa a cadeira N° 04, que tem como patrono o jornalista Joaquim Ferreira.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Raimundo Lucas Bidinho - Memória varzealegrense


RAIMUNDO LUCAS BIDINHO: nasceu no Sítio Chico, no dia 28.07.1914, filho de Lucas Francisco de Oliveira e Josefa Soares Lucas. Traz a cultura popular da literatura de cordel, no livro que se intitula "O CEARENSE"(1990), onde revela sentimentos autênticos referentes a trabalho, luta e estilo de vida  do seu povo. 

Nasceu no sítio Chico no dia 28 de julho de 1914. Esse notável poeta que, identificava-se pela sua poesia simples de vocabulário desembaraçado e claro, era filho de Lucas Francisco de Oliveira e Josefa Soares Lucas.

Filho de uma família humilde, da qual herdou uma bondade sem extremos. Seu período de estudos, tendo iniciado aos sete anos de idade, não Foi o necessário; tendo sido muito pequeno, porém o bastante para ler e escrever e poder colocar no papel sua intuição poética. A primeira e última escola que freqüentou, ficava no povoada onde nasceu, tendo sido sua primeira professora, a Sra. Ana Alves de Morais.

Começando a intuição de escrever poesias, levado pela uma força estranha, que nem ele mesmo sabia explicar, ainda muito criança. Aos oito anos de idade. Para seus pais eras um orgulho ter um filho poeta e que escrevia coisas bonitas, mas seu pai não pode acompanhar o filho em sua carreira poética por muito tempo, isso porque veio a falecer no ano de 1924, quando o mesmo então contava com dez anos de idade. O golpe foi grande, mas superado a custa de muita dor e sacrifício. Era o filho  primogênito e por isso teria de ser o dono da casa, o que não foi fácil ter que cuidar de cinco irmão menores , sendo eles, Miguel Lucas, José Lucas, Arita, Irinéia e Chagas, mas conseguis vencer essa fase.

Cada situação e cada momento da sua vida era um motivo para nascer mais uma poesia, a qual enriqueceria sua colocação. Fazia de tudo para colocar de modo nomado, aquela emoção, aquela alegria ou mesmo aquela dor e assim cada vez mais seus conhecimentos a respeito da poesia, iam aumentando, tomando novos rumos.

Em 1952, uniu-se em matrimonio com a Sra. Maria Luiza Lucas, com a qual construiu uma prole de composta por mais quatro filhos; Antonieta Maria, Francisca Socorro, marcos Antonio e José Irapuan de Oliveira, os quais já lhes deram sete netos; Edson, Ednardo, Érica, Adriana, André,Rafael, Marta, Andreza, Maria Luiza, Ana Camila, Ricardo e Jéssica. E uma bisneta Helen Cristina.
A experiência talvez já lhes tenha causado cansaço,mas nunca mas nunca a inspiração pura de um nordestino.
   
Além de poeta era agricultor e sindicalista*(2), conscientizador político; inclusive fazendo uso de suas obras para tal. Chegou a por duas vezes colocar seu nome para disputa do cargo eletivo de  vereador em 1966 e em 1982, nesta ultima usou do seu dom criativo para humoristicamente, comparar a sua luta com ato impossível, o slogan “POR VOCÊ EU ESCOVO O URUBU ATÉ FICAR BRANCO”. Não tendo o mesmo êxito em nenhuma das duas empreitadas.

Em 1971 mudou-se para cidade, morando inicialmente na rua Dr Leandro Correia, tendo residido depois nas ruas Raimundo Duarte Bezerra rua Pe. José Otavio, Cel Antonio Primo, rua Antº Alves de Lima, rua Dez de Novembro, Praça da Bandeira, e rua Gonçalves Dias, sua ultima residência.

Conhecido pelas sua responsabilidade e segurança em seus atos, foi eleito em 1976, para secretario do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Várzea Alegre, donde já havia sido sócio fundador.
 Em 1978 teve um grande choque co  morte de sua mãe, que tanto favoreceu para o crescimento do filho como poeta.

Apesar de não se dedicar somente a poesia, sua coleção é bastante rica sendo que a ultima que escreveu foi: “visita de Joaquim Bilé a sua terra natal” escrita em agosto de 1985.(4).

Os seus trabalhos são de vários tipos estilos e temas; tendo dos gritos dos retirantes com medo da seca; até a façanha de um grande jerimum do sítio aba da serra. Do respeito na poesia à sua mãe, aos criativos gracejos com a herança deixada pela sua avó. Tendo sempre gritante e contundente a marca registrada do poeta, a insatisfação dos agricultores com os governos, a cobranças destes por dias melhores, a luta contra as injustiças sociais, a conscientização e a fé que, “O ESTATUTO DA TERRA VAI  MELHORAR  NOSSA GENTE”.

No quesito técnica todos os estilos são notificados na poesia do Bidinho, desde a simples quadra ao nobre soneto, o difícil pé quebrado as ricas décimas e bem desenrolados motes.

Na sua vida poética, obteve respaldo como cantador de improvisos, ao lado de grandes nomes da época como Antonio Maracajá “o gato de Acopiara” Antonio Gonçalves da Silva “Patativa do Assaré”.  O Poeta obteve brilhante participação no Concurso nacional de Poesias da Revista Brasília, tendo sido premiado recebendo diplomas e medalhas, nos anos de 1991, 92, 94 e 95. 
    
Raimundo Lucas Bidinho seu nome completo; faleceu no dia 23 08 2004

Laçamento de Livro - Memória varzealegrense


O Autor Marcos Filho convida para:

Laçamento do Livro 'Maria Da Sorte - Coragem e Esperança' de Marcos Filho, nesta Sexta-feira, 12 de Abril de 2013 na Escola Dr. Pedro Sátiro, as 19:hs

X Marcos Filho

041 - Nossas Historias - Memoria varzealegrense

Lourival Frutuoso
Lourival Frutuoso de Oliveira.

Numa eleição para prefeito em Várzea Alegre onde Lourival Frutuoso disputava com Hamilton Correia, Zé de Totô, o conhecido Zé Gatinha, a mando de Lourival foi a cidade de Farias Brito e truxe uma rural lotada de eleitores para tentar votar em Lourival.

Os fraudadores já estavam na fila com a senha na mão, quando um fiscal de Hamilton notou foi denunciar ao presidente da sessão que imediatamente mandou chamar o juiz, que já chegou acompanhado do promotor e três soldados.

Em seguida foi feita a apreensão dos fraudadores com os títulos da comarca vizinha. Houve um princípio de tumulto dos fiscais de partido e o Juiz então interditou a sessão.

Nesse momento um dos rapazes falou em alto e bom som na presença das autoridades. Só na Rajalegue mermo uma besteira dessas, apois hoje nós já votemo na Ponta da Serra, Dom Quintino e im Farias Brito e num teve essa friscura.

Mundim do Vale.



040 - Nossas historias - Memoria varzealegrense


José Ataíde da Silva, filho de João Vieira da Silva e Maria Matilde de lima, nascido aos 17 de agosto 1947, na localidade Igarós, comunidade do município de Orós; tem o seu batistério registrado na paróquia do Icó onde fora batizado, porque na época a sua cidade se encontrava desprovida de Vigário. Teve 7 irmãos sendo 5 homens e 2 mulheres uma já falecida. Veio morar na nossa várzea Alegre no ano de 1952, aos 4 anos de idade, com a sua tia D. Lolô, que era casada com um irmão de mestre Julio que ele não chegou a o conhecer. A sua tia o criou desde o seu primeiro ano de vida, vindo morar em Várzea Alegre na rua conhecida por rua do imboque, rua localizada onde hoje é a Escola Dr. Pedro Sátiro, nessa época eram seus vizinhos, seu Brilhante, Lula Goteira, Seu Bastião, depois morou na rua da igreja, residindo próximo ao Seu Nelim, Seu Fábio Pimpim em uma casa de Taipa vizinho ao Curral do seu Dirceu. Nas proximidades moravam ainda Seu Pedro Piau Seu Júlio Xavier, onde viveu quase toda sua infância, indo em seguida morar no Bairro Varzante, em uma casa de propriedade do Sr. Pedro Piau, residiu ainda na Rua do Capim, hoje rua Antº Alves de Lima, morando ainda na rua de São Vicente em uma casinha que existia por trás da Capela, onde sua Tia faleceu quando deste acontecido passou a morar com o Geraldo Bitú onde vive até hoje. Tendo segundo o mesmo cerca de 30 anos que lá reside. Não chegou a oficialmente estudar, aprendeu a ler e escrever, acompanhando amigos que estudavam com a D. Eliza. Teve também um pouco período de aulas com D. Rivandi. Desde a sua infância gostava de praticar esportes, indo sempre ver jogos no Juremal, na época do grande atleta Perna Santa, lembra de um grande jogo, entre Várzea Alegre e Quixaramobim ocorrido no dia 02 de fevereiro de 1960, quando ganhamos por 2 x 0. E outro no final de semana seguinte entre Várzea Alegre e Cajazeiras, , nessa data os Senhores Joaquim de Paulo e seu Genésio, se desentenderam e por conta desse desentendimento os proprietários do terreno onde era o campo proibiram a realização dos jogos. Os jogos passaram a serem realizados nas proximidades da Lavanderia sendo que em uma ocasião o Sr José Gatinha que estava à frente da realização dos eventos esportivos da cidade, marcou um jogo contra a cidade de Aurora sendo que dias antes deu uma forte chuva que inundou completamente o campo impossibilitando de naquele local acontecer o referido confronto. Àquela época era o prefeito Antonio Diniz, que foi procurado para salvar a situação cedendo o maquinário da prefeitura, o que foi de pronto atendido, voltando assim os jogos acontecerem aonde ainda hoje é o Estádio Juremal.  No futebol de campo o qual era mais praticado àquela época, foi o seu primeiro time, a Equipe do Alvorada que pertencia ao Sr. Azarias. No qual jogavam também, Nen Pangú, Renato de Vicente Bitú, Dalmir (in memorian), Eurico, Pedro Cajarana(mais conhecido por Pedro de Zé André) Célio César, Sousa Sobrinho, Oliveira mais conhecido por Tijela), Neguim de Seu Totô, nessa época também tinha equipes os senhores, Luiz Diniz, antº Rolim e Chico Mundoca. Os confrontos nessa época era realizados no terreno que fora doado pelo Sr Luiz Diniz para construção do CREVA. Já como jogador no Futsal, lembra o mesmo que uma de suas participações que ficou marcada em sua memória, foi na primeira semana universitária, evento então organizado pelos jovens Tibúrcio Bezerra e Dr. José Iran Costa na Escola José Correia, sendo vice campeão pela Equipe denominada por “Pega na Rua” da qual também participava, João Siebra, Irapuã Costa, Sousa Sobrinho, Wagner sobrinho de Manuelzinho Bezerra,  Delmiro filho de D. Augustinha do Alto da Prefeitura, César Costa. Equipe esta que chegou a Final do referido torneio coma a equipe da charanga da qual fazia parte Chico Brito, Rdº Borginho, Reginaldo, Luis Filho, Cícero Bitú, Rdº Nonato de Vicente Bitú . o jogo terminou de 2 x 1 pra equipe da charanga com o gol da sua equipe marcado pelo Wagner. Não lembra quando iniciou-se como treinador mas lembra que o primeiro time a treinar foi a Equipe da EMPARCIL, do qual faziam parte Siebra, Jucá, Paulo Marcelo, Naertton,  Dr Carlos, Lacerda, Antº de Inacinho, Zé de Bezinha(agora mais conhecido como Prfº. José Pereira).  Também foi treinador do time Base do SEVA – Sociedade Esportiva Varzealegrense, do qual faziam parte, Paulo Marcelo, Zuca, Gonzaga, Lacerda, Antº de Inacinho, Naerton, Zé Pereira entre outros. Era treinador da equipe base do SEVA , ten do também a função de contacto com jogadores de outras cidades os do cariri por várias vezes foram indicados pelo autor do do nosso Blog Antonio Morais, para futuras contratações através do Dr Rdº Sátiro e Demontier.   

Seria impossível relatar quantos jogadores, já passaram por suas equipes, hoje cidadãos honrados que compõem a nossa sociedade. O José Ataíde é um nato desportista verdadeiramente falando. E que aos seus 64 anos hoje completados ainda não parou tendo participado do ultimo Torneio de Férias onde suas equipes ficaram em primeiro lugar e segundo lugar na categoria sub-11 visto que as duas chegaram a final,  vice-campeão no sub-14. Tem o mesmo uma terna gratidão ao povo de Várzea Alegre, por ter ajudado a ser a pessoa que ele é, colaborando e incentivando-o a manter apesar das dificuldades suas equipes em campo. Agradece a Deus a Saúde e as amizades conquistadas nesses longos anos.

Claudio Sousa

039 - Nossos Historias - Memoria varzealegrense


Antônio Fiuza de Morais.

A esposa de Valentim Rocha de Morais, do sitio Chico, todo ano cevava o capão e mandava para o padre Otávio no dia do seu aniversário. Certa feita, o encarregado de levar o presente foi o filho Antônio Fiuza de Morais, que montou num burro, pendurou o capão no cabeçote da cangalha e seguiu pra cidade.

Quando passava pelo Sanharol o capão bateu com as asas, e, com o movimento o burro se assombrou, derrubou Antônio, fez bunda de ema na direção do Chico, o capão fugiu e o portador ficou batendo a poeira todo cheio de arranhões por causa do baque no chão.

José André vendo aquela cena engraçada se aproximou e o Antônio falou: - Zé André, depois dessa, pela fé que eu tenho no Padre Cicero do Canindé e no São Francisco do Juazeiro, eu nunca mais me monto num capão com um burro pendurado no cabeçote da cangalha.

domingo, 7 de abril de 2013

010 - Do Tempo do Bumba - Memória Varzealegrense

O  NEGÓCIO  TÁ  ENDURECENDO - Mundim do Vale

No ano de 1960, meu primo Zé Piau, que tinha a profissão de pedreiro herdada do seu pai Raimundo Piau,foi contratado por Izabel Beca para fazer um trabalho de reboco e retelhamento na sua casa no bairro Juremal em Várzea Alegre – Ce. Para lhe auxiliar no trabalho, ele contratou seus primos Antônio de Valdivina e Severino Vieira.
Ele distribuiu o serviço assim; Antônio ficou no telhado e Severino lhe ajudando no reboco.
Estavam no meio do serviço, quando chegou Paulo seu irmão, que vinha mais vexado do que carregador de potassa, no que foi logo falando cortando a fala:
- Zé. Mãe mandou dizer que você fosse lá em casa, que Rita minha irmã tá passando mal. Zé reuniu os dois serventes e falou:
- Eu vou precisar dar uma saída e quero fazer uma recomendações para vocês. Antônio fica no telhado e Severino no reboco. Tem bastante massa para o reboco, mas se a massa começar a ficar dura Antônio desce do telhado e vem ajudar a Severino. Mas não deixe de fazer isso, porque eu não quero Perder essa massa não. Zé piau saiu com o irmão e eles continuaram no trabalho. Quando foi uma hora lá, Severino gritou no maior desespero;
-Ei, Ontõe ! Deça daí e venha quebrar meu gai aqui, qui o negoço aqui já tá induriceno.

Mundim do vale

038 - Nossos Historias - Memoria varzealegrense

Não sei ao certo o nome de batismo ou registro, mas o conhecido Caboré, morador a Rua Raimundo Sabino no Sanharol tem seis filhos jovens com idade e diferença de um ano de um para o outro. Difícil saber qual deles o mais preguiçoso, traquina ou maluvido.

Se aproveitam  dessas leis patrocinadas pelo conselho da infância e proteção  contra o trabalho infantil para viverem vagabundando e  desatendendo a orientação  do pai r fazendo o que não presta. Um dia Caboré se aporrinhou e botou moral: vamos acabar com essa malandragem, todos pra roça comigo, podem me acompanhar, não quero ouvir conversa mole.

Saíram todos, Caboré na frente e a reca de filhos atrás. Lá pelo meio do caminho um resmungou: Ah, se uma cobra jararaca me mordesse, assim eu voltava pra casa! O outro disse: Besta, bom era se a cobra mordesse pai que nós "vortava tudim".

Memória Varzealegrense

sábado, 6 de abril de 2013

037 - Nossos Historias - Memoria varzealegrense

Há um velho ditado que diz: quem avisa amigo é. Fique atento. Não dê bobeira.

Quem não conhece Mundola em Várzea-Alegre? O nosso conterrâneo que nasceu no distrito de Calabaça, trabalhadorzinho danado, o maior tirador de goteiras da igreja de São Raimundo Nonato, o maior batedor de palmas dos comícios pro campanhas de Acelino Leandro etc, etc.

Pois bem, não vou apresentar todos os predicados do Mundola, estaria me apropriando da postagem do Mundim do Vale. Mas, vou contar a historia da cabrinha como boa advertência aos amigos, pois você corre grande risco de apanhar do Mundola se perguntar pela cabra.

È que o Mundola estava fazendo um serviço com a cabrinha do vizinho, e, com a aproximação de uns transeuntes Mundola se avechou, puxou a bichinha pra detras de uma moite e disse: Berre não Cabrinha, berre não, que eu te dou um litro de milho. 

A cabrinha não berrou, mas a voz barelada do Mundola o denunciou, e, os transeuntes testemunharam o causo, e, o pior, - espalharam. Não fale em cabra perto de Mundola, pode acontecer uma tragedia.

Memória Varzealegrense

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Convite Romaria de Maria de Bil

MARIA  DE  BIL  CONVIDA
OS  FIÉIS  PRA  ROMARIA.

Na nossa religião
O povo tem muita fé,
Vai até o Gravié
Expor sua devoção.
Já se tornou tradição
É promessa todo dia,
E a gente com alegria
Sobe a serra reunida.
MARIA  DE  BIL  CONVIDA
OS FIÉIS PRA  CANTORIA.

Para chegar na capela
Vá até o Inharé
E pergunte pra Bebé
Um caminho para ela.
Quando chegar em Barela
Tome um gole de água fria,
Lave o rosto na bacia
Para enfrentar a subida.
MARIA DE  BIL  CONVIDA
OS  FIÉIS PRA  ROMARIA.

Vai Luiz e Oriel
Que já moram lá por perto,
Vai Luzinete e Alberto
Vai Joaquim e Manoel.
João Sem Braço e Zacaria
Vão soltar a bateria
Na hora da despedida.
MARIA  DE  BIL  CONVIDA
OS  FIÉIS  PRA  ROMARIA.

Vai subir bastante gente
Seja com chuva ou com sol,
O povo do Sanharol
É quem vai chegar na frente.
Fernando por mais que tente
Não serve nem para guia,
Lá de baixo ele avalia
Que a tarefa é suicida.
MARIA  DE  BIL  CONVIDA
OS  FIÉIS  PRA  ROMARIA.

O dia é sete de abril
É dia de união,
Pra fazer uma oração
Lá na capela de Bil.
Vai Juvêncio, Adail,
Paulo Bebé e Luzia
Pra receber de Maria
A mais perfeita acolhida.
MARIA  DE  BIL  CONVIDA
OS  FIÉIS PRA  ACOLHIDA.

Mundim  do  Vale.
Várzea Alegre,Ce

036 - Nossas historias - Memoria varzealegrense


Raimundo Alves Bitu, o conhecido Doca Bitu, era um homem muito trabalhador, um comerciante passado na casca do alho. Passar a perna no Doca era coisa impossível. Dizem até que quando perdia em algum negocio, sua esposa Rita desfazia a negociação alegando que o marido era doente mental, mas quando tinha lucro - estava tudo muito bem, não tinha nada de doido.

No inicio da década de 70 do século passado, Doca guardou todo algodão proveniente da safra e de compra, estava com os armazéns intupetados.

Foi procurados pelos diretores de uma cooperativa que passaram duas longas horas explicando o sistema de compras dos cooperados. Diziam: nós recebemos seu algodão, fornecemos documento, damos garantia do melhor preço, porem o fechamento financeiro só no final do ano quando fizermos o balanço geral,e,quando for apresentado os lucros totais. Repetiram essa lenga lenga para Doca umas dez vezes. Para finalizar um deles disse: O senhor entendeu bem como são os nossos negócios? Então, Doca arrematou: 

"Truvero o dinheiro"?

Memória Varzealegrense

Conheça a História da Capela de Maria de Bil



Conheça a História da Capela de Maria de Bil - Várzea Alegre-Ce.

Por volta de ano 1920, chegavam a Várzea Alegre, vindos de Alagoas, Clementino Romeiro, Antonia e seus três filhos, Severino, Maria e Madalena. Para sobreviverem, trabalharam na construção de uma barragem que seria, à época, o açude Olho D’água. A família passou a residir no sítio Inharé, mais precisamente, onde hoje é a casa de seu Zé Bitu e D. Biluca. Nesse período, eram moradores dos Fiúzas do Chico, sendo que plantavam também nas terras de Manoel Leandro e Zé Bitu (Velho), no alto da serra da Charneca.

Maria, uma dos três filhos de Clementino e Antônia, era uma mulher simples. Casou com Bil, migrante da região de Iguatu, em 05 de novembro de 1922, na Igreja Matriz de São Raimundo. O dia do casamento foi marcado por mais 24 matrimônios realizados na mesma data. Entre os que casaram naquele dia, pode-se citar, Joaquim de Sátiro, Joaquim Mandu, Zacarias de Biluca, Dica de Joaquim Bezerra, entre outros. Todos os casais moravam na ribeira do Riacho do Machado e foram casados pelo padre Lima, de Lavras da Mangabeira.
Depois de casados, o casal Maria e Bil continuou morando no sítio Inharé,onde já residiam os pais da recém-casada. 

Da união de Maria e Bil, nasceram dois filhos, Necília e José. Quando Maria estava na sua terceira gravidez, houve um desentendimento entre ela e o marido. O motivo da contenda foi o fato da irmã de Maria, chamada Madalena, que aparentemente tinha problemas visuais, manter um caso amoroso com Bil. Segundo contam, Bil, pretendia fugir com Maria e deixar toda aquela confusão para trás. Entretanto, Maria, magoada por causa da traição, recusava a proposta do marido, preferindo morar na casa de seus pais.

Com o orgulho ferido por causa do desprezo da mulher, Bil, passou a arquitetar a morte de Maria. Sabendo que Maria levava a comida dos trabalhadores da roça do seu pai, Bil, resolveu surpreende-la, numa emboscada na beira da estrada. E assim o fez. Em 11 de março de 1926, por voltas das 10 horas da manhã, quando Maria se dirigia com duas companheiras a caminho da roça do pai, levando a comida dos trabalhadores, Bil apareceu de repente, armado de faca. 

As companheiras de Maria fugiram e Bil, então, passou a esfaquear a esposa até a morte. Foram três golpes fatais. Para não ser encontrado depois do crime, segundo contam, o assassino teria comido parte da panturrilha da vítima, numa espécie de pacto com o além. Bil fugiu e nunca mais foi encontrado.

Maria foi enterrada no Cemitério da Saudade em Várzea Alegre, mas ninguém sabe informar qual é o seu túmulo. Também não se sabe se o crime foi investigado pela polícia. O certo é que esse crime revoltou toda a Várzea Alegre, causando grande comoção. As pessoas passaram, então, a visitar o local do crime e a rezar pela alma de Maria de Bil. 

O seu pai, Clementino, pôs uma cruz no local exato em que sua filha foi assassinada. As pessoas passaram a visitar o local para pagar promessas e agradecer graças alcançadas, segundo elas, com a intercessão de Maria de Bil. Com o passar do tempo, o médium e curandeiro, Emídio da Charneca, levantou no local uma barraca coberta de telha. Em 1954, Dona Ana de Zé Joaquim, do sítio Unha de Gato, que costumava trafegar por ali, colocou um quadro com a imagem de Nossa Senhora de Fátima na barraca. O quadro foi quebrado pelo gado e os moradores resolveram construir uma capela.

No dia 20 de janeiro de 1957, 31 anos após a morte de Maria, foi construída a capela no local do crime, à época, terras pertencentes a Inacinho (Velho) e que hoje são de João de Zé Bastião (do leite). Quem mandou construir a capela foi José Alves de Oliveira (Zé Pretinho) e colocou a imagem de Nossa Senhora no altar. Os pedreiros eram Expedito Beca e Geraldo Miguel. O altar e o reboco foram feitos por Antonio de João de Zé Joaquim, curiosamente, conhecido por Antonio de Maria. 

O vigário da época era Padre José Otávio, o mesmo benzeu a capela, celebrou uma missa na intenção da falecida e fez o batizado de Antonio de Chiquinho, do sítio Unha de Gato. As pessoas contam que algumas crianças foram enterradas no local da capela e que muitos estudantes “se pegam” com Maria para passar de ano, o que explica a quantidade de provas encontradas na capela como ex-votos. Muitos políticos já subiram a serra pagando promessa pela vitória conquistada.

São incontáveis os números de doentes que vão até a capela agradecer a cura conseguida, segundo eles, através da intercessão de Maria. Porém, quem mais visita a capela são as mulheres sofredoras que vêem em Maria uma protetora das aflitas e desesperadas. Outras Versões: O sumiço do autor do crime fez nascer outras histórias. Alguns acreditam que Bil teria sido amaldiçoado, passando a “virar um bicho” que assustava as pessoas com choro no meio do mato.

Outros dizem que, para ele “virar lobisomem”, teria que engolir sete homens, daí o pavor dos trabalhadores, que temiam vir a ser “um dos sete” que Bil poderia chegar a engolir. As moças tinham medo de passar por perto das moitas e serem agarradas por Bil. 

As crianças não saíam de casa durante a noite porque “Bil-Lobisomem” pegava. Ainda hoje tem gente que teme a alma perversa e negra de Bil. Dizem que é um vulto negro que aparece na serra com gemidos arrepiantes.

Enviado por Eduardo Borges

quinta-feira, 4 de abril de 2013

035 - Nossas historias - Memoria varzealegrense.


Católico praticante - Lesiário Félix nasceu e viveu no sitio Panelas município de Várzea-Alegre. Sempre que podia ou seja, diariamente, se deslocava para cidade para assistir a santa missa. Passava pelo Chico, Inharé, Sanharol e finalmente a cidade.

Entre o Chico e o Inharé existia um lugar assombroso conhecido por “Toco da Botija”. Cabra mole por ali não passava sem arrepiar os cabelos. Próximo desse lugar existia um frondoso pé de aroeira que tinha um oco, e, nessa loca Lesiario colocava uma pedra cada vez que ali passava na direção da igreja. Desejava o Lesiario prestar contas, no futuro, de quantas missas já havia assistido.

Certa feita a caminha, encontrou um amigo acidentado, perna quebrada, braço desmentido e se viu diante de uma difícil decisão. Se fosse prestar atendimento ao seu semelhante perderia a missa, se fosse pra missa deixaria seu irmão naquela situação desamparada. Optou por atender e perder a missa. Assim o fez.

Depois de muito tempo botou a aroeira a baixo, abriu o tronco para contar as pedras e para surpresa tinha uma só pedra, supõe-se que tenha sido a do dia do atendimento ao acidentado. Portanto, não te julgues superior nem deixes que a mão direita veja o que faz a esquerda.

Memória Varzealegrense

034 - Nossas Historias - Memoria varzealegrense.


Bangalafomenga você sabe o que é? Chico André era o que podíamos chamar de grande historiador. Ele descarafunchava a historia da genealogia de nossa família como ninguém. Usava de alguns termos que nem o Aurélio decifra, mas, que colocado no texto, nas frases, todos sabiam o que ele desejava dizer.

Seu filho caçula, Raimundo, professor da Escola Agrotecnica Federal do Crato, passou um fim de semana no Sanharol. Tomou umas cervejas e na hora de dormir se deitou na cama do casal e a cama se partiu: foi tábua pra todo lado.

Raimundo, ficou preocupado, procurou marceneiro para consertar a cama, e não encontrou. Tio Chico vendo a preocupação do filho disse: Reimundo, vai para o Crato tranquilo, deixa essa cama pra lá, que eu e tua mãe faz é tempo que não fazemos - BANGALAFOMENGA.


033 - nossas historias - Memoria varzealegrense.


João Alves de Oliveira - João Alves.

Um gênio no seu tempo. Em 1949, Acelino Leandro e Otacílio, pioneiros na venda de eletrodomesticos, passaram a vender rádios, só que a instalação era muito difícil, requeria que um técnico fosse montar os acessórios. 

Naquela época havia poucos rádios em Várzea-Alegre. como 70% da população do municipo residia na zona rural, milhares de pessoas nunca tinham nem ouvido sobre o tal. Ocorre que o Senhor Chico Inácio da Boa Vista, comprou um radio, ficando marcado o dia de João Alves ir mota-lo em sua residencia, no sitio. 

Prepararam a carga no burro, bateria de um lado, radio e demais apetrechos do outro. João Alves chegou para viagem e perguntou ao senhor Acelino se poderia montar o radio no animal, para que ele pudesse fazer o percurso ouvindo musica. Acelino mesmo achando impossível o feito, autorizou. João Alves logo adaptou uma antena, que amarrada no pau da cangalha, mais parecia uma trave de futebol. Ligou a bateria e os demais acessórios e saiu estrada a fora com o radio tocando em toda altura. Ora, tão l

Logo chegou nas primeiras casas, eram meninos, rapazes, moças e adultos na maior correria, uns para ver o que era aquilo, outros com medo do burro que cantava. E foi assim até chegar a residencia do Chico Inácio.

032 - Nossas Historias - Memoria varzealegrense



O Lavrador - José Augusto de Lima Siebra

O Xexéu - O portador da chuva.

O meu pai foi um lavrador, um plantador de arroz. Sua principal preocupação era com as chuvas. Muitas vezes ouvir animado com o canto do xexéu, pois o tinha como o anunciador da chuva. Tenho observado nos poemas de José Augusto de Lima Siebra uma predileção pelo pássaro xexéu. Portanto dedico esta postagem em memoria dos dois: do poeta e do lavrador.


O dia já vem raiando
Ouço o xexéu a cantar
Desperta, pois, minha velha
E vamos nos levantar.

Veste a tua saia depressa
Vai cuidar no café
Paulina, chama o Francisco
Raimunda, acorda o José.

Vou bater a minha enxada
O dia amanheceu já
Já ouço o compadre Chico
Batendo a dele acolá.

Maria leva uma cuia,
O saco, leva o João
Francisco vai cavar cova
Raimunda planta o feijão.