VÁRZEA ALEGRE TERRA DOS CONTRASTES - Mundim do Vale
Localizada no centro sul do estado do Ceará ficou conhecida no Brasil inteiro depois do musical Contrastes de Várzea Alegre, interpretado por Luiz Gonzaga e composto por Zé Clementino. Cidade que foi tema de um documentário da Rede Globo de Televisão, por ser uma cidade alegre, fazendo assim jus ao seu nome. Cidade que por brincadeira de um grupo de agricultores do sítio Roçado de Dentro, deu partida no samba, para ser hoje, com duas escolas, MIS e ESURD, detentora do melhor carnaval do interior cearense, atraindo turista do estado e do país. Cidade de um povo que transformas as adversidades em causos humorísticos. Cidade que Jesus foi intimado, que o padre era casado, que o sobrado é no oitão, que Telha Quebrada é filho de Zé Goteira e um cego da Boa Vista morreu afogado na Lagoa Seca. Cidade que aparece nos sonhos dos seus filhos que estão ausentes, mas não esquecem jamais. Várzea Alegre dos grandes adjuntos da colheita do arroz, animados pelo grupo de Maneiro Pau e a Banda Cabaçal. Várzea Alegre que quando os filhos que estão distantes se encontram dizem:
- Ou Várzea Alegre boa só é longe! Várzea Alegre que Manoel Cachacinha criou o slogan “Várzea Alegre é natureza! E para finalizar, Várzea alegre é a cidade que só nos deixa tristes quando estamos distantes.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Lembrando Raimundo Bitu - Memória Varzealegrense

Lembrando Raimundo Bitu, Padim do Sanharol.

No Sanharol todos conheceram a família de Raimundo Félix, o conhecido Mute Félix. Agricultor, aplicador de injeção, barbeiro amigo e bom. Filho de Vicente Félix e Isabel de seu Zezinho. Casado com Mariquinha da familia "Vilante" da Serra do Quinkunkar. 

O casal teve quatro filhos, Antonieta, Liduína, Basílio e Benedito. 

Liduína era esquisita, muito encabulada e, carregava um trauma de nascença: Não namorava com medo de casar e ter filhos. Segundo informações de terceiros, ela tinha pavor da dor do parto, a dor de ter menino. Por essa razão nunca namorou ninguém.

Um dia, teve uma queda de asa por um rapaz, mas, antes de aceitar a proposta de namoro procurou se informar direitinho a respeito de suas duvidas e medos. 

Então, resolveu ir a casa de Raimundo Bitu tomar as informações que precisava com sua madrinha. Cotinha não se encontrava em casa no momento. Como Liduína estava decidida, e, tinha muita pressa pela informação, resolveu perguntar a Raimundo Bitu. Veja só o dialogo entre os dois:

Liduina: Meu Padim, eu vi fazer uma "pregunta" a minha madrinha Cotinha, ela não está, eu posso "preguntar" a Padim?

Raimundo Bitu: Pode, se eu souber, lhe respondo.

Liduina: É que eu tenho um medo danado de me casar, prumode que escuto dizer que a dor pra ter menino é grande demais, Padim sabe dizer se é divera?

Raimundo Bitu: Essa informação eu não sei lhe dar, é obvio que não sei.

Liduina: Mas, Padim num faz nem uma ideia?

Raimundo Bitu: Ideia eu faço, eu acho que ter um menino, é mais ou menos, como "cagar um tijolo de adobro da Igreja do São Caetano".

Liduina botou as duas mãos na cintura, deu uma rebolada, pensou um pouco, e, partiu pra casa, sem antes de dizer: Égua, o diabo é quem quer!

Lembrando Meninim Bitu - Memória Varzealegrense

Lembrando Menininho Bitu - Antônio Morais


Inexoravelmente o tempo passa, se esvai e não volta nunca mais. Quem colhe, somente colhe aquilo que plantou. Menininho Bitu semeou em terreno fértil e bem adubado a semente da amizade, da solidariedade e da sabedoria para ser o grande conselheiro que foi em vida. 

Homem de personalidade forte pelo caráter, pelo trabalho, pela decência inata e irreprovável. De alta estatura, corado, leal e trabalhador características de sua alma pura e serena consciência.

Durante a gestão de Hamilton Correia, década de 50 do século passado, a que mais fez obras publicas em nossa terra, obras estas, que ainda hoje não foram substituídas, Menininho Bitu era vereador. O Prédio da prefeitura, a Barragem da Cachoeira Dantas, Ponte da Eugenia, Escola José Correia Sobrinho, Escola Figueiredo Correia, Escola Antão Leandro Bitu e tantas outras obras importantes, foram empreendimentos do Dr. Hamilton Correia.

Peço permissão para falar um pouco da origem da Escola do Inharé, Escola Antão Leandro Bitu. Outro dia, vi um grupo de pessoas atribuindo a doação do terreno onde a escola está localizada a outrem. 

É oportuno, é bom, é necessário e carece que se respeite a historia. Quem fez todo trabalho de interveniência de doação do terreno, quem conseguiu a verba com o prefeito foi Menininho Bitu. Não é justo que a historia seja deturpada em detrimento da verdade e em favor de conveniências e vaidades atuais sejam elas quais forem. 

A Menininho Bitu o que lhe é de direito.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Lembrando Zaqueu Guedes - Memória Varzealegrense

Lembrando Zaqueu Guedes.


Oferta de dinheiro.

O Brasileiro hoje é o povo mais endividado do mundo, levantando o que as famílias brasileiras devem chegamos ao alarmante índice de metade do que produzimos.

A divida que antes era externa, em doze anos, o governo transformou em interna. A oferta de credito é geral, Os bancos oficiais se transformaram na casa da mãe Joana.

Pra se levantar dinheiro não é necessário apresentar um projeto de viabilidade, basta chegar ao banco com um boné com a foto do Lula ou uma camisa com a foto da Dilma Rousseff. Nada mais que isto.

Assim é que Zaqueu Guedes, produtor rural de nossa Várzea-Alegre, sabendo dessas facilidades todas foi ao BNB de Lavras da Mangabeira propor um empréstimo. 

Zaqueu tem fama de levar vantagem em tudo, fama de ser esperto e sagaz.

Se aproximou da mesa do gerente como quem toma chegada para matar passarinho, e sem delonga, falou: "Eu desejo fazer um empresto"!

O Gerente, com sua diplomacia habitual informou: Amigo, a unica linha de credito disponível que temos, no momento, é para o financiamento de gaiolas. 

Zaqueu sapecou em cima da bucha: Ou meu amigo, deu mesmo certo, eu deixei, lá em casa, cinco cabeças vermelhos num alçapão.

A gaiola em referencia era do tipo para criação de peixes. 

Zaqueu quebrou a cara.

Lembrando Pé Veio - Memória Varzealegrense

Lembrando Pé Veio - Antônio Morais


O Varzealegrense têm um toque de humor em tudo que faz. Desde os intelectuais Joaquim Ferreira, jornalista da BBC de Londres, Padre Vieira escritor de renome nacional e José Clementino do Nascimento, compositor conhecido no mundo da musica por suas composições inusitadas, até aquele inocente que brota de forma espontânea por todo o seu abençoado solo. 

Dentre eles, José de Souza Lima, o conhecido Pé Veio, casado com uma prima legitima conhecida por Mundinha, uma cidadã calma, paciente, nervosa por herança de seus antepassados. 

Se tomasse café pela manha, no decorrer do dia não chupava uma laranja ou qualquer outra fruta por precaução, podia fazer mal. Antes de dormir rezava Ave Maria três vezes, tirava terços para não morrer de repente e amanhecer o dia do outro lado. Banho, só com “água quebrada a frieza” como dizemos por aquelas bandas. 

Em 1985, quando se teve a noticia da sangria do Açude de Orós, muita gente acorreu ao local para apreciar aquele fenômeno da natureza. Eu fui com família, fizemos um 
belo passeio de lancha, paramos um pouco numa ilha, tomamos banho e almoçamos uma curimatá ovada com cuscus de milho e baião de dois. 

De volta, demos de cara com o nosso amigo Pé Veio, em cima da parede do açude, de boca aberta, admirando aquela obra da natureza. Fui até ele, cumprimentei e perguntei: PÉ VEIO, porque você não trouxe dona Mundinha para ver toda essa beleza, essa sangria espetacular, fazer um passeio de lancha e tomar um banho nessas águas límpidas e abençoadas? 

Ele respondeu: Morais, você acha que eu ia poder “AMORNAR” essa água toda?

Antônio Morais

Lembrando Zé André - Memória Varzealegrense

José Raimundo de Morais, José André do Sanharol.


José André do Sanharol era um fervoroso católico. Devoto sem igual de São Raimundo Nonato. Embora, esses mandamentos seguidos não impedissem de, as vezes, ser muito firme com os padres.

Certa feita o Padre Otávio o procurou  para propor um negocio deverasmente desvantajoso para ele, mas, mesmo sabendo dos prejuízos atendeu ao padre.

Propôs o padre trocar  uma lista com uma quantidade de quartas de arros doadas ao santo, na ribeira do machado  pelo arroz  que ele tinha no paiol..

Como o negocio era em nome de São Raimundo ele entregou o arroz e saiu com a lista juntando, arroz de qualidade ruim, cabeça de couro,  meia caixa etc.

Outra vez, compareceu a um leilão na Praça dos Motoristas, naqueles velhos tempos,  a maior renda da festa era proveniente dos leilões. José André viu quando  uns senhores do sitio Varas  chegaram ao local  e entregam  um preá vivo, e,  afirmaram que  iam arrematar para levá-lo de volta pro seu habitat.

Quando o pregoeiro levantou o preá, José André disse, "tanto para o animalzinho não voltar para as Varas",  no que  o pessoal cobriu dizendo que  iam leva-lo de volta. 

José André fez nova oferta afirmando que o preá  ia para o Sanharol. Nessa brincadeira, vai não vai, quando o preá estava pelo preço de um boi, José André se calou, e, os "varenses" arremataram.  

Só nessa astuciosa criação de José André o leilão teve mais da metade do rendimento. José André ainda arrematou uma lata de chourisco por vinte vezes o valor.

No outro dia o padre comentou que  José André só fez zoada.

Ele contava estas historias com um misto de arrependimento tanto pelo prejuízo como pela falta de reconhecimento do padre, mas dizia sempre, ao fim: São Raimundo merece.

Fonte: Antônio Morais (facebook)

Lembrando J. Leandro - Memória Varzealegrense

Lembrando Joaquim Leandro - Giovane Costa


Joaquim Leandro Bezerra era o filho caçula de Manoel Leandro Bezerra e Glória Maria de Jesus.Nasceu e foi criado no Sanharol.

Foi protagonista de uma história muito triste.
Em 1925, com nove anos de idade, perdeu o pai. Em 1929, faleceu  a irmã Francisca Leandro Bezerra (Fransquinha) Em 1930, ficou órfão também da mãe.

Em 1943. com 27 anos foi levado pelo irmão Zé Leandro junto com Antônio e Raimundo Leandro para Fortaleza para de lá irem de navio para o Amazonas, numa aventura do ciclo da borracha (seringa).

Ao chegarem na capital Fortaleza, tinham que passarem por uma triagem, a chamada inspeção de saúde.Meu pai Antônio Leandro foi reprovado, pois o médico o achou "muito displicente" para aquela árdua missão.

Viajaram, Chegando no local onde deveriam ficar, não sabemos ao certo qual lugar, tinham que ficarem em Barracões. Aconteceu que Joaquim Leandro ficou num local e o irmão Raimundo em outro barracão.

Com uma semana de trabalho, num dia de domingo, Raimundo saiu da sua barraca para visitar o irmão onde este ficara. ao chegar no dito local, teve a infeliz informação dos trabalhadores daquele setor que seu irmão Joaquim, logo que chegou pegou uma malária (febre cezão, como chamavam) e morrera em pouco tempo que havia chegado. Raimundo Leandro só pode ver a cova onde o mesmo havia sido enterrado, as roupas e alguns poucos pertences que tinha deixado.

Raimundo Leandro Bezerra chegou a adoecer mas ainda pode voltar para o Ceará onde veio a falecer no ano de 1966.

Giovane Costa

Lembrando Quinco Honório - Memória Varzealegrense

Lembrando Quinco Honório - Antônio Morais


Joaquim Vieira de Oliveira, nosso estimado Quinco Honório. Alto, magro, era exponensial em tudo. Trabalhador e profundamente correto em seus negócios. Não lhe turbava a decência de procedimento o espirito jovial e brincalhão de que era servido, virtude que transmitiu aos filhos, especialmente ao Otacílio.

Comerciante de alto nível, negociou, por muitos anos, com algodão, peles e cereais, não esquecidas as naturais atividades de agricultura e pecuária.

Seu Quinco tinha constância, pois era casado com Dona Constância Correia, Nanan - uma das mais santas e caridosas senhoras de nossa terra.

Andava sempre muito elegante, gravata e pano passado, usava bons perfumes, as jovens moças andavam léguas para cumprimenta-lo pois pegando em sua mão ficava perfumada o resto do dia.

Dizia seu Quinco que homem pobre não era aquele que não possuía bem algum. Homem pobre era aquele casado com uma mulher feia.

Fonte: Antônio Morais (facebook)

Lembrando Chico Francisco - Memória Varzealegrense

Lembrando Chico Francisco - Antônio Morais


Do respeitável clã dos Bezerra Lima do São Vicente, homem educado, prestimoso, personalidade forte, serio sem ser sisudo, brandura dupla por nomeação de São Francisco, pois era: Chico e Francisco.

Criatura das mais inteligentes e bem humorado de nossa terra, madeira pra toda obra, puro jacarandá da Bahia, exemplar pai de família, deu aos filhos a mais primorosa educação, exemplo vivo que era de sua decência.

Já passando dos 80 anos os filhos resolveram levá-lo ao médico para fazer uma bateria de exames. Feito os exames tudo muito bem, para a idade situação ótima.

Os filhos exigiram do medico que fizesse "um medo" no sentido de obrigá-lo a parar de fumar. 

Assim é que foi a conversa entre medico e paciente: Seu Francisco o senhor está ótimo, mas, tem uma coisa que o senhor terá que fazer imediatamente. Vai ter que parar de fumar. Olhe seu Francisco, fumar é muito prejudicial a saúde, fumar mata!

Chico Francisco olhou bem nos olhos do medico e lhe disse: Mas, mata devagar, eu fumo desde menino e, já estou com essa idade toda.

Fonte: Antônio Morais (facebook)

Lembrando Seu Secundo - Memória Varzealegrense

Lembrando Seu Secundo - Antônio Morais


Impossível falar ou escrever sobre um varzealegrense sem que encontremos uma boa proza, uma historia bem humorada. Peço permissão para contar uma historinha lembrando o nobre amigo Secundo. Homem de estatura média, fisionomia austera, olhar duro e penetrante, serio sem ser sisudo, tão humilde quanto leal.

Estava fazendo uns procedimentos de fisioterapia na Clinica São Raimundo. Chegou ao local no período da tarde se acomodou no assento e ficou aguardando sua vez com esmerada educação e paciência inigualáveis. 

Quando foi chamado a doutora disse: Seu Secundo, o senhor está bem? Parece que está sonolento, o senhor está com sono? Ele respondeu: estou minha filha, estou com muito sono. Ontém, eu não dormi um pingo, passei a noite inteira com o ventilador fom fom fom fom e as muriçocas fim fim fim fim no "peduvido".

Dedicado a Caroline Moreno neta do nosso perfilado

Fonte: Antônio Morais (facebook)

Lembrando João André - Memória Varzealegrense

Lembrando João André - Antônio Morais


João Alves Bezerra, o muito conhecido João André se casou em primeira nupcias com Antônia Alves de Menezes, filha de José do Sapo do Roçado Dentro em Vãrzea-Alegre. Nasceram deste casamento três filhos - José, Andrezinha e Ana.

Viúvo, contraiu novo casamento com Conceição de Morais Feitosa, filha de José de Morais Feitosa de Arneiroz, nos Inhamuns, onde fixou residência por muitos anos na Fazenda Lagoa dos Currais. 

Deste casamento nasceram muitos filhos: Nazaré, José, Vicente, Antonio, Dondon, Mundinha, André, Vilar, Joaquim, Alceu, peço perdão se esqueci alguém.

Madrinha Conceição tinha muito medo de tempestades, quando aparecia um torreame que chuva ameaçava, ela reunia a meninada no quarto e começava a rezar. 

Um dia, no meio da reza, deu um "truvão erado", tremendo de medo Conceição foi até o quarto onde João André se encontrava numa rede no terceiro sono. Em lá chegando, balançou o punho da rede e disse: João, eu quero saber se você vendo agente nessa aflição toda não vem ajudar na reza? 

João André esticou uma perna, encolheu a outra e respondeu: Conceição, você já ouviu falar de corisco cair em pau deitado?

João André e Conceição viveram os últimos anos de suas vidas na cidade paranaense de Rondon onde vive grande parte dos filhos e descendentes. 

João André era o meu besavô.

Fonte: Antônio Morais (facebook)

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Genealogia CEVALA - Memória Varzealegrense

GENEALOGIA CEVALA - Para ler com seus avós

BERNARDO DUARTE PINHEIRO & ANA MARIA BEZERRA


Bernardo Duarte Pinheiro (Bernardo Duarte Pinheiro Passos), sesmeiro, Ten.-Gen., irmão de Agostinho 
Duarte Pinheiro, com quem chegou ao Ceará e mais um amigo Vasco Pereira da Cunha, Ten.-Cel., que a 

09.05.1734, assistia na Igreja Matriz de N. Sra. da Expectação do Icó, ao batismo de Atanázio, filho de 

Maria, ambos seus escravos. Em 22.10.1738 ainda se encontra na freg. do Icó, onde participa do batismo de Bartolomeu, f. Domingos e Antônia, seus escravos, no sítio de Santa Catarina. 

Bernardo Duarte Pinheiro nasceu na freg. de Santa Eulália, concelho de Paços de Ferreira, distrito do Porto, Portugal. Bernardo faleceu em 20.11.1768, na faz. Lagoas/rib. riacho do Machado/Várzea Alegre. Em 23.11.1768 foi realizada missa na Igreja Matriz de N. Sra. da Expectação do Icó, esmolado por sua mulher, Ana Maria Bezerra, em intenção de sua alma. 

Ana Maria Bezerra, n. Santo Antão da Mata ou Tracunhaém/PE, f. Antônio Bezerra do Vale e Maria Álvares de Medeiros.

Nota: Para continuar lendo acessem o link abaixo de Genealogia CEVALA. Por se tratar de um livro com mais de 200 páginas optamos por postar apenas um início. Leiam e vejam de onde vem suas descendências. Uma boa leitura a todos!



APRESENTAÇÃO

Grande parte das férias escolares de minha infância passei-as no sítio Cachoeira, município de Cedro, onde ficava a propriedade de meu avô materno. 

Ali além das brincadeiras, de tomar banho de açude e andar a cavalo, gostava de ouvir as estórias que minha avó contava. Já do meu avô gostava de interrogá-lo sobre nossas origens, quem seriam nossos antepassados. 

Fiquei deslumbrado ao saber da forte endogamia que cercava os casamentos em épocas pretéritas. Daí foi pouco para que me contaminasse profundamente com o “vírus” da Genealogia. 

Das informações sobre meus antepassados mais próximos cheguei rapidamente às gerações mais distantes e compreendi desses estudos que o cerne de minha família advinha dos entrelaçamentos que se deram entre os genearcas do triângulo CEVALA (de CEdro, Várzea Alegre e LAvras da Mangabeira).

Tomei tal gosto por tudo isso que encetei pesquisa no sentido de discriminar toda a descendência daqueles primeiros povoadores a chegarem à região, partindo do início do século XVIII e indo até os dias atuais.

Minhas pesquisas, é necessário lembrar, foram por demais beneficiadas por uma importante linhagem de pesquisadores: Pedro Tenente, Acelino Leandro, Pedro Piau, Acrísio Costa, Oliva Ribeiro, Rosália, Romildo, Leonardo Feitosa, Aécio Feitosa, pelo renomado Joaryvar Macedo, pelos ilustríssimos Francisco Augusto de Araújo Lima e Pe. Antônio Teodósio Nunes e outros tantos que infelizmente me faltam a memória.

Procurei de várias maneiras algum apoio para a continuação desse empreendimento, até que surgiu a idéia da prima Ana Angélica de envolver mais familiares e realizarmos um evento para angariar fundos nesse sentido. Esse tal evento chamado CONFRATERNIZAÇÃO DAS FAMÍLIAS CEVALA já consta de três edições, todas realizadas em Fortaleza.

Se de tudo não foi possível chegar a um resultado financeiro satisfatório pelo menos conseguimos propiciar a alegria, o reencontro e o conhecimento de diversos familiares da sobredita região.

Tome tento: cada nome deste rol representa a história de uma vida, a marca de um esforço, o nosso passado. Devemos nos apegar a essa centelha da presença de nossos ancestrais para não nos precipitar dos abissais desfiladeiros da ignorância e da prepotência.

Matriz em 1977 - Memória Varzealegrense

MATRIZ DE SÃO RAIMUNDO NONATO EM 1977


Ao passar 15 minutos do dia 15 de abril de 1977 a torre da matriz de São Raimundo Nonato em Várzea Alegre desabou.Foi um episódio muito triste para os paroquianos que já esperavam pelo acontecimento pois a torre já apresentava rachaduras e já estava inclinada para um lado. Depois de uma forte chuva, veio abaixo.

Na época o fotógrafo Leandro tirou fotos da igreja para vender como recordação da velha igreja, pois se esperava que toda a igreja fosse atingida.

Eis aí uma destas fotos:


Giovane Costa

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Versos lá de nós - Memória Varzealegrense

A  ESTRELA  DO  SERTÃO - Mundim do Vale


Olha a Estrela Reluzente
Segurando uma vassoura,
Nossa nobre escritora
Vai já varrer o batente.
O seu sorriso envolvente
Vai de encontro a moreninha,
Que vê naquela casinha
Um estado bem precário.
Mas tem o belo cenário
Dos pintos com a galinha.

Bem do lado da calçada
Tem um pé de peão roxo,
No terreiro tem um coxo
Com milho pra bicharada.
Tem uma escada deitada
Na parede do oitão,
No armador um gibão
Perneira e chapeu de couro,
Pra derubada de touro
Para amarrar no mourão.

Uma casinha singela
Desprovida de riqueza,
Mas o dono tem certeza
Que Jesus havita nela.
Sobre a mesa uma tigela
Com mel de italiana
E uma touceira de cana
Do lado de uma latada.
Uma costela salgada
Para comer na semana.

A Estrela anuncia
O  alegria que estava,
Aquele saco de fava
Foi dado de cortesia.
Mas a Claud não sabia
Que conforme a medicina,
A fava tem vitamina
Mas a saúde revela;
Tem que comer com cautela
Se não você empanzina.

A Estrela bilhou na França
Local da origem Borís,
Vem guardando de Paris
A mais segura lembrança.
Na serra ainda criança
Conviveu com o peão,
Com a cabocla do pilão
Com arupemba e cabaça.
E o Brasil ganhou a graça
A  ESTRELA  DO  SERTÃO.

Mundim do Vale.

CAUSOS LÁ DE NÓS - Por Mundim do Vale.

QUEM  SABE,  SABE.

O concurso, é o caminho mais estável  e legal, para o  emprego público.
Certa vez o Banco do Brasil abriu inscrições para  um  concurso.
Em Várzea Alegre a correria foi grande, pois naquela  época  um bancário no interior, tinha o status de desembargador na  capital.
Um pretendente se dirigiu ao saudoso deputado  Otacílio Correia, fazendo o seguinte pedido:
- Seu   Otacílio.  Eu  vim  falar   com   o   Senhor,   porque   estou pretendendo   concorrer   ao   concurso  do  Banco   do   Brasil  e queria uma ajuda do Senhor.
- Que tipo de ajuda seria?
- Eu queria que o Senhor Mexesse nos  pauzinhos  para  facilitar a minha entrada no banco.
O  espirituoso  deputado,  mesmo  tendo  sido  surpreendido   de impacto, respondeu curto e grosso como tambor de gás:
- Meu filho. Esse caminho que você procura   é  impossível. Mas eu posso lhe dar uma dica.
- E qual é?
- Procure  a   listagem  dos candidatos  e  se  tiver  alguém   com o sobrenome de Vieira, desista de participar  para  não  perder  o seu tempo.

Dedicado ao guerreiro Luís Carlos Correia e Izabel Vieira.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

010 - Varzea-Alegre, politica antiga


Josué Alves Diniz prefeito eleito para o mandato 1963 a 1967.



Eleição de 1962.

Um grupo de fatores fez desta eleição a mais interessante de todos os tempos. Como a legislação eleitoral não vinculava a votação do prefeito ao vice tivemos a eleição do prefeito de um partido e o vice de outro, fato jamais verificado na historia do município. Foi também a eleição da virada, quebrou-se a hegemonia da família Correia que esteve à frente do executivo municipal desde a criação do município em 1870. 

Concorreram pela UDN Josué Alves Diniz com José Gonçalves de Carvalho na vice e pelo PSD Acelino Leandro da Costa com Francisco Leandro na vice.

Campanha acirrada com um resultado oficial de menos de 50 votos de maioria para Josué Alves Diniz. O fato mais importante, porém, foi o resultado para vice prefeito, se elegeu Francisco Leandro com a mesma diferença, com o mesmo placar. 

De 1962 em diante Várzea-Alegre deslanchou e hoje é um dos municípios mais importantes da região centro sul do estado do Ceara.

009 - Varzea-Alegre, politica antiga


Dr. Dario Batista Moreno.

DR. DÁRIO BATISTA MORENO, nasceu aos 14 dias do mês de Setembro do ano de 1927, no Sítio Boa Sorte - Várzea Alegre, era filho de Vicente Batista Moreno e Arlinda Batista Moreno. Formado em Direito, pela faculdade Federal de Recife. Foi Promotor Público em várias Comarcas do Estado do Ceará e na Capital, atingindo a última hierarquia da Organização do Ministério Público como Procurador de Justiça do Estado do Ceará. 

Foi eleito Prefeito Municipal de Várzea Alegre pelo PSD, em 1958 contra o candidato José Gonçalves Carvalho do partido UND, com a maioria de 198 votos. Sua gestão foi de 1959 a 1962. Ausentou-se no último ano do seu mandato para a cidade de Recife, sendo substituído pelo Vice José Alves de Lima (Zé de Ginu). Foi candidato a deputado estadual pelo Estado do Ceará em 1970, não sendo eleito. Era Diretor da Associação dos Profissionais Liberais Universitários do Brasil (APLUB), no Estado do Rio Grande do Sul, foi professor do Liceu do Estado do Ceará, em Fortaleza e Diretor do Centro Educacional São Raimundo Nonato em Várzea Alegre.

Durante seu mandato como prefeito de Várzea-Alegre desempenhou com decência e honradez. Contam que um vereador gostava muito de fazer discursos e quando usava o verbo fazia com péssima qualidade, era um "Ruim Barbosa". Prevista uma solenidade politica para a manha seguinte o Dr. Dario foi até a casa do edil e pediu para ele não fazer uso da palavra naquela manha, visto ser uma simples reunião. Quando o prefeito chegou com a comitiva, ao local, o vereador subiu num tamborete e disse: Excelentíssimo Senhor Prefeito de Várzea-Alegre, Dr. Dario Batista Moreno - eu não tenho palavras - Dr. Dario avançou o microfone e disse: Palavras você tem, o que você não tem é vergonha.

Dr. Dario faleceu no dia 07 de Novembro de 1997.

008 - Várzea-Alegre, politica antiga.

Pedro Alves Bezerra - Pedro André do Sanharol.


Entre os componentes que formavam o grupo de oposição aos Correias,em Várzea-Alegre, estavam as famílias Primo, Costa, Otoni de Carvalho, Pimpim e outras. Filiados da UDN - União Democrática Nacional, liderada no Ceara pelos Távora.

Pedro Alves Bezerra, Pedro André do Sanharol, meu avô paterno votava com eles. 

Num pleito  municipal no final de década de 40 do seculo passado, Pedro André saiu de casa, foi a seção eleitoral, votou e ao sair foi procurado por Raimundo Otoni. Um candidato a vereador do partido havia desistido da candidatura e, Raimundo Oton pediu para Pedro André se registrar candidato no vaga aberta. Naqueles velhos tempos, no caso de  desistência o partido podia  apresentar outro nome  no decorrer da eleição. Pedro André para atender aos amigos,  fez o registro e, mesmo sem contar com seu próprio voto, saiu pedindo um voto aqui, outro ali, e no final da eleição e da contagem dos votos estava eleito vereador.

Coisas da Várzea-Alegre. Madrinha Zefa, esposa de Pedro André e amiga da família Correia não gostou nem um pouco da atitude do marido. Toda vez que Pedro André saia para as reuniões da camara ela dizia: Já vai né? 

Ele já sabia que naquele dia não tinha almoço, janta nem xodó.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

007 - Várzea-Alegre, politica antiga.

Hamilton Correia


Na eleição para o mandato de 1954 a 1958 Hamilton Correia foi o vitorioso, e, fez uma das maiores administrações daqueles tempos. Construiu varias obras importantes, a Barragem da Cachoeira Dantas, a Ponte da Eugênia, o prédio da prefeitura e algumas escolas, entre elas a Figueiredo Correia, José Correia Sobrinho, Antão Leandro Bitu.

O adversário no pleito foi o empresario e industrial Joaquim Afonso Diniz. Dizem que Laura da Formiga prometera a Menini Bitu votar com o Hamilton e a Balbina Diniz a votar no Joaquim Diniz. No dia da eleição, Laura conversava descontraída com o Meninin quando Frazo do Garrote se aproximou e disse: Laura eu não acredito que você fez isso, tão boa que Dona Balbina é com vocês da Formiga, você votou  contra Joaquim Diniz? 

Laura  respondeu: isso é o que você pensa, eu votei foi nos dois.

Musica da Campanha de Joaquim Diniz adaptada a "Lá no Meu pé de serra":

Na boca da urna
Vamos ver quem é feliz
Todo mundo sabe
Que é o senhor Joaquim Diniz
Aba da Serra, Juazeirinho e Canindé
Está tudo decidido quem tem voto é Josué.

Não foi desta vez ainda,  precisou aguardar mais um pleito. Só em 1962, com Josué Diniz  os Correias perderam a eleição e a hegemonia de tantas décadas.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Versos lá de nós - Memória Varzealegrense

LEMBRANÇAS  DO  RIACHO - JOÃO BITU


Acordei de madrugada
Com o pensamento voltado
Pro Riacho do Machado
Onde era minha morada
Hoje já desmoronada
Pelo seu longo existir.
E não pude mais dormir!
Permaneci matutando,
De várias coisas lembrando
Sem mais sono conseguir.

As águas do meu riacho
Revoltas e suntuosas
Sobre as trilhas tortuosas
Deslumbrantes! ... quanto acho!
Deslizando leito abaixo
Num constante movimento
Em curvas se retorcendo
Feito cobra em arribada
Pelo meio da arvorada
Suas águas estendendo!

Alegres recordações
Resgataram boas histórias
Povoaram-me a memória
De saudáveis emoções
Desde versos a canções.
Da sadia mocidade
Revivi com intensidade
Aventuras inestimáveis
Gente e fatos memoráveis
Em minha mais tenra idade

Aquela gente singela
De costumes tão simplórios
Hábitos os mais notórios
De vida pura e tão bela
Que só virtude revela
Com tanta força e fervor
Pureza d”alma e amor
Viçando em seus corações;
Em quaisquer situações
Não há Ira e nem furor!

Grata gente sertaneja
De nossa terra amada
Que tem em si acoplada
A mais rara singeleza
Aonde quer que esteja
A postura é verdadeira
A justiça é sua bandeira
Não há tendência pro mal
Só honradez e moral
Oferece a vida inteira!

A beleza que oferece
A sensação de harmonia
A firme e doce alegria
A qualquer um enobrece
Jamais alguém lhe esquece
Por mais que o tempo se passe!
É como se mais e mais se firmasse
Em verdade se concretiza
Dentro de nós se eterniza
Como se mais nada importasse!

Ter saudade é ser dotado
Do ensejo de reviver,
Jamais irei esquecer
De meu saudoso Machado
E guardarei com cuidado
Lembranças bem caprichadas
Agradáveis e reservadas
Como costumo senti=las
Para que possa curti-las
Noutras tantas madrugadas.

João Bitu

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Também rimei o Sertão - Memória Varzealegrense

RIMANDO  O  SERTÃO - MUNDIM DO VALE


Faço verso do sertão
Porque foi lá que eu nasci,
Criei-me no pé da serra
Comendo arroz com pequi.
Hoje eu estou afastado,
Mas vivo sempre lembrado
Do tempo que lá vivi.

Rimo as bênçãos que pedi
Ao padre da freguesia,
Rimo o tirador de figo
Que a meninada temia.
Também rimo o capitão,
De farinha com feijão
Que a minha avó fazia.

Rimo o pote e a rodilha
A cangalha e a esteira,
A batida da cancela,
E os buracos da porteira.
Rimo o sertanejo rude,
E a falta de saúde
Das crianças da ribeira.

Eu rimo a mulher rendeira
Com bilros e almofada,
Rimo a velha cachinbeira
Que aparava a meninada.
Rimo o velho cochilando,
Que passa o tempo pensando
Mas não se lembra de nada.

Rimo o prato de coalhada
Misturada com farinha,
Rimo a casca de romã
Que servia de meisinha.
Rimo o tempo de missão,
Que o santo Frei Damião
Na minha cidade vinha.

Rimo a porta da cozinha
De uma casa do sertão.
Rimo também pechiringa
Na parede de um oitão.
Eu rimo também a luta,
De uma cabocla matuta
Pilando arroz no pilão.

Rimo um prato de feijão
Somente com água e sal,
Rimo o bode no terreiro
E a vaca no curral.
Rimo o menino brincando,
Satisfeito cavalgando
No seu cavalo de pau.

Rimo dispensa e girau
Que é almoxarifado,
Rimo pamonha e canjica
Macaxeira e milho assado.
Rimo também um gato,
Correndo atrás de um gato
Espatifando o telhado.

Eu rimo o sertão molhado
E o verde da plantação,
A volta do sertanejo
Que fugiu da sequidão.
Também rimo o sanfoneiro,
Junto com um zabumbeiro
Executando um baião.

Rimo o dia da eleição
Que o matuto faz folia,
Ele espera quatro anos
Por esse bendito dia.
Enche o bucho de feijão,
Depois vai para a seção
Com a cabeça vazia.

Também rimo pescaria
De landuá e anzol,
Rimo corrida de jegue
E jogo de futebol.
Rimo fojo e arapuca,
A zuada da mutuca
E o legume do paiol.

Eu rimo o calor do sol
E a sombra do juazeiro,
Rimo o cigarro de palha
Aceso num tabaqueiro.
Rimo o cacho de banana
E os roletes de cana
Da festa do padroeiro.

Rimo a copa do coqueiro
E o tronco das aroeiras,
O descascador de varas
E o tirador de goteiras.
Também rimo o sacristão,
Cavador de cacimbão
E curador de bicheira.

Rimo também a fogueira
Da noite de São João,
Rimo a luz do vagalume
Piscando na escuridão.
Se tanta gente rimou
E alguma coisa ficou
Também rimei o sertão.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

MOURÃO LIMEIRADO - Por sávio e Mundim.

MOURÃO  LIMEIRADO.

Sávio Pinheiro x Mundim do Vale.

S. Mundim você quer repente?
M. Não estou pra brincadeira!
S. Vamos rimar Zé Limeira?
M. Limeira foi indecente!
S. E ele não era crente?
M. Nunca fez uma oração!
S. Mas não era um bom cristão?
M. Era cheio de pecado!
S. Isso é mourão Limeirado
M. Isso é responder mourão.

M. Quem capou Alfredo beca?
S. Foi a Maria da Penha!
M. É possível que ela tenha?
S. Foi só pra ganhar merreca!
M. Quem tem dinheiro em cueca?
S. A turma do mensalão!
M. E tem algum na prisão?
S. Somente pobre coitado!
M. Isso é mourão Limeirado
S. Isso é responder morão.

S. Quem desonrou a Narcisa?
M. Chitãozinho e Chororó!
S. Mas eles fizeram só?
M. Foi com Carlos de Beliza!
S. Quem pintou a Monaliza?
M. Zé Thales com perfeição!
S. Mas alguém deu uma mão?
M. Defonso tinha ajudado!
S. Isso é mourão Limeirado
M. Isso é responder mourão.

M. Quem foi que matou Ozama?
S. Foi Caseca da Caiçara!
M. E ele livrou a cara?
S. Fugiu pra Pindoretama!
M. Quem desenvolveu a trama?
S. Foi Joãozim de Damião!
M. Quando custou o caixão?
S. O barbudo foi cremado!
M. Isso é mourão Limeirado
S. Isso é responder mourão.

S. Me diga quem foi Bidinho?
M. O inventor da biicicleta!
S. Ele não era poeta?
M. Só quando estava sozinho!
S. Onde é o Canindezinho?
M. Pra cá do Canindezão!
S. E onde fica o Fundão?
M. Vire, que é do outro lado!
S. Isso é mourão Limeirado
M. Isso é responder mourão.

M. Quem inventou tabaqueiro?
S. Foi o rei de Portugal!
M. Quem inventou o Fortal?
S. Expedito do Pandeiro!
M. Qujem foi Dom Pedro Primeiro?
S. O inventor do pilão!
M. Quem gosta de confusão?
S. É prefeito derrotado!
M. Isso é mourão Limeirado
S. Isso é responder mourão.

S. Onde você estudou?
M. Foi no Zé Correia Lima!
S. Como aprendeu fazer rima?
M. Foi Bidim que me ensinou!
S. E você aproveitou?
M. Já fiz pós-Graduação!
S. Já rimou no Barracão?
M. Rimei com Souza do lado!
S. Isso é mourão Limeirado
M. Isso é responder Mourão.

M. Quem matou Castelo Branco?
S. Foi o poeta Hélder França!
M. O crime foi por vingança?
S. Foi para tomar o banco!
M. E quem foi Moacy Franco?
S. Cavador de cacimbão!
M. Quem foi Raimundo Brandão?
S . Governador do estado!
M. Isso é mourão Limeirado
S. Isso é responder mourão.

S. Quem matou Antônio Silvino?
M. Foi Zé de Lula Goteira!
S. Mas matou por brincadeira?
M. Foi só pra tirar um fino!
S. E quem matou Jesuíno?
M. Caim, Abel e adão!
S. E eles foram pra prisão?
M. Prenderam foi Zé Conrado!
S. Isso é mourão Limeirado
M. Isso é responder mourão.

S. Quem foi que intimou Jesus?
M. Foi o juiz de direito!
S. O que ele tinha feito?
M. Furado a fila do S.U.S!
S. Quem foi que apagou a luz?
M. Foi o tal do apagão!
S. E quem perdeu a questão?
M. O cidadão abestado!
S. Isso é mourão Limeirado
M. Isso é responder mourão.

M. Me diga quem foi Dalila?
S. Foi uma mulher barbeira!
M. Barbeira ou cabeleireira?
S. Fez de tudo aqui na vila!
M. Quem derrubou a bastila?
S. André de Chico Negão!
M. Quem ganhou com a questão?
S. Um francês abaitolado!
M.Isso é mourão Limeirado
S. Isso é responder mourão.

S. Onde anda a Flor do Chico?
M. Tá cuidando do netinho!
S. E o Memória tá sozinho?
M. Eu tou fazendo o fuchico!
S. E se você pagar mico?
M. Peço a minha demissão!
S. E quem assume a função?
M. Quem tiver desocupado!
S. Isso é mourão Limeirado
M. Isso é responder mourão.

S. Quem gosta de olhar isto?
M. É o pastor da igreja!
S. Quem mais gosta da peleja?
M. Cláudio Souza dá o visto!
S. Quem condenou Jesus Cristo?
M. Israel lavou a mão!
S. E ele já pediu perdão?
M. Nem lembra que foi culpado!
S. Isso é mourão Limeirado
M. Isso é responder mourão.

M. Quem foi Bernardo pinheiro?
S. Sacristão em Arnerós!
M. E ele não foi lá de nós?
S. Só quando foi sapateiro!
M. Ele também foi padeiro?
S. Vivia fazendo pão!
M. E agostinho seu irmão?
S. Foi matador de viado!
M. Isso é mourão Limeirado
S. Isso é responder mourão.

S. Gostou dessa brincadeira?
M. Foi um tanto bagunçada!
S. Achou que é fantaziada?
M. Do jeito que foi Limeira!
S. Pois responda a derradeira.
M. Pergunte sem gozação!
S. Limeira foi invenção?
M. Dizem que foi inventado!
S. Isso é mourão Limairado
M.Isso é responder mourão.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Acróstico - Memória Varzealegrense

Dr. Sávio Pinheiro e o Poeta Mundim do Vale

ACRÓSTICO DO POETA SÁVIO PINHEIRO PARA SUA MÃE MARIA DALVA.


Mãe que gerou minha vida
Ajudou no meu crescer,
Repartiu o seu saber,
Incluso em minha investida
Assoprou minha ferida

Doando a sua atenção,
Arranjou disposição
Levando a minha sacola,
Várias vezes na escola
Atendendo ao coração.

Coposição poética: Mundim do Vale
Arte fotográfica: Fatinha Bitu.

006 - Varzea-Alegre, politica antiga.

Onde existia um foco de resistência, de oposição aos Correia o pau cantava. Na eleição  para o mandato de 1951 a 1954, Chegou a Várzea-Alegre  um pelotão composto  por um tenente, um sargento, um cabo e nove soldados.

Puseram-se no sitio Lagoa do Arroz para que impedir a entrada  na cidade dos eleitores dos sítios Sanharol, Serrote, Boa Vista e São Vicente, reconhecidamente  reduto de oposição aos Correia.

Dali ninguém passava, o tenente dizia: pra onde você pensa que vai?  O caboclo dava meia volta e voltava com o rabo entre as pernas.

O velho José Bezerra do São Vicente, depois do meio dia, saiu rumo a cidade, no que foi seguido  pelos ribeirinhos. Quando Chegou na Lagoa do Arroz, o Tenente perguntou: Pra onde o senhor pensa que vai?  Ele respondeu sem medo: Vou votar, e não vai ser você que vai impedir. Avançou, no que foi seguido pelos demais. 

Restou ao tenente dizer: velho mais teimoso. As urnas foram  apuradas em Lavras de Mangabeira e o resultado não podia ser outro: Deu Adelgides de Figueiredo Correia.

Pior que o pelotão da policia militar era a segunda opção ou seja a recorrência ao grupo de cangaceiros do Padre Cicero. Os Sátiros da Boa Vista, opositores dos Correias, receberam a visita do exercito juazeirense e o cipó comeu no lombo, do menino ao velho.