VÁRZEA ALEGRE TERRA DOS CONTRASTES - Mundim do Vale
Localizada no centro sul do estado do Ceará ficou conhecida no Brasil inteiro depois do musical Contrastes de Várzea Alegre, interpretado por Luiz Gonzaga e composto por Zé Clementino. Cidade que foi tema de um documentário da Rede Globo de Televisão, por ser uma cidade alegre, fazendo assim jus ao seu nome. Cidade que por brincadeira de um grupo de agricultores do sítio Roçado de Dentro, deu partida no samba, para ser hoje, com duas escolas, MIS e ESURD, detentora do melhor carnaval do interior cearense, atraindo turista do estado e do país. Cidade de um povo que transformas as adversidades em causos humorísticos. Cidade que Jesus foi intimado, que o padre era casado, que o sobrado é no oitão, que Telha Quebrada é filho de Zé Goteira e um cego da Boa Vista morreu afogado na Lagoa Seca. Cidade que aparece nos sonhos dos seus filhos que estão ausentes, mas não esquecem jamais. Várzea Alegre dos grandes adjuntos da colheita do arroz, animados pelo grupo de Maneiro Pau e a Banda Cabaçal. Várzea Alegre que quando os filhos que estão distantes se encontram dizem:
- Ou Várzea Alegre boa só é longe! Várzea Alegre que Manoel Cachacinha criou o slogan “Várzea Alegre é natureza! E para finalizar, Várzea alegre é a cidade que só nos deixa tristes quando estamos distantes.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

009 - Dalmir Freitas - Histórias de Varzealegrense

O Geep de Dr. Lemos


Em Várzea Alegre tinha o JEEP de Dr. Lemos. Você já pensou na pessoa ter um brinquedo de verdade, ser útil, passar o dia brincando, fazendo tarefas de gente grande,sempre acompanhado de um ou mais amigos, estou falando do motorista mirim Ney de Dr. Lemos.

Ney saia de casa seja lá pra onde fosse naquele JEEP, quando via um menino ia logo parando, nem pedia, e a gente já ia subindo, não queria nem saber pra onde ele ia, ate pequenos recados era de JEEP, da bodega ao Marí.

Vamos imaginar nos dias de hoje, você vem numa estrada e encontra um JEEP carregado de menino, o motorista menino, tudo de calção,sem camisa, descalço e de cabeça pelada e você não tem um telefone celular pra filmar, endoida ou não endoida?

O JEEP quando estava parado em frente a casa do Dr. a gente passava horas e horas deitado de baixo, dois, tres meninos inclusive o Ney ajeitando não sei lá o que, pois hoje adulto não entendo nada imaginem naquela época, eu sei que só não me lembro de Ney puxando o motor da rua, o resto.

Um dia joão Barro também num JEEP atropelou o filho de Pereira em frente seu café ali vizinho a Negro de Aninha, e Várzea Alegre ficou abalada com este acontecimento. 

Depois deste acidente eu me lembro, toda vida que a gente vinha no Jeep, quando chegava em frente a Pereira, Ney parava, olhava e seguia, pra nós o café de Pereira foi esempre será o primeiro SINAL DE TRANSITO de Várzea Alegre.

Ney e todos meus amigos que participaram dessas aventuras que eu tenho saudades, felicidades pra todos.
PI BIT, PI BIT, PI BIT...

Dalmir

CAUSOS LÁ DE NÓS - Por Mundim do Vale.

VÁRZEA  ALEGRE  NA  MÍDIA.

Nossa terra tem magia
Por aqui não tem tristeza,
Várzea Alegre é natureza
É cidade de alegria.
Patativa já dizia
Rimando o Sul e o Norte:
- O cearense é um forte
Guerreiro do meu Nordeste.
Um dia o Cabra da Peste
Vai para o Globo Reporte.

Hoje a Globo está gravando
A nossa alegre cidade,
Não conhecemos maldade
Para ficar lamentando.
O povo vive é dançando
Na escola do Roçado,
Num samba bem ritimado
Do trabalhador rural.
E assim nosso carnaval
É o melhor do estado.

Contraste aqui é besteira
De um povo brincalhão
E o “ Jumento nosso irmão “
A história é verdadeira.
Um dia o padre Vieira
Viu um jumento atolado
E o dono muito zangado
Tava um tanto violento.
Naquele exato momento
O padre foi inspirado.

A cidade tem crescido
Fazendo jus ao seu nome,
Alegria aqui não some
Que é direito adquirido.
O prefeito é decidido
Com relação a cultura,
Pra manter a estrutura
Como um marco da gestão.
Apontando a direção
Da Várzea Alegre futura.

A Globo estava armando
A sua grande estrutura
Na frente da prefeitura
Na hora que fui passando.
Fiquei por ali olhando
Microfone pendurado,
Um povo muito assanhado
Assim que nem formigueiro.
Mas disse Sávio Pinheiro:
- Você tá sendo filmado.

Eu ví aquele clarão
Fiquei até meio bobo,
Disse: - Mamãe tou na Globo!
Olhe eu na televisão!
Mas na hora da edição
Franzé Souza achou ruim,
Me cortou lá do plim-plim
E ainda falou grosseiro.
Eu vou tirar do roteiro
As eguagens do Mundim.

Não fiquei contrariado
Porque não sou um artista,
Mas ví que o cinegrafista
Ficou bastante zangado.
Ele já tinha filmado
Eu contando a confusão,
Que teve no calçadão
De Alberto com Leandro.
Quem apartou foi Evandro,
Lima Filho e Luizão.

MOTE  DO  TEMA.

A cidade reconhece
O apoio do prefeito
Na cobertura do feito
E satisfeita agradece.
A Rede Globo merece
O nosso abraço gentil,
Pelo espaço que abril
No seu projeto mais novo.
O  NORDESTINO É  O  POVO

MAIS  FELIZ  DESSE BRASIL.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Enquete Valendo Prêmio! - Memória Varzealegrense

A Multi Escolha Várzea Alegre está doando esse prêmio abaixo para quem acertar




Prêmio: Uma Coloração Alliê
Regulamento: Acertar o nome das pessoas que estão na foto em destaque abaixo. 
Retirada do prêmio: No dia em que o Blog dará como encerrada a enquete. O prêmio será retirado na Loja Multi escolha com o Agusto Cesar.
O ganhador será informado aqui no Blog:

Foto a ser identificada


Colaboração de Terezinha Costa

005 - Histórias de Natécio - Memória Varzealegrens...

VAIDADE AO CONTRÁRIO


Década de 80, era costume de Seu Natércio, meu avô materno, depois de seu passeio cedo da noite pela praça dos motoristas em Várzea Alegre-Ce- com direito a uma concorrida prosa com os amigos, dentre eles Seu Sérgio Carvalho- chegar em casa, tomar um "leite de gado" gelado na caneca de alumínio com 2 dedos de açúcar, segundo ele para cortar a azia e sentar um pouco na calçada com Vovó Mocinha, filhos e netos. 

Nesta hora, era comum as pessoas ao passarem pela rua e avistarem vovô, sentarem em busca de uma boa conversa. Em uma destas noites, um senhor perguntou a idade de Seu Natércio. Este respondeu sem pestanejar:

- 75 anos!

A resposta foi alvo de elogios:

- Seu Natércio, pois não parece, o senhor está muito bem! Novo, conservado! Precisa me dar a receita!

Quando o homem foi embora, Dona Mocinha que tinha se segurado para não dizer nada no instante da conversa, indagou o marido:

- Mas Natércio, porque que tu mentiu tua idade para o homem. Disse dez anos a mais. Tu tem é 65.

Seu Natércio, expôs seus motivos:

- Ora, Mocinha, tu viu como ele elogiou? Se eu tivesse dito que tinha menos, ele por certo iria dizer, "mas Natércio, como o senhor tá acabado!"

Colaboração de Alex Josberto Andrade Sampaio

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Enquete Valendo Prêmio! - Memória Varzealegrense

Dr. Sávio Pinheiro escritor  está doando este livro abaixo para quem acertar




Prêmio: Um livro da autoria do Escritor Varzealegrense Dr. Sávio Pinheiro
Regulamento: Acertar o nome das pessoas que estão na foto em destaque abaixo. 
Retirada do prêmio: No dia 25 de Agosto após a 20:00hs, no dia do lançamento do Livro no Barracão Cultural com a colaboradora Isabel Vieria.
O ganhador será informado aqui no Blog: 

Foto a ser identificada


CAUSOS LÁ DE NÓS - Por Mundim do Vale.

GALÊGO  MATA  SETE.

No ano de 1980, a minha empresa foi contratada para pintar um toldo na churrascaria  do Posto Bambu, Na Av. Luciano Carneiro em Fortaleza. Entre os funcionários eu escalei Hélio Rolim, porque sendo ele mais alto, tinha condição de fazer o trabalho apenas com cavalete.
Quando foi por volta das 14:00 Horas, Hélio me ligou pedindo material. Eu fui até o posto, para levar o material e olhar o andamento do serviço. Chegando lá me sentei numa mesa, pedi um refrigerante e fiquei conversando com ele que estava no cavalete de frente do toldo. Do local onde eu estava só dava pra ver as suas  pernas do joelho pra baixo.
Hélio usava um chinela japonesa mais encardida do que cordão de rosário, entre um dedo e outro tinha mais sujeira do que na ficha de certos deputados.
Na mesa vizinha tinha dois sujeitos bebendo e conversando. Um deles estava com um cigarro aceso e falou para o outro:
- Eu vou apagar esse cigarro nos pés daquele pintor.
Eu para fazer a defesa do meu funcionário falei:
- Se eu fosse você mudava de idéia. Você conhece ele?
- Conheço não.
- Pois ele é da família Rolim da Paraíba. É conhecido pelo apelido de; “ Galêgo mata Sete “ Esse apelido ele arranjou depois de uma confusão que ele teve lá em São Bento da Paraíba, onde matou dois e baleou quatro de uma família só. É por isso que ele está foragido aqui no Ceará.
O sujeito tinha acabado de apagar o cigarro no cinzeiro, quando Hélio desceu do cavalete e levantou o toldo. Sem saber de nada Hélio olhava pra mim e para os caras ao mesmo tempo.
Hélio estava vermelho do sol, suado, cabelo assanhado e a barba mais fechada do que maleta de freira. Para cuspir ele tinha que usar canudo.
O sujeito do cigarro já viu em Hélio o pérfil do pistoleiro. Olhou para mim e pôs o dedo indicador sobre os lábios, fazendo um sinal para que eu não falasse nada. Eu fiz outro sinal confirmando e ele pediu a conta.Naquela hora eu falei bem alto para Hélio:
- Hélio. As balas que você pediu só vem mais tarde, o cara disse que só pode entregar depóis das quatro horas.
Ouvino aquilo o sujeito dispensou o troco e pegou o beco.
Depois que ele saiu eu fui contar a história mas Hélio não gostou:
- Mais homem. Você não era pra ter dito isso não. O cabra ficou sabendo que eu estou sem bala, se ele resolver voltar o que é que eu faço?
- Não precisa você fazer nada. Ele não volta tão cedo.


004 - Histórias de Natécio - Memória Varzealegrense

QUESTÃO DE FUNDOS


Era conhecida por todos que vovô Natércio sofria de “prisão de ventre”. 

No afã de encontrar um remédio, uma meizinha, uma panaceia para curar este mal que lhe afligia, não se incomodava de contar para as pessoas, desde os amigos mais chegados até os recém-descobertos. 

Em sua casa na José Correia Sobrinho, conhecida rua da cidade de Várzea Alegre, não faltava leite de magnésia, nem “água de macela” na geladeira. 

E sempre que alguém indicava um produto infalível, logo Seu Natércio experimentava. 

Certa feita, em um raro passeio ao Crato, no pé da serra da Nascente da Batateiras, na saudosa e extinta Associação Atlética Banco do Estado do Ceará-AABEC, Natércio pareceu encontrar o que poderia ser a saída definitiva para seu problema, isto se a Medicina já fosse avançada o suficiente para tal procedimento.

Participando, com Dona Mocinha, de uma animada roda composta por bancários, amigos de meu pai e suas respectivas esposas, Natércio escuta atento o depoimento de uma mulher reclamando que há 3 dias estava indo direto ao banheiro com a popular “fininha”, também conhecida por diarreia, disenteria. 

Muito discreto, Seu Natércio conversa algo baixinho para Demontieux, então esposo da referida senhora. O marido socializou de imediato a proposta feita ao pé do ouvido:

- Pessoal, Seu Natércio acaba de perguntar se eu me incomodaria que ele trocasse de “fundo” com Fátima. 

Como o dela está há 3 dias “vazando direto” e o dele está há 3 dias “sem vazar”, daria certinho.

Colaboração de Alez Josberto Andrade Sampaio

terça-feira, 6 de agosto de 2013

VERSOS LÁ DE NÓS - Por Mundim do Vale.

PRA  FESTA  DO  PADROEIRO.

MOTE: Cláudio Souza.

COMPOSIÇÃO POÉTICA: Mundim do Vale.

Várzea Alegre anuncia
Os seus dez dias de festas,
Os forrós e as serestas
Para aqueles que aprecia.
Podem vir em romaria
De Crato, de Juazeiro,
De Mangabeira ou Granjeiro
Que a tristeza já era.
VÁRZEA ALEGRE LHES ESPERA
PRA  FESTA  DO  PADROEIRO.

Só falta a publicação
Por parte do secretário,
Divulgando o calendário
De eventos no calçadão.
Eu sei por intuição
De dupla de violeiro,
Com Expedito Pinheiro
Rimando feito uma fera.
VÁRZEA ALEGRE LHES  ESPERA
PRA  FESTA  DO  PADROEIRO.

O Claudio ficou sozinho
Para o cerimonial,
Mas na parte cultural
O Carlos dar seu jeitinho.
Só Falta Souza Sobrinho
O nosso bom companheiro,
Que continua festeiro
Mas estar em outra esfera.
VÁRZEA ALEGRE LHES  ESPERA
PRA  FESTA  DO  PADROEIRO.

A cidade faz ainda
Na sequencia de evento,
O brilhante lançamento
De mais um livro da Linda.
Tem também a boa vinda
Do Dr. Sávio Pinheiro,
Com seu livro alvissareiro
De poeta bom de vera.
VÁRZEA ALEGRE LHES ESPERA
PRA FESTA DO  PADROEIRO.

Não vai faltar acolhida
Para o nosso visitante,
Tem cerveja com avoante
Nas barracas da avenida.
Quem quiser curtir a vida
Não chegue por derradeiro,
Mas é bom trazer dinheiro
Pra curtir com a galera.
VÁRZEA ALEGRE  LHES ESPERA
PRA  FESTA  DO  PADROEIRO.

Quando passar na igreja
Demore mais um segundo
Dê esmola a São Raimundo
Pra que o santo lhe proteja.
Deposite na bandeija
Uma quantia em dinheiro,
Para o santo milagreiro
Que com milagres opera.
VÁRZEA ALEGRE LHES  ESPERA
PRA  FESTA  DO  PADROEIRO.

Mas é bom não misturar
Que o Padre Mota não gosta,
O bispo fez a proposta
E o Padre vai acatar.
Sua ordem é conservar
A fé do rebanho inteiro,
Católicos vão pro cruzeiro
E o seu santo venera.
VÁRZEA ALEGRE LHES  ESPERA
PRA  FESTO  DO  PADROEIRO.

A festa é pra quem quiser
Não tem discriminação.
Pode trazer seu irmão,
Seu pai e sua mulher.
Mas se a mulher não vier
Não queira ser bejoqueiro,
Se você não é solteiro
Não venha  atrás de paquera.
VÁRZEA ALEGRE LHES ESPERA
PRA  FESTA DO  PADROEIRO.

São Raimundo lhes abraça
E os recebe muito bem,
Mas traga mulher também
Que aqui, é coisa escaça.
Não venham com arruaça
Que o povo é hospitaleiro,
Mas se o cabra é bonequeiro
Nosa gente não tolera.
VÁRZEA ALEGRE LHES ESPERA
PRA  FESTA  DO  PADROEIRO.

Mundim do Vale.

003 - Histórias de Natécio - Memória Varzealegrense

CAFÉ COM COALHADA

Meu avô Natércio todo dia, antes das 5 da manhã, saia de casa para abrir sua bodega no mercado municipal em Várzea Alegre. 

Despachava os fregueses madrugadores e por volta das 7 e meia, pedia ao amigo Duda, dono da bodega vizinha para pastorar seu comércio, enquanto voltava para merendar em casa. 

Lá chegando Dona Mocinha, já estava com o café quentinho, bolo fofo, cuscuz com leite, tapioca com nata e um pãozinho novo da panificadora central. 

Certo dia após tomar café, pediu à querida companheira que pegasse aquela coalhada guardada, e só esperando por ele, na cristaleira. 

Mocinha, sempre muito zelosa, admoesta o marido:

- Mas Natércio, tu acabou de tomar café preto, faz mal comer coalhada!

Sempre espirituoso, seu Natércio faz o sinal de silêncio para a esposa:

- Fala baixo, Mocinha que a coalhada não precisa saber que eu tomei café!

Colaboração de Alex Josberto Andrade Sampaio

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

030 - Do Tempo do Bumba - Memória Varzealegrense

POUCO  ENTERRO. QUE  VAI  TER  AMANHÃ!

No ano de 1967, foi marcado um jogo da seleção de Várzea Alegre-Ce com a do Canindezinho. No domingo Zé de Totô estacionou seu caminhãozinho na praça e mandou avisar ao pessoal que ia levar e trazer todo mundo de graça. Vocês sabem que de graça o povo pega até ônibus errado. Em puco tempo o carro estava lotado.
Os passageiros eram: Zé de Totô que era o motorista, eu, Manoel Marinheiro, Antônio e Raimundo de Chico negão, Chico de João de Martins e um grupo de sapateiros, onde tinha um galeguinho que era ligado as famílias do Inhamuns. No canto da carroceria eu contei oita garrafas de cachaça.
A viajem seguia em paz, mas quando chegou numa ladeira, o carro enguiou e ficou querendo descer. Os passageiros ficaram em polvorosa e alguns deles começaram a pular. Manoel Marinheiro foi um que pulou por cima de um pé de unha-de-gato e foi parar depois da cerca que separava a estrada da roça.
Chico de João de Martins entendendo que era uma briga, bateu mão de uma faca e ficou ameaçando todo mundo. Chegou perto do galeguinho com a faca na mão e perguntou:
- Tu num vai correr não? Vela branca?
- O galeguinho pegou no cabo de uma faquinha de cortar sola e respondeu:
- Vou não. Truvão preto! Se é prumode morrer, nóis morre inganchado e ramo pru inferno junto.
Naquele momento alguns passageiros que ainda estavam no carro foram tratando de pular.
Eu passei da grade para o estribo e escutei quando Zé de Totô disse:

POUCO ENTERRO. QUE  VAI  TER  AMANHÃ!

002 - Histórias de Natécio - Memória varzealegrense

FONO... O QUÊ?


Seu Natércio, meu avô, apesar de ter freqüentado pouco a chamada escola formal, era muito sábio e sempre valorizou muito o estudo. Fez o possível e o impossível para que seus filhos pudessem ter oportunidades de estudar. 

Durante toda a vida acolheu em sua casa, filhos de amigos da zona rural e afilhados que queriam continuar a formação na cidade. Vibrava muito a cada conquista de seus rebentos, agregados, sobrinhos e netos. 

Quando soube que passei no vestibular para Fonoaudiologia, anotou o nome do curso em um papel e guardou no bolso da camisa. 

Naquele tempo a Fonoaudiologia ainda não era muito conhecida e até mesmo o nome soava estranho e era difícil de ser pronunciado pela maioria das pessoas. 

A cada amigo que encontrava, vovô informava orgulhoso que o eu tinha passado no vestibular. Quando perguntado em quê o neto tinha passado mesmo, Vovô Natércio sacava o papelzinho do bolso e mostrava satisfeito, dizendo:

-Foi neste curso aqui. Parece que é um tipo de “doutor” que ensina a falar até este nome!

Colaboração de Alex Josberto Andrade Sampaio

domingo, 4 de agosto de 2013

Lançamentos de Livros Varzealegrenses


Lançamento do livro Zé Clementino será no próximo dia 15 na Paraíba e no período da festa de São Raimundo no Barracão Cultural em Várzea Alegre


No dia 15 deste mês, a partir das 18h30, ocorrerá o lançamento do livro Zé Clementino: O "matuto" que devolveu o trono ao Rei, de autoria de Jurani O. Clementino. O evento, que tem entrada franca, ocorrerá no Café e Poesia do Museu Assis Chateaubriand (MAC/UEPB) e contará com uma apresentação da obra e do autor, feita pelo coordenador de Arte e Cultura do Centro Artístico-Culturalda UEPB, Sérgio Simplício. O autor é colunista do PARAIBAONLINE.

O livro é mais uma publicação saída através do Selo Latus, criado em maio do ano passado pela Editora da Universidade Estadual da Paraíba (EDUEPB), com o propósito de publicar produções artísticas e culturais, além de uma gama de produtos de cunho mais literário, a exemplo de crônicas e poesias, romances e cordéis, entre outros. "Agradeço muito a esse apoio da Editora, foi fundamental para a publicação", ressaltou o autor.

A obra é resultado da grande admiração do autor, Jurani O. Clementino pelo primodistante, o compositor Zé Clementino. Autor de grandes sucessos interpretados por Luiz Gonzaga, Zé Clementino pode ser considerado como um sensível cronistada vida do Nordeste. Compôs clássicos como "Xote dos cabeludos", "Sou do banco", "Capim novo" e "O jumento é nosso irmão". A imaginação criativa do poeta produziu versos matutos que retratavam o dia a dia do homem nordestino.

"Mesmo não mantendo um contato permanente com ele, acompanhava-o de longe. E sempre que surgia uma oportunidade, comentava sobre a existência desse primo compositor que havia selado uma parceria com Luiz Gonzaga", explicou.

De acordo com Jurani, "Xote dos cabeludos" uma das músicas mais famosas interpretadas pelo Rei do Baião, é uma bem humorada crítica à estética hippie que conquistava a juventude de todo o mundo. "No verão de 1968, tornou-se uma das músicas mais executadas do país, trazendo o rei de volta a mídia e despertando o interesse de novas gerações pelo riquíssimo acervo musical do artista. Já O jumento é nosso irmãofaz referência ao padre Antonio Vieira, não o dos Sermões, mas o homônimo do interior cearense, escritor nascido em Várzea Alegre, que denunciou o descaso a esses animais em seu livro O Jumento, Nosso Irmão, de 1964”, explanou.

Mais sobre a obra e o autor

Muito se fala sobre os intérpretes da Música Popular Brasileira (MPB). Filmes, documentários, livros e pesquisas acadêmicas apresentam essas figuras mitológicas, quase sempre como heróis solitários. Aos compositores, parceiros desses artistas consagrados, é reservado o lugar do ostracismo, do anonimato e do esquecimento.

"A ideia de produzir esse livro se deu pela necessidade de fazer justiça a um, dos vários compositores de Luiz Gonzaga. Apresentamos aqui um Zé Clementino que é resultado das várias impressões, diversos olhares e pontos de vista. 

A intenção é reavivar a memória, reafirmar e difundir o talento desse importante compositor, ainda desconhecido de muitos", destacou. A obra já está disponível na livraria da EDUEPB, localizada no hall de entrada do Prédio da Administração da Universidade, Campus de Bodocongó, em Campina Grande.

No dia 24 deste mês, às 20h30, o livro será lançado na cidade de Várzea Alegre (CE), no espaço Barracão Cultural, inserido na programação da festa do padroeiro São Raimundo. Em setembro, a obra poderá ser encontrada na Semana de Publicidade do Centro de Educação Superior Reinaldo Ramos (CESREI), em Campina.

Jurani O. Clementino é jornalista, especialista em Comunicação e Educação, mestre em Desenvolvimento Regional, professor universitário e cronista. Atualmente, faz doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). O autor, que estreia com esse livro, tenciona lançar outros títulos e já conta com dois projetos engatilhados, sendo um de poesia e outro de crônicas e contos.

Serviço
Lançamento do livro: Zé Clementino: O "matuto" que devolveu o trono ao Rei, de autoria de Jurani O. Clementino
Data: 15/08
Hora: 18h30
Local: Café e Poesia do Museu Assis Chateaubriand (MAC/UEPB)
Entrada: Gratuita.

009 - Foto Memórias! - Memória Varzealegrense




Nos anais das cantorias dos Poetas nordestinos encontrei essa foto do nosso Poeta Zé Gonçalves, quando cantava na festa da mocidade em Campina Grande na PB, em 1953, em parceria com o Poeta José Alves Sobrinho. 

Colaboração de Maria Eunice 

CAUSOS LÁ DE NÓS - Por Mundim do Vale.

A  BENÇA  PAI!

Antônio de Bezinha estava no estado de São Paulo e um certo dias resolveu telefonar para os pais, em Várzea Alegre-Ceará. Pegou um cartão, dirigiu-se para um orelhão
E discou. O seu pai Manoel um tanto brincalhão atendeu e deu-se o diálogo seguinte…
Manoel:
- Alô!
Antônio:
- Quem tá falando?
Manoel:
- É nóis dois!
Antônio:
- Eu quero saber é quem é que está do outro lado?
Manoel:
- Quem tá do ôto lado da rua é o gato de Belizária de Joaquim Fiúsa.
Antônio:
- Deixe pra lá. Aqui é seu filho Antônio. Bença pai!
Manoel:
- Aqui é seu pai Mané. Deu abençoi!
Antônio:
- Cadê mãe?
Manoel:
- Tá fiando lá no no corredor.
Antônio:
- Pois chame ela.
Manoel querendo fazer uma surpresa para a esposa, disse que um homem queria falar com ele mais não disse que era o seu filho. Bezinha demorou um pouco e Antônio perguntou:
- Cadê mãe pai? Ela vai atender ou não vai?
Manoel:
- Ela vai já. É pruque eu dixe a ela qui tinha um ome querendo falar cum ela e cuma ela tava disprivinida, vortou prumode se compor.
Antônio:
- Pois diga a ela que aví logo que o meu cartão tá já zerando.
Quando Bezinha atendeu não tinha mais ninguém na linha. Ela falou séria para Manoel:
- Cadê o omi qui tu dixe qui quiria falar.
- Era ontõe. Mais tu custou e ele disligou.
- Quando eu tou acupada num gosto dessas suas gracinhas não. Omi disacupado dento de casa,só presta se foi dibacho de pêa.




004 - Causo do Cine Odeon - Memória Varzealegrense

Causo Cine Odeon

Após a exibição dos filmes, geralmente nos dias em que passávamos seriados, íamos para a pracinha, situada em frente ao mercado, onde hoje é a praça dos taxistas, Valdefrance, Joemilton, Francivaldo, Zé de Borgin, e Osmundo Fiúza, meus fiéis seguidores, para ouvir a continuação do seriado, criado, montado e dirigido por mim com o seguinete elenco: Ed Martin (claro), Joe Milton (de rara bravura), Francis Waldon (Xerife local), Zed Borgin (um dos gatilhos mais rápidos do oeste), Ozi Mund dono de um dos maiores ranchos da região e... claro, não podíamos deixar de ter as famosas atrizes Rita Mary e Mary Help de inconfudível beleza.

Geralmente os episódios terminavam num grande perigo onde escapar seria quase impossível. Nesse dia, no final do capítulo, entra no saloon abrindo as duas bandas da porta com violência, empurrando um idoso que tentava sair, o temido pistoleiro Ted Killer e sua gang de assassinos, nesta ocasião estava sentado jogando ´poquer com alguns amigos o destemido Ed Martin. No Balcão estavam Francis Waldon e Joe Milton conversando com Ritta Mary, Ted Killer chega empurrando e separando bruscamente os dois, Joe Milton desfere violento soco no queixo de Ted Killer que cai violentamente sobre uma mesa que se quebra por completo. 

Aí começou a mais violenta briga de que se teve noticias para aquelas bandas. Ed Martin atira nos candelabros ficando o saloon totalmente às escuras, só si ouviam tiros para todos os lados. De repente: A Mensagem, não deixem de assistir o próximo episódio deste emocionante seriado.

Todos se levantam para ir para casa quando Osmundo arremata:

“Puxa! Eu acho que nessa briga vai morrer todo mundo!”

Colaboração de Edmilson Martins

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

003 - Causo do Cine Odeon - Memória Varzealegrense

PROMETEU MAS NUNCA DEU - MUNDIM DO VALE


Dona Maria Mota, casada com o  Sr. Alberto,  mãe de  José,  Levi  e  Francisca
( Chichica ) Vivia em Várzea Alegre rua acima rua abaixo, com um saco de pedras dizendo ser de cristais. Certa vez ela estava expondo as suas pedras preciosas na calçada do Cine Odeon, onde dizia que uma delas era a Pefra de Clareanã. O Sr. Luís Proto  perguntou se ela queria falar no microfone. Sá Maria como  era chamada  aceitou e começou um discurso nesses termos:
- Atenção! Muita atenção! Povo de Várzea Alegre. Eu queria nesse momento reconhecer a acolhida que foi dada a mim e a minha família, pelo povo bom dessa cidade.
- Em primeiro lugar eu quero aqui agradecer a Seu Luís Proto, que me deu essa oportunidade  de falar na radiadora do Cine Odeon.
- Quero agradecer também ao coronel Dirceu que empregou meu filho José no armazém.
- A Seu  Antônio Costa eu muito agradeço, por ele ter dado um jegue de presente ao meu filho Leví, para carregar água da lavanderia.
- Dona Adelina eu agradeço por ela ter curado minha filha Francisca das lombrigas.
- Agradeço a Dona Dosa, porque ela ensinou o catecismo a José meu filho.
Até aqui Sá Maria ia muito bem, mas depois daqui ela desandou:
- Quero agradecer também a Dom João VI, que deu o título de Conde do Gravié ao meu marido Alberto.
- Também agradeço muito a Dom Pedro I, que me deu o título de  Condessa.
- A Dom Pedro II,  meus  sinceros  agradecimentos   pelo  título  de princesa da
Charneca que deu para Francisca minha filha.
- Agradeço também a meu Padim Ciço, que sempre protegeu a minha família real.
- E para finalizar eu gostaria de agradecer também a Dona Mirtes, por todas as coisas que me prometeu, mas esqueceu de dá.

Fonte: Dalmir Batista Freitas.

029 - Do Tempo do Bumba - Memória Varzealegrense

CRIME  PREMEDITADO.

Vocês Conhecem Valeriano? Não? Pois eu vou dizer, ele é irmão de Toca e tío de Toquinha.
Acontecia a feira semanal de Vàrzea Alegre – Ceará, quando chegou Valeriano com uma pistola na mão, que estava mais zangado do que cadela guinchada. Corria para um lado e outro da rua Gritando:
- Hoje ele me paga! Hoje ele me paga!
Nicolau Inácio perguntou:
- O que foi que houve Valeriano? Porque você está tão afobado?
- Foi pruque Leó mandou eu roçar um agudão lá no Riacho do Mei e dixe qui vinha pagar aqui na feira e quando acabar num vei.
- Tenha calma que ele vem, ainda tá cedo, lá para o meio dia ele aparece.
- Aparece não qui ele é veaco, mais eu vou agora mermo matar ele lá no Riacho do Mei.
Dizendo aquilo ele partiu. Quando passava nos Patos Borgim perguntou:
- Pra donde vai nessa pressa Valero?
- Eu vou ali no Riacho do mei prumode matar Leó.
- Mais ome deixe pra dispois, qui amenhã Leó tem qui vim pra missa.
- Apois diga o Pade Otavo qui faça a missa de amenhã na intenção da alma de Leó.
Depois de três horas que aconteceu tudo aquilo, chegou Wilson, filho caçula de Leó, procurando saber se alguém tinha visto Valeriano.
- Algué viu Valeriano por aqui?
Zé de Jovino respondeu:
-  Ele teve aqui de manhã e tava muito agitado. Mas pergunte ali a Nicolau que ele conversou com Valeriano.
Wilson dirigiu-se a Nicolau e perguntou:
- Nicolau. Você viu Valeriano? Eu tenho um dinheiro que pai mandou para entregar a ele, mas não estou encontrando.
Nicolau sem nem pensar em preocupar o garoto respondeu do jeito dele:
- Wilson. Uma hora dessa ele deve tá em cima da serra tentando fugir para Granjeiro, porque ele saiu daqui muito cedo para matar teu pai.
- E ele tava armado?

- Tava! Ele tava com aquela pistola que Zé Bilé deu a ele no natal. 

Dona Dolores é Memória - Memória varzealegrense

Maria Dolores de Menezes Carvalho

No ano de 1970 eu cursando a então Admissão ao ginásio, na época  obrigatório  para ingresso à  5ª série, meu pai queria que eu largasse os estudos e voltasse a luta na roça com ele. 

Graças a intervenção de  Dona Dolores diretora do Colégio José Correia Lima, ele (meu pai ) permitiu que eu continuasse estudando. Minha gratidão eterna e com certeza Deus lhe concedeu um maravilhoso lugar junto dele, no céu.

Colaboração de Francisco Jose Souza

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Memorizando no Memória Varzealegrense 02

Mundim do Vale quer saber quem são os amigos varzealegrenses que estão nesta foto!!




Colaboração de Terezinha Costa

001 - Histórias de Natécio - Memória Varzealegrense

A LETRA Z


Meu avô Natércio Vicente de Andrade teve pouco estudo formal. Isto, no entanto, nunca impediu que ele se tornasse uma pessoa sábia. 

Quando criança morava no interior da Paraíba e escola era artigo raro e para poucos. 

Pouco depois, ainda com 13 anos, mas já arrimo de família, precisou trabalhar vendendo redes de São Bento-PB. 

A pouca formação que recebeu veio de professores que eram contratados pelos pais, e que apesar de valorizados e bem tratados, ficavam no sítio somente o tempo necessário para repassar as lições da cartilha pela qual se responsabilizara: “Ivo viu a uva” e pra ser feliz. 

Um desses professores chegou até a letra X, e mesmo faltando ainda na cartilha, a letra Z e as na época ainda não incorporadas ao nosso alfabeto: K, Y e W; alegou banzo, um tipo de saudade incontrolável de sua casa em Cajazeiras e resolveu dar por encerrado o ano letivo. 

O pequeno Natércio(que depois cresceu em estatura, sabedoria e graça) questionou:

- Mas professor, ainda falta estas letras aqui. E o senhor já quer ir “simbora”.

O professor retrucou, demonstrando que não iria ceder aos apelos da criança:

- Ora Natercinho, o “zê”, quase tu num vai precisar; e o “cá”, o “vedabliu” e o “Ipsilone”, tu num vai nem pro estrangeiro!

Colaboração de Alex Josberto Andrade Sampaio

002 - Causo do Cine Odeon - Memória Varzealegrense

Valdefrance era também nosso transportador dos filme para a vizinha cidade de Cedro. O transporte era feito de bicicleta. duas vezes por semana. Pegava os filmes exibidos e saía de madrugada, heroicamente pelas estradas de terra, cruzando riachos como o Machado muitas vezes cheios, numa aventura de tirar o fôlego.

Um certo dia ele pega a bicicleta, amarra os filmes no bagageiro por volta de cinco horas da manhã e parte.

Durante o dia corre uma notícia na cidade que havia arrombado um açude perto de Cedro e que a cidade estava inundada, praticamente isolada de outras cidades.

E Agora... como é que Valdefrance conseguiria atravessar esses obstáculos na sua volta?

Mas nós conhecíamos Valdefrance, sabíamos que ele faria de tudo para cumprir sua missão

Veio aquele suspense. À Tardinha, Joemilton, Francivaldo, Zé de Borgin, Osmundo Fiúza e eu fomos esperar atrás da Igreja, de lá via-se uma ladeira na estrada por onde se avistava tudo que descia, pessoas a pé, a cavalo, carros e bicicletas, Valdefrance costumava descer esta ladeira em alta velocidade para que todos o identificassem.

Mas nesse dia deram seis horas e nada, fui para o cinema, liguei o serviço de alto-falantes e anunciei que provavelmente não exibiríamos o filme que estava sendo esperado.

De repente, ouvimos uma algazarra: era a meninada gritando - “Valdefrance tá chegando!”

Corri para a calçada para recebê-lo. Ele chegou muito cansado mas com os filmes em perfeito estado.

Coloquei aquela música característica de noticia extraordinária.

- Caros ouvintes, Valdefrance acaba de chegar. Dentro de alguns instantes estaremos entrevistando-o sobre a real situação na cidade de Cedro.

ENTREVISTA:

Eu: Valdefrance, foi grande o estrago lá em Cedro?
Ele: Sim a cidade ficou totalmente alagada, até a estação ficou dentro d’agua.
Eu: Aconteceu algum caso grave?
Ele: Sim, um homem foi tentar ajeitar uns fios cruzados lá num poste, sofreu um choque e caiu morto.
Eu: E aí o que aconteceu em seguida?
Ele: Aí de repente o homem mexeu um pé, as pessoas se aproximaram verificou-se que ainda estava vivo.
Eu: Finalmente o homem morreu ou não?
Ele: Aí eu não sei.

Colaboração de Edmilson Martins