VÁRZEA ALEGRE TERRA DOS CONTRASTES - Mundim do Vale
Localizada no centro sul do estado do Ceará ficou conhecida no Brasil inteiro depois do musical Contrastes de Várzea Alegre, interpretado por Luiz Gonzaga e composto por Zé Clementino. Cidade que foi tema de um documentário da Rede Globo de Televisão, por ser uma cidade alegre, fazendo assim jus ao seu nome. Cidade que por brincadeira de um grupo de agricultores do sítio Roçado de Dentro, deu partida no samba, para ser hoje, com duas escolas, MIS e ESURD, detentora do melhor carnaval do interior cearense, atraindo turista do estado e do país. Cidade de um povo que transformas as adversidades em causos humorísticos. Cidade que Jesus foi intimado, que o padre era casado, que o sobrado é no oitão, que Telha Quebrada é filho de Zé Goteira e um cego da Boa Vista morreu afogado na Lagoa Seca. Cidade que aparece nos sonhos dos seus filhos que estão ausentes, mas não esquecem jamais. Várzea Alegre dos grandes adjuntos da colheita do arroz, animados pelo grupo de Maneiro Pau e a Banda Cabaçal. Várzea Alegre que quando os filhos que estão distantes se encontram dizem:
- Ou Várzea Alegre boa só é longe! Várzea Alegre que Manoel Cachacinha criou o slogan “Várzea Alegre é natureza! E para finalizar, Várzea alegre é a cidade que só nos deixa tristes quando estamos distantes.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Ativando a memória - Por Flor das Bravas.

À Várzea Alegre e aos seus filhos de corpo, alma e coração, declaro: a postagem que aqui farei não é de minha autoria. Tive a colaboração da jovem, Ângela Bezerra, filha de Lindoval Bezerra e Soledade Venâncio, residentes no Sítio Boa Vista, neste Município. Consegui esta cópia na década de noventa, por gentileza e boa vontade da jovem acima citada. Mantive o riquíssimo vocabulário e a escrita o mais fiel possível, fazendo alterações na grafia de algumas palavras.
O real e verdadeiro autor do Livro “O Passado no Presente...” é PEDRO TENENTE.
O Passado no Presente...
Pedro Tenente
Ao leitor
Antes de tudo o autor deste pequeno Opúculo, sente a necessidade irresistível de confessar quem seja...
Chamam-no Pedro Tenente, porém o seu verdadeiro nome com todos os ff e rr é Pedro Gonçalves de Morais, contando atualmente 64 anos de idade, pois nascera aos 14 dias do mês de março de 1869; é casado, agricultor e analfabeto, porém provém de uma linhagem boa e seus pais foram ricaços, mas a seca de 1877 a 1879 levou de águas abaixo tudo quanto de bens e haveres possuíram.
Descendente dos Cavalcantes, de Pernambuco; dos Feitosas de Inhamuns e Morais Rego, do Piauí, porque o general Pedro Cavalcante de Albuquerque que fez  a expulsão dos holandeses do Brasil, era pai de Maria Ana Bezerra, genitora de Francisco Duarte  Bezerra, que era pai de Raimundo Duarte Bezerra e este  de Ana Maria Bezerra, sendo sua avó paterna – mãe do capitão Antonio Gonçalves de Araujo, que era pai do autor deste modesto trabalho, sendo minha genitora – Maria da Glória Bezerra, filha de Joaquim Alves de Morais, que era filho de Gabriel de Morais Rego, de Timbaúba dos Inhamuns, sendo este filho de Gabriel de Morais Rego, da Caiçara, que se casara com Leonarda Bezerra do Vale, a filha de Eufrasia Alves Feitosa, de Arneiroz.
Gabriel de Morais Rego, da Caiçara, era filho de Gabriel de Morais Rego, do São Gonçalo dos Anjins e este filho do tenente-coronel Pedro de Sousa Rego, antigo proprietário e residente da fazenda Môcha, em Vieiras, no Piauí.
Quando Pedro Gonçalves Dias, vulgo Pero Coelho, ofereceu-se ao oito Governador do Brasil – para fazer a conquista do Maranhão e expulsar os franceses que lá e no Ceará se achavam, foi aceito o seu oferecimento, sendo-lhe conferida a patente de capitão-mor, como era de costume em tais casos.
No referido ano Pero Coelho fez seguir até a foz do Jaguaribe três caravelões carregadas de mantimentos e munições, seguindo por terra com 75 soldados e 200 índios frecheiros.
Ali chegando  iniciou a sua exploração no lugar denominado Passagem das  Pedras e, subindo de rio acima penetrou todos os afluentes daquele rio que fora encontrado, chegando, afinal, nas cabeceiras do riacho Carrapateira, na serra  de Boa Vista, onde dependem as águas para Pedra Branca e Inhamuns, em cuja excursão gastou dois anos e nove meses, levando dali toda planta do terreno explorado, que fora inserida nas atas da Relação, de forma  que quando alguém pretendia tirar uma data ou sesmaria de terra se guiava por ali. Muitos lugares ficaram desde esse tempo, até os dias de hoje, conhecidos com os nomes que receberam dos seus gentios, como sejam: Icó, Quixelô, Cariri, Cariús, Quincuncá, Inhamuns, Crato e muitos outros.

***
Certa vez, já vai longe, vendo ler um antigo firmado por João Brígido dos Santos, dando a vinda de certas famílias para o Ceará, onde uma delas a Feitosa, que, segundo ele, “João Brígido”, arrogantemente afirmara ter sido por questões políticas, venho, hoje, embora tardiamente, contraditar aquela afirmativa, a fim de  que,  tão somente, a verdade dos fatos  surja com os seus  fáceis naturais.
Naquela época João Brígido não era nascido, nem tão pouco eu; porém a tradição nos vai legando as coisas do passado e, de pouco em pouco, vamos bebendo em fontes puras o princípio são a verdade.
Entremos pois a historiar o caso...
João Alves de Lima da Feitosa, em Portugal, emigrara para o Brasil.
Eram seus filhos – coronel Francisco Alves Feitosa, Lourenço Alves Feitosa e Manoel ferreira Ferro.
O Coronel Francisco Alves Feitosa casou-se com D. Izabel Maria de Melo, já viúva por falecimento de Antonio Pereira do Canto. Por esse tempo Lourenço não se havia casado ainda, pois que continuava nos estudos, em Santos.
Na Bahia, onde o coronel Francisco Feitosa presidia, morava também um Barão, que não sei precisar o seu nome, muito rico e que tinha um cavalo bonito, possante, bom e especial, costumando, sempre todas as tardes, passeá-lo pelos arrabaldes daquela florescente localidade, quando um dia passando em frente da casa  do coronel Francisco Alves Feitosa um “cachorro” deste  senhor “cruvou” o cavalo do Barão, que quase o atirou sobre o chão.
O Barão ficou deverasmente apaixonado e ordenou a dois “cabras” seus que se  armassem e fossem matar o “cachorro”.
Obedecendo, os “cabras” seguiram e, encontrando o “cachorro” deitado no terreiro da casa do coronel Francisco Feitosa, fizeram-lhe “fogo”, indo porém uma das balas varar a barra do vestido da esposa do Cel. Francisco Feitosa que na ocasião  se achava sentada no alpendre da casa e muito conspirada pergunta para o seu marido:
_ Que se faz agora?
_ Nada tenho a fazer... Se é pelo “cachorro” cria-se outro; se é pelo vestido compra-se outro e de fazenda melhor ainda.
Porém ela não se dando por conformada com aquele modo de pensar do seu esposo, pondera-lhe:
_ “A questão é eu ter ficado desfeitada! ...
O coronel Francisco Feitosa resolve-se então a tomar uma desforra da afronta sofrida por sua senhora, e, tomado desse intuito faz uma carta a seu irmão Lourenço, chamando-o urgente.
Expôs Francisco Feitosa a Lourenço todo ocorrido e o plano em que estava. Lourenço adverte-o nestes termos:
_ “Não senhor! ... Temos muito  o que perder e sobretudo essa carreira que sigo”.
Diz-lhe Francisco Feitosa:
_ Quanto a mim sigo as razões que me alega, mas é preciso que você se vá entender primeiramente com sua cunhada.
Voltando da conferência que manteve com a cunhada, diz Lourenço Feitosa para o irmão:
_ Sabe! ... o Barão morre... e quem mata sou eu. Volto e continuarei nos meus estudos e você de vender tudo quanto de bens possua, exceto os escravos, e, quando tudo vendido comunique-me para eu vir dar todos os “dados” necessários...
Assim fez o coronel Francisco Feitosa.
Então os “bons” amigos de Francisco Feitosa e do Barão começaram a levar e trazer... Ao Barão advertiam, dizendo:
_ Barão V.S. tome cuidado na vida que os Feitosas são muito geniosos e estão vendendo tudo quanto têm.
Ao que o Barão respondia:
_ Os Feitosas para mim não valem nada! ...
Os bons amigos voltavam e passavam aquelas palavras do Barão aos Feitosas que lhes respondiam:
_ Nunca dissemos que éramos coisíssima alguma, entretanto deixemos  o tempo correr!...
Tempos depois recebia Lourenço Feitosa uma carta de Francisco Feitosa comunicando-lhe que tudo estava resolvido; viesse, pois.
Partiu quanto antes Lourenço Feitosa para a Bahia e ali chegando disse para o irmão que se preparasse para ir embora, traçando-lhe, então, em parte, o itinerário da viagem e dando-lhe instruções para de 20 em 20 léguas ir deixando 2 cavalos possantes e arreiados e que ao chegar ao rio São Francisco prendesse todas as canoas ali existentes, deixando somente uma livre... Atravessando o rio tomasse o destino que lhe conviesse que depois saberia procurá-lo.
Alguns dias mais estava o Barão a abrir as portas e rotulas de sua casa, por volta mais, ou menos das 8 horas da manhã, quando Lourenço Feitosa e um seu escravo de confiança atiraram-lhe, cuja bala alvejando o Barão, produzindo-lhe morte imediata.
Após terem perpetrado o crime fugiram ambos a cavalo, cuja montada era trocada de 20 em 20 léguas pelos dois cavalos possantes e arreiados que conforme ordenara ao irmão foram postos talqualmente. Apenas Lourenço e o seu escravo haviam chegou ao rio São Francisco e ali cuidaram de uma ligeira refeição, quando ouviram distintamente o som de uma corneta que vinha em sua perseguição.
Tomaram as pressas a canoa e transportados à outra margem do rio fugiram sem destino.
Momentos poucos foram decorridos a tropa ali chega avistando apenas os vultos dos dois que se iam numa fuga apressada, nada porém tendo a fazer, visto não dispor de canoa para se transportar a outra margem do rio, o que entretanto conseguiu dias depois sem que pudesse obter o menor roteiro dos assassinos.
Dali por diante Lourenço Feitosa viajou com mais descanso, indo afinal encontrar-se com seu irmão Francisco Feitosa no Ceará, na atual cidade de Icó.
Logo, de princípio, conseguiram umas pequenas datas de terra no Capim Pubo e outra no Quixoá, mas que nenhuma lhes sendo agradável, procuraram outras nas atas da Relação, encontrando o rio Jucá nos Inhamuns, já datado pelos Montes, mas que existindo um ponto de nulidade na mesma trataram de anulá-la, como de fato anularam e, regressando de Fortaleza ao Icó, dali prosseguiram viagem daquela data de terra mas que chegados no lugar denominado Igreja Velha, na Barra do rio Jucá, os Montes se opuseram tenazmente a entregar, e pegando em questão, degenerou-se uma luta fratricida que durou 10 anos, havendo apenas mediações de pequenas tréguas.
De começo os Feitosas foram derrotados, fugindo para o Piauí, onde em casa do tenente coronel Pedro de Sousa Rego se ficaram descansando muito tempo.
Auxiliados pelo tenente coronel Pedro de Sousa Rego voltaram ao Ceará travando lutas renhidas com os Montes, que afinal foram vencidos, ficando muitas localidades do Ceará denominadas de: cangalhas que fica à margem esquerda do rio Jaguaribe entre Saboeiro e Arneiroz, Bom Sucesso, no Quixelô, Riacho do Sangue, Igreja Velha dos Montes e o riacho do Juiz no Icó e finalmente, para não ir além, a Batalha na freguesia de Lavras, tudo devido aquelas lutas havidas.
Vencedores os Feitosas, fixou Francisco Alves Feitosa sua residência na Vargem da Onça, rio Jucá e Lourenço Alves Feitosa volveu a Bahia onde se casara e do qual enlace matrimonial nasceu-lhe um filho único – o Coronel Lourenço Penedo.
Como o parentesco da Família Pinheiro do Cariri com a do riacho do Machado se deu.
O alferes Bernardo Duarte Pinheiro e o capitão Agostinho Duarte Pinheiro, irmãos, fizeram sociedade com o cearense Vasco da cunha Pereira para tirarem a data do riacho Caruatá  hoje denominado de Machado.
Pediram, pois, os três, em petição, ao governador da província do Ceará que lhes fossem concedidas nove léguas de terra naquele riacho acima até confinar-se com o rio Cariús.
Nunca é ocioso lembrar aqui de relance que no riacho Caruatá existem várias lagoas, entre as quais citarei apenas as quatro principais pela sua importância, e que receberam dos gentios nomes apropriados e que são: Corô, Giriam-cose, Ampoty e Piri-piri.
Despachada a petição de acordo com desejos dos peticionários, cuja data de despacho fora de 23 de fevereiro de 1718, foi que vieram ficando o capitão Agostinho com as terras de Aba da Serra até Lagoas, o alferes Bernardo Pinheiro de Lagoas ao Buraco d Água, que dista da atual vila de Várzea Alegre 400 braças e Vasco da Cunha Pereira com o resto.
Tempo depois vendeu Vasco Pereira a sua posse de terra a Bernardo Duarte Pinheiro.
O capitão Agostinho Duarte Pinheiro nunca se casara, porém tinha dois filhos naturais de duas escravas suas.
Já se havia passado 12 anos que Agostinho ali residia, quando por motivo de desgosto resolveu volver a Portugal, e, então libertando aquelas suas escravas, doou as três léguas de terra que possuía no riacho Caruatá aos seus dois filhos naturais.
Desgostando-se também naquela época o Pe. Manoel Felix, vigário de Santarém em Pernambuco por causa de um rapto que se dera uma sua sobrinha, digo, em uma mocinha que desde tenra idade criava, rapto este praticado por Manoel Vieira da Costa, procurou o Pe.  Felix o Ceará, colocando-se numa capelinha na antiga Telha, Manoel Pereira era filho de um português que se desposara com uma escrava de boa aparência.
Vendo-se Manoel Pereira em estado de penúria, rumou ao Ceará à procura do Pe. Felix que o encontrando pediu-lhe proteção, ao que o Pe. Respondeu-lhe: No Pernambuco não!... porém aqui no Ceará pode vir que estou de braços abertos para receber-lhe e fazer tudo a seu favor...
Veio Manoel Pereira para o Ceará e então o Pe. Felix comprou légua e meia de terra a Agostinho Duarte Pinheiro, entregando a Manoel Pereira para tomar conta da referida e ali cavar a vida.
Quando Francisco Gomes de Melo, de quem procedem as famílias de Currais e Pinheiro, do Cariri, veio da Bahia para o Ceará trouxe em sua companhia um seu cunhado de nome João de Oliveira, que relacionando-se com o pessoal do riacho do Machado conseguiu, destarte, casar dois filhos com duas filhas de Manoel Vieira da Costa.
Eis portanto o parentesco que há entre Pinheiro do Cariri com a família do Machado.
Consaguineidade dos Feitosas de Inhamuns com os descendentes do Altere Bernardo Duarte Pinheiro do riacho do Machado.
Quando o alferes Bernardo Duarte Pinheiro – o edificador da casa das Lagoas, no riacho do Machado, veio de Pernambuco para o Ceará trouxe consigo quatro irmãos de sua mulher Ana Maria Bezerra que foram; - Pe. José Bezerra do Vale que foi o primeiro capelão de Tauá, Domingos Alves de Medeiros, Antonio Carneiro da Silva e João Bezerra do Vale.
Felix Gomes de Oliveira que construiu a casa do Juazeiro, naquele mesmo riacho, nupciou-se com Ana Maria Bezerra.
Euzebia de Oliveira com Bezerra que construiu a casa do Olho d Água; João Bezerra do Vale com Ana Gonçalves Vieira, filha do coronel Francisco Alves Feitosa; eis a relação de parentesco dos Feitosas com a família do Machado.
Antonio Carneiro da Silva casou-se com Maria da Ressurreição, filha de Gabriel de Morais Rego, do São Gonçalo dos Anjins, já na idade de 48 anos, motivo porque não deixou prole. Não sei, pois em que se apega o padre Pedro, atual vigário de Maria Pereira, para afirmar que o capitão-mor José Alves de Medeiros, de quem vem a família Andrade no rio Umbuzeiras, nos Inhamuns, seja filho de Domingos Alves de Medeiros.

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Do alferes Bernardo Duarte Pinheiro com Ana Maria Bezerra nasceram 10 filhos, sendo que oito pertenciam ao sexo forte e dois ao frágil. São os seguintes:
Valentim que, casando-se teve apenas um filho que casara-se e faleceu sem deixar filhos; Lisa que se nupciara com João de Sousa, fixando sua residência nas cabeceiras do riacho do Machado; Joana que contraíra matrimônio com Manoel Ferreira que se fora localizar no sítio S. Cosme, sendo este senhor pai do capitão-mor José Duarte Bezerra que na guerra de Pinto Madeira foi um dos comandantes das forças pintistas; Antonia que se desposara com o capitão-mor Geronimo de Sousa, de Lagoas. Clara com Gaspar Lobo, que residia no riacho dos Cuncas, em Milagres e de quem procede Chico Bezerra, pai do Padre Mundoca, do Padre Vicente Bezerra e do Dr. João Bezerra; Francisco Duarte Bezerra e José Bezerra da Costa casaram-se com duas filhas de Gabriel de Morais Rego, do S. Gonçalo, dos Anjins, sendo que Francisco Duarte Bezerra casara-se com Bárbara de Morais Rego e José Bezerra da Costa com Maria Alves de Morais, ambas fixaram moradia em São Vicente, no riacho do Machado.

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De Antonio da Costa Siebra com Ana Maria doa Passos, os edificadores da casa do brejo no distrito de São Caetano, em Várzea Alegre é que vêm os Costas e Siebras dali.
Só existe Correia Lima no Brejo, depois do casamento de Antonio Correia Lima, filho de Bernardino Gordo, do sítio Batateira, de Crato, com Damiana, filha de Antonio da Costa Siebra e Ana Maria Passos.
De Antonio Correia Lima com Damiana houveram apenas quatro filhos.
Por falecimento de Damiana casou-se pela segunda vez Antonio Correia Lima com D. Clara da Taboca do município de Lavras, sendo que deste casamento houveram três filhos que são: Antonia, que se casara com Joaquim Alves Bezerra, de Várzea Alegre “Felinho” e “Vidalzinho”; Ana Maria dos Passos, filha de Antonio Correia Lima e Damiana, casou-se em Várzea Alegre com Raimundo Duarte Bezerra, vulgo Papai Raimundo que são, respectivamente, pai e mãe do major Idelfonso Correia Lima , esposo da D. Fideralina Augusto Leite e esta filha do major João Carro.
São filhos da D. Fideralina e do Major Idelfonso os seguintes: Francisco Correia Lima, pai do Pe. José Correia, Honório Correia e Gustavo Correia Lima.

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Padres que se ordenaram, mas descendentes dos alferes Bernardo Duarte Pinheiro.
Pe. José Alves Bezerra; Pe. Leopoldo Rolim e Pe. José Correia Lima.
Entrelaçamento da família Brito do Cariri com a do riacho do Machado.
Vindo Francisco José de Brito, natural de Pilar em Alagoas, em demanda do Ceará à procura de sua tia, casada com Francisca Gomes de Melo, pode ele, dadas as relações de amizade muito estreitas existentes entre Francisco Gomes de Melo com a família do Machado, casar-se com D. Eufrasia Alves Bezerra, residente em S. Vicente naquele riacho, sendo ela filha de Francisco Duarte Bezerra.
Deste casamento nasceram: - Antonio de Brito, Manoel de Brito, Joaquim de Brito e Pedro de Brito.

Famílias de Canastra, Canga e Cangati

Casando-se na Bahia um português de nome Manoel Pereira da Silva, com uma negra angolense, porém muito ricaça, no intuito demoníaco de quando se fizesse de posse de toda fortuna dela assassiná-la e ato contínuo evadir-se para outros Estados, onde livremente a fresca e ignorado pudesse viver feliz, decorrido seis anos que se havia celebrado aquele enlace matrimonial, pôde ele conseguir afinal apossar-se de toda fortuna da desditosa esposa e sacando da cinta um enorme punhal fita a esposa que dormia com a calma dos justos e ele entra satânico e risonho vibra-lhe a lâmina ponte aguda do punhal no peito; deixando-a sem vida.
Em tempo fugira Manoel Pereira da Silva, trazendo consigo quatro filhos que lhe nasceram da negra angolense, que chegando ad Cará morreu o mais novo, criando-se os outros três.
Aforou Manoel Pereira da Silva toda serra de Quincuncá (que fica entre os rios Cariús e Bastiões, no município de S. Mateus).
Ali, pois, residente e viúvo, em breve casou-se pela segunda vez, com a moça Alencar da Taboca.
Desse matrimônio, pois, é que vêm as famílias de Canastra, Canga e Cangati, pois que sendo Manoel Pereira da Silva pai de João da Silva e esse do tenente- coronel Carlos da Silva que falecera em combate nas questões de Pinto Madeira.
Carlos da Silva, conhecido por Nenem das Canastras.
Como atrás ficou dito, Manoel Pereira da Silva, trouxe para o Ceará quatro filhos seus com a negra angolense que apenas aqui chegado morreu o mais novo criando-se os outros três que são:
Antonio Felix que seus descendentes chamam-no de Tico-Nico, Pedro da Silva que habitara o Riacho da Roça no distrito de Quixará e Maria da Silva, cognominada de Mãe Rosa, que era genitora de Joana e esta de Joaquim Correia Lima- o pai de Antonio Correia Lima.
Primeiras freguesias criadas no Ceará
Foi criada primeiramente a de Nossa Senhora da Penha, no Crato, segundo a de Nossa Senhora da Paz, em Arneiroz, limitando-se ambas as duas na serra da Frecheira, ficando ao sul a freguesia de Nossa Senhora da Penha e ao norte a de Nossa Senhora da Paz.
A primeira que fora edificada no vale do Cariri foi uma capelinha em Cajazeira do Farias, construída por Pedro Ferreira Lobato, sendo a referida capela benta no dia 8 de dezembro de 1712, dia portanto de Nossa Senhora da Conceição.

Morte de Luiz Pedro de Melo e Cezar
Quando operou-se o movimento revolucionário de 1822, Luiz Pedro de Melo e Cezar j8untando-se com Tristão Gonçalves e José Pereira Filgueiras, partiu do Ceará em demanda dos sertões do Piauí até os de Maranhão a fim de se incorporar as forças de Figuié, voltando porém do caminho debandou-se das fileiras de José Pereira Filgueiras, rumando pelas Imboscadas desceu pelas margens do rio Salgado até Lavras, permanecendo ali alguns dias, até que um seu parente de nome Luiz Gregório da Silva, residente na terra dos Cavalos, indo a Lavras visitá-lo, Luiz Pedro mostrou-se-lhe receios de ali permanecer, visto as perseguições que se lhe vinham movendo tenazmente e que se não se julgasse bem garantido, procuraria a casa dele (Luiz Gregório), ao que este respondeu-lhe: que com muito gosto a sua casa permaneceria de portas abertas para recebê-lo.
Dias depois chegava Luiz Pedro a casa de Luiz Gregório, acompanhado do Pe. Luiz Carro e de dois meninos de 10 a 12 anos de idade, respectivamente.
Conheceu logo cedo Luiz Pedro que ainda ali não se achava garantido, pois a casa de seu parente Luiz Gregório, era por demais frequentada de gente em vista disso pediu a Luiz Gregório que lhe desse outro agasalho melhor e seguro.
Luiz Gregório fez então um Rancho no Olho d’Água na Prujença, que fica a esquerda da serra dos Cavalos, no riacho Croatá e lá ocultou Luiz Pedro, que naquele esconderijo se julgara salvo de todo perigo.
Recebendo Gonçalo Nunes de Almeida ordens das autoridades de Icó para efetuar a captura de Luiz Pedro, e, sabendo mais ou menos ao certo onde o mesmo se achava, organizou uma tropa e encaminhando-se à casa de Luiz Gregório cercou-a pela manhã, mas não encontrando Luiz Pedro, retirou incontinente com a força, ocultando-se um pouco perto daquela casa...
Seriam nove horas da manhã quando um escravo de Luiz Gregório, de nome José Cigano, saía da residência do seu amo Luiz Gregório com uma bandeja de comida para levá-la a Luiz Pedro.
Gonçalo Nunes de Almeida prendeu-o e apertou-o de um modo tal, que ele teve de confessar tudo... isto é, que levava aquela comida para Luiz Pedro e que o referido se achava oculto no Rancho do Olho d’Água.
Ali chegando a “força” fez logo “fogo” sobre o Rancho de ordem de Gonçalo Nunes, sem que da parte dos foragidos houvesse a menor resistência em oposição, resultando do “que” receber o Pe. Luiz Carro um balaço numa das coxas.
Preso o Pe. Carro, os dois meninos e Luiz Pedro, este último conheceu que Gonçalo Nunes tencionava matá-lo, razão sobeja porque notou que desde o momento que Gonçalo Nunes o tinha visto com uma bonita e grande bolsa feita de fios de prata, e recheia da de moedas de ouro e prata também, que as suas vistas “dele Gonçalo Nunes” para ela se concentravam com desmesurada avareza...
Nessa emergência em que se via Luiz Pedro, vale-se de José Gonçalo de Araujo, cunhado de Gonçalo Nunes, nestes termos:
_ “Seu Zé Gonçalo não me deixe seu cunhado matar que eu lhe prometo que quando me livrar dessas culpas que tenho e que não são lá tão grandes, casar-me com uma de suas sobrinhas.
Apesar de Zé Gonçalo muito interceder a Gonçalo Nunes para que poupasse a vida de Luiz Pedro, de nada absolutamente valeu, pois as vistas de Gonçalo Nunes estavam por demais gananciosas...
De volta da serra dos Cavalos trouxe Gonçalo Nunes prisioneiros o Pe. Luiz Carro e os dois meninos, deixando o cadáver de Luiz Pedro no local onde o assassinara, exposto assim às aves de rapina...
Ordenou então para a força que seguisse até Lavras e entregasse ali às autoridades aqueles prisioneiros, o que ordenado segui para Icó.
No dia seguinte, embora que muito receoso, foi Luiz Gregório ao local do crime e trazendo o cadáver de Luiz Pedro de Melo e Cezar sepultou-o em frente de sua casa, fazendo em torno um cercado de pau a pique de puro miolo de aroeira, que se conservou perfeito até quando o Pe Benedito de Sousa Rego mandou desmanchá-lo.
Esse fato criminoso fora passado aos 12 dias do mês de outubro de 1824.
Porque Morais Rego no Ceará...
Com a relação de amizade que os Feitosas de Inhamuns mantiveram com o tenente coronel Pedro de Sousa Rego, quando das lutas deles com os Montes, foi que se veio a casar Catarina Pereira de Almeida com Gabriel de Morais Rego, sendo esse filho do tenente coronel Pedro de Sousa Rego e ela filha de Antonio Pereira do Couto e enteada de Francisco Alves Feitosa.
São filhos de Catarina Pereira de Almeida e Gabriel de Morais Rego os seguintes: Ana e Izabel que se casaram no Cariri na família do Corrente; Bárbara e Maria Alves com dois filhos do alferes Bernardo Duarte Pinheiro, do riacho do Machado; Antonia, que se casara com Francisco de Holanda Cavalcante e Leonor com Arnaud de Holanda, ambos residentes nos Inhamuns, Jacinto, Gabriel, Manoel, Antonio de Morais e Vicente Ferreira de Sousa, casara-se cada qual com uma das filhas do coronel Eufrasio Alves Feitosa...
Vinda de Leandro de Oliveira e Castro para o Ceará
Leandro de Oliveira e Castro, filho de Bernardo Freires Jucá e bisavô do coronel Leandro da Barra, veio de Matacanduba, Rio Grande do Norte, para os Inhamuns, no Ceará, onde se casara com Maria Alves Feitosa, da Vargem da Onça, pelo motivo seguinte:
Leandro de Oliveira e Castro havia contratado casamento em Matacanduba com uma sua prima; porém o casamento, sendo adiado por duas vezes, passando destarte de um ano para outro, nessa fase e período de tempo sentiu-se a moça noiva de Leandro de Oliveira e Castro, grávida, sendo autor o próprio Leandro de Oliveira e Castro.
Ela, então, expôs-lhe o estado em que se via, e ponderando-lhe ser conveniente apressar, em vista disso, o casamento.
Respondeu-lhe Leandro que não mais pretendia casar-se com ela.
_Mas, Leandro,_ diz-lhe a moça, _Você me garantiu que nada receasse que se casaria comigo!...
_Já lhe disse que não mais quero casar-me consigo!...
Em vista disso a moça denunciou o caso à Justiça, sendo imediatamente Leandro de Oliveira e Castro recolhido ao Xadrez, ficando a sua ex-noiva de mês visitando-o; e, quando lá chegando dizia-lhe:
_Leandro, é das “Obras de Misericórdia” visitar os enfermos e encarcerados e ao par disso saber se você já está resolvido a casar-se comigo!...
Leandro, pelas primeiras visitas respondia-lhe:
_Se eu tivesse 10 vidas perderia todas e não me sujeitava a casar consigo.
_Pois bem, Leandro, você sabe do seu crime e tem portanto que morrer na cadeia se não se casar comigo.
Continuou, todavia, a moça, agora já mais espaçosamente, as fazer aquelas visitas, bem como aquela pergunta. Seis meses depois, ela indo à prisão de Leandro, ele diz-lhe:
_Já estou resolvido a me casar consigo...
_Está mesmo, Leandro, interrogou-lhe a moça.
_Estou que isso não é vida...
_Então, posso cuidar do nosso casamento?
_Pode que estou resolvido sair da cadeia.
_Você sai, porém não é hoje...diz-lhe, em tom sarcástico, a moça.
Narrou à família a resolução tomada por Leandro e de comum acordo com a mesma preparou-se de um tudo para o casamento, ficando logo o dia marcado em que se celebraria aquele ato.
No dia do casório dois soldados de polícia abriram a prisão de Leandro e o conduziram a uma barbearia, onde o referido se barbeou, fez cabelo e em seguida encaminhou-se até a igreja local, em que já a sua noiva o esperava com pomposo acompanhamento.
Momentos depois aproximavam-se os dois, noivo e noiva, aos pés do Pe. Para receber o matrimônio do casamento.
Perguntando o Pe. Leandro de Oliveira e Castro se levava gosto a receber por esposa a D. Fulana de Tal, ele respondeu que sim. Agora pergunta o Pe. A ela se levava gosto a casar-se com Leandro de Oliveira e Castro, ao que ela respondeu-lhe:
_Não senhor, apenas queria mostrar a este patife que não me caso com ele porque mesmo não quero...
Leandro sentindo-se por demais envergonhado e humilhado anoiteceu e não amanheceu em Matacanduba, indo para os Inhamuns, pois sabia da aconchegada amizade que seu pai tinha ali com Francisco Alves Feitosa, apesar de que não o conhecia. Leandro de Oliveira e Castro chegou aos Inhamuns desconhecido sem revelar a ninguém de que família pertencia, até que, anos depois, vindo um rapaz do pai de Leandro a casa de Francisco Feitosa, o avistou e reconhecendo-o descobriu ao coronel Feitosa de quem Leandro era filho e o motivo porque ali se achava.
Quando a ex-noiva de Leandro deu a luz a uma criança do sexo masculino, que batizada, recebeu o nome de Leandro.
Toda vez que essa criança chorava e a sua mãe ia acalentá-la, dizia-lhe:
_Meu filho querido, quero-te um bem imenso, mas ao mesmo tempo odeio-te somente porque tu és filho de Leandro Oliveira e Castro.
Não sei por que meios, quando a criança estava na idade de seis anos, veio para a companhia do pai, até quando se nupciava com D. Eufrazia Alves Feitosa, sendo portanto o pai de do tenente José Custodio de Oliveira.
Origem porque o riacho do Caruatá hoje se denomina de Machado.
Já se havia decorrido meio século quando os possuidores do Riacho Caruatá, resolveram-se a tirar uma linha divisória entre si.
Partindo eles da extrema da terra, começando da Aba da Serra, do nascente para o poente rumaram assim seis léguas a fio comprido até São Vicente, donde o riacho tomava a direção do sul, pelo que combinaram aqueles possuidores que em virtude de riacho em apreço apresentar-se perfeitamente com o formato de um machado, ficar dali por diante assim sendo conhecido e chamado.
Relação dos Padres que se ordenaram na família dos Inhamuns
Pe. Antonio de Morais Rego e Benedito de Sousa; ambos irmãos; Pe. Leitão, Pe. Antero, Pe. Pedro Leopoldo de Araujo Chaves, Pe. Francisco Máximo Feitosa, Pe. Manoel Feitosa, Pe. Francisco Alves Feitosa, atualmente vigário de Crato.
Na família dos Imbuzeiros, nos Inhamuns
Pe. Pedro Liao, vigário de Maria Pereira, Pe. Odorico Andrada, vigário de Tauá e Pe. Joviniano Barreto.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Causos lá de nós - Memória varzealegrense

PADRINHO  DE  CASAMENTO.

O Sanharol estava em festa com a programação do casamento de Luiz Bitu. O pai do noivo já estava com um garrote abatido e os freezers já estavam cheios de cervejas geladas. A Mocidade Independente do Sanharol esquentavam os tamborins, para fazer a homenagem ao seu ilustre fundador. Já chegavam familiares dos noivos das cidades vizinhas e o Sanharol era só alegria.
José de Pedro André, estava sentado  no alpendre da sua casa olhando a movimentação dos carros saindo e chegando, quando chegou Zé de Lula Goteira, mais cansado do que maluco que conduz porcos. Zé foi logo perguntando:
- Zé Adré. Cadê Ontõe!
- Qual Ontõe?
- Ontõe teu.
- Ontõe tá no Crato.
- E ele num vem não?
- Vem não, porque se ele tivesse no plano de vir já tinha chegado.
- E ele num mandou uma incumenda pra eu não?
- Pra mim não, só se ele mandou pra mãe dele, eu vou perguntar a ela:
- Tônia!
- Oi.
- Antônio mandou uma encomenda pra Zé de Lula?
- Mandou não.
Zé André perguntou:
- Escutou Zé?
- Iscutei. Mais agora danou-se, pruque a incumenda era um breize prumode eu vistir no casamento de Luiz de Cotinha. Qui eu e Demontiê ramo ser os padim do noivo.
- E o que é breize?
- Ai meu São Raimundo. Cuma é difiço cunveçá cum matuto. Breize é um negoço paricido cum palitó, qui os rico veste nos casamento dusoto rico.
- Porque você não pede um emprestado a Mininim Bitu?
- Pera. Zé André! É um breize num é um cubertou não.
- Pois então vai ser preciso arrumarem outro padrinho.
- Dá certo não, qui o juiz já assentou meu nome lá no livro.
- E o que você pretende fazer?
- Eu mandar o juiz maicar ôto dia, inquanto eu arrumo o breize.


A cerimônia do casamento civil foi realizada no dia certo e na hora certa, conforme o cerimonial havia programado. Mas se fosse depender daquele bendito blazer, Luiz Bitu ainda hoje estava solteiro.

sábado, 30 de novembro de 2013

Fundadores da ESURD - Memória Varzealegrense


ORIGEM: 

Em 1963, um pequeno grupo de agricultores, já habituados a utilizar seus talentos nas festividades improvisadas em terreiros da pequena comunidade do Roçado de Dentro, resolveram comemorar o bom inverno. 

Fantasiados de máscaras de papelão, chapéus velhos, caras pintadas de carvão e conduzindo galhos como alegorias, deixaram seu reduto e foram dividir seus talentos musicais com a popuiação urbana do município. Percorreram pela primeira vez as ruas da cidade naquele carnaval de 1963. 

Em vez da zombaria temida, receberam o apoio da população que se somava ao grupo nas ruas percorridas. 

A empolgação foi tamanha que impulsionou o grupo a desfilar nos anos seguintes, mantendo-se como atração do carnaval varzealegrense há 50 anos, sempre recebendo a aprovação e o apoio financeiro da comunidade varzealegrense.

Cronologia:

A alegria daquele grupo continuou a contagiar as pessoas da cidade por ocasião do carnaval. Sempre no comando víamos o talentoso PEDRO SOUSA, castigando no seu fole de oito baixos em companhia do bravo MESTRE TIM com suas maracas ritmadas. Os sanfoneiros eram JOSIMAR (o maior incentivador), CHICO MENEZES e MATIAS SOUSA. Na caixa de couro de cabra ANTÃO dava sempre o seu show e LÁZARO tocava num pandeiro sem couro; ASSIS DE SOUSA arrastava num tarol, juntamente com ANTONITO; TILÔ dançava e tocava triângulo; JOÃO BATISTA e CESÁRIO batiam bem no pandeiro, ZÉ DE SOUSA caprichava no seu banjo, enquanto ZÉ DE VICENTE tirava som no bombo, que de longe se ouvia com a ajuda eficiente do zabumba de ANTÔNIO DE ZÉ DE ANA. BRÁS, ZÉ ANDRÉ, ZÉ MENESES, CHICO e ANTÔNIO DE JOÃO MARTINS cantavam afinados e animavam o tempo todo. MUNDA MARIANO, vestido de mulher, seios provocantes e com uma sombrinha, era o passista-símbolo do grupo, enquanto MANOEL DO SAPO, DITO MARIANO e ANTÔNIO DE ZEZINHO eram os mais engraçados e divertidos, fazendo passos e piruetas. Não podemos esquecer nessa lista a figura do nosso RAIMUNDO SANTIAGO, um animado folião que além de ajudar a fundar a Escola sempre foi um grande incentivador da mesma. Juntando talento e animação, o sucesso só poderia ser total, sendo que a partir do ano de 1965 o bloco já saiu mais confiante e organizado, com instrumentos musicais melhores, uniformizados e bem orientados por DIASSIS AQUINO. Nos anos de seca o bloco fracassava um pouco, contudo nunca representou um motivo para que o mesmo deixasse de sair nas ruas animando o carnaval de Várzea Alegre.

Causos lá de Nós - Por Mundim do Vale.

BANCA  SUÍÇA - MUNDIM DO VALE


No ano de 1975, Leandro Correia botou uma banca de revistas de sociedade com o seu irmão Salim, na Praça dos Motoristas em Várzea Alegre-Ceará. A banca era o retrato da desorganização, Salim saía para jogar futebol e Leandro saía para tirar fotos e a banca ficava ao Deus-dará. A meninada furtava as revistas e tinha deles que fazia da banca um W.C.

Certa noite eu estava conversando com Jackson Teixeira, Zé de Bogim e Osmundo Fiuza, num banco que ficava vizinho a banca. Enquanto nós conversávamos os sócios da banca procediam uma conferência no estoque.

Contabilizaram; Quatro revistas Luluzinha, duas Chico Bento, três álbuns, quinze pacotes de figurinhas, seis fotos de São Raimundo, duas revistas Manchete do ano anterior e dois jornais O Povo da semana passada. Terminado o balanço os sócios vieram até o banco e ficaram escutando a nossa conversa mais atenciosos do que surdo-mudo em velório de morto à bala.

Jackson dizia que na Suíça a ordem e a organização era tão grande, que as lojas não tinha portas e nem vendedores. Os clientes mesmo se atendiam e ninguém furtava.
Se fosse hoje o saudoso Jackson não falava com aquela segurança toda, porque com certeza alguns políticos brasileiros, passam férias na Suíça.

Jackson deu continuidade a conversa dando como exemplo uma banca de revistas:

- Para que vocês tenham uma noção, na Suíça a honestidade é tão grande, qua as bancas de revistas também não tem portas e nem vendedores, tem apenas uma pessoa que passa pela manhã para expor o estoque e só volta na manhã seguinte para pegar o apurado e repor o estoque. O freguês chega na banca, pega uma revista, coloca o dinheiro na gaveta, passa o troco e vai embora.

Naquele momento Salim interrompeu falando para o irmão:

- Liandro! Ramo butar uma Suisca dessa na nossa banca.

O irmão respondeu:

- E tu quer mais Suisca do que já tem nela? Os minino roba as rivista e ainda mija e caga dento dela. O povo faz o que quer na banca e só quem num manda nela é eu e tu.

Lembranças nossas - Memória Varzealegrenses

AS QUERMESSES EM MIGUELÓPOLES - JOÃO BITU


Anualmente por ocasião dos festejos juninos acontecia no sítio Juazeirinho, localidade situada bem ao lado da ribeira ou Estrada Velha entre as Canaúbas e o Açude das Caraíbas, já nas proximidades do Distrito de Canindezinho, num pequeno povoado que foi criado por iniciativa e direção do Senhor Miguel Marica, cidadão muitíssimo conceituado naquela região, as comemorações em alto estilo e riqueza em temos de bom gosto.

Entre as décadas de quarenta e cinqüenta foi erigida uma Capelinha muito bonita e daí as missas e demais cerimônias religiosas passaram a ser celebradas em suas dependências, quando antes ocorriam na residência daquele patriarca, Com a edificação da Igreja, Padre Otávio batizou o locai com o nome de” MIGUELÓPOLES” em homenagem ao seu fundador, que significa cidade de MIGUEL.

Capela do Juazeirinho
Por ocasião dos festejos acorriam muitas pessoas atraídas não somente pelas atividades religiosas que eram dignas de muito respeito e apego, mas também e principalmente pela existência de comestíveis diversos e a apresentação de brinquedos infantis como reco-reco, colares de coco catolé, bolinhas plásticas de variadas cores e de inúmeras outras maravilhas que encantam os olhos da criança.

O vigário de Várzea Alegre era o Padre José Otávio de Andrade, nascido em Bebedouro na região dos Inhamuns, era estimado sem exceção por toda gente da comarca. Tinha como assistente principal, João Batista (ou João de Seu Amadeu), uma figura queridíssima notadamente pelo seu alto senso de humor, por todos que o conheciam. Costumava fazer presepadas as mais interessantes possíveis e contar anedotas ao seu gênero.

Padre Otavio e João Batista
Eram criados dois partidos com o objetivo de angariar fundos para custeio das despesas a saber: O partido AZUL e o partido ENCARNADO, que davam motivação a uma acirrada disputa que esquentava os ânimos de seus participantes e adeptos. 

De toda circunvizinhança vinham fiéis cheios de fé e confiança em busca de ativar e renovar seus propósitos e sua luta contra o pecado, pela assistência às cerimônias religiosas, pela confissão e pela comunhão por intermédio do sacerdote aos pés de Santo Altar. 

A Capela toda enfeitada com flores e as imagens alegremente rodeadas de inscrições com dizeres cristãos davam a tonalidade fiel das comemorações. Era uma atração à parte. Lá fora a alegria contagiante com o pipocar dos fogos de artifícios, bombas, traques e gritos estridentes das crianças gerando um majestoso espetáculo.

Até de localidades mais distantes as pessoas de todas as idades vinham aos festejos para assistir as missas, rezar, confessar seus delitos,comungar diante do seu sacerdote. Eis que em certa ocasião, como nos foi relatado pelo próprio sacristão, duas senhoras já de idades bastante avançadas, chegaram para receber aqueles sacramentos da Igreja, contudo a cerimônia havia terminado há algum tempo, o que as levou a lamentar e chorar copiosamente pelo tempo perdido e pela caminhada empreendida inutilmente. 

Compadecido diante daquele malogro João Batista, homem solícito e caridoso e não muito comprometido com os rígidos critérios da Santa Igreja, achou por bem contemplar as duas velhinhas sofridas com a realização da santa comunhão e o fez pessoalmente, deixando-as felicíssimas conscientes de haverem alcançado as suas aspirações.

O que não se sabe, entretanto, é qual teria sido a reação de Padre Otávio, ao tomar conhecimento daquele procedimento fortuito de nosso bem estimado e prestativo Sacristão.

João Bitu.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

053 - Nossas histórias - Memória Varzealegrense

Dalva, João Francisco e Antônio Morais
Meu amigo e camarada João Francisco.

Na foto acima o casal João Francisco e Dalva. Um dos maiores benfeitores de nossa terra. Poucas pessoas prestaram tanta solidariedade à comunidade com lhaneza no trato quanto este cidadão. Como tabelião e proprietário de cartório não tinha horário para atender as pessoas. Pequenos trabalhos fazia-os por cortesia, um simples obrigado. Conheço a historia de um parente que precisando viajar de madrugada ao Juazeiro e carecendo levar o documento autenticado, foi neste horário a residência do João Francisco, ele se deslocou ao cartório em altas horas e autenticou o documento atendendo de pronto. 

Quem quiser saber o valor do João Francisco procure os serviços do cartório atualmente, veja a diferença, enfrente a incompetência e a má vontade. 

Como homem publico João Francisco desempenhou mandato de prefeito concedido pelo povo com desenvoltura e postura de homem ético, honrado e probo. Não se ouviu falar em atitude que desmerecesse o caráter firme, honrado e exemplar. Deixou um legado de exemplos que é possível sim fazer politica sem esquemas, ladroagens e maracutaias.

Como empresario, oportunizou o primeiro emprego ao grande compositor José Clementino do Nascimento, revelo aqui esta curiosidade, informando que a primeira atividade do Zé Clementino foi como lavador de garrafas da Fabrica de Bebidas do João Francisco. Um Clementino muito jovem ainda, bem antes de se tornar exemplar servidor dos Correios e do INSS. 

Várzea-Alegre reverencia seus filhos ilustres como José Clementino que voou para os céus antes da hora deixando muita saudade, bem como o nosso amigo João Francisco que graças a Deus está entre nós gozando merecida saúde de ferro. 

Saudemos os dois pelo que representam para a memória e historia de nossa terra.

Fonte:
Antônio Morais (facebook)
Blog do Sanharol

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Do Tempo Do Bumba - Por Mundim do Vale.

LEITE  DO  PADRE.

Houve um tempo em Várzea Alegre-Ceará, que a prefeitura municipal em parceria com a paróquia, distribuiam para os mais pobres o leite em pó, que era chamado na vulgaridade de leite do padre.

O earregado da distribuição era o Sr. Fatico Fiuza, que conhecia quem realmente precisava receber o leite. Os casais por estarem sempre ocupados e para impressionar os funcionários da entrega, mandavam as crianças.

Em um dia da distribuição, Barela vinha na direção da cidade para receber o leite, quando passava no Sanharol estavam Raimundo Bitu e Cotinha sentados na calçada. Quando Barela passava em frente, deu bom dia, Cotinha respondeu e perguntou:

- Pra onde vai tão cedo? Barela?
- Eu vou aqui caminhando contra o vento, pra receber o leito do padre.

Raimundo Bitu Alertou:

- Pois apresse o passo. Picoroto que foi a favor do vento, voltou sem nada, porque tem gente recebendo duas vezes.
Naquele mesmo dia meu irmão João Piau foi na prefeitura e recebeu o nosso leite. Quando ele chegou na Vazante, nós fizemos a festa e o leite só deu para uma rodada.

Logo o leite acabou João Piau disse:

- Esse leite só sendo do padre mesmo. Porque só deu pra meia missa. Eu vou já buscar mais.
Foi até a prefeitura, pegou a fila e quando chegou na cabeça 
Fatico falou:

- Eii Piauzim! Você já recebeu.

O Piauzim respondeu:

- Aquele que eu levei foi o lá de casa, eu vim buscar foi o de Raimundo Beca, que os meninos dele estão no Moquém e ele pediu para eu receber.

Fatico fez que acreditou e entregou o leite, mas comentou com algumas pessoas e Raimundo Beca ficou sabendo.
João Piau sempre evitava o encontro com Raimundo. Mas teve uma vez que João estava de cabeça baixa armando uma arapuca e foi surpreendido por ele que disse:

- Quer dizer que você agora é meu leiteiro né João

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Foto Memória! - Memória Varzealegrense

Vicente Fiúza do Sítio Chico - Patriarca da Família Fiúza - Pai dos ex. vereadores: Joaquim Fiúza e Otoniel Fiúza

Memória do Sanharol - Memória Varzealegrense

Olira de Antônio Belo

Olira de Antônio Belo, vestindo um modelito idealizado por Dona Balbina Diniz.

Em 1932, o nordeste brasileiro se abateu com a maior seca do século passado. O governo criou "campos de concentração" em algumas localidades do estado, entre as quais Crato e Senador Pompeu. Abriu frentes de serviço para construção  de açudes e barragens.

O Estreito, hoje Lima Campos. foi a obra que reuniu o maior contingente de retirantes da região sul do estado. 

Antônio Belo, deixou a Serra do Kinkunkar, no Quixará, deslocando-se para o Estreito com toda família. Viagem peregrina, a pé.

Terminada a construção da barragem, e aproximando-se um novo inverno, Antônio Belo tratou de retornar ao Kinkunkar. 

Quando passava pelo Sanharol, se arranchou na casa de João do Sapo, conhecido das idas e vindas com as boiadas da Pitombeira. Reclamava do tempo, não havia disponibilidade para preparar as terras  para um novo plantio.

João do Sapo acabara de se mudar com  a família para o chalé, o solar Luiz Menezes. Portanto a casa desocupada estava disponível. 

Antônio Belo e família ocuparam a casa cujas cajaraneiras ainda existem como testemunhas, no exato local onde fica, hoje em dia, a residência do Dr. Menezes Filho.

Entre os filhos de Antônio Belo ouvir falar muito do Júlio e Olira, foto acima. Viveram no Sanharol por muitos anos. Fizeram grandes amizades. Retornaram para Farias Brito onde voltaram a viver no seio familiar.

Pela foto concluiu-se fartamente que não era apenas o velho Antônio que era belo. De 1935 a 1942 Olira foi a babá do meu amigo Raimundo Menezes. 


Que não deixemos a historia  do Sanharol cair no garrafão da vala perversa do esquecimento.
Fonte:

052 - Nossas histórias - Memória Varzealegrense

Como saudosista, vez por outra, rebusco o passado, e, o tempo me leva de volta as festas de São Sebastião da Boa Vista, animadas por Chico de Amadeu, os reisados do Serrote com o Sala de Reboco, e, os jogos de futebol do Sanharol e IputY. 

Nestes eventos e noutros quaisquer uma figura estava sempre presente. Nunca se divertindo, sempre trabalhando, um balaio de pão de ló e manzape, um panelão de sopa e canja, um caçuar de frutas e uma chaleira no fogo fazendo café. Falamos da senhora Francisca de João Gomes. Quem do meu tempo não a lembra? 

Morava no inicio da parede da "Lagoa do Serrote". Mulher serena, honesta e lutadora. As vezes, Francisca atendia as amigas na feitura dessas especiarias em suas casas.

Doca Bitu, preocupado com a educação dos filhos, comprou uma casa no centro do Crato, próxima dos melhores colégios e, levou os filhos para estudar.

Um dia, Rita, esposa de Doca Bitu convidou a Francisca para fazer uns pães de ló em sua casa. Francisca atendeu prontamente com lhaneza e consideração. 

Chegou cedo, colocou lenha de angico no forno e preparou o angu de goma, ovos, erva doce e mel de rapadura.

A primeira fornada queimou. A temperatura estava a mil. Francisca muito jeitosa disse: Tem nada não, eu levo pra João Gomes, ele gosta é queimado. Segunda fornada mesma coisa. Queimou novamente, Francisca repetiu: eu levo para João Gomes, ele gosta é queimado.

A essa altura, os pães de ló já estavam mais que de meia. Então, Dona Rita disse: Francisca, vamos com calma, deixe o forno abrandar a temperatura, porque esses pães de ló é para Doca levar para os meninos lancharem no Crato.

O que uma mãe não sofre pelo bem estar dos filhos.

Fonte: 
Antônio Morais (facebook)

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Causos lá de nós - Por Mundim do Vale,

REATIVANTE  DA  MEMÓRIA.

Eu passei alguns dias afastado do Memória Varzealegrense em virtude da minha memória que andou me traindo.

Contei o meu problema ao Dr. Sávio Pinheiro por telefone e ele no mesmo telefonema me passou a seguinte receita:

- Mundim. O medicamento certo para a falta de memória, é Memorial, porém existe um remédio natural que é a sardinha, pois contem Omega 3. Você come sardinha no almoço e quando for meia noite, você vai está arrotando e lembrando que comeu sardinha.

Mundim do Vale.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Causos lá de nós - Por Mundim do Vale.

ARROCHO  E  RECESSÃO.

No tempo em que havia no Brasil as maiores dificuldades como; Congelamento de preços, queda de bolsas, intervenção do governo nas contas dos poupadores e outras coisas mais, alguns conterrâneos de Várzea Alegre-Ceará, não entendiam e nem admitiam a situação.

Uma vez o ferreiro Chico Basilo tomava umas cachaças no bar de Albertro Siebra, Quando chegou Antônio Ulisses com um jornal e começou a folhear, comentando com Alberto e Bizim:

- Mas esse governo é engraçado mesmo. Os políticos ficam lá na maior farra do mundo gastando dinheiro e quem paga o pato é a população. O jornal tá dizendo aqui que os brasileiros precisam fazer economia para equilibrar o país.

Alberto pegou a deixa e falou.

- Só falta o governo exegir que a gente use o papel higiênico dos dois lados.

- Chico Basilo tomou uma lapada, deu uma cuspida e resolveu expressar também a sua opinião:

- Apois se é pra fazer economia, é melhor ele botar nós pra usar sabugo, que é mais barato, mas limpa, coça e penteia.

domingo, 24 de novembro de 2013

Foto Memória! - Memória varzealegrense

Benedito André e família - Sítio Muquém, 1961

No dia 02 de janeiro de 1961 aconteceu o casamento de minha Tia Carmosa com Antônio Fernando, do sítio Cipó, município de Cariús.

A festa do casamento foi na residência do nosso avô Benedito André e D. Mimosa, no sítio Muquém, distrito de Ibicatu.
Nesta foto meu avô aparece no centro, rodeado de filhos, filhas, netos e netas, alguns genros e noras.

Eu (Giovani Costa) estou nos braços de minha mãe, do lado esquerdo, com apenas dois meses de vida. 


Colaboração de Giovane Costa

O Valor da vida - Memória Varzealegrense

O destino do bebê que nasceu com 15 semanas prematuro (emocionante).


Nascido três meses e meio prematuro, bebê Ward Miles não teve o início mais fácil na vida, mas graças ao amor de seus pais e dedicação interminável de médicos e enfermeiros, o pequeno lutador conseguiu. Seu pai, Benjamin Miller que é um fotógrafo que trabalha sob o nome de Benjamin Scot, capturou primeiro ano de seu filho em um pequeno filme em movimento. 

O vídeo começa com nova mãe Lyndsey cautelosamente pegar seu filho, que pesa menos de 1,5lbs equivale por + ou - 700 grs, com 15 semanas de vida no Hospital Infantil Nationwide, em Columbus, Ohio. 

Com a ajuda das enfermeiras fios e equipamentos médicos móveis, Lyndsey facilita em uma cadeira e prende seu filho pequeno ao peito.  Ela sorri para a câmera e, em seguida, a nova mãe torna-se oprimido pelo momento e explode em lágrimas.


Fonte:

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

051 - Nossas histórias - Memória Varzealegrense

Lembrando Antônio do Carmo

Como observador do folclore politico de minha terra, resgato uma preciosidade bem humorada da apaixonante politica varzealegrense atribuída ao ilustre e nobre amigo Antonio Ulisses Costa..

O vereador Antonio do Carmo, homem digno, honrado, amigo, fiel sem ser subserviente, uma vez decidiu votar no candidato contrario ao indicado por seu partido. 

Fato conhecido no populacho politico como "virou ou virada". É costume os ex-aliados subestimarem o potencial eleitoral perdido.
Antonio Ulisses Costa, sentado à frente da usina de seu avô Dirceu, com um jornal na mão, leu, ao seu modo, a noticia cabeluda, no exato momento em que uma filha do vereador passava:

Veja:

O Carmo virou, mas, não levou ninguém!

A senhora parou e perguntou abusada, como é mesmo a historia?

Antonio Ulisses releu:

O carro virou, mas não morreu ninguém.

Antonio do Carmo Costa, foi vereador em Várzea-Alegre quantas vezes quis, com desenvoltura, decência e honestidade. 

Meu abraço.
Antônio Morais

Fonte: Antônio Morais (facebook)

006 - Histórias de Natércio - Memória Varzealegrense

Histórias de Natércio - Alex Josberto


Hoje, Dia da Proclamação da República, meu avô materno, Natércio Vicente de Andrade faria 90 anos. Com certeza, espirituoso como era, se estivesse por aqui, quando alguém perguntasse sua idade, responderia: 100 anos! Ele tinha a mania de aumentar 10 anos na sua idade. A razão vocês podem conferir nesta historinha:

Na década de 80, era costume de Seu Natércio, depois de seu passeio cedo da noite pela praça dos motoristas em Várzea Alegre Ceará, com direito a uma concorrida prosa com os amigos, dentre eles Seu Sérgio Carvalho, chegar em casa, tomar um "leite de gado" gelado na caneca de alumínio com dois dedos de açúcar(segundo ele para cortar a azia), e sentar um pouco na calçada com Vovó Mocinha, filhos e netos. 

Nesta hora, era comum as pessoas ao passarem pela rua e avistarem vovô, sentarem em busca de uma boa conversa. 
Em uma destas noites, um senhor perguntou a idade de Seu Natércio. Este respondeu sem pestanejar:

- 75 anos!
A resposta foi alvo de elogios:
- Seu Natércio, pois não parece, o senhor está muito bem! Novo, conservado! Precisa me dar a receita!

Quando o homem foi embora, Dona Mocinha que tinha se segurado para não dizer nada no instante da conversa, indagou o marido:

- Mas Natércio, porque que tu mentiu tua idade para o homem. Disse dez anos a mais. Tu tem é 65.

Seu Natércio, expôs seus motivos:

- Ora, Mocinha, tu viu como ele elogiou? Se eu tivesse dito que tinha menos, ele por certo iria dizer, "mas Natércio, como o senhor tá acabado!"

Alex Josberto Andrade

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Lembrando nossa gente - Memória Varzealegrense

Joaquim Piau, gente finíssima, como se diz, hoje. É um misto de alegria e saudade rememorar tão adorável criatura, tão dedicado amigo.

Cidadão dos mais benquistos, na nossa terrinha, pelo seu valor, inteligência, caráter, respeitabilidade. Foi, por muito tempo, titular do Segundo Cartório, cargo que desempenhou com absoluta integridade.

Homem inteligente, versejador de classe. Amigo leal e pai de família exemplar, nosso perfilado foi dos conterrâneos que mais admirei e a quem rendo minha mais merecida e sincera homenagem. 

Joaquim Piau deixou um punhado de filhos tão bons quanto ele. 

Acho que muita gente conhece ou ouviu falar na historia da imagem de São Bráz venerada como sendo de São Raimundo. Eu sou um daqueles poucos que entende que o engano foi com o Santo Ambrósio, essa imagem que está no altar mor da igreja matriz ao lado de São Raimundo. 

Preciosidade do Joaquim Piau.

Viajando para Fortaleza, de passagem pelo Icó, um padre sentou na cadeira do lado. Conversa vai, conversa vem, lero saudável, chegando no destino, ao se despedir o padre perguntou: O senhor é de onde? 

Respondeu - de Várzea-Alegre. 

O padre não poupou: terra de povo besta, passou trinta anos rezando para um santo diante da imagem de outro.
Lembrando nossa gente - Memória Varzealegrense

Joaquim Piau emendou: E, os mais bestas eram os padres que tiravam as rezas.

Comentário:

Além da homenagem merecida ao patriarca da "piausada", levanto uma polêmica quanto ao engano das imagens - "São Raimundo/São Braz". 

Josefa do Sanharol, minha avó, pessoa muito ligada a igreja informava que a troca fora com "Santo Ambrósio", a imagem que se encontra no altar mor da igreja matriz, no lado esquerdo de São Raimundo.

Está informação me faz credora da mais pura verdade, visto que em nenhum outro altar ou lugar se tem conhecimento da imagem de São Braz. Será que quando corrigiram o engano jogaram a imagem fora? Improvável.

Fonte:
Antônio Morais (facebook)

050 - Nossas histórias - Memória varzealegrense

NADA  CONSTA - MUNDIM DO VALE


O serviço de bate-papo da antiga Teleceará, realizou alguns encontros amorosos, mas aconteceram também algumas decepções. 

Uma delas foi com um conterrâneo nosso lá de Várzea Alegre – Ceará. O nosso amigo ligou para uma garota e depois de um lero bem longo ele indentificou-se como Roberto Pinto, a garota por sua vez indentificou-se como Margareth Jereissati. 
Depois do papo marcaram um encontro no restaurante Caravelle e depois de umas e outras, foram para o motel Trópikus, tomaram mais  umas no motel e foram fazer um ritual, tirando as roupas peça por peça, até que ficaram completamente despidos. 

Foi naquele momento que sofreram a decepção dupla.

Margareth quando viu Roberto pelado falou:

- Não vai dar certo não cara! Você disse que era um rapaz de caráter e muito bem dotado, mas você tá mais “Pra não tem"

O nosso conterrâneo perguntou:

- E o que é que eu não tenho?

- Você não tem caráter e nem pinto!

Roberto Pinto se achando ofendido respondeu:

- Eu já ia lhe dizer também que não ia dar certo não. Você me disse que era bonita e bem feita de corpo, mas você tá mais “Pra nada consta"

Margareth não menos ofendida perguntou:

- Porque que eu sou nada consta?

- Porque você nem tem peito e nem bunda.

Mundim do Vale

Conhecendo nossas Capelas - Memória Varzealegrense

CONHEÇA A CAPELA DE NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS, DA COMUNIDADE DE LAGOA REDONDA NO DISTRITO DE NARANIÚ.

Capela de Nossa Senhora das Graças de Lagoa Redonda em Naraniú.

19/11/2013- Neste mês de Novembro a Assessoria de Com. do Sitio Fechado Distrito de Naraniú - Várzea Alegre, esteve visitando a comunidade de Lagoa Redonda, também localizada em Naraniú.

Com o objetivo de fazer um trabalho sobre a Capela de Nossa Senhora das Graças Padroeira daquela localidade, durante a visita a equipe recebeu o apoio da Coordenadora do templo, a Sr.ª Josa Piquiá.

HISTÓRIA DA CAPELA.

A capela de Nossa Senhora das Graças foi construída no ano de 2003, devido á um antigo sonho de uma das mulheres mais respeitadas da localidade, a Sr.ª Dona Francês idealizadora do projeto, visto que logo os moradores não pensaram duas vezes em negar esse pedido tão valioso da mesma.

O fato é que para essa construção torna-se realidade que a comunidade já vinha se mobilizando há muito tempo segundo histórias relatadas por moradores, também é importante frisar que os devotos da Padroeira celebrava a festa de forma interna sem ser ainda divulgada por toda região.

Para erguer a casa de Nossa Senhora das Graças em Lagoa Redonda houve uma parceria relevante na época, o desejo era de tanta profundidade que a junção de Associação Comunitária de Lagoa Redonda e Moradores, deram êxito á arrecadação de recursos para que a localidade viesse a ser contemplada logo em breve com a capela da Santa.

Já são quase 10 anos, e a fé do povo de Lagoa Redonda a cada dia cresce e a sua festa ganha dimensões maiores, de acordo com o levantamento feito em todas as comunidades, desse modo a fé e a força de vontade são combustíveis para continuarem com a caminhada de Nossa Senhora.

Um dos fatos curiosos é que a capela é pintada totalmente de azul co branco por dentro e por fora, outro fato também se dá a proximidade do templo com a residência deixada por Dona Francês a seus filhos e netos.

A capela pertence a Paroquia de São Raimundo Nonato de Várzea Alegre - CE, Diocese de Crato - Ceará.

Pároco: Padre José Mota Mendes.

Fundação: 2003.

Fonte:
Assessoria de Comunicação do
SÍTIO FECHADO
DISTRITO DE NARANIÚ
VÁRZEA ALEGRE-CE

Conhecendo nossas Capelas - Memória Varzealegrense

CONHEÇA A CAPELA DE SÃO SEBASTIÃO NO SÍTIO BOA VISTA NA SEDE RURAL.

Capela de São Sebastião do Sítio Boa Vista sede Rural

01/11/2013- Por volta das 19:30h de ontem (31) a nossa equipe buscou em arquivos realizar um trabalho de vistoria nas capelas do município de Várzea Alegre-Ce.

Com a ideia de poder publicar sempre que estiver ao nosso alcance informações sobre os templos religiosos de nosso município, hoje estamos com a felicidade de poder mais vez divulgar a beleza e a fé do povo Varzealegrense, de nossa terra e de nossa gente.

CONHEÇA A CAPELA DA COMUNIDADE.

Está localizada no Sitio Boa Vista Sede rural deste município e foi um desejo das famílias Inácio e Sebastião que mesmo antes da construção da capela os antecessores já rezavam em devoção a são Sebastião tendo como templo as vossas casas.

E só no ano de 1942 mais precisamente no dia primeiro de janeiro é que foi concretizado o sonho da construção para celebrar ao santo de devoção. 

A obra de construção teve a mão de Chico Inácio e Maria Inácio fundadores que foram buscar a imagem no vizinho município do Icó, imagem essa que ainda hoje é preservada mesmo após a chegada de uma de tamanho maior. E os atuais familiares Inácio e Sebastião vem ainda hoje carregando a memória dos antecessores e dando continuidade a festa em honra a são Sebastião. 

Fonte:
Assessoria de Comunicação do
SÍTIO FECHADO
DISTRITO DE NARANIÚ
VÁRZEA ALEGRE-CE

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Sítio Aroeiras - Memória Varzealegrense

SÍTIO AROEIRAS DISTRITO DE NARANIÚ


PROJETO NARANIÚ de Canto a Canto

Projeto criado com o objetivo de mostrar as comunidades que compõe geograficamente o Distrito de Naraniú, na Zona Rural de Várzea Alegre.

Açude Aroeiras
Casa deixada por moradores
Estrada de Acesso a localidade, próximo a comunidade de Ubaldinho e Saco em Naraniú
Casa de moradores
Fonte:
Sítio Fechado Naraniú Várzea Alegre

Várzea Alegre é notícia - Memória Varzealegrense

Várzea Alegre é uma das cidades mais felizes do Brasil

Segundo o Ipea, o Nordeste é destaque no ranking brasileiro, quando o assunto é a satisfação de vida


Várzea Alegre. A região Nordeste é destaque no Brasil em ranking sobre satisfação de vida. Quando o assunto é felicidade, o povo nordestino obteve o melhor desempenho, em recente avaliação elaborada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Se fosse um País, a região ficaria em 9º lugar.

A Lagoa de São Raimundo Nonato e o Parque Cívico são excelentes equipamentos públicos de diversão e lazer, onde a população local, entre jovens, crianças e adultos faz caminhada e aproveita as tardes ensolaradas fotos: honório barbosa

O cearense é conhecido nacionalmente por ser um povo alegre e cheio de tiradas de humor. É gente festiva. Um exemplo vem do município de Várzea Alegre, localizado na região Centro-Sul do Estado do Ceará.

No nome desta cidade já há um forte indicativo. Basta uma visita rápida ao município para perceber que é uma terra de gente feliz, com seus personagens típicos e muita musicalidade.

"Não foi uma feliz coincidência. Historicamente essa terra desenvolveu-se, transformou-se em cidade, mas sempre manteve o espírito de felicidade em sua gente, daí o nome Várzea Alegre", afirma o secretário de Cultura, Milton Bezerra. "Aqui se brinca o ano todo com muita euforia e paz", completa.

A agenda cultural da cidade de Várzea Alegre começa na quarta-feira e se estende até o domingo, com música ao vivo, shows e apresentações de artistas locais. Erivan Show, Júnior Clementino e Antônio Carlos (Sanfoneiro Fuleragem) são exemplos atuais dos que vivem da arte.

Mas em um passado não tão distante, músicos como Chico de Amadeu, Pedro de Souza, mestre Chagas e seu Prejo animavam as festas do município.

O vendedor de pão-de-queijo, Amadeu Siebra Neto, desperta a atenção dos consumidores com seu jeito peculiar de trabalhar. Ele oferece o produto cantando músicas, assobiando o hino do padroeiro do município e imitando pássaros

Até os velórios são marcados por presença de músicos e um cerimonial que inclui locutor-apresentador, que informa o tempo restante para o fechamento do caixão, e intercala com músicas religiosas e de Música Popular Brasileira, na casa onde o corpo está sendo velado.


Personagens


Atualmente, três personagens destacam-se na cidadede Várzea Alegre. O músico Antônio José de Souza, mais conhecido por Pelé, é um deles. Ele está há dez anos fazendo divulgação volante pelo município.

Pedalando uma bicicleta equipada com som e um pistão, instrumento de sopro, desperta a atenção dos consumidores com publicidade musical cheia de alegria. O diferencial, segundo ele, é que as mensagens musicais são elaboradas em público.

"Sou contratado para mensagens de aniversário, declaração amorosa e tentativa de reatar relações entre os casais. Nem sempre dá certo e tem cada história interessante", revela.

Outra figura conhecida em Várzea Alegre é o ambulante Amadeu Siebra Neto. Conduzindo uma caixa de isopor, desperta a atenção dos moradores, como vendedor de pão-de-queijo e o seu jeito peculiar.

Ele oferece o produto de forma indireta, cantando músicas, assobiando o hino do padroeiro de Várzea Alegre (São Raimundo Nonato) e imitando pássaros.

O ambulante Pelé, como é conhecido Antônio José de Souza, percorre as ruas fazendo publicidade volante há dez anos, com músicas variadas. O diferencial, segundo ele, é que as mensagens musicais são elaboradas em público

O palhaço palito é mais uma figura engraçada que percorre as ruas da cidade durante todo o dia. O personagem é incorporado por João Mendonça da Silva. Como o nome do lugar sugere, alegria não lhe falta.

Também sobra criatividade para driblar as dificuldades da vida e disposição ao trabalho. "Fui embora em 1990, corrido, com medo de morrer", conta com muito humor.

Na época, Mendonça era funcionário público municipal e trabalhava como fiscal. Ele prendia os animais que perambulavam pelas ruas do município. Após prender um jumento, o dono não gostou e o ameaçou.

"Tive medo, fui embora e passei cinco anos até melhorar do trauma",revela. De volta à cidade, surgiu a ideia de criar o personagem palhaço palito. Em um triciclo, vende sucos e salgados, desde 1997.

Outro item de diversão garantida em Várzea Alegre é o seu Carnaval. O evento sempre foi animado e nos dias atuais é considerado pela população local como uma das maiores atrações do interior cearense.

A festa atrai milhares de foliões. A população local (jovens e idosos) brinca de forma incansável. Um dos destaques é a Escola de Samba Unidos do Roçado de Dentro, formada por agricultores, há 50 anos. "É um exemplo de pessoas simples, pequenos produtores, donas de casa, mas que mantêm o espírito de festivo", observa a pesquisadora local, Dayse Diniz.

Fonte: Regional - Diário do Nordeste
Mais informações:
Secretaria de Cultura de Várzea Alegre
Rua Deputado Otacílio Correia
S/N, Centro
Telefone: (88) 3541.1548

HONÓRIO BARBOSA
REPÓRTER 

sábado, 9 de novembro de 2013

Foto Memórias! - Memória Varzealegrense



Foto do anos 1950: Meu avô Padre Otávio, Minha Mãe Messina, Minha Tia Andradina (Dadá) Meu Tio Wilson e meu Pai, Luiz Proto.

Colaboração de Marcone Proto

Foto Memórias! - Memória Varzealegrense


Padre José Otávio, preparando-se para uma viagem a um sítio do Município de Varzea Alegre, oficiar uma cerimônia e oferecer o conforto espiritual aos seus paroquianos.

O senhor ao lado direito é seu fiel e incansável ajudante e sacristão, o Senhor Chico Feitosa e a imagem do canto esquerdo inferior é o Senhor João Vieira.

Colaboração:
Marcone Proto

014 - Dalmir Freitas - Histórias de Varzealegrense

Voltando ao "CINE ODEON

Naquela casa a película normalmente começava as 19,30, você tinha que está na fila no mínimo 40 minutos antes de começar o filme que com o seriado dava uma base de 2 horas só no chiclete e no bombom sem direito a uma gota d'água, e quando a história acontecia no deserto não era moleza.

Terminado a sessão, você saia do cinema cuspindo bala de sede, uns entrava no Café do Pereira que era logo em frente e tinha um doce de leite cortado que era uma delícia.

Outros procuravam o café da minha amiga Iza e os demais do ramo a procura de doce de leite liso, onde você entrasse tinha, e combinava com a situação, quando a gente saboreava o doce, vocês nem imaginam o tamanho do pote e o copo de alumínio brilhando você perdia a conta quantos copos de água tomava. 

Várzea Alegre toda vida foi uma cidade que ofereceu uma vida boa a sua população, pois vejam, estou falando de uma época que nem energia da CHESF existia, mais prestem atenção, 22.30h, existia estabelecimento de portas abertas pra oferecer seus produtos deliciosos.

Na recente visita do "PAPA FRANCISCO" ao Brasil, que é um bom apreciador de DOCE DE LEITE, foi especulado e questionado onde tinha o melhor doce de leite do mundo e o próprio citou o seu pais no caso a ARGENTINA, mais eu tenho quase certeza que ele nunca comeu o doce cortado de "PEREIRA" e nem o doce liso de "IZA", ou de qualquer estabelecimento de minha terra, principalmente nos anos dourados.

Eita Várzea Alegre boa!
Dalmir.

Sítio Socorro - Memória Varzealegrense

Vila Socorro Distrito de Naraniú


CONHEÇA O SITIO SOCORRO NO DISTRITO DE NARANIÚ.


A Assessoria de Comunicação do Sitio Fechado Naraniu Varzea Alegre esteve na Vila Socorro comunidade localizada no Distrito de Naraniú aproximadamente 17 Km da sede deste município, visitando a referida localidade, o Sitio Socorro é riqueza, beleza e modelo de organização para as demais comunidades de Várzea Alegre-CE.

A visita foi motivo de muita alegria para os moradores da localidade, pois a equipe da Assessoria de Comunicação foi bem recebida na Vila Socorro, por lá entrevistas e fotos foram feitas e de acordo com as informações obtidas o Socorro mudou completamente de 2011 para 2012.

Durante a gestão do Ex-Prefeito Zé Helder a comunidade foi agraciada com vários investimentos que deram imagem colorida a Vila Socorro, o gestor enviou a localidade obras de Infraestrutura como: Calçamento da Vila, Abastecimento d´Água com apoio da comunidade, Reforma da Capela com ajuda da localidade, Estrada e Acesso melhor para os moradores e visitantes daquela região.

A Vila possui uma unidade escolar com duas salas de aula, e uma relevante quantidade de alunos sendo que professores formados e especializados ministram aulas de Segunda á Sexta.

A comunidade possui paisagens belíssimas e histórias que fizeram parte do século XX, envolvendo a localidade, filhos ilustres são representados em estátuas de bonecos visíveis na beira da estrada sentido Vila Brejo, esse é nosso povo, nossa gente, nossa cultura, nossas riquezas.

Acompanhe as fotos da visita feita pela nossa Assessoria de Comunicação no Álbum de fotos na nossa página.

DADOS GERAIS.

Comunidade: Socorro 
Distrito: NARANIÚ
Município: VÁRZEA ALEGRE-CE
Distancia da sede: APRÓX 17 KM

Comunidades Limítrofes: MUNDO NOVO DOS CALDAS- Norte 
BREJO- Sul
SERENO- Oeste
MUNDO NOVO DOS FELIX- Leste

Padroeiro: NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO DO SOCORRO
Coordenadora: LUIZA CICERA
Associação Comunitária: ---------
Unidade de Ensino: 01

Publicado por: Assessoria de Comunicação do

SÍTIO FECHADO
DISTRITO DE NARANIÚ
VÁRZEA ALEGRE-CE
23 de Outubro de 2013

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Dona Teresinha, vida simples, sinônimo de Felicidade!

Dona Teresinha


HOJE DONA TEREZINHA FAZ 82 ANOS DE VIDA.


Nascida no dia 08 de Novembro de 1931 no Sìtio TRINTA E DOIS no distrito de NARANIÚ município de VÁRZEA ALEGRE-CE Terezinha Gonçalves de Oliveira trabalhou muito para chegar onde está hoje.

Terezinha sempre foi assim feliz, alegre, devota de São Francisco e de São Raimundo Nonato, tem um carinho multiplicado por mil vezes á sua família, a seus amigos e a todos.

Não precisou de muito para ser feliz, a final o sorriso estampado no seu rosto já define que humildade e simplicidade é o bastante para poder alcançar uma longa vida, repleta de muito sucesso.

Para Gonçalves a receita é essa fé, coragem e determinação. São esses os ingredientes que segundo Terezinha Oliveira buscou incluir na sua trajetória de vida.

Fica com muito carinho os Parabéns de seus filhos: JOÃO FERREIRA LIMA, FRANCISCO FERREIRA FILHO, JOSÉ FERREIRA LIMA E MARIA SIMONE LIMA.

De seus irmãos, netos, bisneto, amigos, noras e parentes que moram aqui e fora do Ceará.

Colaboração:
Abner F.

Serra de São Caetano - Memória Varzealegrense

Registro fotográfico da Serra de São Caetano feito no dia 30 de Outubro de 2013 por Assessoria de Comunicação.


SERRA DE SÃO CAETANO NO DISTRITO DE NARANIÚ É DESTAQUE NO SITIO FECHADO NARANIÚ VÁRZEA ALEGRE.


A Serra de São Caetano é umas mais belas de nossa região, a mesma está localizada em um ponto central, a beira da CE 060 e também no entorno da Vila São Caetano.

Essa imagem simboliza uma das marcas do município de Várzea Alegre, já que a cidade é praticamente cercada por serras de grandes alturas. Com quase 251 anos a Vila São Caetano ainda permanece com a preservação deste que é não somente uma montanha alta, mas sim a história do povo do Distrito de Naraniú.

Publicado por: Assessoria de Comunicação do

SÍTIO FECHADO
DISTRITO DE NARANIÚ
VÁRZEA ALEGRE-CE

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

035 - Do Tempo do Bumba - Por Mundim do Vale

COMUNICAÇÃO  PRECÁRIA - Por Mundim do Vale.


1958, foi um ano triste para nós varzealegrenses. Além de alguns crimes violentos, aquele ano foi de uma perversa seca. Nossos conterrâneos debandavam para São Paulo ou Maranhão na busca do espaço da sobrevivência.

A comunicação da época era precária. O pessoal se comunicava apenas pelas cartas e telegramas dos correios, recados pelas ondas das emissoras de rádios e bilhetes da cidade para os sítios e vice-versa.

O  D.N.O.C.S.- Departamento Nacional de Obras Contra a Seca, desenvolveu uma frente de serviço em Várzea Alegre – Ceará. Um dos trechos era a construção de uma estrada ligando o bairro Patos até a Santa Rosa, onde fazia o encontro com a estrada velha que ligava a cidade de Várzea Alegre ao município de Lavras da Mangabeira.

Para a obra foi determinado a colocação de vinta barracas, medindo cem metros de uma para a outra. Cada barraca era composta por um feitor e vinte cassacos.

Um certo dia o Coronel Dirceu de Carvalho Pimpim, precisou mandar um bilhete para o seu morador Baixó no sítio Santa Rosa e encarregou o seu  neto Antônio Ulisses Costa para arranjar um portador, se não arranjasse ele mesmo tinha que ir.

Antônio foi até o início da obra onde a primeira barraca tinha o Senhor José Sobrinho como feitor e os seus familiares do sítio Unha de gato como cassacos.

Foi lá que Antônio teve a ideia de se poupar da viajem. Foi até o feitor e falou:

- Seu Zé. Papai Dirceu mandou esse bilhete para ser entregue a Baixó, lá na Santa Rosa.

Zé Sobrinho rebateu:

- Mais eu num posso laigá o meu sirviço não.

- O Senhor faz o seguinte; Entrega na segunda barraca e pede para alguém  de  lá entregar na seguinte. O outro entrega na outra, até chegar na última, que é vizinha a casa de baixó. Fazendo assim cada portador só anda cem metros.

Assim foi feito. Quando o bilhete e o recado chegaram na última barraca, coube a Francisco Gomes Neto ( Chico Gomes ) entregar  nas mãos de Baixó. Francisco era menor de idade mas tinha sido incluso na frente de serviço.

Chico Gomes foi até Baixó e disse:

- Seu Baixó. Antônio Ulisses mandou eu trazer esse bilhete da rua até aqui, para entregar ao senhor, é do Coronel Dirceu. Sim ele mandou dizer também que era para o Senhor  pagar a minha viajem com cana e caju.

Baixó desceu para o sítio, quando voltou foi trazendo dez varas de canas e um baláio de cajus. Chico Gomes quase não conseguia levar.

O ESCRITO  DO  BILHETE:

Baixó. Me pegue o cavalo, me bote a cela, me bote os arreios e traga que eu preciso  ir ao brejo para acertar umas coisas com  o meu cunhado Raimundo Otônio.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Sítio João Ribeiro - Memória Varzealegrense

Vista do Sitio João Ribeiro no Distrito de Naraniú.


SITIO JOÃO RIBEIRO NO DISTRITO DE NARANIÚ COMEÇA A SER POVOADO.


 A comunidade de João Ribeiro localizada no Distrito de Naraniú desde muito tempo atrás era um deserto e sem pespectivas de vida.

Mas nos meados de 2010 aproximadamente a comunidade teve seus primeiros habitantes e interessados em povoar aquela localidade que até então só havia registro de forma oficial no mapa geográfico do município de Várzea Alegre - CE.

Hoje a localidade conta com duas residências que já melhora a viabilidade de construções futuras naquele local, a comunidade de João Ribeiro tem acesso e oportunidades para crescer de forma populacional nos próximos anos.

Publicado por: Assessoria de Comunicação do

SÍTIO FECHADO
DISTRITO DE NARANIÚ
VÁRZEA ALEGRE-CE
06 de Novembro de 2013