VÁRZEA ALEGRE TERRA DOS CONTRASTES - Mundim do Vale
Localizada no centro sul do estado do Ceará ficou conhecida no Brasil inteiro depois do musical Contrastes de Várzea Alegre, interpretado por Luiz Gonzaga e composto por Zé Clementino. Cidade que foi tema de um documentário da Rede Globo de Televisão, por ser uma cidade alegre, fazendo assim jus ao seu nome. Cidade que por brincadeira de um grupo de agricultores do sítio Roçado de Dentro, deu partida no samba, para ser hoje, com duas escolas, MIS e ESURD, detentora do melhor carnaval do interior cearense, atraindo turista do estado e do país. Cidade de um povo que transformas as adversidades em causos humorísticos. Cidade que Jesus foi intimado, que o padre era casado, que o sobrado é no oitão, que Telha Quebrada é filho de Zé Goteira e um cego da Boa Vista morreu afogado na Lagoa Seca. Cidade que aparece nos sonhos dos seus filhos que estão ausentes, mas não esquecem jamais. Várzea Alegre dos grandes adjuntos da colheita do arroz, animados pelo grupo de Maneiro Pau e a Banda Cabaçal. Várzea Alegre que quando os filhos que estão distantes se encontram dizem:
- Ou Várzea Alegre boa só é longe! Várzea Alegre que Manoel Cachacinha criou o slogan “Várzea Alegre é natureza! E para finalizar, Várzea alegre é a cidade que só nos deixa tristes quando estamos distantes.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

VERSOS LÁ DE NÓS - Por Mundim do Vale.

SERÁ  O  BENEDITO.

Eu nunca que acreditei
Em coisa do outro mundo
Mas uma vez me assustei
Na terra de São Raimundo.
Surgiu lá uma marmota
Lá nas banda da Varjota
Que fazia assombração.
Todo mundo que passava
Ela batia e xingava
Não escapava um cristão.

João Sem Braço disse: - Eu vou!
Encarar essa marmota,
O cabra se preparou
E foi bater na Varjota.
Mas foi o maior fracasso
Quase perde o outro braço
Escapou mesmo fedendo.
Depois que o cabra fugiu
Nunca mais que ninguém viu
Até hoje anda correndo.

Em Várzea Alegre o assunto
Era só sobre a visagem
Formaram um adjunto
Só com homem de coragem.
Na frente foi Chico Pão
Atrás ia Damião
Mas foram só apanhar.
Chico Pão voltou quebrado
Damião todo aleijado
Começaram a gaguejar:

- O bicho parece gente
Mas briga como animal
Eu tenho na minha mente
Que aquele bicho é de pau.
Não sei onde arranjou voz
Mas fala assim como nós
Sabe todo palavrão.
Tem um fio no espinhaço
Cordão debaixo do braço
É preto que nem carvão.

- De pau já vi cantareira
Cambito, mesa e caixão
Vi cadeira e cristaleira
Mas gente nunca ví não.
Eu acho que aquela coisa
É invenção de Cláudio Souza
Que não tem o que fazer.
Se for alma eu vou rezar
Sendo pau eu vou quebrar
Se for bicho vai morrer.

OPERAÇÃO MATA BICHO:

- Eu imaginei assim:
- Se a visagem é de pau
Vou arranjar um cupim
E acabar esse mal.
Peguei um carro de mão
Fui até o Caldeirão
E trouxe um cupim inteiro.
Fiz um buraco profundo
Botei o cupim no fundo
E cobri com marmeleiro.

Decorei bem o local
E gritei para o Negão:
- Vem cá pedaço de pau
Que tu vai virar tição.
Tu hoje vai aprender
Ou querendo, ou sem querer
A respeitar meu lugar.
Se você não é humano
Hoje entra pelo cano,
Corra dentro pra apanhar!

Ele veio atrás de mim
Só dizendo nome feio
Eu desviei do cupim
Ele caiu bem no meio.
Quando o cupim atacou
O bicho estrebuchou
Feito peixe no galão.
Fui saber quem era a fera
Pois não é, que o bicho era
Joãzinho de Damião.

Mundim do Vale
V. Alegre-Ceará

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

VERSOS LÁ DE NÓS - Por Mundim do Vale.

DEDICATÓRIA:

Aos amigos e familiares do Mestre Pedro Souza.
Aos familiares e amigos do Mestre Tim.
A Escola de Samba Unidos do Roçado de Dentro.
A escola de samba Mocidade Independente do Sanharol.
Aos meus conterrâneos da terra do arroz.
A todos aqueles que apreciam poesia matuta e forró do sertão.

Raimundinho Piau.


UM  ENCONTRO  DE  POETAS.

Já vai fazer quinze anos
Que Pedro Souza Partiu
Não estava nos seus planos
Mas foi Deus quem decidiu.
Foi ao encontro dos seus pais
Do amigo João Morais
E do Colega Bié.
Depois pediu a São João
Para ser o anfitrião
Do poeta de Assaré.

Pedro foi o tocador
Mestre Tim o zabumbeiro
Luís Sérgio o cantor
E Morais o triangueiro.
Fizeram por brincadeira
Batizado na fogueira
Como em noite de São João.
Patativa até falou:
- Parece que eu estou
De volta no meu sertão.

Pedro abriu a concertina
São José achou bonito
Chegou Santa Liduina
Pediu pra tocar bendito.
Pedro tocou num segundo
O hino de São Raimundo
Com a maior perfeição.
Depois Pedro perguntou
Como o poeta deixou
O seu querido sertão.

Patativa disse: - mal
Sofre muito o meu sertão
Lá só se fala em Fortal
E na próxima eleição.
Já tão visitando o povo
Falando em projeto novo
Mas só da boca pra fora.
São todos do mesmo jeito
Depois que termina o pleito
Pegam o beco e vão embora.

Só tou fazendo essa crítica
Porque sou do Ceará
Mas conversa de política
Não tem nas bandas de cá.
Porém trago novidade
O assunto na cidade
É a Banda Zabumbando.
Seus filhos Júnior e Nonato
Todo dia tem contrato
E tão danado Gravando.

Pedro Sousa perguntou
Ao poeta em seguida
O que foi que ele achou
Daquela sua acolhida.
Ele disse: - Pedro Sousa!
Vou lhe dizer uma coisa
Gostei da recepção.
Pareceu com o Juazeiro
Quando tem muito romeiro
Do Padim Ciço Romão.

Você me deu a lembrança
Do melhor dea nossa terra
Aquela boa festança
Do forró de pé de serra.
Tudo que você gostava
Eu também apreciava
Por ser da nossa raiz.
Onde tiver sanfoneiro
Triangueiro e zabumbeiro
Eu fico muito feliz.

O sertão tinha nós dois
Como o sapato e o pé
Você na terra do arroz
E eu no meu Assaré.
Trabalhamos no roçado
Com foice, enchada e machado
No ramo da agricultura.
Nas minhas folgas eu rimava
Nas suas você tocava
Incentivando a cultura.

Eu sei que lá nós deixamos
Um pacote de saudade
Mas aqui nós encontramos
A grande felicidade.
Aqui só tem alegria
É como a segunda via
Da vida do cidadão.
Mas se São Pedro dormir
Nós dois podemos fugir
Pra ir bater no sertão.

Mundim do  Vale.
V. Alegre - Ceará


domingo, 1 de fevereiro de 2015

Festa Religiosa - Memória Varzealegrense

Fotos do arquivo particular da família Chagas Bezerra. Envida por Liberalino Neto. Festa religiosa promovida por Chagas Bezerra, na cidade de Várzea Alegre nas décadas de 40, 50 e 60

Segundo relatos de minha mãe, o vovô Chagas fez uma promessa com a Santa Nossa Senhora Aparecida por ocasião de um incêndio que aconteceu com um dos ônibus da Varzealegrense na serra de Santos em São Paulo, ele prometeu que se ninguém morresse naquele incêndio durante todos os anos de sua vida ele faria uma festa para a santa na terra natal dele, Várzea Alegre. 

A festa religiosa acontecia nos dias 13, 14 e 15 de Janeiro, e a cada ano foi aumentando a participação popular e de religiosos, chagando a participar da festa vários padres e freiras de Aparecida do Norte-SP. Ele trazia em um ônibus exclusivo as freiras e em outro os padres. 

Existe também relatos, inclusive fotográficos, de vários políticos importantes da época participando das celebrações. Relatos de Rosimar Bezerra (Mazinha).

Liberalino Neto











O PROPÓSITO DO MEMÓRIA - Por Mundim do Vale




O PROPÓSITO  DO  MEMÓRIA – Por Mundim do Vale.

O Memoria Varzealegrense é uma página que, como já foi dito antes, foi desenvolvido com muito zelo, para resgatar e registrar a história, os valores e os costumes da nossa amada Várzea Alegre.

Todos os dados são fornecidos pelos leitores/colaboradores. Nas postagens de fotos onde aparecem autoridades como ex prefeitos, ex deputados e não aparecem ex vaqueiros, vai aqui a minha pergunta:
Será se os familiares dos ex vaqueiros mandaram as fotos?
Nós podemos responsabilizar o Memória somente pelas postagens. E nunca pelos comentários equivocados dos leitores.

Para que o leitor possa conviver bem com o memória é bastante  ele ter conhecimento do seu propósito. Evitando assim fazer comentários tendenciosos.

Ao longo desses  5 anos,(25 de dezembro de 2009 primeira postagem) essa página tem sido um trabalho de valor absoluto para a terra de São Raimundo, graças ao esforço do blog e dos seu colaboradores.

As matérias serão bem vindas desde que sejam responsabilizadas pelos seus colaboradores.

Abraço para toda família do Memória Várzealegrense.

Mundim do Vale.

RECADINHO DO MEMÓRIA - Mundim do Vale

RECADINHO  DO  MEMÓRIA.

O Memória foi criado
Numa rede social
Com um tema cultural
Pra resgatar o passado.
Foi aceito e aprovado
Na única reunião,
Onde o assunto em questão
Foi afastar a política,
Para poupá-lo de crítica
E evitar intervenção.

Dali nasceu o Memória
Num projeto eficiente
Envolvendo a nossa gente
No resgate da história.
Toda a sua trajetória
Foi transparente e pura
Mantendo a nossa cultura
Lembrando como passou.
Tá enganado quem falou
De apoio da prefeitura.

É uma página envolvente
Criada com muito esmero
Não anda atrás de dinheiro
Por que é independente.
O Blog deve somente
Aos seus colaboradores,
Os seus inúmeros leitores
Que gostam desse espaço.
E aqui vai um abraço
Em nome dos condutores.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Causos lá de nós - Por Mundim do Vale.



Para; Edmilson Martins, Mirinha Martins e Joeci Martins.

CURADO  PELA  EXPERIÊNCIA.

Conheci o Mestre Joel Martins em Várzea Alegre – Ceará, Trabalhando como alfaiate, onde vestiu a metade da população.
Certa vez chegou na sua alfaiataria Sr. Raimundo Alexandrino Freire ( Dudu ), Para encomendar um terno. Depois de feitas as medidas o profissional perguntou:
- Dudu. Você sabia que a sua perna esquerda é menor do que a direita?
- Que conversa é essa, Mestre Joel?
- Pois é, tem uma diferença de um centímetro. Deve lhe incomodar bastante, não é verdade?
- É verdade, faz tempo que eu sinto dores, mas eu fui nas melhores clínicas de ortopedia de Recife e os médicos mandaram que eu dormisse numa prancha de madeira, porque eu tinha bico de papagaio, faz tempo que eu venho fazendo esse procedimento, mas as dores continua.
- Você quer uma opinião?
- Pode dizer.
- Vá lá em Mestre Zé Faustino e mande ele fazer os seus calçados com um centímetro  a mais de altura no solado do  pé esquerdo.
O Mestre Zé Faustino era sapateiro e calçava a metade da Várzea Alegre.
Depois de fazer o procedimento recomendado por Mestre Joel, o Sr. Dudu viveu muitos anos sem o incômodo daquelas insistentes dores. Quando encontrava com Joel. Dudu perguntava:
- Como vai Dr. Joel?

Pergunta do autor; Mestre Joel era costureiro ou ortopedista?

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Versos lá de nós - Memória Varzealegrense

VERSO DO MACHADO - Autor; Poeta Candeiro.

ADJUNTOS DO MACHADO.

Não há quem possa negar
Como já foi o Machado
Com o povo interessado
Trabalhando sem parar
Gente de todo lugar
Tinha até do Arneiroz
A luta era feroz
Muitas vezes enlameado
Limpando arroz no Machado
E vivendo aqui mais nós.

Quando pegava a chover
Nós todos íamos plantar
Depois íamos pastorar
Prus passarinhos não comer
Depois do arroz nascer
Nós começávamos a limpar
E a lama sem secar
Só se ouvia nego dizendo
O meu mato está comendo
Acho que vou aceirar.

Quando clareava do dia
A gente se levantava
A merenda que pegava
Era a enxada e saia
E por lá passava o dia
Trabalhando sem parar
E pra poder acabar
Precisava ir tantas vezes
Com mais ou menos dois meses
Terminava de limpar.

Quando o arroz segurava
Só se ouvia o assunto
Gente fazendo adjunto
Juntando quando botava
E o povo se juntava
Era gente pra valer
Fazia gosto se ver
Um bando de cabra macho
Cortando cacho por cacho
Cantando sindô lelê

E agora está mudado
Ninguém quer se juntar mais
Tá indo tudo pra traz
Já nem parece o Machado
O Povo é desanimado
Não joga maneiro pau
E por isso o pessoal
Não conta com arroz doce
Tudo isso acabou-se
Mode o demónio do girau

Veja o tamanho da sujeira
Que tudo esculhambou
Eu não sei quem inventou
De cortar com roçadeira
Chega abarcando a touceira
Vai levando por igual
Depois outro pessoal
Pegando tudo que vê
Vai levando pra bater
No Satanás do girau.

Só pode ter sido um caé
Ou mesmo uma brocharia
E com essa putaria
Não tem quem queira um quicé
pode ser homem ou mulher
É todo o povo em geral
Que apoia esse bicho mal
Que fez toda maldição
Foi o maldito do cão
O criador do girau

Nada se pode fazer
Jeito ninguém tem pra dar
Precisa se acostumar
Com o que aparecer
Não tanto que nem você
Que foi lá pra capital
Hoje é um jovem legal
Que nem liga o Ceara
Tire um tempinho e venha cá
Pra eu lhe mostrar o girau

Meu caro amigo Zezinho
Colega mui verdadeiro
Quem informa é o Candeiro
O Poeta do Brejinho
A coisa aqui está assim
Não está bom pra viver
Só se planta pra perder
Dá só pra gente escapar
Contudo no Ceará
Só está faltando Você
Candeiro.

FALOU O POETA CANDEIRO.

Candeiro foi competente
Quando falou do passado,
Hoje o Vale do Machado
Ficou muito diferente.
Não se vê mais nossa gente
Nos adjuntos rurais
E não vamos vê jamais
Os cabras bom no quicé,
Como Oliveira e Tindé
Cada qual catando mais.

Mundim do Vale.

Fonte: Antônio Morais.

domingo, 18 de janeiro de 2015

Causos lá de nós - Memória Varealegrense

PASSARINHO  PECADOR - Mundim do Vale

O sítio Lagoa do Arroz, que pertencia a minha tia Amélia, ficou conhecido na cidade de Várzea Alegre – Ceará, pela diversidade de frutas que possuía. Eu ainda alcancei aquela fartura. Tinha; Cocos, cajus, mangas, cajaranas, graviolas, e outras que não me lembro agora.
Numa sexta feira da paixão, Roxo de Silvestre pegou uma baladeira e desceu para o sítio. Luiz de Pedro Batista, seguiu Roxo sem deixar que ele notasse. Roxo chegou debaixo de um cajueiro e viu uma viana bicando um caju. Esticou a baladeira e abateu o pequeno pássaro.
Luiz que observou tudo, aproximou-se de Roxo e Falou:
- Mais Roxo! Como foi que você pode fazer uma coisa dessa? Hoje é sexta feira da paixão e você mata um inocente pássaro. O dia hoje é de penitência e de jejum. Você é um Pecador.
Roxo do alto da sua ingenuidade respondeu:
- Oxente! Apois essa viana também era uma pecadora, Sela tivesse jijuando num tinha disfalicido.

Fonte; Josélia Vieira de Meneses.

Lembranças lá de nós - Memória

                                                       Quem é o pequeno  Conterrâneo ?

FOTOS LÁ DE NÓS - Por Mundim do Vale.


Quantas pessoas tem nessa foto

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Versos lá de nós - Mundim do Vale


LUZ, CÂMERA E AÇÃO.
                                  
Luz, câmera e ação                               
Foi o feito da menina,                                 
Parabéns para a Marina                                    
Pela sua formação.                             
Passou na televisão,            
Em revista, em jornais,                         
Em rádio e em tudo mais.
Só faltou nesse seu dia
Pra gerar mais alegria 
A presença do Morais.                          
Nanum

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Idelfonso Vieira - Por Isadora Araújo

Idelfonso e Isadora

Hoje, pensei em visitar um pintor, mas não.... Não só isso, ele era compositor, pedreiro, tocador de gaita, metido a farmacêutico e devoto de São Francisco de Assis.

No ano de 1935, nascia no Sítio Panelas, localizado em Várzea Alegre-CE, Idelfonso Vieira, o filho de José Idelfonso e Maria Vieira. 

Quando tinha doze anos iniciou na pintura com seus primeiros feitos: letreiros e faixas, que segundo ele, sem nenhum conhecimento acerca desse tipo de trabalho, os produzia. 

Em busca de melhores condições, veio morar em Várzea Alegre aos vinte e três anos e logo encontrou emprego em uma farmácia, emprego este que o viria tornar conhecido como o melhor aplicador de injeção da cidade, evidenciando, assim, uma de suas muitas habilidades. 

Dois anos mais tarde, frenquentou a capital Fortaleza para fazer um breve curso de pintura com duração de uma semana. Por conseguinte, voltava para Várzea Alegre o que conhecemos hoje de Idelfonso Pintor, o homem que muito ensinou a empresários, políticos e pessoas da elite desta cidade a, logo no início da adolescência, trabalhar e serem humanos dignos.

"Três primas para eu casar, mas eu era descuidado, não ligava para isso. Ia casar com prima?! Isso não pode.", diz Idelfonso.

Com anseio de se tornar padre, frenquentou, ainda jovem, durante um ano o seminário na cidade de Crato, mas não foi admitido, pois era filho único - o seminário não aceitava, nem seu pai gostava. 

Entristecido, retornou à sua casa com um único objetivo: construir uma capela no Sítio Panelas em forma de devoção ao seu santo protetor, São Francisco de Assis. Em meio pedidos de ajuda, doações e companheiros que o ajudava, Idelfonso ergueu a Capela de São Francisco. 
Em tempos em tempos, produzia músicas para as campanhas eleitorais da cidade e animava o povo com suas paródias.

Por fim, quero expressar minha gratidão por ter um ícone histórico da minha querida cidade tão perto e o orgulho pelo meu pai, que dentre tantas outras experiências maravilhosas, me proporciona essa de ter um progenitor que trabalhou e aprendeu lado a lado com Esse homem. 
Conta Idelfonso: "Ainda um adolescente, Humberto aceitou um serviço para produzir doze faixas para o desfile do dia sete de setembro às quatro horas da tarde do dia seis e assim o fez. 

Passou toda a madrugada pintando aquelas faixas e no outro dia foi marchar, sem dormir. Ele não tinha medo de trabalhar, sempre se destacou. Era esforçado."
Parabéns, Pai! Isso herdarei de você, a maior riqueza, o esforço.
Quanto a Idelfonso, longevidade e garra para continuar fazendo história.

(Isadora Araújo - 08/01/2015)

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

UM BENFEITOR ESQUECIDO - Por Mundim do Vale.



Quem é Airton Correia?
Eu Respondo:
- O Dr. Airton Correia é nosso conterrâneo que adora Várzea Alegre. Mas como muitos outros, teve que deixar a sua terra em busca do espaço. Plantou os pés em Fortaleza e deixou que o seu pensamento viajasse sempre para a terra de São Raimundo Nonato.Na sua pasagem de trabalho pelo D.N.O.C.S, contribuiu de forma relevante para a maior obra hídrica da nossa cidade. Não sendo ele vaidoso e nem tendo pretensão política, não faz tanta questão que seus conterrâneos mais novos, saibam desse seu grande feito. E nós, seus conterrâneos mais velhos, silenciamos por negligência, o seu grande esforço para que aqela obra significativa fosse concluída.
Já está passando do tempo da nossa cidade pagar essa dívida, pelo menos com o devido reconhecimento.
Essa é a minha opinião una e personalizada.

Raimundinho Piau.