VÁRZEA ALEGRE TERRA DOS CONTRASTES - Mundim do Vale
Localizada no centro sul do estado do Ceará ficou conhecida no Brasil inteiro depois do musical Contrastes de Várzea Alegre, interpretado por Luiz Gonzaga e composto por Zé Clementino. Cidade que foi tema de um documentário da Rede Globo de Televisão, por ser uma cidade alegre, fazendo assim jus ao seu nome. Cidade que por brincadeira de um grupo de agricultores do sítio Roçado de Dentro, deu partida no samba, para ser hoje, com duas escolas, MIS e ESURD, detentora do melhor carnaval do interior cearense, atraindo turista do estado e do país. Cidade de um povo que transformas as adversidades em causos humorísticos. Cidade que Jesus foi intimado, que o padre era casado, que o sobrado é no oitão, que Telha Quebrada é filho de Zé Goteira e um cego da Boa Vista morreu afogado na Lagoa Seca. Cidade que aparece nos sonhos dos seus filhos que estão ausentes, mas não esquecem jamais. Várzea Alegre dos grandes adjuntos da colheita do arroz, animados pelo grupo de Maneiro Pau e a Banda Cabaçal. Várzea Alegre que quando os filhos que estão distantes se encontram dizem:
- Ou Várzea Alegre boa só é longe! Várzea Alegre que Manoel Cachacinha criou o slogan “Várzea Alegre é natureza! E para finalizar, Várzea alegre é a cidade que só nos deixa tristes quando estamos distantes.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

06 - Nossas Histórias - Memória Varzealegrense


06 - RAIMUNDO BITU, PADIM.


É muito prazeroso escrever sobre Raimundo Bitu, Padim do Sanharol. Resgatar sua historia, seu legado de exemplos dignificantes, seu humor e sua brandura impar.  Hoje vou escrever um pouco sobre uma  cirurgia de próstata que ele fez em Crato na década de 90 do seculo passado.

Acertamos todos os detalhes com o medico que por sinal era parente próximo dele e muito amigo meu. Realizados exames e marcado dia e horário da cirurgia. Na véspera Padim chegou em nossa casa, se internou a noite e no outro cedinho foi operado.  

No pós-operatório houve umas complicações, mas o medico passou o dia e a noite na cabeceira da cama, só  saiu do local quando não restava nenhum risco. 

No outro dia, ainda sonolento,  eu entrei no quarto, dei bom dia, ele respondeu, e, então eu falei: Padim, eu avisei para  os meninos em Fortaleza, ao Oriel no Icó, ao João em São benedito. 

Disse que a cirurgia foi bem sucedida e que você está muito bem. Ele se espreguiçou e respondeu: mas, não está nada bom.  Eu lhe perguntei: porque Padim, o que está faltando? Ele  botou a mão a testa e disse: Eu estou com vontade danada de soltar um peido do tamanho do "Balão Magico" e não consigo.

015 - Antônio André - Memória Varzealegrense

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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

05 - Nossas Histórias - Memória Varzealegrense


05 - Brito de Luiza Felix.


Minha avó Josefa de Pedro André reunia toda meninada da ribeira para ensinar as rezas. Credo, ato de contrição, salve rainha, pai nosso, os dez mandamentos. No final do curso de catequese estavam todos preparados para fazer a primeira comunhão. Um dia, já com a data da primeira eucaristia marcada, Madrinha Zefa resolveu fazer uma preleção, espécie de avaliação com a turma, a aula da saudade.

Depois de revisar as lições, explicou para os alunos que a comunhão era a passagem do pecado para o estado da graça da salvação. Cumprimentou a todos e disse: vocês estão todos preparados para receber a eucaristia, alcançar a salvação do reino dos céus. E, perguntou: vocês querem ir para o céu? Todos se levantaram e responderam numa só voz queremos, menos Brito de Luiza Felix que ficou parado, não fez nenhum movimento, não se aluiu do lugar. Madrinha Zefa então o inquiriu: Brito, você não quer ir para o céu? Ele respondeu não. Por que Brito? Por que mãe disse que quando a aula sacabasse eu fosse pra casa.

014 - Luiza Lixandre - Memória Varzealegrense

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Memória

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Mundinho da Varjota - Memória Varzealegrense

Mundinho da Varjota e Cecília Cardoso

Esse personagem folclórico de Várzea Alegre ficou conhecido, e ao mesmo tempo anônimo, pelo seu jeito rude e sua ignorância, foi atribuída muitas delas ao cairiense Seu Lunga. 

Mas isso não tirou e nem tirará o prestígio de Raimundo Cardoso, que todos conheciam por Mundinho da Varjota. Ele casado com Cecília Cardoso, uma mulher que podemos dizer que tenha se santificado, pois agüentar as respostas bruscas que ele dava, tem que ter muita paciência. 

Conta-me um amigo, Raimundo Nonato, uma história que ocorreu no estádio Juremal, “ele sempre nas partidas de futebol ia vender dindim (gelinho, juju em algumas localidades), e Genivan sabia que ele era ignorante, e fez a pergunta obvia a Mundinho, se ali naquele isopor tinha dindim, isso três vezes, na terceira vez ela já irado respondeu, não ta vendo que tem dindim aqui seu filho duma égua, rebolando a caixa no chão aonde voou dindim e moedas pelo chão, os meninos caíram em cima, pegando o dinheiro e os dindins e ele com raiva foi pra casa. Esse era Mundinho, tem histórias engraçadas que dava pra fazer um livro.

Mundinho era um exímio consertador de bolas de futebol, todos que tinham problemas nas bolas, iam pedir para ele consertar, só que tinha que ter cuidado com a maneira de se expressar, pois poderia levar uma resposta indesejada. 

Foi um personagem que Várzea Alegre esqueceu, mas como eu sempre digo a cultura varzealegrense é riquíssima, e fica difícil da gente catalogar, pois pode cometer injustiças e esquecer alguém. 

Pois pode ter gente que não consideramos nada, mas pra muitos ele é uma figura importante, por isso eu aprendi a pesquisa primeiro e ver o histórico dessa pessoa, com isso não cometerei injustiças. 

Deus me deu o dom de escrever, com ele vou descrevendo as pessoas que ficaram no passado, que acho que deram uma parcela de contribuição pra cultura dessa cidade Várzea Alegre.

Pouco sabemos de dados pessoais do Mundinho, sempre víamos esse casal povoando nossa cidade, mas como digo, continuarei minhas pesquisas e descobrirei mais sobre Mundinho da Varjota, uma coisa tenho certeza, não podemos olvidar a sua pessoa, como de muitos personagens que povoaram Várzea Alegre, que aqui citarei: “Bugui, Maria Edite, Degue-Degue, Catingueira, Chico Cego, Chico de Cecília, João Fósforo, Maria Saruê, o músico Zé Pelado. Enfim são muitos os que povoam a cultura varzealegrense  de personagens folclóricos. 

Com esse meu escrito reverencio a memória de Mundinho da Varjota, sei se ele tivesse vivo e perguntasse a ele: “Mundinho o que tu achou desses Escritos?” com certeza ele responderia: “Eu não achei nada, não tava perdido e você foi quem me mostrou.” Uma verdade, pois não tava perdido, tava em meu caderno, esse foi MUNDINHO DA VARJOTA, que por dentro tinha um grande coração, mas não suportava perguntas bestas.

Israel Batista

Relíquia Familiar - Memória Varzealegrense

Título Eleitoral de uma Varzealegrense - Corina Bastos de Lima



Nossas avós foram alfabetizadas por professoras particulares contratadas pelo Coronel Mário Leal. 

O Cel Mário Leal era casado com uma tia delas. Os irmãos das nossas avós ficaram órfãos de pai e mãe, a tia assumiu a responsabilidade pela criação deles e como contratavam professores para os filhos, proporcionavam aos sobrinhos a oportunidade de estudarem também.

Robson Edvard Bitu Moreno

Título pertencente a família de João Bastos das Panelas. Título de sua Avó Corina Bastos.
Cedido por João Bastos

013 - Valeriano - Memória Varzealegrense

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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

04 - Nossas Histórias - Memória Varzealegrense


04 - José Vieira do Sítio Chico


José Vieira do Chico foi um dos homens mais inteligente e sábio de nossa terra. Espirituoso e bem humorado, prudente, muito calmo, trabalhador e honesto.

Certa feita uns compradores de garrotes da Paraíba chegaram a Várzea-Alegre e compraram uns animais a José Piau, outros a Menininho Bitu, e, como sobrava espaço no caminhão que transportava, especularam de quem pudesse ter garrotes pra vender. 

José Vieira tinha uns garrotes muito bons e foi procurado pelos paraibanos. Do encontro se deu o presente dialogo:

Paraibanos: seu José Vieira, nós gostaríamos de comprar os seus garrotes. Compramos do José Piau e do Menininho Bitu, e, estamos a precisar de completar a carrada.

José Vieira - Não posso vender os meus agora.

Paraibanos - Nós compramos a bom preço e o dinheiro esta escutando a conversa.

José Vieira - Eu não posso vender porque os animais estão numa roça que tem tingui, se mexer eles caiem e morrem.

Paraibanos - Tingui não é problema, nós andamos com uma taboca, se a reis cair agente mete a toboca no fundo, o ar comprimido evacoa e ela fica boa.

José Vieira - Vige como lá é diferente daqui, pois aqui quando a reis cai metem a toboca é no fundo do dono.

012 - Suissa - Memória Varzealegrense

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Fonte
Blog do Sanharol

domingo, 3 de fevereiro de 2013

ESURD DO ROÇADO PARA O SAMBA.


VÁRZEA ALEGRE NA MÍDIA CARNAVALESCA.


03 - Nossas Histórias - Memória Varzealegrense


03 - Manuel Inácio da Costa - Manuel de Teté ou de Vó.


Raimundo Bitu do Sanharol cedeu uma parte de terra para Antão Pereira fazer um plantio de fumo. As plantas cresceram com uma desenvoltura de causar admiração. Folhas grandes, largas e sadias. Quando maduraram foram colhidas, colocadas num varal e transformadas em fumo forte e bom de acordo com os adeptos do cachimbo.

Raimundo Bitu recebeu de renda umas 50 varas de fumo, e, Manuel de Teté sabendo deste rendimento todo foi até a casa dele e disse: Raimundo Bitu, ontem eu sonhei com tua mãe, Dona Bilinha e, ela mandou te dizer que me desse duas varas de fumo.

Raimundo Bitu, pensou um pouco, coçou o cangote e respondeu: Manuel de Teté, que coincidência, eu também sonhei com a tua mãe, ela me pedindo que mandasse você parar de fumar se não tu ia se lascar, tu ia morrer.

011 - Margarida - Memória Varzealegrense

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Fonte
Blog do Sanharol

sábado, 2 de fevereiro de 2013

02 - Nossas Histórias - Memória Varzealegrense


02 - Severino da Betânia.


É minha vontade e desejo fazer uma visita ao ilustre varzealegrense Severino da Betania. Escutar uma boa historia e ouvir uma musica acompanhada do seu inseparavel violão. Não vai passar desse fim de semana.

Do Severino eu conheço a historia mais inusitada com relação as paixões politicas varzealegrenses. Quem conhece nossa historia sabe que o mandonismo dos Correia em Varzea-Alegre quase completa um seculo.

Mas, isto não quer dizer que durante este periodo eles não tenham recebido a oposição severa de ilustres contarraneos como Raimundo Inacio do São Cosme, Jose de Ana do Sanharol e Severino da Betania. 

Os Correia foram desbancados por Josué Diniz em 1962, perderam a eleição por miseros 47 votos. A partir de então houve uma alternância de poder.

Severino era um eterno preocupado com o retorno do puder as mãos do Clã Correia, e, ao saber da candidatura de Dr. Pedro Satiro para suceder seu Josué - vibrou: Ou beleza, ou beleza, pode não ganhar, de novo, mas faz um medo.

Um medo já era o bastante para Severino ser feliz. Tricas e futricas da politica.

010 - Tonico - Memória Varzealegrense

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Fonte 
Blog do Sanharol

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

01 - Nossas Histórias - Memória Varzealegrense


01 - José Alves Costa - Zezinho Costa.


Um dos maiores empreendedores de Várzea-Alegre, ex-prefeito do município, sem duvidas, o maior proprietário de terras e o mais afortunado dos nossos conterrâneos a sua época. Anualmente recebia um carro zerado da fabrica. Certa feita, na viagem inaugural ao Umari, na passagem pela curva da Santa Rosa, abalroou sua bela rural novinha com Neguim de João V-8 que trafegava em sentido contrario no Jeep velho de António Vieira.

Neguim desceu do carro desconfiado e amedrontado disse: Também seu Zezin Costa, o senhor vinha na contra mão! E Zezinho Costa muito autoritário respondeu: E porque você não vinha na contra mão também?

009 - Narcisa - Memória Varzealegrense

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Fonte:
Blog do Sanharol

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Nossas Escolas - Memória Varzealegrense

Apresentação de nossas Escolas

E.E.F MARIA JUVANIR LIMA BEZERRA localizada no Centro do SÍTIO FECHADO DISTRITO DE NARANIÚ S/N CEP: 63540-000 CEARÁ
01- E.E.F.M. José Correia Lima
02 - ESCOLA JOSÉ PRIMO DE MORAIS NA VILA EXTREMA DISTRITO DE CALABAÇA, NO ANO DE 1998
03 - Centro Educacional Presidente Castelo Branco
04 - E.E.F. Figueiredo Correia
05 - E.E.I.F. Maria Anésia Ferreira
06 - Escola Dário Batista Moreno
07 - Escola Estadual de Educação profissional - Doutor José Iran Costa
008 - Escola Lourival Frutuoso de Oliveira. No Sítio Graiado, Várzea Alegre
009 - Escola Maria Dolores de Menezes Carvalho
010 - EEF - Escola Raimundo Alves de Sousa -  Sítio Cajazeiras (fica logo depois do Umari dos Trindades)
011 - E.E.F CLARA DE SOUZA GUEDES - Sitio Fechado Distrito de Naraniú Várzea Alegre

Nota:
Postagem incompleta.


Um Domingo Qualquer - Memória varzealegrense

José de Adálio - Zé Gatinha

Por volta de 1955, o Quixará, atual Farias Brito, ousou desafiar Varzea-Alegre para uma partida de futebol. As maiores dificuldades diziam respeito á arbitragem. Depois de reuniões seguidas, as partes chegaram a um entendimento. O primeiro tempo seria arbitrado por um juiz do Quixará e a fase final por um arbitro de Várzea-Alegre.

No dia do jogo, por volta das 11 horas da manha, Valdizio de Zé Odmar estacionou o velho "misto" na praça da igreja e os atletas foram se acomodando em seus devidos lugares. Seguiram por uma estrada carroçável que ligava os dois municípios via Cariútaba.

Pra encurtar a historia o primeiro tempo terminou com um escore de um a zero para o Quixará. Depois de trocarem o campo e o arbitro a contenda recomeçou. Aos 12 minutos os atacantes Raimundo de Bié e Nenên de Canuta já haviam convertido em gols duas das seis penalidades máximas marcadas pelo arbitro Jose de Adalio, o saudoso Zé Gatinha.

O jogo seguia em banho Maria para tranquilidade do juiz que não precisou mostrar as suas prerrogativas de autoridade. Aos 42 minutos, quando ninguém acreditava numa reação do Quixará, o zagueiro cobrou um tiro de meta, um bicudo daqueles que a bola sobe, sobe e vai caindo maneira como um gavião peneirador que posa numa ninhada de pintos. Um gaiato, na geral, usa um apito igual ao do arbitro. O beque de Varzea-Alegre, seu Tõe de Cota se atrapalha com o apito e segura a bola com as duas mãos dentro da pequena area. Não houve jeito para o arbitro, o pênalti teve que ser marcado e a bola colocada na marca da cal.

Antes de autorizar a cobrança da penalidade, o arbitro foi até o goleiro Perna Santa e advertiu: Se deixar entrar vai voltar para Várzea-Alegre a pé. Por sorte a bola tinha um manchão estragado e com o impacto do chute explodiu. A câmara de ar se desprendeu "pruuuus" e como um foguete tomou rumo ignorado, a capa da bola entrou mansinha rente a trave esquerda enquanto o goleiro se esparramou para o outro lado da baliza.

Aliviado Ze Gatinha marcou "meio" gol, e, não podia ser diferente, só entrou a metade da bola. A partida foi encerrada dois minutos antes do tempo regulamentar com o histórico escore de “dois a hum e meio" pra Várzea-Alegre é claro.

Fonte:
Blog do Sanharol

Recordações - Memória Varzealegrense

RECORDAÇÃO DO TÉRMINO DO CURSO GINASIAL-FORMAÇÃO PEDAGÓGICA- EIS-ME AQUI PROFESSORA-DEZEMBRO-1971(ISABEL VIEIRA)


Quanta alegria, quanta emoção, quanta realização... expressam-se nessa valiosa foto. Era um momento de extrema felicidade; em que um auspicioso sonho tornava-se realidade.

À época, a cada ciclo estudantil que se concluía, (ginasial, (normal), registrava-se a conquista através de uma fotografia especial. 

Depois do diploma, era como se fosse um símbolo, uma prova de constante luta, de uma trajetória escolar objetivando um ideal, buscando uma vitória.

Cedo, já se faziam planos, economia para essa preciosa finalidade, para esse almejado dia.

A arte fotográfica é da exímia profissional TELMA SARAIVA, cujo STÚDIO era o mais eficiente, o “melhor” existente na região naquele tempo.

Já o penteado, a maquiagem foram realizados pela dedicada e renomada cabeleleira “ BAIZA” ; senhora muito prestativa e competente; sempre procurada, admirada e estimada pela sociedade cratense e todos que a conheciam. 

E aí estou ... feliz, radiante, realizada... 
Uma “grandiosa “ lembrança. 

Ao SENHOR, toda gratidão e louvor!

Com imensa alegria , posto-me nessa primorosa página do “MEMÓRIA VARZEALEGRENSE.” 

Isabel Vieira O. Silva
31.01.2013

008 - Pé Veio - Memória Varzealegrense

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Fonte:
Blog do Sanharol (postagem de Cláudio Sousa)

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

CAUSOS LÁ DE NÓS - Por Mundim do Vale

BOCA DE FOGO E HITLER

O  FINAL  DA  SEGUNDA  GUERRA   MUNDIAL.

No final do ano de 1944, acontecia os horrores da segunda guerra mundial, comandada pelo ditador Adolf Hitler.
As notícias chagavam em Várzea Alegre atrasadas e destorcidas. Atrasadas porque o sinal da Rádio Globo chegava a passar vários dias sem alcançar a nossa cidade.
Destorcidas porque os nossos conterrâneos que tinha o acesso eram os senhores Fábio Pimpim e Hamilton Correia, dois torcedores ferrênios do regime nazista.
Quando as notícias dos Holocaustos chegavam ao sítio serrote, Luís Inácio ( Boca de Fogo ), Dizia:
- Eu acho é pouco. Pruque num levaro ome pra lá? No dia qui o tenete chegou aqui cum o caminhão, pra levar o povo, eu quís ir, mais ele num quis me levar, levou foi o Bêbo Ontõe Goberto.
Em abril de 1945 o ditador já bastante debilitado da saúde, teve o seu Bunker em Berlim bombardeado pelos países aliados. Esse fato contribuiu para o seu suposto suicídio no dia 07 de maio de 1945. Com aquela grande baixa, a Alemanha afrouxou e com a sua rendição a guerra chegou ao seu final.
Voltando para Várzea Alegre vejamos as repercussões.
Antônio Bitu foi a cidade fazer umas compras e soube da notícia que a guerra havia acabado. Naquele momento ele viu a alegria do povo e teve a informação que os dois nazista de província estavam escondidos. Chegando de volta no Sítio serrote, encontrou Boca de Fogo afiando uma foice.
Bitu na sua empolgação gritou:
- Ei Luís. A guerra acabou-se !
Luís respondeu em cima da bucha:
- Ou trabái Pirdido !
- Qual?
- Esse meu aqui. Apois eu tava amolando essa foice era pra cortar o pescoço de HITLER.

007 - Severino da Betânia - Memória Varzealegrense

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Fonte:
Blog do Sanharol(postagem de Cláudio Sousa)

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Memória - Memória Varzealegrense



MEMÓRIA - SÁVIO PINHEIRO - Dedicado ao Memória Varzealegrense


O rever retumbante da história,
Das raízes, das lendas, dos costumes
É regar um canteiro de estrumes
Pra colher, no futuro, imensa glória.

É cantar a beleza da vitória,
É enxergar o piscar dos vaga-lumes,
É sentir o bom cheiro dos perfumes,
É guardar o passado na memória.

Ao buscar o valor da exata origem
Sem temer a impureza da fuligem
Faz galgar grande passo, no presente.

E se acaso, existir puro bairrismo,
Marchará para um cosmopolitismo
De maneira solene e permanente.

A Fotografia - Memória Varzealegrense



Que engraçado essa nossa vida! A gente nasce, e enquanto criança convivemos com uma realidade, vemos tantos rostos que nos tornam familiares, gentes que convivem conosco, ao nosso redor, que nos faz acostumar com essas pessoas. 

São crianças, jovens e adultos (velhos), e a gente vai crescendo, e os jovens vão envelhecendo, os velhos morrendo e vai surgindo novas pessoas daqui e vindo de fora, e formam novos rostos que vão substituindo aqueles rostos antigos e familiares, que mesmo a gente se acostumando com aquelas faces novas, os antigos ainda nos dar bastantes saudades.

A população sempre fica se renovando, todo dia nasce e morre gente, pois o ciclo da vida não para, daqui em breve eu serei findo, e a quem me conheceu eu serei apenas uma recordação, e surgirá outro que preencherá a vaga de amigo por mim deixado. Assim é a vida desde os primórdios, umas pessoas deixam muitas saudades, outras um grande alívio, nos dói muito à perda, mas isto é o natural dessa vida e mesmo sem querer nos acostumarmos, isso sempre ocorrerá, faz parte desse ciclo vital.

Uma coisa que ainda consegue amenizar a dor que sentimos é a fotografia, nela está registrada uma imagem, um momento bom que vivemos no passado. 

E eternizam rostos que não estão mais entre nós, isso nos alivia um pouco a dor da saudade que em nosso peito fica alojado, para mim a foto foi a maior invenção do ser humano pois eterniza uma imagem de um lugar, de uma pessoa, de um momento, para que na posteridade, os mais novos que não viveram esse tempo ou não conheceram a pessoa registrada, possam a partir desse momento conhecer olhando a fotografia. 

Essa arte foi tudo iniciado pelo retrato fosco, pintado pelo inteligente pintor, até a foto digital que capta nitidamente a imagem da pessoa como se tivesse viva.

Um sábio pensador assim falou: “Tudo passa, mas a fotografia fica”. Uma realidade, eu passarei, você passarás e todos passarão, mas a fotografia, esse pedaço de papel que eterniza uma pessoa, um lugar ou qualquer coisa, permanece ali. 

Hoje em minha casa, folheando os álbuns, eu viajo no tempo, por lugares e ao lado de gentes que nunca vi e nem conheci, compartilho a felicidade que aquelas pessoas estão vivenciando, uma coisa interessante, é se um dos personagens dessa foto está presente, pois ela narra aquele momento, e você visualiza na fotografia. 

A fotografia é um elixir para aliviar a dor da saudade, pois quem tem sentimentos, sempre derrama uma lágrima de saudade, saudade de um tempo que passou, mas ficou eternizado pela fotografia.

Israel Batista

005 - Lulu - Memória Varzealegrense

Série os Diferentes


Fonte: 
Blog do Sanharol(postagem de Cláudio Sousa)

domingo, 27 de janeiro de 2013

Fato Histórico na politica de Várzea Alegre


Foto de Março de 1963, posse do Prefeito Josué Alves Diniz o primeiro a esquerda, José Odmar Correia , de óculos escuro, vereador José Primo de Morais, Zé Bile,  e o prefeito anterior  Dr. Dario Batista Moreno. O jovem que está com a mão no queixo é João Vieira

Neste  ato se confirmava a posse de Josué Alves Diniz  como prefeito de  Várzea-Alegre após um longo período de quase um seculo de domínio politico da família Correia Lima.

Texto de Antonio Morais
Foto Familia Damiana Sousa

004 - Geraldo Teté - Memória Varzealegrense

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Fonte:
Blog do Sanharol(postagem de Cláudio Sousa)

sábado, 26 de janeiro de 2013

Recordações - Memória Varzealegrense

Foto do casal João Alves de Menezes(João do Sapo) e Dona Maria Soledade Batista de Menezes, sem eles não haveria Sanharol

Essa foto é muito bonita. Pela beleza do casal e pelas informações do tempo em que ela foi tirada.

O casal é João Alves de Menezes(João do Sapo) e Maria Soledade Batista Menezes.

O ano da foto é 1922.

Vejam que elegância para um casal sertanejo! Ele de terno escuro muito bem sentado e sapato social fino.

Ela com vestido fino e alinhado(o fôrro era rosa), feito pelas costureiras do Crato, meias finas, sapato alinhado de salto e joias.

Moravam na casinha branca do Sanharol ainda hoje referência para a família.

O contraste da elegância de João do Sapo são as suas mãos rudes do homem do campo e do gado.

Tiveram nove filhos - Luiz, José, Balbina, André, Eulália, Raimundo, Francy, Iaci e Francisquinha. Netos 26. 

Uma beleza de Família!

Maria Eunice Diniz Moreno  
Foto enviada por Maria Eunice

Nota: Esta foto está no arquivo fotográfico como: Foto 111 - Foto do casal João Alves de Menezes(João do Sapo) e Dona Maria Soledade Batista de Menezes, sem eles não haveria Sanharol