VÁRZEA ALEGRE TERRA DOS CONTRASTES - Mundim do Vale
Localizada no centro sul do estado do Ceará ficou conhecida no Brasil inteiro depois do musical Contrastes de Várzea Alegre, interpretado por Luiz Gonzaga e composto por Zé Clementino. Cidade que foi tema de um documentário da Rede Globo de Televisão, por ser uma cidade alegre, fazendo assim jus ao seu nome. Cidade que por brincadeira de um grupo de agricultores do sítio Roçado de Dentro, deu partida no samba, para ser hoje, com duas escolas, MIS e ESURD, detentora do melhor carnaval do interior cearense, atraindo turista do estado e do país. Cidade de um povo que transformas as adversidades em causos humorísticos. Cidade que Jesus foi intimado, que o padre era casado, que o sobrado é no oitão, que Telha Quebrada é filho de Zé Goteira e um cego da Boa Vista morreu afogado na Lagoa Seca. Cidade que aparece nos sonhos dos seus filhos que estão ausentes, mas não esquecem jamais. Várzea Alegre dos grandes adjuntos da colheita do arroz, animados pelo grupo de Maneiro Pau e a Banda Cabaçal. Várzea Alegre que quando os filhos que estão distantes se encontram dizem:
- Ou Várzea Alegre boa só é longe! Várzea Alegre que Manoel Cachacinha criou o slogan “Várzea Alegre é natureza! E para finalizar, Várzea alegre é a cidade que só nos deixa tristes quando estamos distantes.

domingo, 6 de outubro de 2013

VERSOS LÁ DE NÓS - Por Munjdim do Vale.

Pedro Piau quando treinava para participar do adjundo do primo Joaquim André.

CONVITE  REJEITADO

Era no mês de São João
A safra toda segura,
Nosso povo satisfeito
Com toda aquela fartura.
O arroz de Joaquim André,
Todo maduro no pé
Com dois metros de altura

O nosso povo vibrando
Não esquecia o assunto:
- Esse ano tem fartura
Que o inverno chegou junto.
O povo lá não parava,
Todo dia perguntava
Onde tinha um adjunto.

Antônio Morais, curioso
Abordou Joaquim André:
Meu tío o seu adjunto
Me diga quando é, que é.
O cacho já tá virando,
Se não for logo catando
Nasce de novo no pé.

- Meu sobrinho eu vou fazer
Depois da confirmação,
De dois compadres que tenho
Na Bahia e Maranão.
Mandei carta para os dois,
Pra virem catar arroz
Nesse mês de São João.

Os convites:

Meu compadre Zé Sarney
Você é meu convidado,
Para vir A Várzea Alegre
Catar arroz no Machado.
Mas é pra vir com urgência,
Deixe que a presidência
Pode ficar com o senado.

Eu sei que o compadre vem
Junto com a caravana,
Se gostar de adjunto
Aqui tem toda semana.
Aqui eu vou terminar,
Mas quero também mandar
A bênção de Roaseana.

Meu compadre A.C.M.
Venha aqui na quarta feira,
O compadre Zé Sarney
Lhe espera na ribeira.
Vamos ver se vocês dois
Vão apanhar mais arroz
Que Tindé e Oliveira.

Venha para abençoar
Luís, o seu afilhado,
O bichim tá na escola
Mas é muito encabolado.
Traga pra ele um presente,
Daqueles bem envolvente
Que dão para aliado.

Já passava uma semana
E Joaquim pra lá e pra cá,
Antônio falou novamente:
Deixe os compadre pra lá.
O melhor para você,
É cantar sindô Lelê,
Oi sindô sindô lalá.

Compadre A.C.M. escreveu
Dizendo que não, vem não,
Consultou um pai de santo
Que mostrou uma visão.
Espôs os búzios mostrando,
Um baiano despencando
Na queda de um avião.

Compadre Sarney também
Pediu pra ser dispensado,
Roseana tá doente 
E precisa de cuidado.
Mas que ele tem um plano
Para vir no próximo ano
Catar arroz no Machado.

Mas se Sarney me chamar
Pra apanhar babaçu,
Eu tambem vou rejeitar
Só pra ver o sururu.
Não mando José Joaquim,
Nem Manoel de Mininim
E nem Raimundo Bitu.

Se A.C.M. Me chamar
Para apanha de cacau,
Ele vai chorar godê
Como nenem por mingau.
Não vou mandar Expedito,
Luís Lobo e Antonito
Pra dançar maneiro pau,
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