VÁRZEA ALEGRE TERRA DOS CONTRASTES - Mundim do Vale
Localizada no centro sul do estado do Ceará ficou conhecida no Brasil inteiro depois do musical Contrastes de Várzea Alegre, interpretado por Luiz Gonzaga e composto por Zé Clementino. Cidade que foi tema de um documentário da Rede Globo de Televisão, por ser uma cidade alegre, fazendo assim jus ao seu nome. Cidade que por brincadeira de um grupo de agricultores do sítio Roçado de Dentro, deu partida no samba, para ser hoje, com duas escolas, MIS e ESURD, detentora do melhor carnaval do interior cearense, atraindo turista do estado e do país. Cidade de um povo que transformas as adversidades em causos humorísticos. Cidade que Jesus foi intimado, que o padre era casado, que o sobrado é no oitão, que Telha Quebrada é filho de Zé Goteira e um cego da Boa Vista morreu afogado na Lagoa Seca. Cidade que aparece nos sonhos dos seus filhos que estão ausentes, mas não esquecem jamais. Várzea Alegre dos grandes adjuntos da colheita do arroz, animados pelo grupo de Maneiro Pau e a Banda Cabaçal. Várzea Alegre que quando os filhos que estão distantes se encontram dizem:
- Ou Várzea Alegre boa só é longe! Várzea Alegre que Manoel Cachacinha criou o slogan “Várzea Alegre é natureza! E para finalizar, Várzea alegre é a cidade que só nos deixa tristes quando estamos distantes.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Versos lá de nós - Memória varzealegrense

QUADRAS  COMPARADAS

Retrato se chama foto
Perfume vem da essência,
O ato de comprar voto
É tráfico de influência.

Pano preto é para luto
Faca pequena é quicé,
Quem compra voto é corrupto
E quem vende também é.

Calçada limpa é varrida
Drama se faz em capítulo,
Nunca vi na minha vida
A nota fiscal de um título.

Lambreta também é moto
Jantar de velho é mingal,
Aquele que vendeu voto
Traiu o seu ideal.

Baladeira é pra caçar
Todo Gêmeo é parecido,
Título é feito pra votar
E não para ser vendido.

Tempero bom é piqui
Eleitor tolo é otário,
Até hoje eu nunca vi
Um título no crediário.

 Nem que possa parecer
Com vantagem ou promoção.
Nunca vi ninguém vender
Um só título à prestação.

E se alguém parcelar
O voto para vender?
Se o comprador não pagar
Vai para o S.P.C.?

Para que o poeta rime
Ele olha a vida alheia,
Se comprar voto é um crime
Para que serve a cadeia?

Eu já vi banco na feira
Financiando animal,
Mas nunca vi financeira
Para título eleitoral.

E o besta do eleitor
Confiando no agrado,
Recebe do comprador
Até cheque pre-datado.

Eita, povo pra sofrer!
É o povo sem noção,
Já deu até pra vender
O voto na eleição.

Mundim do Vale.
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