VÁRZEA ALEGRE TERRA DOS CONTRASTES - Mundim do Vale
Localizada no centro sul do estado do Ceará ficou conhecida no Brasil inteiro depois do musical Contrastes de Várzea Alegre, interpretado por Luiz Gonzaga e composto por Zé Clementino. Cidade que foi tema de um documentário da Rede Globo de Televisão, por ser uma cidade alegre, fazendo assim jus ao seu nome. Cidade que por brincadeira de um grupo de agricultores do sítio Roçado de Dentro, deu partida no samba, para ser hoje, com duas escolas, MIS e ESURD, detentora do melhor carnaval do interior cearense, atraindo turista do estado e do país. Cidade de um povo que transformas as adversidades em causos humorísticos. Cidade que Jesus foi intimado, que o padre era casado, que o sobrado é no oitão, que Telha Quebrada é filho de Zé Goteira e um cego da Boa Vista morreu afogado na Lagoa Seca. Cidade que aparece nos sonhos dos seus filhos que estão ausentes, mas não esquecem jamais. Várzea Alegre dos grandes adjuntos da colheita do arroz, animados pelo grupo de Maneiro Pau e a Banda Cabaçal. Várzea Alegre que quando os filhos que estão distantes se encontram dizem:
- Ou Várzea Alegre boa só é longe! Várzea Alegre que Manoel Cachacinha criou o slogan “Várzea Alegre é natureza! E para finalizar, Várzea alegre é a cidade que só nos deixa tristes quando estamos distantes.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Várzea Alegre - Por Socorro Martins

Várzea Alegre 

Cidade hoje saudade
Lembrança agradável ou não
No túmulo do teu passado
Enterrei minha ilusão

Teu riacho de água doce
Levou a doce canção
E a fantasia bonita
Que enfeitou meu coração

Lá, na pracinha do centro,
Entreguei meu pensamento
Ao rapaz que volteava
E volteei pela vida
E as juras de amor, perdidas
Pedrdidas por lá ficaram

O manto da minha fé
Ficou no altar do santo
Manifestada no canto
Que as vezes eu desenterro

Como a jurema sem seiva
Reclama o inverno antigo
Eu, nesta minha cantiga,
Procuro os fios da teia
Procuro achar a saída
No labirinto-cadeia
Insisto em desvencilhar-me
Do certo que me rodeia

Procuro tuas procissões
Tuas festas natalinas
Teu jeito infantil e tímido
De uma cidade menina

Mas a menina cresceu
E tem jeito de mulher
É toda dengo e trejeito
Ama e desama a quem quer

Se tu a min devolvesses
Minhas pessoas amadas
Se de volta eu encontrasse
Minhas ilusões aladas
Se na Vazante estivesse
Meu pai que há muito dormiu
Se na rua eu encontrasse
A velha casa do tio
Eu também te entregava a menina que partiu

Ah! Minha Várzea perdida
Em cada pedaço teu
Há um cheiro de saudade
De um tempo que se perdeu
Há um gosto de soluço
De um choro que se escondeu
Há duas mãos lamentando
O abraço que não veio

E se tu não és a mesma
Outra agora eu também sou
E da menina de ontem
Só a poetisa restou

Socorro Martins

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