VÁRZEA ALEGRE TERRA DOS CONTRASTES - Mundim do Vale
Localizada no centro sul do estado do Ceará ficou conhecida no Brasil inteiro depois do musical Contrastes de Várzea Alegre, interpretado por Luiz Gonzaga e composto por Zé Clementino. Cidade que foi tema de um documentário da Rede Globo de Televisão, por ser uma cidade alegre, fazendo assim jus ao seu nome. Cidade que por brincadeira de um grupo de agricultores do sítio Roçado de Dentro, deu partida no samba, para ser hoje, com duas escolas, MIS e ESURD, detentora do melhor carnaval do interior cearense, atraindo turista do estado e do país. Cidade de um povo que transformas as adversidades em causos humorísticos. Cidade que Jesus foi intimado, que o padre era casado, que o sobrado é no oitão, que Telha Quebrada é filho de Zé Goteira e um cego da Boa Vista morreu afogado na Lagoa Seca. Cidade que aparece nos sonhos dos seus filhos que estão ausentes, mas não esquecem jamais. Várzea Alegre dos grandes adjuntos da colheita do arroz, animados pelo grupo de Maneiro Pau e a Banda Cabaçal. Várzea Alegre que quando os filhos que estão distantes se encontram dizem:
- Ou Várzea Alegre boa só é longe! Várzea Alegre que Manoel Cachacinha criou o slogan “Várzea Alegre é natureza! E para finalizar, Várzea alegre é a cidade que só nos deixa tristes quando estamos distantes.

sábado, 25 de maio de 2013

Escolhidos de São Raimundo - Memória varzealegrense


ESCOLHIDOS DE SÃO RAIMUNDO 


Padre José Ferreira Lobo - Vigário de 1.928 a 1.932
Igreja demolida - Foto de 30 de Agosto de 1.918


A cidade crescia e, com ela, sua fé, sua crença. A igreja matriz existente, aquele templo modesto, em cujo frontespicio se havia gravado a data de 1.904, ia passar por seria reforma, tornar-se mais amplo e mais imponente.

Foi sempre e em qualquer lugar a igreja a edificação mais suntuosa, sua torre o ponto mais elevado e dominante. Assim devia ser entre nós. E, assim, se fez. Foi  na gestão do Padre José Ferreira Lobo, em 1.928. O povo se mobilizou, na sua totalidade, para consecução do trabalho, que era obra de todos. 

Sem os atropelos que sempre surgem, nesses movimentos, sem o formigamento desbaratado e improdutivo de operários sem conta, os trabalhos progrediam em ritmo certo, segundo cronograma traçado. Trabalho comum, nem por isto, merecedor de menos cuidados e atenções. Os adjuntos ou mutirões eram determinado o dia para cada sitio. No dia do Sanharol, José Alves Bezerra, José de Chiquinho, casado com Raimunda da Santana do Sanharol, contou para os  amigos Pedro André, Antônio de Pedrinho e Antônio do Sanharol um sonho que tivera no qual a torre da igreja caía em sua direção e, enquanto ele fugia a torre seguia em perseguição. Antônio do Sanharol  foi bem claro: José eu fosse você não ia ao adjunto.

Era um primeiro de Março, Sábado. Não sendo supersticioso, apanhou seu chapéu e suas ferramentas e saiu. Trabalhou por toda manha em cima da parede derrubando tijolos, quando sentiu sede, tranquilamente, desceu e foi até a casa paroquial. No seu lugar, no mesmo serviço, ficou o seu cunhado Joaquim Alves Bezerra, Salgueiro. 

Ao voltar, sem que o cunhado o houvesse visto, derrubou este um tijolo que o atingiu na cabeça, matando-o no mesmo instante. Toda Várzea-Alegre tomou conhecimento, compungida, de fato e, muitos ainda comentam.

Lembrando a tragedia, associo o episodio que fulminou nossa já conhecida Tereza Maria de Jesus: Tomando nos braços o neto recém-nascido, ergueu-o num "Viva  São Raimundo" e tombou sem vida.  Modalidades diversas de chamar seus eleitos, os escolhidos de São Raimundo Nonato.

Blog do Sanharol


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